Daily Archives: 2006/12/19

A ilha mítica O’Brazile e a série Lost (Perdidos)


Imagem: http://www.hordern.com

Relia eu o excelente “Phantom Islands of the Atlantic” de Donald S. Jonhson que certo “momus” me ofertou em tempos idos quando deparo com esta passagem (traduzida):

“Em 1636, um certo capitão Rich reportou ter avistado a ilha [Brazil (não confundir com “Brasil”] para além da costa da Irlanda com “um porto, e terras cultivadas no interior”, mas quando tentou um desembarque, ela “desapareceu na neblina”. Outro relato vem de 1644 de Boullage Le Gouz, que afirmou que “a três milhas do seu navio viu a ilha fantasma, com árvores e gado”. T. J. Westropp, o autor de um artigo sobre a ilha de Brazil, afirmou t~e-la visto pessoalmente três vezes. O último avistamento ocorreu no Verão de 1872. Era “uma tarde clara, com belo pôr-do-sol dourado, quando mesmo no momento em que o Sol se punha, uma ilha negra apareceu subitamente no horizonte, longe no mar, mas não no horizonte. Tinha duas colinas, uma arborizada; entre elas, numa planície baixa, erguiam-se torres e rolos de fumo”. Outros, navegando com ele, incluindo a sua mãe, todos “viram-na ao mesmo tempo… com uma aparência tão realista.” (página 117)

“Uma carta muito longa escrita em 1675 por William Hamilton de Derry contem um dos relatos mais detalhados de O’Brazile. Endereçada ao seu primo vivendo em Londres, a carta explica porque é que um outro primo comum, Mathew Calhoon, tinha requerido a Charles I de Inglaterra a concessão de uma patente de propriedade para a ilha encantada de O’Brazile. Calhoon acreditava que “a ilha tinha sido completamente descoberta… e o encantamento quebrado.” Hamilton relata como a ilha tinha sido encontrada pelo capitão John Nisbet de Killybegs, em County Donegal, Irlanda, em 1674. Em Setembro desse ano, Nisbet Donegal, encheu vários navios com manteiga, sebo e couro e velejou para França; na viagem de regresso comprou vinhos franceses. Quando estava perto da costa da Irlanda na volta de regresso, e exactamente quando o Sol se estava a levantar, “subitamente caiu o mais terrível e espesso nevoeiro sobre o mar, que continuou durante três horas”. Então, tão subitamente como tinha surgido, levantou-se. e ele e os seus homens encontraram-se numa costa desconhecida. Estas eram águas familiares aos marinheiros, mas este lugar era-lhes completamente novo. Uma vez que o vento os estava a levar perigosamente perto de terra, com rochedos não muito longe, sondaram o fundo do mar e ancoraram com três braças de profundidade.

Quatro dos oito tripulantes foram a terra. Depois do desembarque, atravessaram “um pequeno bosque… e encontraram um vale verde muito agradável cheio com muito gado, cavalos e ovelhas alimentando-se. Viram um castelo muito forte e dirigiram-se a ele para procurarem saber onde estavam e o que deviam fazer. Mas ninguém lhes respondeu às suas pancadas na porta, nem ouviram algum som de alguma criatura – nem sequer o ladrar de um cão. Passaram o resto do dia explorando a ilha, e embora vissem muitos animais, não havia ninguém a quem perguntar onde estavam. Com a aproximação da noite, regressaram para a costa e dizeram uma fogueira para se aquecerem do frio. Imediatamente, ouviram um “som terrível e hediondo” vindo de toda a ilha, mas especialmente do castelo; terrificados, apressaram-se a ir para o navio. Na manhã seguinte, logo que o Sol subiu, um homem idoso e os seus seguidores apresentaram-se na costa da ilha. Os marinheiros aprenderam então que os antepassados do ancião tinham sido outrora príncipes nesta ilha, chamada O’Brazile, mas que ele e outros tinham sido “tiranicamente encerrados no castelo pelas artes maliciosas de um negromante” que amaldiçou a ilha, tornando-a inútil e invisível a mortais. Mas agora, o “feitiço de encantamento fora quebrado [pelo fogo], o tempo maldito tinha expirado” – eles eram agora livres do aprisionamento, e a ilha podia ser de novo visível para sempre.”

O relato em si mesmo é merecedor de alguma credibilidade… Mas sobremaneira curiosa é a referência à realidade da Ilha e em como esta se tornara invisível pela acção de um “negromante” (feiticeiro) e que depois se teria libertado desse encantamento através da ignição de um fogo nas suas margens… Hum… Isto não provoca nas vossas mentes um certo eco?

Lembram-se da explosão de luz branca em que terminou a Season 2 do Lost? E a sugestão de que a partir daí, ou durante a duração da mesma, a Ilha teria ficado novamente visível ou presente no “mundo real”? Será que esta lenda da O’Brazile serviu de inspiração aos criadores de Lost? Bem provável, já que aqui se fala de um grupo de ilhéus (a Dharma?) que é submetido e aprisionada num Castelo (uma Estação Dharma?) e que é salva por alguém vindo do mundo exterior (os Sobreviventes)… Sendo esta uma narrativa do mundo anglosaxónico, pode bem estar entre as influências dos criadores de Lost (Perdidos):

Carlton Cuse
Carlton is a writer and executive producer on LOST.
J.J. Abrams Bio
A biography of J.J. Abrams, creator and writer for LOST.
Damon Lindelof Bio
A biography of LOST creator, Damon Lindelof.
Jeffrey Lieber Bio
A biography of Jeffrey Lieber, co-creator of LOST.

Para conhecer melhor as suas biografias, clicar AQUI

E o facto da lenda se referir à Ilha Mítica “O’Brazile” terá algo a ver com a introdução do actor brasileiro Rodrigo Santoro e à aparição de dois brasileiros precisamente na última cena da Season 2 e onde estes falam um com o outro em… português do Brasil?

Coincidências?…

Acha que o mito da O’Brazile pode ser uma influência dos produtores de Lost?
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Categories: 9/11 Denial, As Ilhas Míticas do Atlântico, Ciência e Tecnologia, LOST (Perdidos) | 13 comentários

Hoax: O alerta do vírus de email “Invitation”

A propósito DESTE alerta publicado no Blog da Kaótica:

“Fiquem atentos nos próximos dias!
Não abram nenhuma mensagem com um arquivo chamado “invitation”, independente de quem a enviou.
É um vírus que “abre” um tocha olímpica que “queima” todo o Disco rígido do computador.
Este vírus virá de uma pessoa conhecida que tem seu nome em sua lista de endereços, por isso você deve enviar esta mensagem a todos os seus contatos.
É preferível receber 25 vezes esta mensagem, do que receber o vírus e abri-lo.
Se receber a mensagem chamada “Invitation” não a abra e apague-a do seu computador imediatamente!
É o pior vírus Anunciado pela CNN e classificado pela Microsoft como o mais destrutivo que já existiu .
Ele foi descoberto ontem à tarde pela McKafee e não existe Anti-vírus para ele.
O vírus destrói o Setor Zero do Disco Rígido, onde as informações vitais do seu funcionamento são guardadas.

DIVULGUE ESTE AVISO A TODOS QUE VOCÊ CONHECE”

Apliquei cá o meu crivo de verificação de “hoaxes e mitos urbanos” (ou seja, o Google) e… Adivinhem lá: é Falso (um Hoax).

O texto da mensagem que circula em corrente de email pela Internet lusófona utiliza segmentos de outras mensagens semelhantes, alertando também elas para falsos vírus ou falsos cavalos de Tróia.

Como os seus inspirados recorre a nomes de empresas de segurança prestigiadas, para lhes tomar de empréstimo credibilidade, embora use erros crassos nos nomes “McKafee”, em vez de “McAfee“… O termo “McKafee” é frequente para descrever o software de antivirus da McAfee em sites de Warez (cópias piratas) e pode indicar que a origem do email é um gozador que frequenta estes sites… Ou então que é alguém que gosta de café…

Na verdade, não existe nenhum virus com o nome “Invitation” (ainda), e no site de Suporte da própria NAI (a actual detentora do nome “McAfee”) existe uma entrada para este Hoax (AQUI) onde se diz que o Hoax começou em circular ainda em 2000 e recebeu grande destaque através de um artigo publicado no jornal “El Financiero Satellite News Service” com o título “A New Powerful Computer Virus Unleashed”. A partir daqui foram criadas várias variantes, em várias línguas, como o hungaro, o espanhol, o holandês, o francês, o alemão e, é claro… O nosso português, cuja variante do Brasil parece ser a origem imediata deste Falso Alerta.

As palavras-chave são:

  • Destroys Sector Zero hoax
  • Discovered Yesterday Hoax
  • Most Destructive Ever Hoax
  • Panic In New York Hoax
  • Una Tarjeta Virtual Hoax

Como sempre, aplica-se aqui o mesmo eterno conselho… Instale um bom antivirus, mantenha-o, sempre, mas sempre mesmo, actualizado e faça o mesmo com uma firewall, e , se mantiver também o seu computador actualizado com o WindowsUpdate não terá problemas com nenhum virus…

Ah, e…. Nunca deve abrir anexos ou mensagens de email suspeitas ou de fontes desconhecidas…

Acreditou neste Hoax?
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Categories: Hoaxes e Mitos Urbanos, Informática, Justiça | 23 comentários

sQuid S1-15: Quem escreveu esta equação?

N = R* x fp x ne x fe x fl x fc x L

Categories: Delírios, sQuids S1 | 7 comentários

Percorre a Internet portuguesa esta “Carta Aberta ao BES”

 

 

“CARTA ABERTA AO BES

Exmos Senhores Administradores do BES

Gostaria de saber se os senhores aceitariam pagar uma taxa, uma pequena taxa mensal, pela existência da padaria na esquina da v/rua, ou pela existência do posto de gasolina ou da farmácia ou da tabacaria, ou de qualquer outro desses serviços indispensáveis ao nosso dia-a-dia.

Funcionaria desta forma: todos os meses os senhores e todos os usuários, pagariam uma pequena taxa para a manutenção dos serviços (padaria, farmácia, mecânico, tabacaria, frutaria, etc.). Uma taxa que não garantiria nenhum direito extraordinário ao utilizador. Serviria apenas para enriquecer os proprietários sob a alegação de que serviria para manter um serviço de alta qualidade ou para amortizar investimentos. Por qualquer produto adquirido (um pão, um remédio, uns litros de combustível, etc.) o usuário pagaria os preços de mercado ou, dependendo do produto, até ligeiramente acima do preço de mercado.

Que tal?

Pois, ontem sai do meu BES com a certeza que os senhores concordariam com tais taxas. Por uma questão de equidade e de honestidade. A minha certeza deriva de um raciocínio simples.

Vamos imaginar a seguinte situação: eu vou à padaria para comprar um pão. O padeiro atende-me muito gentilmente, vende o pão e cobra o serviço de embrulhar ou ensacar o pão, assim como, todo e qualquer outro serviço. Além disso, impõe-me taxas. Uma “taxa de acesso ao pão”, outra “taxa por guardar pão quente” e ainda uma “taxa de abertura da padaria”. Tudo com muita cordialidade e muito profissionalismo, claro.

Fazendo uma comparação que talvez os padeiros não concordem, foi o que ocorreu comigo no meu Banco.

Financiei um carro. Ou seja, comprei um produto do negócio bancário. Os senhores cobraram-me preços de mercado. Assim como o padeiro cobra-me o preço de mercado pelo pão.

Entretanto, de forma diferente do padeiro, os senhores não se satisfazem cobrando-me apenas pelo produto que adquiri.

Para ter acesso ao produto do v/negócio, os senhores cobraram-me uma “taxa de abertura de crédito” – equivalente àquela hipotética “taxa de acesso ao pão”, que os senhores certamente achariam um absurdo e se negariam a pagar.

Não satisfeitos, para ter acesso ao pão, digo, ao financiamento, fui obrigado a abrir uma conta corrente no v/. Banco. Para que isso fosse possível, os senhores cobraram-me uma “taxa de abertura de conta”.

Como só é possível fazer negócios com os senhores depois de abrir uma conta, essa “taxa de abertura de conta” se assemelharia a uma “taxa de abertura da padaria”, pois, só é possível fazer negócios com o padeiro, depois de abrir a padaria.

Antigamente, os empréstimos bancários eram popularmente conhecidos como “Papagaios”. Para gerir o “papagaio”, alguns gerentes sem escrúpulos cobravam “por fora”, o que era devido. Fiquei com a impressão que o Banco resolveu antecipar-se aos gerentes sem escrúpulos.

Agora ao contrário de “por fora” temos muitos “por dentro”.

Pedi um extracto da minha conta – um único extracto no mês – os senhores cobraram-me uma taxa de 1€.

Olhando o extracto, descobri uma outra taxa de 5€ “para a manutenção da conta” – semelhante àquela “taxa pela existência da padaria na esquina da rua”.

A surpresa não acabou: descobri outra taxa de 25€ a cada trimestre – uma taxa para manter um limite especial que não me dá nenhum direito. Se eu utilizar o limite especial vou pagar os juros mais altos do mundo. Semelhante àquela “taxa por guardar o pão quente”.

Mas, os senhores são insaciáveis.

A prestável funcionária que me atendeu, entregou-me um desdobrável onde sou informado que me cobrarão taxas por todo e qualquer movimento que eu fizer.

Cordialmente, retribuindo tanta gentileza, gostaria de alertar que os senhores se devem ter esquecido de cobrar o ar que respirei enquanto estive nas instalações do v/. Banco.

Por favor, esclareçam-me uma dúvida: até agora não sei se comprei um financiamento ou se vendi a alma?

Depois que eu pagar as taxas correspondentes, talvez os senhores me respondam informando, muito cordial e profissionalmente, que um serviço bancário é muito diferente de uma padaria. Que a v/responsabilidade é muito grande, que existem inúmeras exigências legais, que os riscos do negócio são muito elevados, etc, etc, etc. e que apesar de lamentarem muito e nada poderem fazer, tudo o que estão a cobrar está devidamente coberto por lei, regulamentado e autorizado pelo Banco de Portugal.

Sei disso.

Como sei, também, que existem seguros e garantias legais que protegem o v/negócio de todo e qualquer risco. Presumo que os riscos de uma padaria, que não conta com o poder de influência dos senhores, talvez sejam muito mais elevados.

Sei que são legais.

Mas, também sei que são imorais. Por mais que estejam protegidos pelas leis, tais taxas são uma imoralidade. O cartel algum dia vai acabar e cá estaremos depois para cobrar da mesma forma.”

 

E como concordo com o teor da mesma…

Vai de dar eco à dita!

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Categories: A Escrita Cónia, Sociedade Portuguesa | 7 comentários

Quids S5-26: De que marca é este carro?

gggct.jpg
Dificuldade: 4

Categories: As Ilhas Míticas do Atlântico, Quids S5 | 24 comentários

Em 2048, 90% de todas as espécies de Peixes e Crustáceos estarão extintas


Imagem: http://images.usatoday.com

Segundo um estudo publicado na prestigiada revista científica Science e produzido por cientistas americanos e canadianos, a quase totalidade das espécies oceânicas (peixes e crustáceos) estariam extintas por volta de 2048.

O estudo indica também que na actualidade, 29% de todas estas espécies “colapsaram”, ou sejam sofreram um declínio de mais de 90% das capturas, e que este ritmo está a aumentar todos os anos.

Os autores do estudo dizem que é ainda possível travar esta tendência alarmante, implementando métodos de pesca mais racionais, definindo santuários marítimos e impondo quotas de pesca globais muito restritivas.

Estima-se que todos os anos, a Humanidade retira mais de 150 milhões de toneladas de peixes e crustáceos dos Oceanos do planeta e este ritmo cedo vai provocar a tragédia que es espera para 2048… Se estão hoje habituados a encontrar peixe nos supermercados, bem… os vossos filhos já os encontrarão com muito menor abundância e variedade… Tantos mais porque se espera que por essa data existam mais 3 biliões de humanos para alimentar, mas com os Oceanos quase totalmente esvaziados de vida, com o avanço dos desertos e com as terras cada vez mais sobrecarregadas com culturas intensivas, como será isso possível?

 

Fonte: USA Today

Categories: Ciência e Tecnologia, CodeFarmPt, Defesa Nacional, Ecologia | 13 comentários

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