O Brasil, Portugal e o Futuro


Imagem: http://www.hikawa.com.br

 

A propósito desta notícia, surgem-me as seguintes palavras:

O Brasil de hoje é um país em Expansão e que vai dando cada vez mais cartas em todas as áreas, mas principalmente na Economia e na Globalização onde tem todos os requisitos para ser um “ganhador”.

E este Brasil de hoje é o prolongamento directo de um verdadeiro Portugal que por cá, no Continente, definhou e vegeta rodeados e mandado pelos mesmos holandeses que… brasileiros, índios, negros e portugueses expulsaram do Brasil nos idos de Setecentos…

Por isso é que acredito que o Brasil é o Portugal do Futuro (ou que Portugal é o Brasil do Passado) e que aos dois não resta mais do que… Unirem-se, ou melhor dizendo e melhor escrevendo: ReUnirem-se como sonhava Agostinho da Silva…

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Categories: Movimento Internacional Lusófono, Sociedade, Wikipedia | 198 comentários

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198 thoughts on “O Brasil, Portugal e o Futuro

  1. Sabes, desde sempre defendi uma comunidade de países lusófonos em vez da União Europeia. Os países europeus sempre desconsideraram Portugal (Ultimatum, mapa cor-de-rosa, pirataria, etc. etc.) e apenas o vêm como mais um sítio propício a escoarem os seus produtos. Habilmente, e pela mão de políticos como Mário Soares, foram metodicamente desmantelando a nossa agicultura, a nossa indústria, as pescas… para enfim nos terem eternamente na mão. Portugal deveria ter feito uma descolonização mais inteligente com base na cooperação (e não na exploração que está ssumindo novas formas) e em diálogo estreito como Brasil talvez não estivesse no descalabro em que hoje se encontra.
    Abraço

    • joaquim marques.

      Sonhei essa ideia nos tempos ainda das colónias.
      Não pensei no Brasil, porque a relação connosco não era como a de hoje.
      Imaginei, de facto, um país com partes separadas por quilómetros cúbicos de água.
      Mas, também pensei, que esse país teria de assentar as suas bases na igualdade de direitos e obrigações de todos
      os seus cidadãos e jamais como acontecia com o Salazer, que até aos brancos lhes negava esses direitos.
      E, o meu sonho, desfez-se como acontece quando acordamos.
      Esse país teria de ser um país socialista, isto é, que as obras que se realizassem fossem para elevar o nível
      da população global e não para cairem nas mãos de umas tantas famílias que veriam as suas fortunas aumentarem enquanto as outras se definhavam, tal como acontece actualmente, por tudo o mundo.
      A globalização não permite aos países produzirem para o seu consumo e exportarem os excessos, de modo a não colidirem com as produções dos outros.
      É a lei económica ditada por super empresas que tudo esmagam para obterem lucros para os seus donos
      insaciáveis.
      Não há país, nem conjunto de países, como a UE, que lhes possa resistir porque são empresas globalizantes.
      Acho que nada vale a pena pensar fazer no sentido de unir para esforços comuns, enquanto os monstros neo-liberal e
      globalização que se apoiam mutuamente, não forem derrubados ou que nos tenham comido os ossos.
      Fazer uma descolonização mais inteligente, quere dizer
      a favor dos portugueses?
      Saiba que nenhum partido de brancos em Angola, previa ou admitia pretos.
      O que teria havido seria uma neo-colonização, porque os pretos nem direito a escola tinham. Era, simplesmente, como se fossem fantasmas ou os animais bravios que existem numa quinta que se compre.
      Eu sei, estive na guerra, em 1961.

  2. a ideia é boa, mas vão os Brsileiros desejar juntar-se a um cancro como Portugal?
    abraço

  3. É curioso o papel de Portugal hoje, ao brasileiro comum. Simplesmente perpassa apenas o passado, nada do presente, e sem qualquer idéia de que poderia haver alguma relação mais influente no futuro. O Brasil deixou de ser colônia de Portugal, algum tempo depois serviu à Inglaterra para dizimar o Paraguai e hoje… serve aos USA…

  4. kaotica: essa comunidade seria muito mais viável do que esta anomalia cultural, esta verdadeira caixa de gatos selvagens que é a UE, onde o único Valor comum é a Economia, quando uma verdadeira União devia fundar-se numa Cultura, numa Língua e em valores comuns… E isso a CPLP já cumpre, falta é aprofundá-la, muito.

    kaos: o Brasil teria ainda mais a ganhar do que nós… Seríamos a plataforma de lançamento para os seus produtos na Europa, e poderíamos compensar os sectores da sua Economia que estão mais débeis e inclusivé absorver algum do seu excesso demográfico (um processo que teria que ser melhor regido do que em Vila de Bispo e sem a anarquia da emigração brasileira actual)

    catatau: com os recursos naturais e humanos do Brasil, mais a sua energia criativa, mais a ponderação e cuidados (excessivos?) clássicos ao português poderíamos fazer uma potencia de capacidade mundial… Se nos juntassemos a Angola e aos seus recursos naturais e humanos e ajudássemos a ultrapassar o problema da corrupção (com gravidade comparável ao problema do crime no Brasil, e à estagnação económica portuguesa) poderíamos ser uma potencia mundi de nível média, como uma França ou uma Rússia… E não é só um sonho… está muito mais ao alcance do que parece, especialmente a União Portugal-Brasil (que defendo há muitos anos…)

  5. Impressionante achar que alguém (o Brasil) vai se unir a outro alguém (Portugal) que deteriorou o país no seu início, tirou todo o ouro todo o pau brasil, toda a cana de acúcar e café e deixou um sistema econômico completamente viciado, criado por dádivas e associado a extrema corrupção e péssima mas péssima administração… a ferida administrativa brasileira em 500 anos ainda não foi curada, e porque reabrir? Que benefício teríamos, a não ser exportarmos mão de obra para o país “irmão”?

    • Vitor Amorim

      O Brasil e independente desde 1822… Ha 188 anos!! Querer por as culpas dos problemas actuais brasileiros nao me parece honesto.

  6. eleandro:
    o seu comentário merece uma resposta devidamente cuidada, que estou a redigir e que conhecerá (se voltar a passar por aqui, coisa de que duvido) num Post especialmente escrito para o esclarecer.

  7. jefferson

    vcs portugueses nao estao muito atualizados sobre o brasil msm ne.o colega ai de cima falo q se portugal e brasil se unissem,seriamos comparados a uma russia ou frança.em primeiro lugar,o brasil ja e a 10maior economia do mundo,acima da russia ate,e o país esta cotado pra se torna a quinta economia mundial ate 2050(apesar de eu achar esse periodo muito grande,eu vo ta velinho 😦 …)mais msm assim,ele vai ser uma potencia sim,ahhh e tem mais,sera a maior potencia energetica do seculo,a maior potencia agricola(obs. ja e)e a 5 potencia industrial.nos temos as maiores reservas de agua doce do planeta(aquifero guarani,bacia amazonica…)e o unico país com area e sol o bastante para a produçao de energia renovavel,como a solar,e combustiveis ecologicamente corretos,como o biodiesel. o brasil esta brigando por uma cadeira no conselho de segurança da onu,e esta investindo em infraestrutura em toda a america do sul,fixando sua egemonia em toda a regiao e no hemisferrio sul. alem disso possue a a maior mineradora do mundo(vale do rio doce),uma das maiores fabricantes de avioes do mundo(embraer)e possui uma das maiores petroleiras do mundo,a pertobras.
    nos aki no brasil estamos acostumados a sempre ver o lado ruim do pais,eu acho q o povo fica desanimado com tanta violencia,corrupçao…mais msm assim eu acredito q as coisas vao sim melhorar,se deus queser…

    mais e isso ae,se quiserem saber mais algumas coisas podem pergunta q o jefim responde ok

    fuizzz

  8. Francisco

    Caros amigos.

    Do jeito que vai a coisa aqui pelo Brasil, com o presidente que temos eu acho que ainda seremos obrigados a devolver esse imenso país chamado Brasil, a voces e ainda pedir desculpas pelo estrago por nos provocado.

    Um abraco,

  9. Francisco

    Caros amigos.

    Nao sei como voces por ai em Portugal, veem esse imenso pais chamado Brasil.
    Para nos por aqui, com o nosso atual governante maior, nosso presidente, a gente ainda vai ter que devolver o Brasil pra voces e ainda pedir desculpa pelo estrago.

    Um abraco,

  10. Nosso paiz precisa na realidade é de ser redescoberto, mas, por gente séria e não com aquela mentirada que nos foi enfiada de goela abixo.

  11. jfarinhote

    O Brasil é um país grande é verdade tem muitos recursos naturais é verdade mas isso não se traduz em qualidade de vida para os seus habitantes. Pelo que li os Brasileiros queixam-se das coisas más do Brasil foram os portugueses mas das coisas boas não falam. Por outro lado de que server ser grande e pobre, mais vale ser pequeno (Luxemburgo, Suiça, Dinamarca, Irlanda, Bélgica, Holanda) e rico com cultura e bons sistemas de saúde e educação que grande, corrupto e pobre. O Brasil tem recursos mas não tem ‘população’ para gerir os recursos nem criar riqueza. Eu gostava de ter visto o Brasil com mais imigração da Europa e menos de África, concerteza que era os Estados Unidos da América do Sul.

    Por outro lado como europeu que sou não vejo de bons olhos novas ligações com África, 500 anos já chegam, está na altura de nos virarmos para a Europa que somos de nos tornarmos verdadeiramente europeus com mentalidade europeia. A força dos países reside na qualidade humana.

  12. João Paulo

    Sou brasileiro, moro no Brasil e enxergo a história como “mal-contada” nas nossas escolas. E também NÃO sou contra Portugal e nem contra o povo português, mas sou contra sim os excessos cometidos pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras português contra cidadãos brasileiros, embora eu esteja de acordo que Portugal não é obrigado a receber imigrantes ILEGAIS e que imigração ilegal não é correto. Agora, maltratar pessoas apenas por serem ‘brazucas’, é mais triste ainda do que o ridículo, patético hábito brasileiro de contar anedotas ofendendo portugueses.

    1º- O Brasil está a 184 anos em setembro serão 185 anos, que o Brasil estará independente de Portugal. Teve tempo mais que o suficiente para se empenhar em se tornar um país desenvolvido.
    2º- Dizer que Portugal “roubou” ou “furtou” ouro do Brasil é tão ilógico quanto dizer que nordestinos e gente de outras regiões “roubou” ouro do povo do estado do Pará. Porque no século XVIII, para efeitos políticos e jurídicos, o Brasil era Portugal. Era uma parcela localizada fora da Europa, mas era parte do mesmo Estado, do mesmo Poder Público. E a coroa* portuguesa na época (e não o povo português) cobrava 1/5 do ouro extraído, por lei 4/5 tinha que circular exclusivamente dentro do território brasileiro, mas os colonos no Brasil contrabandeavam ouro para a Inglaterra em troca de seus produtos industriais, para não pagar tributos à Coroa Portuguesa.
    3º- Ficar procurando culpados para os nossos problemas nacionais não vai mudar a nossa situação de país de 3º-mundo. O que temos que fazer é deixar o passado nos livros de história e museus, olhar para o presente e para o futuro, e tomar uma atitude a partir do agora. Deixemos os portugueses em paz e cuidemos de consertar o Brasil. Não há uma só alma portuguesa que viveu na época em que o Brasil era colônia portuguesa que esteja viva ainda hoje, e todos os lusos que hoje vivem nasceram muito, muito depois da independência do Brasil, portanto, é fútil e tolo acusar os portugueses pelos males do Brasil, e julgar* a situação sócio-ecônomica de Portugal (País “pobre” da Europa), como se o Brasil fosse algum Canadá da vida.

    Agora, o assunto em pauta!
    Eu acredito que a partir de 2040, o Brasil será um dos cinco países mais ricos do mundo, se e somente se, o ensino escolar aqui for profundamente reformado, mudar totalmente. Não adianta ter PIB gigante se a renda per capta e o IDH são baixos. Não adianta investir muito em universidades se o ensino básico e médio é medíocre e risível. A população tem que ser alfabetizada funcionalmente. E a mentalidade da maioria (85%) tem que mudar muito, mas muito mesmo. O nosso povo precisa aprender a respeitar princípios e a ter auto-estima também.

    Pergunto aos favoráveis a união: – Como podia ser esta união ou reunião luso-brasileira? O Brasil voltaria a ser colônia? Portugal se tornaria um novo estado brasileiro? Um bloco econômico segundo o modelo da União Européia e da NATO/OTAN? Um bloco que incluísse Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Timor Leste? E como fica a crescente parcela da população lusa que não simpatiza com o Brasil e os brasileiros? Como lidar com questões de xenofobia (sentimento que eu sou contra) tanto em Portugal quanto no Brasil (aqui há muita xenofobia sim, infelizmente)? Teríamos que preparar a população durante décadas, através da educação escolar. No aspecto econômico, a idéia é maravilhosa. Inclusive para tornar o Português língua universal. Mas não sei se as populações portuguesa e brasileira terão aceitação mútua, acredito que deve-se trabalhar com paciência a idéia para que os povos aceitem a idéia de união. Não quero apontar culpados aqui, Portugal tem a sua cultura, os seus costumes, hábitos e o Brasil tem os seus. Pode haver choque, conflitos de divergências culturais, o que não vai ser bom pra ninguém, como há com europeus nativos e imigrantes e seus descendentes. Na França especialmente, a situação está crítica. Esses detalhes devem ser levados em consideração.

  13. João Paulo

    Esclarecendo
    Quando perguntei:- “Um bloco econômico segundo o modelo da União Européia e da NATO/OTAN?” – eu quis perguntar se haveria também um pacto no aspecto militar, uma aliança igual a NATO/OTAN, entre as nações lusófonas, ou entre Portugal e Brasil. Me expressei mal no texto acima.

    Quanto a uma possível nova união (em termos de federação ou confederação), eu não acho errado e nem ruim. Mas acho que não é tão simples assim, muita coisa mudou do começo do século XIX pra cá, e será necessário um trabalho a longo prazo para conseguir a aceitação das populações de cada país.

  14. Caro João Paulo: os seus comentários merecem uma resposta devidamente cuidada, que darei logo que fôr possível, na forma de um Post dedicado à mesma. Obrigado pelas importantes achegas a esta questão!

  15. João Paulo

    Senhor Rui Martins,
    primeiramente obrigado digo eu. Eu acho que Brasil e Portugal têem a ganhar sendo países amigos e parceiros tal qual são Estados Unidos e Inglaterra (ou Grã-Bretanha se preferirem) entre si, por exemplo. Nem todos os brasileiros e nem todos os portugueses concordam comigo, nessa forma de ver. Quanto as críticas que muitos brasileiros fazem a Portugal por causa dos tempos coloniais e da atual situação do Brasil, isso é um erro de ensino cometido nas escolas do Brasil. Aos portugueses que ainda gostam do Brasil, simpatizam com esse país aqui mas, estejam magoados, ressentidos por causa dessas reclamações contra Portugal, eu só posso pedir perdão à esses portugueses e, esse é apenas um dos detalhes aonde é urgente a reforma educacional no Brasil, conscientizar os brasileiros de que o Brasil é responsabilidade de brasileiros, e não de estrangeiros. Passado é passado, não volta mais! Quem está vivo hoje não é responsável pelo que gerações passadas fizeram.

    Quanto a conflitos, divergências por hábitos desagradáveis, um brasileiro que vai a Portugal e faz afirmações do tipo “no Brasil é melhor”, fazer vídeos no youtube depreciando Portugal, são evidências da falta de respeito a princípios por parte de brasileiros, o que NÃO significa que 100% da população daqui seja assim, ou esteja de acordo com isso. Tem gente sensata aqui sim. Eu acho, que até para países onde se fala o mesmo idioma do Brasil, o brasileiro deve conhecer a etiqueta de lá, ser previamente informado de que há costumes que não são bem vistos por lá, e se esforçar para evitá-los. Ou ficar por aqui mesmo. Ir a outro país é semelhante a ir a casa dos outros. É necessário demonstrar respeito, gratidão à hospitalidade. E deve respeitar os costumes de lá, não fazer críticas, não julgar. Não é porque eu desejo o melhor para o Brasil que vou deixar de reconhecer as coisas erradas que há no estereótipo do brasileiro. E o que vai reverter é a educação para cidadania. Brasil e Portugal têm muito mais a ganhar como amigos e parceiros do que como desafetos.

  16. Alessandro da Silva

    Amigos,

    Realmente e não esperava ver esse assunto (reunificação) sendo discutido. Mas fico feliz em saber que existem simpatizantes dessa causa. Mas acho que tanto brasileiros, quanto portugueses necessitam se redescobrir.

  17. Anónimo

    A união lusófona não tem que ser “física” e sim mental. Esqueçamos “revanchismos” e “prepotências”. Vamos agir em conjunto para o bem dos nossos povos!

  18. Alessandro:
    A ideia é de facto muito pouco debatida, em todo o lado. Mas é um dos esteios fundamentais do http://www.movimentolusofono.org/ a que pertenço juntamente com mais 600 lusófonos, entre os quais mais de 200 brasileiros.

  19. Eleandro Tersi

    Graças a Deus (e a nós mesmos) somos uma potência, que com todos os defeitos é respeitada, seja pelo povo, pelo futebol, pelas praias, pela fauna, flora, etc, tem muita coisa boa aqui, DEFINITIVAMENTE não precisamos de MAIS SANGUESUGAS, sim mais, pos o que tem por aí é gente querendo comprar terras, escravizar o povo de tanto trabalhar (Renault, Electrolux), e por aí vai….
    Vcs sabiam que não fosse pela ganancia (mal do brasileiro) estariamos em pleno desenvolvimento… Com todo o roubo e jeitinho que damos ainda somos brasileiros, sim aqui foi inventada a caipirinha, sim é um país cristão, sim se produz e se planta de tudo, e sim, damos o jeitinho…. FORA NAÇÕES DE EXPLORAÇÃO, FORA, DEFINITIVAMENTE

  20. fora com visões tacanhas e provincialistas, direi ainda eu.

  21. Srs. a maioria de BRASILleiro são iguais a eu, pardos. eufemismo para descendentes de negros e portugueses, já somos 64% da população ou mais…temos sim q olhar para a africa , assim como para portugal ; temos nossos pes em ambos os continentes…já é.

  22. A vida aqui poderia ser melhor para todos em termos de oportunidades, + temos a elite + conservadora e reacionário do mundo, o negocio está tão ruim que estamos fazendo menos filhos, mt bom p/ o país , agora, + em 40 ou 50 anos…vai ser = ou pior que na rússia.. é a elite + burra das américas, o diabo é que suas filhas e filhos vão ter casr-se com meus netos (negros e/ou mesticços de olhos verde/azul) por ausência de “brancos” , maridos ignorantes, por culpa deles..Para entrar em faculdade Pública ..nem pensar, ou eu trabalho p ara jantar ou morro de fome; + os filhos deles vivem para estudar..e dizem que a entrada na mesma faculdade e puro mérito, mérito privilegiado…e pior que isso srs.Podes crer..

  23. Eu gosto mt dos portuguese..tenho sangue dos mesmos e sou pardo, graças a Deus,e sou semelhante a 64% dos Brasucas temos origens afro/europeia.O BRASIL poderia ser melhor e portugal…ñ conheço, então me calo.

  24. Kevin

    O Brasil teria muito a ganhar. Pra começar, nossos salários seriam em Euros. Depois, teríamos passaporte europeu, podendo transitar e trabalhar livremente no Velho Mundo. E por último, mas mais importante, nossos clubes poderiam jogar a Champions League.

  25. hehehe… jogar e ganhar, provavelmente!

  26. atom

    Que monumental confusão que para aí vai…
    Os colonizadores são todos aqueles que vivem no Brasil e não são índios. Os colonizados são os índios. Esses portugueses colonialistas são os vossos antepassados, misturados com os seus servos africanos, e recentemente com italianos do sul.
    Deste mix resultou o país de colonos que se denomina Brasil.
    Os portugueses que vivem em Portugal, são aqueles que se recusaram a ser colonos. Não tem por isso nada a ver com o roubo do Brasil pelos colonos, (que são vocês) ao serviço dos nobres e reis, ou recentemente por conta própria. Informo ainda que os nobres e reis ao serviço dos quais vocês, colonos, roubaram e mataram os índios foram corridos de Portugal quando da implantação da república.

  27. Bem, o Eleandro não voltou mais aqui, pelo que provavelmente não merece mais contestação…
    mas recordemo-nos só de mais um detalhe: a expulsão dos holandeses do Brasil foi feita à revelia da vontade de Portugal (metrópole) e pelos colonos brasileiros.

  28. Fernando

    Eu sou Brasileiro e a mais de 30 anos eu venho tentando ensinar os meus amigos, abrir os olhos deles sobre a situação histórica:
    Por acaso o Brasil está roubando seus estados quando faz mineração? Por acaso o Brasil está roubando a amazônia quando garimpa ouro e pedras preciosas? Bem, se vocês não entenderam ainda… O brasil não está roubancdo os estados
    porque: “os estados são o Brasil”.
    Mas daqui a uns anos o “Xingú”, ou a “Raposa Serra do Sol” consegue apoio internacional, se torna uma nação independente e a partir daí eles vão falar para todo mundo que o Brasil só fez rouba-los, que o Brasil levou todo o ouro e as pedras preciosas embora… e que eles tinham que pagar impostos pesadíssimos para os exploradores brasileiros, entendeu?
    Então como é que Portugal roubou algo que “era” Portugal? Como é que uma nação pode roubar o que já é dela? Vocês não podem se esquecer que o reino era “unido” foi por muitos anos comandado a partir do Brasil e Portugal nada mais fez do qeu o Brasil está fazendo com os seus estados, utilizando as riquezas para o bem da nação, ou não é isso?
    Quanto aos exploradores, eles podem estar em qualquer lugar, podem ser americanos, franceses, russos, japoneses, chineses… e por aí vai!

  29. Fernando:
    Bem posto e melhor apresentado.
    Explorados há os sempre em todas as épocas e entre todas as gentes.
    Eles não são a Estrutura, são o epifenómeno, e a Conjuntura.
    O essencial é que ainda falamos a mesma língua e que estamos mais próximos do que qualquer outro povo no mundo,
    e que temos desperdiçado esta proximidade.

  30. Eu vivo grilado com essa reserva..e vc fala exatamente do meu temor….é o embrião de grnades dores de cabeças p/ nós…que Deus nos ajude.

  31. importa desenvolver harmoniosamente, refrear ímpetos de exploração mineira desenfreada e respeitar a cultura e a autonomia de governo local dos índios, e o terreno féril para essas independências não poderá crescer.

  32. E manter sempre um número expressivo das FAs em números bem expressivos e próximo ds fronteiras, é impedindo sempre as entrada de “Missionários Estrangeiros ” só Brasucas é ponto final, se insistir cadeia e expulsaão sumária…espero que isso ñ nos cause problemas no futuro..daí uma poderosa FAs com capacidade de deslocamanto rápidos . Para ontem.

  33. João Paulo

    Estou de volta. Vou ser sincero no meu ponto de vista, e peço principalmente aos portugueses, não fiquem irritados comigo. Eu acho que Brasil e Portugal não devem se precipiar em se reunificarem num só país não. Acho que o Brasil e Portugal devem descobrir caminhos próprios para o desenvolvimento sócio-econômico. Se eu fosse português, com toda sinceridade, eu seria monarquista. Não pelo Duque de Bragança propriamente, mas pelo passado heróico que Portugal teve com a Monarquia. Principalmente nos tempos da dinastia de Avis. E eu seria favorável não apenas a retomada de Olivença, mas muito mais a unificação com a Galiza, a criação do Reino da Portugaliza, uma Monarquia Parlamentarista segundo o modelo Nórdico ou Inglês. Mudaria a forma de elegar os Deputados para representação distrital, para aproximar os deputados de seus eleitores. Isso levantaria o moral do povo português nesta era de trevas com a crise econômica que abateu o país deles e o mundo. Os galegos iam acabar por aceitar os lusos sim, com o tempo, se os lusos demonstrarem muito mais benevolência que os castelhanos. E esse novo país da Europa Ocidental, a soma de Portugal e Galiza, e o Brasil e os Palops, seriam todos países aliados e amigos. Por que não? Já no Brasil, por motivos históricos e pelo contexto do Continente Americano, eu sou favorável a República mesmo. O Brasil progrediu mais nos tempos da República. O Brasil é outro caso. Olhem a história dos suevos, do condado portucalense, qual era o regime que construiu a nação portuguesa e a galega?

  34. por mim falando: não fico irritado, João!
    a discordância é salutar e criativa!
    na questão da forma de regime, sigo Agostinho da Silva, que acreditava num tipo de “monarquia eletiva” idêntica à suévica.
    Penso que na via da União Lusófona, muito há a fazer e a debater… não sigo dogmaticamente nenhum modelo, admitindo todos em tese e sempre aberto a discutir as vantagens e desvantagens de cada, desde a pura união federativa ou confederal, a uma aliança a vários níveis, à transformação da CPLP; numa forma transestatal idêntica à da atual UE (modelo para onde me inclino mais, atualmente).

  35. João Paulo

    Oi, Clavis!
    Os suevos, povo de origem nórdica. Os nórdicos e germânicos tinham a monarquia eletiva como sistema. Os suecos na era pré-cristã, os alemães no Sacro Império Romano-Germânico, o primeiro reich, tinha eleição para imperador por parte dos duques, no caso da Suécia, o rei poderia sofrer o que chamamos de “impeachment” na República, ser deposto do trono, não era uma “monarquia-ditadura” como era no absolutismo. E fico supreso que os suevos na Península Ibérica também tinham monarquia eletiva. Como disse, não é a família Bragança em si que eu apóio ou me oponho. Sou neutro quanto a qual dinastia. Mas, Portugal tem uma história de glórias, as guerras contra os mouros, a expansão marítima rumo à Índia, o único povo em meio a uma Europa supersticiosa que teve coragem de desbravar o Atlântico, fez o périplo africano, não é uma nação medíocre não! Cadê a auto estima do passado, da era de Borgonha e Avis? Onde estão os heróis de Portugal?

  36. algo se quebrou, no nosso passado. a resposta, como sempre, é múltipla e não única e resulta, na minha opinião, de um cruzamento entre a influência da Inquisição, do Ultracatolicismo, da pequenez e dos erros de Salazar (Guerra Colonial) e, mais recentemente, de uma estratégia de desenvolvimento baseada na tercialização da nossa Economia e na secundarização da mesma a troco dos milhões de euros dos fundos estruturais e da destruição da nossa produção industrial, agrícola e piscícola.

  37. manuel

    Joao Paulo
    Estou admirado de seu realismo historico e de seu falar com « empathie »
    E por isso que tenho o Brasil no meu coraçao, e tambem Portugal pais onde naci e tambem Angola, Moçambique, Olivença , Timor etc…
    Ja fazem 44 anos que vivo no estrangeiro (frança) e talveze 44 anos a olhar para ai.
    Mas so os lusos olhem para ai, os outros (frances, alemaes, hollandeses, ingléses, ets..) nao se emportem de nada. Nao esperem nada deles. Eles so querem « marchandise » de material e humana. A UE é uma maquina que esta a comer a soberania dos estados sem « états d’âme ».
    Sempre sonhei ver Portugal unido duma maneira ou de outra, às antigas colonias e a Galiza.
    Agora nao sei se é « utopique » ou nao : mas o sonho de « l’utopie » nao sera ser « EUTOPIE »
    Beiginhos a toda a lusofonia.

    • João Paulo

      Um grande abraço ao Manuel.
      J’ai pensé que les françaises sympathisessent avec Brésil* (Pensei que os franceses simpatizassem com o Brasil). No continente americano, aqui no novo mundo, tem surgido um forte sentimento latinista, paralelo ao sentimento anti-EUA. Os hispanófonos e francófonos daqui se identificam com o Brasil, apesar da nossa língua lusa, e esse sentimento alcança “le peuple de Québec” (O povo do Quebec). O Brasil, enquanto país de língua portuguesa, é uma espécie de “ponte de integração” entre os povos de língua espanhola e francesa nas Américas. Os hispanófonos acham que o Brasil fala Português por “acidente da história”, no caso Portugal ter se formado independente do resto da Ibéria, e que esse detalhe não é motivo para excluir o Brasil. E percebi que na Europa não há esse sentimento entre portugueses, espanhóis, franceses e italianos. Ou há um sentimento pró-Europa inteira, ou nacionalista, etnicista.

  38. Esse união torna -se cada x + distante , vistoque portugal é membro da UE, logo, um dos seus estados…+ seria mt bom.

  39. João Paulo

    Eu já acho que o “ponto de estrangulamento” foi a cruzada que Dom Sebastião fez ao Marrocos ao invés de investir contra a Espanha e anexar a Galiza e expandir os territórios portugueses na América do Sul pelo menos até a Cordilheira dos Andes. Tanto para oeste quanto para o sul. O Brasil hoje seria maior ainda. Foi ali que a prosperidade de Portugal começou a entrar em decadência. Para quê um rei tinha que fazer voto de celibato num sistema de monarquia hereditária? Eu não sou judeu, mas eu acho que o antissemitismo católico foi nocivo a Portugal e ao Brasil. E não considero Jesus Cristo em si, problema. Considero-o solução! Mas o meu pensamento quanto a religião é este: Só considero a Igreja relatada no Novo Testamento como a legítima. Após a morte do apóstolo João, o Evangelista, que também é considerado autor do Apocalipse, a verdadeira Igreja de Jesus morreu com ele. Os que vieram depois, foram apóstatas, desjudaizaram tanto que paganizaram a Igreja e, tanto o Catolicismo Romano, Ortodoxo Bizantino ou Protestante, são mais nocivos que benéficos. Repito, o problema não está em Jesus! Está em quem veio depois do apóstolo João ter morrido. Não sou adepto de igreja mas, respeito quem é. Quanto a religião cristã, encerro o meu comentário aqui. Os dois países mais próximos de Portugal, Espanha e Marrocos, são monarquias. O Brasil não faz fronteira com nenhum país monárquico. Na Europa, há países desenvolvidos monárquicos, na América Latina, não há. A melhor época para a economia brasileira foi durante a República, quando começou uma tardia revolução industrial, não tornou o Brasil um país desenvolvido, mas melhorou a estrutura econômica daqui. Durante a monarquia, houve escravidão no Brasil. Abolida a escravidão, proclamada a República. Na cabeça do povo brasileiro, voltar a Monarquia assusta as pessoas. Em Portugal, não é a mesma situação. Se um monarca “portugalego” for sábio, junto com o primeiro ministro e os demais, vai trazer autoestima para os portugueses e galegos. Vai personificar os desejos da nação, da pátria. Portugal não vai, por exemplo, sair a colonizar outros continentes, mas pode fazer uma parceira séria com outro país, ou outros países, talvez até o Brasil mesmo, e ter um programa de exploração científica e comercial do espaço sideral, uma agência como a NASA americana, a Roscosmos russa… quem sabe a seleção portuguesa de futebol ganhe uma copa do mundo? Desportistas portugueses ganhem mais medalhas olímpicas? Espalhar mais indústrias ecologicamente corretas e universidades pelo país, fazer um programa de alfabetização nacional forte? Formar grandes cientistas portugueses? Grupos musicais portugueses, tal como outros europeus e americanos, fazerem mais sucesso pelo mundo? Ter um cinema internacionalmente conhecido, um corpo de atores mundialmente famosos? São coisas assim que vão fazer o luso e o galaico do século vinte e um serem orgulhosos de sua própria pátria. Ter orgulho de serem português e galego. Ou portugalego.

  40. O Portugal de então não tinha meios para travar uma guerra aberta com a Espanha de então… Como se viu quando o Duque de Alba invadiu o Alentejo e conquistou (após a batalha dos Prazeres) Lisboa com relativa facilidade. A Galiza (apesar de toda a minha simpatia por ela) não estava pronta para ser libertada… A campanha marroquina até poderia ser um retumbante sucesso, que não foi apenas porque foi muito mal organizada e pior planeada!
    Quanto ao nosso futuro, enquanto país, concordo. Essa é a vida. A da crescente integração no mundo lusófono, até ao ponto onde o quiserem as nossas gentes, buscando pontos, estratégias e objetivos comuns. E sempre de olhos no futuro, seja ele o Espaço, a União Lusófona, etc

  41. João Paulo

    Naquela época, nem se Portugal tivesse feito alianças com outras nações rivais de Espanha? A Inglaterra? A França? Algum estado do norte da Itália? A Dinamarca? Sozinho, não ia conseguir vencer a guerra contra Espanha mesmo, mas e através de uma coligação com outras nações? Apesar de a Espanha ter aliados, inclusive no Império Romano-Germânico, na Alemanha feudal da época… é! Era complicado mesmo…

  42. Wagner de Carvalho

    Saudações,

    Creio que uma maior aproximação entre os países lusófonos, principalmente entre Brasil e Portugal, seria grandemente benéfica para ambas as partes. O Brasil tem crescido muito nos últimos tempos mas ainda tem de resolver muitos problemas sociais, enquanto Portugal conseguiu melhorar o padrão de vida de seus habitantes mas não conseguiu, ao mesmo tempo, crescer economicamente, como outros países europeus. O crescimento das outras ex-colônias portuguesas, principalmente Angola, seria uma oportunidade para a criação de um bloco bastante forte em oposição aos outros blocos econômicos já estabelecidos. Seria uma ótima chance para Portugal, que teria maior acesso ao mercado sulamericano e assim, consequentemente, se fortaleceria também no mercado europeu; para o Brasil, que precisará de Portugal para ter maior poder de barganha perante a Europa.

  43. sem dúvida.
    poderíamos ajudar-nos mutuamente, e cativar África a deixar o seu atraso atávico pelo exemplo assim dado.
    o Brasil poderia aprender e Portugal reencontrar o desígnio nacional polarizador que perdeu e que na Europa não pôde encontrar.

  44. João Paulo

    Curiosidades:
    http://forum.paradoxplaza.com/forum/showthread.php?p=10716332
    Link de fórum em língua inglesa comentando a possibilidade de reunificação entre Portugal e Brasil.

    http://answers.yahoo.com/question/index?qid=20080506183101AArSEzV
    http://wiki.answers.com/Q/Is_reunification_of_the_US_and_the_UK_a_possibility
    Links em língua inglesa que tratam de uma possível reunificação entre o Reino Unido da Grã-Bretanha e os Estados Unidos da América. Eu sei que este fórum é sobre países lusófonos, mas é um paralelo interessante para se comparar. Alguns americanos olham a Inglaterra como o 51°. Estado dos EUA, devido a sua política externa.

  45. interessante…
    embora se foque no período da implantação da República em Portugal, em 1910 e não nos tempos modernos… onde o MIL (de que faço parte) tem precisamente aqui um dos seus focos…
    http://movimentolusofono.wordpress.com/declaracao-de-principios-e-objectivos/

  46. Fenix

    O Brazil e Portugal e Futuro é inivitavel que haja uma união lusofuna é uma questão de sobrivivencia para todos os paises lusofunos no mundo da globalização.As pessoas singulares se organizasão em sindicatos para terem mais força que uma pessoa sozinha não tem é caso de uma união lusofuna quanto mais unidos mais força podemos ter assim com podemos em conjunto melhor no defender-mos de outros.

  47. a ideia ainda é verdade e carece da devida maturação… mas segue…

  48. João Paulo

    Eu citei a Galiza, mas tenho uma curiosidade. Será mesmo que a maioria dos galegos quer mesmo a independência em relação à Espanha (Castela)? E será que eles querem mesmo se integrarem a Portugal? Ou querem ser mais um país independente? Eles realmente consideram-se a si mesmos lusófonos? Porque só o País Vasco, o ETA luta insistentemente pela independência. E a Catalunha também parece mais animada que a Galiza…

  49. não, falarei sinceramente: não.
    a maioria estão “assimilados” e falam apenas castelhano, especialmente nos meios urbanos e entre os jovens.
    a causa nacionalista é muito mais forte, hoje, na Catalunha, do que no País Basco (culpa dos idiotas criminosos da ETA) e da Galiza (fruto de décadas de repressão linguística e cultural e de assimilação massiva).
    Por isso é tão importante manter esta questão na agenda mediática e cultural, para salvar o que resta da Lusofonia na Galiza e por recordar aos próprios galegos a sua identidade nacional, que Madrid quer anular.

  50. João Paulo

    Agora, sou eu quem vai ser sincero. Quanto ao ETA no País Basco, eles deviam saber que o movimento independentista mais belo da História da humanidade é o da Índia, liderado por Gandhi. Não atiraram nos ingleses, os venceram pelos cansaço e humilhação. É o estilo de Gandhi que o País Basco, a Catalunha e a Galiza devem percorrer. E devem se aliar os três para cansar Madrid. O mesmo a Escócia e a Irlanda do Norte em relação à Londres. Agora, se a maioria dos galegos quer a cidadania espanhola, não há nada que a lusofonia possa fazer. Muito menos o Brasil. O imbecil do Franco era galego, se não me engano, e “castelhanizou” a Galiza. É pra acabar! Se a Espanha perder a Catalunha e o País Basco, então a economia espanhola “era uma vez”. Igual se a Itália perdesse o Norte. Quanto a Galiza, talvez uma Espanha sem Catalunha e sem País Basco estimule o independentismo as lembranças das origens celtas galaicas e suevas. O Brasil não interfere nas divergências internas espanholas. Não há como convencer a elite brasileira a querer apoiar a causa galega contra Madrid, se nem a elite portuguesa apóia, e nem o próprio povo galego não recorre à ONU para obter a independência. A Galiza não vai se unir ao Brasil, se vier a se unir, vai ser à Portugal ou se tornar um novo país independente. Agora, suponhamos um hipotético conflito no futuro, que eu não acredito que vá acontecer. É uma hipótese fictícia, imaginária. Suponhamos que Madrid, no decorrer do século 21, invista em gastos militares e crie uma poderosa frota aeronaval para restaurar o seu antigo império, a sua antiga glória e se tornar a maior potência do mundo. E então, resolva reconquistar a América Latina onde se fala Espanhol, Guiné Equatorial e as Filipinas e anexe Portugal, conquiste como em 1580, ou como as tropas de Napoleão Bonaparte conquistaram, e use Portugal como desculpa para conquistar as suas ex-colônias pelo mundo, Brasil, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste. Porém, só pelo tamanho do Brasil, a Espanha teria um trabalho enorme para conquistá-lo. E o Brasil esteja muito bem armado. Só numa situação assim, em que inevitavelmente o Brasil entraria em guerra contra a Espanha e, tal como os EUA tiraram Cuba, Porto Rico, Filipinas e Guam da Espanha no passado, o Brasil com sentimento de ira podia tirar a Galiza da Espanha, mesmo que seja para torná-la independente. Mas, como essa hipotética e fictícia invasão militar espanhola ao Brasil nunca será realidade, na minha opinião, não há o que fazer em favor da Galiza. Eu mesmo lamento. Queria a Galiza ou unida à Portugal ou independente. Inclusive o mapa de Portugal fica mais bonito com a Galiza incluída. Mas, não posso ir contra a vontade do povo galego, que é o maior interessado. Só posso respeitar a vontade da maioria dos galegos, que querem ser espanhóis. Se os portugueses tivessem interesse em se armar e tentar anexar a Galiza… mas falta recursos? Eu sei que há dificuldades para Portugal para investir em armas e equipamentos militares. Tem a aliança da NATO (OTAN) também, a União Européia… Enfim, eu acho que a Galiza é causa perdida para a Espanha.

  51. A Espanha sempre foi um feixe de nacionalidas, preso apenas pela força bruta e física de Madrid e Castela. Um “Império” que hoje age por formas “doces”, mas que na essência não diverge das políticas assimilativas do pior franquismo e de Prime de Rivera.
    A ambição dos nacionalistas espanhós é tudo anular, na Península, de Olivença à Galiza. E estão a conseguir fazâ-lo através de colonizações massivas e de políticas velhas e sistemáticas de destruição do património linguístico e cultural dos povos dominados.
    Por esta via, estão a conseguir vencer em quase todo o lado, com a honrosa excepção da Catalunha, que tem ainda a energia anímica para lhes resistir.
    A Portugal interessa sobremaneira esta cisão espanhola: Espanha é simplesmente um vizinho demasiado forte e ambicioso para ser alguma vez um bom vizinho, e o caso dos rios demonstra-o bem, assim como o “império empresarial” espanhol que hoje se exerce em Portugal.
    Tudo teríamos a ganhar de uma cisão pacífica (apenas essa!) de Espanha: em influência no mundo, pela aproximação com a Galiza e em termos económicos (acabando-se o pernicioso e unilateral) proteccionismo espanhol.

  52. Se os alemães explodirem a UE, ñ dando ajuda financeira à Grécia, ela vai sair da UE…então será + q viável a volta ao União de BRASIL/PORTUGAL…. o q seria mt bom.

  53. João Paulo

    Está aí algo que eu não compreendo. Não percebo o que se passa na cabeça dos alemães. Eles não querem ajudar a Grécia, não deixam os outros membros da UE ajudarem e não deixam a Grécia pedir empréstimo ao FMI e nem ajuda a países fora do bloco. Os alemães não são capazes nem de ajudar o seus conterrâneos do leste (antiga Alemanha Oriental), vão ajudar outro país europeu? A Alemanha não acordou ainda que a Grécia simplesmente não dá conta de solucionar o seus problemas sozinha e, que é para isso que entrou na UE? Bem, problema interno da Europa, vou cessar de opinar aqui…

    • João Paulo

      Apenas retificando informação:
      Alemanha não é contra a ajuda do FMI à Grécia e, não está necessariamente impedindo que outros países ajudem. Apenas se recusa a ajudar a Grécia. E outros países do bloco entendem a ajuda do FMI como um “fracasso” da UE, como “confissão de incapacidade”, algo assim.

  54. E é um fracasso. Um fracasso de monitorização e um fracasso de solidariedade. E prova cabal de que esta UE nunca teve “alma nacional” e logo, não tem futuro e que os seus países membros devem começar a buscar alternativas. Portugal, sobretudo.

  55. João Paulo

    Não queria mais opinar sobre a União Européia, mas a tentação está forte demais. 🙂

    A idéia da UE é excelente, na verdade. Da moeda única, da cidadania unificada… e é modelo para outros continentes, como a América Latina, o Extremo Oriente Asiático, até para os árabes no Médio Oriente e Norte da África. Os princípios que levaram a fundação da UE são maravilhosos. Mas onde eu acho que a UE vacilou? Há países “desiguais demais” no bloco. Por exemplo, a Europa Ocidental levou cinco décadas aproximadamente para formar a atual UE, fizeram por etapas, passo a passo. Países da Europa Oriental saíram do Comunismo “ontem”*(no começo da década de 90) e em poucos anos já ingressaram na UE. Países como a Grécia não têm estrutura econômica para conquistar mercados como da Alemanha, França, Itália e Inglaterra, os gigantes da Europa. O que naturalmente ia acontecer? Os quatro gigantes iam regular os restantes como se fossem colônias deles. E outra coisa, fábricas americanas como a Ford e a GM controlando a Opel alemã, a Saab sueca, união entre a Renault e Nissan japonesa, isso abre a Europa à influências de fora do continente, torna a Europa vulnerável à ataques externos à sua economia. Se a UE existe para libertar a Europa da hegemonia dos EUA… A Europa devia ir mais devagar na sua expansão. Ou fazer mais de um bloco antes, por exemplo, Portugal, Espanha, França e Itália formariam um bloco, Alemanha, Áustria, Holanda, Reino Unido e Escandinávia formariam outro bloco, e mais adiante unificar tudo. Ou Alemanha, França, Itália, Reino Unido e talvez Espanha podiam formar um bloco entre eles, Portugal, Grécia, Irlanda, Dinamarca, Bélgica, Holanda, Islândia, Suíça e Áustria formassem outro bloco. Agora, a formação da atual UE, após 1999, acelerou rápido demais.

  56. Fenix

    O futuro de Portugal não passa pela união europeia isso é mais que claro.Gostem ou não gostem os europeuistas um dia haveram um alevantamento popular principalmente devido ás desigualdades e á miséria mas desta vez não será sem sague.

  57. João Paulo

    Agora, eu leio queixas e mais queixas contra a UE por parte dos portugueses e pergunto, em especial àqueles lusos que são hostis ao Brasil, ou entendem que o Brasil é uma ameaça a soberania nacional e cultural de Portugal: Isso é postura de um país que tem pretensões imperialistas?

    http://economico.sapo.pt/noticias/ogma-negoceia-producao-em-portugal-de-novo-aviao-militar_85596.html

    Instalar uma fábrica de aviões militares, oferecer a nossa modesta tecnologia para que os portugueses tenham o direito de fabricar o seus próprios aviões militares? Para que o Brasil, uma empresa privada brasileira, vai armar um país que o Brasil tem a intenção de dominar e humilhar? Os brasucas são estrategistas burros? A tecnologia brasileira não é a das mais avançadas do mundo, tanto que o Brasil compra aviões militares da França, de Israel, da Rússia, tem interesse pelos da Suécia, etc. Mas instalar uma fábrica de aviões militares é compostura de um país que quer o mal de Portugal? Ou é de um país que quer o bem? A Embraer é uma empresa privada, mas tem a benção do governo brasileiro para isso. O que os americanos fizeram além das bases nos Açores? Instalaram fábricas de armas em Portugal, gerando emprego para cidadãos portugueses, embora a base nos Açores também gera? De veículos militares? A Espanha, ou a França, ou a Alemanha, ou a Inglaterra armou Portugal para reforçar a NATO? A França arma o Brasil mas não arma Portugal, o seu parceiro na UE e na NATO? Eu posso estar completamente desinformado e não estar sabendo que os europeus e americanos realmente armam Portugal com tecnologia bélica avançada, fazendo de Portugal uma potência militar. Talvez eles invistam sim. Mas no caso da Embraer, escolher Portugal para construir uma fábrica de aviões militares, é um gesto de quem quer ver Portugal de pé, forte. Não concordam?

  58. é claro que sim!
    se esta atitude da Embraer não denota boa fé e um sincero desejo de reforçar a ligação entre Portugal e o Brasil (comum à maioria dos portugueses e brasileiros) então não sei o que seja.
    E o Brasil deve ser o eixo estratégico fundamental para a diplomacia portuguesa nas próximas décadas… Não esta esgotada e insolidária (ver Grécia) Europa…

  59. João Paulo

    Vocês estão na Europa. Eu estou fora da Europa. Então, vocês estão muito melhor informados do que eu, da realidade da UE. Mas, segundo eu leio as notícias, é especificamente a Alemanha que está com uma postura desleal e egoísta. A França, a Itália e a Espanha querem socorrer a Grécia. Ou estou enganado?

    • João Paulo

      E no caso da Islândia, a Inglaterra e a Holanda não estão fazendo exigências de pagamentos que são impagáveis? A Islândia não tem como pagar sem falir de vez e, precisa de um prazo maior para começar a pagar? Investimentos num banco islandês que faliu, algo assim? O Euro não está prejudicando as exportações portuguesas e européias em geral, beneficiando só a Alemanha? Não sou antigermânico, acho a Alemanha um exemplo a ser seguido de um modo geral até pelo Brasil, mas acho que nesta época de “vacas magras” a Alemanha não está agindo com ética. Bloco econômico é parceria, e não se beneficiar da desgraça alheia. Espero não estar falando disparate, não sou economista profissional, mas talvez não seria uma saída para Portugal deixar provisoriamente o Euro, para poder exportar mais?

    • João Paulo

      Falando em Islândia, olha que engraçado. 🙂
      http://www.vidanaislandia.com/files/category-costumes.html
      os adoradores de Odin, do Asatrú, fizeram encantamento contra os governos holandês e britânico.
      Caso um dia necessitarmos, essa religião ressuscitada já existe no Brasil. Se a Alemanha ousar prejudicar Portugal…
      http://www.fornsed-brasil.org/

      rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs… 😉

  60. Fenix

    Eles vão dar dinheiro á grecia porque os gregos já por varias vezes se levantaram contra a UE e contra ao seu proprio governo.Que teve a corragem de mandar gás pimenta contra um heroi nacional do tempo da invasão alema um homem que foi preso depois de tirar a bandeira nazi da acropele.É uma vergonha que aos 94 anos este homem simbolo contra a resistencia nazi não possa manivestar contra a UE.

  61. Fenix

    E ao lado do povo grego.

  62. sendo que a Alemanha nunca compensou a Grécia por todos os gregos que matou na II Guerra nem pelo ouro que pilhou do Banco nacional grego em 1941…
    ingratos, como sempre, estes germanos.

  63. João Paulo

    Rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs… 🙂
    Vocês estão “soltando fumaça pela cabeça” de raiva contra os alemães. Vocês atacam bem nas feridas dos alemães, a segunda guerra mundial, o regime nazi. Lembrando que eles foram nazis no passado e tem uma enorme dívida moral. Cobrando as dívidas de estragos causados na segunda guerra mundial. Os alemães foram muito, muito infelizes ao darem ouvidos ao führer. Vão carregar essa mancha na história durante séculos ainda. Nem tanto os italianos, mas principalmente os imigrantes alemães e japoneses, comeram “o pão que o diabo amaçou” aqui no Brasil naquela época. Sofreram na mão da polícia política do Estado Novo, daqui…

  64. isto porque os alemães sabem que ainda que a maioria nunca tenha votado no Partido Nazi, o apoio de forma silenciosa ou até ativa enquanto a guerra corria bem.
    O “mal de consciência” alemão advém do facto de os alemães de hoje saberem que os seus pais ou eles próprios (como Ratzinger) ainda que possam não ter tido parte ativa no regime, toleraram-no e nada fizeram para o derrubar.

  65. João Paulo

    Mesmo porque no “fundo do coração”, eles se sentem uma raça “superior” sim. Tal como os anglo-saxões (especificamente norte-americanos e ingleses), eles se acham no direito de serem senhores do resto do mundo. Só que, em duas guerras mundiais, não foram capazes de derrotar os ingleses, franceses, americanos e russos… O Führer cometeu o mesmo erro que Napoleão, invadiu a Rússia no outono. Nas duas guerras, os alemães teimaram em enfrentar batalhas em duas frentes, no leste e no oeste. Portugal lutou contra a Alemanha na Primeira Guerra e o Brasil lutou contra a Alemanha na Segunda Guerra. E hoje, eles vivem ou tendo que fingir que se sentem culpados, ou realmente se sentindo culpados, pelo Holocausto. Os EUA como vencedores da guerra, não se sentem culpados pelas bombas atômicas jogadas contra o Japão, que foi outro crime contra a humanidade. Não vou dizer que “odeio” tais povos, porque odiar, não odeio nenhum povo. Só não confio em governos como o alemão, britânico, americano, chinês, das potências em geral. Mas, no Norte da Europa, eu simpatizo com os nórdicos, em especial com os suecos e os islandeses.

  66. rui martins

    Vejam este docomentário feito por um canal Brasileiro sobre a presença judaica na cultura e historia Portuguesa , está exelente !!!!

  67. rui martins

    Um outro fabuloso decomentário sobre a cultura judaica no povo Brasileiro deixado pelos portugueses , um decomentário que só prova que os portuguese e brasileiros partilham da mesma historia cultural judaica/cristã

  68. João Paulo

    É verdade! Entre os meus antepassados tem pessoas de sobrenome “Carvalho”, “Ferreira”, “Martins”, “Barros”. Sou possível descendente de cristãos novos, os marranos ou b’nei anussim (filhos dos forçados), de imigrantes portugueses do norte de Portugal e de imigrantes espanhóis na leva de imigração no fim do século 19. Os meus antepassados espanhóis foram para as cidades do interior do Estado de São Paulo. Sou paulista. Os primeiros espanhóis chegaram ao Brasil na década de 1880. Até o final do século 19, a grande maioria era de galegos, que se fixaram principalmente em centros urbanos brasileiros de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia. Devido à grande semelhança entre galegos e portugueses, aqueles eram muitas vezes confundidos com estes. Então, suspeito ter descendência de portugueses e galegos. Dentre os colonos que vieram nos primeiros tempos da colonização, creio ter descendência cristã nova.

    • João Paulo

      Apesar de que, entre 1580 e 1640, espanhóis entraram no Brasil, na região onde hoje é São Paulo. E eram em sua maioria, ou quase totalidade, galegos.

  69. é verdade, João. Curiosamente, no Brasil “galego” é uma expressão usada para descrever pessoas de olhos claros e cabelo louro, pelo que muitos descendentes de alemães acabam por cair também dentro desse saco…

  70. João Paulo

    Achei na internet
    http://www.docstoc.com/docs/14830254/Livro—Historia-Secreta-Do-Brasil/

    Sim, os teuto-descendentes são apelidados de galegos também. Uma amiga que a um bom tempo eu não a vejo, descendente de poloneses, loira e de olhos azuis, muito bela, eu já vi ela ser chamada de “galega”. No Brasil, os loiros são chamados de “galegos” e de “polacos” no linguajar popular.

  71. aliás, ao que sei até alguns emigrantes portugueses do século XIX-princípios do XX eram também chamados de “galegos” devido à tonalidade dos seus olhos… azuis, como ainda hoje é comum entre os minhotos.

  72. João Paulo

    Estou lendo o livro “História Secreta do Brasi; O Millenium e o Homem Universal”, da autora Cláudia Bernhardt de Souza Pacheco. O livro menciona o professor Agostinho da Silva, Fernando Pessoa, inúmeros profetas que profetizaram o Brasil como o Quinto Império do sonho da estátua de Nabucodonosor, o rei da Babilônia, no livro bíblico de Daniel, mas um comentário no livro, eu sinceramente não acredito. Acredito que a dinastia de Borgonha era formada por cavaleiros templários, que Portugal foi criado pelos templários, mas não acredito que a única causa de Portugal ter sido criado como um País a parte do resto da Ibéria seja para dar origem ao Brasil séculos mais tarde. Eu mesmo não creio na existência da reencarnação, transmigração das almas, etc, mas uso o termo simbolicamente. No meu ponto de vista, Portugal é uma “reencarnação” do Reino dos Suevos, que voltou para reagir aos visigodos (Castela) e aos mouros e se firmar como nação à parte. Até hoje não entendi porque o Condado Portucalense só se expandiu para o leste e principalmente para o sul, mas não para o norte (Galiza), onde os Suevos estabeleceram um reino. Eu sei que entre os celtas antigos havia referências sobre uma ilha chamada “Brasil” ou outro nome parecido. Eu concordo que por trás do capitalismo mundial, quem controla países como os EUA são sociedades secretas sim. Quais exatamente, eu não sei dizer. Faz sentido o comportamento contraditório dos governantes e congressistas norte-americanos. E até dos parlamentares e governantes britânicos. Não acho impossível que, muito antes de Cristóvão Colombo, fenícios, hebreus, egípcios, gregos, celtas, escandinavos tenham visitado a América do Sul, Central e do Norte. Até chineses podem ter visitado o novo mundo. E também concordo que, Portugal foi ‘traído’ por um complô, ou por pessoas da própria igreja católica na Europa para deixar de ser potência e se tornar submisso a outros países europeus. Faz sentido. E outra coisa, eu percebo através das informações pela media. Com todos os problemas, todas as dificuldades e restrições econômicas, os brasileiros parecem ser menos infelizes com a vida do que os americanos e ingleses. Conforme os anos passam, os brasileiros estão se tornando mais frios, mais apáticos, mais egoístas, só que comparado com americanos, ingleses e alemães, por exemplo, são calorosos e mais de bem com a vida. É claro que tem brasileiros que vão para o exterior e falam mal do Brasil, e que há muitos brasileiros com baixa auto estima. Mas o Brasil está longe de cumprir as profecias de ser um império espiritual, como no livro é afirmado. Quanto mais esclarecido fica o brasileiro, mais melindroso e menos tolerante com os erros dos outros ele fica. Qualquer falha de prestação de serviço, por exemplo, já é entendida como “violação de direitos” e motivo para processos e atritos. Os brasileiros não são tão espiritualizados assim não. São é materialistas, como a grande maioria da população da Terra.

  73. Agostinho acreditava que o Quinto Império (termo que ele preteria a favor de “Reino do Espírito Santo) já existia e que era o Brasil…
    A opção pela “marcha para sul”, foi estratégica: as taifas a Sul era um alvo mais suave que os reinos cristão da Galiza, e sobretudo, tais campanhas poderiam beneficiar da cruzada e das guerras religiosas contra o Islão. Por isso se perdeu a Galiza e se ganhou o Alentejo e o Algarve.

  74. João Paulo

    Caso eu tenha me expressado mal, eu não quis dizer que foi errado a expansão para o sul, de forma a ganhar o Alentejo e Algarve. As lideranças portuguesas fizeram o que acreditaram ser o melhor.

    Na página 34 do livro se comenta das cidades dos rios que começam com a letra “T”,
    Tigre – 1°. Império Babilônico e 2°. Medo-Persa .
    Tibere (Tibre) – 3°. Império Greco-Romano
    Thames (Tâmisa) – 4°. Império Anglo-Americano
    Tejo e Tietê – 5°. Império Luso-Brasileiro

    Então o Quinto Império/Reino do Espírito Santo não é o Brasil sozinho. É o Brasil + Portugal.
    Tietê é o rio onde está a cidade de São Paulo, a capital econômica do Brasil.

    Em outras páginas do livro há um mapa onde a região da Estremadura, onde está Lisboa, está na forma de um leão, olhando em direção a região da América do Sul. Outro mapa onde a Europa é representada como uma rainha, a Península Ibérica é a cabeça, e a região Portugal/Galiza, a coroa.
    Um coisa realmente já acontece. Nações aceitam a liderança do Brasil, que é pacifista, baseada no diálogo e começam a rejeitar a liderança belicista dos EUA, o “4° império de ferro”, segundo o que está no livro. Guerra contra outros países, o Brasil não gosta muito não. O Brasil não quer carregar, por exemplo, um histórico de derramamento de sangue, ser olhado como a Alemanha é por causa do holocausto, já basta para o Brasil os pecados do passado, como a escravidão dos africanos, assassinato dos índios, novos crimes, o Estado brasileiro hodierno repudia. Isto é verdade!

    • João Paulo

      No livro é mencionado que Santiago de Compostela é o terceiro santuário mais visitado depois de Jerusalém e de Roma… ????? E que a orientação cristã luso-brasileira saiu de lá. Que o Papa Paulo VI quando leu o 3°. Segredo de Fátima, desmaiou falando o nome do Brasil… ???????
      Quanto ao santuário, não tenho informações a respeito. Mas, quanto ao 3°. segredo de Fátima, achei “fantasioso”, coisa de filme do tipo “Codigo Da Vinci”.

  75. rui dias

    No dia de hoje , 6 de Abril de 2010 , centenas de minhotos , residentes em valença do minho , penduraram bandeiras espanholas em suas janelas de casa , muitos Portugueses estão a deixar de querer ser POrtuguêses e preferem antes passar para a sobrania espanhola . é lá que muitos já trabalham , é lá que muitos vão ao medico para se tratar , encher o deposito do carro etc etc… Aos poucos os espanhois vão conquistar portugal sem recurso ás armas , vão , estão a conquistar o coração e a simpatia dos portugueses !!!

  76. João Paulo

    Eu li uma reportagem do Correio do Minho sobre isso.
    http://www.correiodominho.com/noticias.php?id=26055
    Mas eu acho que está mais para um protesto dos minhotos, não? E um comentarista galego não gostou de ser chamado de “espanhol”. Ele preferia bandeiras galegas e não espanholas.

    Mas no Brasil, nem todos querem ser brasileiros mais.
    http://www.pampalivre.info/
    http://www.patria-sulista.org/
    http://www.jornalcomunicacao.ufpr.br/node/7865
    http://soberaniapaulista.webnode.com/movimentos-separatistas-no-brasil/
    http://nacaopaulista.net/?p=209

    Eu respeito a opinião dos defensores da independência do Rio Grande do Sul, ou dos três estados do sul do Brasil, assim como os defensores da independência do estado de São Paulo, assim como os dos estados do Nordeste… mas acredito que, nesta época, não vale a pena. O Brasil unido tem potencial para ser uma grande potência. Não são todos os independentistas do sul e de são paulo que são racistas, mas muitos dentre eles têm motivação no racismo sim. Eu sou favorável a manter o Brasil unido, apenas ampliar a autonomia dos estados, sem dividir o Brasil. Mas o fantasma da fragmentação do Brasil ainda assombra. Eu reconheço que os estados do sul, embora falem português, são culturalmente mais parecidos com a Argentina e Uruguai que falam um dialeto do Castelhano, consideravelmente diferente da Espanha, do que com os estados do norte e do nordeste. Mas ainda sim, acho que não vale a pena dividir o Brasil.

    De igual modo, se for a vontade da maioria dos portugueses que Portugal se una à Espanha, eu também respeito, talvez o regime monárquico agrade a esses que defendem a unificação ibérica, talvez as razões sejam outras, não sei se, em caso de união ibérica, o novo país fará parte da CPLP ou não. Mas, o meu temor é que, pelo fato de ter Portugal, ou seja, as línguas castelhana e portuguesa, a Espanha ou seja lá qual for o nome do país após a união, sinta ambição pela América Latina, inclusive o Brasil. Pois o Brasil tem um caminho “bifurcado”, que é se juntar com a América de língua espanhola segundo o modelo da União Européia, e liderar esses países, ou se juntar com os países da CPLP num megabloco, ou ambos os grupos. Os outros BRIC’s provavelmente farão alianças entre si para superar os EUA em poder econômico, geopolítico e militar. O Brasil vai, no máximo, manter uma amizade com esses países, não formará uma “NATO” alternativa com eles. Por falar em NATO, acredito que a Europa Ocidental vai se afastar lentamente dos EUA.

    Eu não estou querendo que o Brasil vire as costas para Portugal, apenas acho que simplesmente unir Portugal e Brasil agora é muito prematuro, vai fracassar. Ainda há sentimentos de rejeição tanto de portugueses contra brasileiros quanto de brasileiros contra portugueses. Não é 100% da população de cada país, mas uma parcela considerável. Vocês encontram brasileiros que acham que os males do Brasil foram causados por Portugal, e vocês encontram brasileiros que acham que o maior erro do Brasil foi ter se tornado independente de Portugal, que teria sido melhor ter continuado com o reino unido criado por D. João VI, que ambos seriam mais fortes hoje. Alguns acham que o erro do Brasil foi ter se tornado República ao invés de ter permanecido uma Monarquia. Esse tipo de proposta de reintegrar a lusofonia, deve ser trabalhado com paciência e durante décadas. A CPLP e o Acordo Ortográfico são dois dos primeiros passos. Mas há muito mais para se fazer, e vai levar tempo.

  77. a maioria dos portugueses NUNCA se quererá “unir” a Espanha. Aqueles que se sentem (cpm razão) desprezados pelo governo central, exibem a bandeira de Espanha como forma de protesto, mas seriam os primeiros a resistir em caso de anexação, não duvidemos…

    É claro que uma união Portugal-Brasil agora seria fada ao insucesso. Para lá chegar, há que antes percorrer um longo caminho de preparação, debate, ajustes e, sobretudo, de preparação das mentalidades e das gentes. É assim um objetivo de longo prazo, não de curto.

    Mas é um sonho possível e largamente beneficiário para ambos os povos e, uma vez formatado, poderia servir de propulsor para atrair a ele os demais Estados lusófonos do mundo, criando – de novo – algo de verdadeiramente diferente na cena política internacional: uma vera União lusófona, fraterna, pacífica e foco de desenvolvimento económico e social.

  78. Jota Jota

    Lembrando que até 1580, Portugal e Espanha eram as duas maiores potências mundiais. Após 1640, Portugal já estava decadente. Ou seja, a última vez que os dois países se uniram foi um desastre para Portugal. Perdeu as Índias Orientais para os holandeses, teve que se amarrar aos interesses da Inglaterra… mas, o povo português é quem decide o que quer para o seu próprio país.
    —————————————————————————
    O rei Carlos XVI Gustavo (Carl XVI Gustaf) apelou naquela quarta-feira (24/03/2010) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ampliar as parcerias de cooperação dos setores de defesa militar, tecnologia, educação e meio ambiente. Atualmente o governo brasileiro analisa a proposta sueca para a venda de aviões-caça. Os suecos disputam com os franceses e norte-americanos a exportação de 36 aeronaves…

    http://www.redebrasilatual.com.br/temas/internacional/rei-da-suecia-defende-parceria-na-area-aeronautica-com-o-brasil
    http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4337820-EI7896,00-Em+defesa+de+cacas+rei+sueco+diz+a+Lula+que+quer+parceria.html

    Majestade! A Suécia tem quase tudo para ser uma parceira excelente para o Brasil. O problema é que entre o relacionamento entre o Brasil e Suécia, os EUA vão se intrometer demais. Aí, ninguém merece. A Saab não é 100% sueca, tem capital americano. E muitos dos componentes do caça Gripen são tecnologia americana. Os EUA não são favoráveis a transferir tecnologia bélica a países como o Brasil. Por isso, a Dassault francesa é considerada favorita. Que maravilhoso seria uma empresa ou 100% sueca ou sem capital de países que se sentem ameaçados pelo Brasil por alguma razão, fabricando aviões e até helicópteros junto com a Embraer! Podiam fabricar alguns deles na unidade da Embraer que será construída em Évora, e atender o mercado europeu. Mas com os americanos interferindo, não dá…

  79. Darth Kahaeldra'an

    Lembrando que, em 1580, Portugal era uma potência mundial que dividia a autoridade com a Espanha. Em 1640, Portugal já estava decadente, perdeu Colônias Orientais importantíssimas para a Holanda, teve que se submeter aos interesses da Inglaterra. Agora, os portugueses decidem o que querem para seu país.

    O rei Carlos XVI Gustavo da Suécia veio ao Brasil pedir que o Brasil opte pelos caças Gripen da Saab, neste último mês de março.

    http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4337820-EI7896,00-Em+defesa+de+cacas+rei+sueco+diz+a+Lula+que+quer+parceria.html

    A Suécia é um país quase perfeito para ser um dos parceiros do Brasil. Por causa de sua compostura diante do mundo. O problema, majestade, é que no relacionamento entre o Brasil e a Suécia vai ter uma interferência desagradável. Os Estados Unidos da América. Os caças Gripen tem componentes americanos, não são tecnologia 100% sueca. Ou se tivesse capital de algum país que não se importe em transferir tecnologia bélica ao Brasil. Pois os americanos são radicalmente contra, não sei porque tanto medo em confiar no Brasil. Se não tivesse USA entre Embraer e Saab, seria lindo as empresas brasileira e sueca fabricando aviões e até helicópteros militares, se quisessem investir também nesse tipo de veículo, e inclusive fabricarem alguns modelos em Évora, Portugal. Os EUA não vão deixar o Brasil e a Suécia “a sós”, vão querer vigiar-nos. E isso, ninguém merece…

    • Darth Kahaeldra'an

      mensagem em duplicidade por acidente. A primeira estava demorando para aparecer, então foi postada outra crendo que aquela não foi enviada corretamente. Jota Jota e Darth Kahaeldra’an são o mesmo participante.

  80. esse argumento é sem dúvida o mais forte daqueles que acham que o Gripen seria uma má opção: a tecnologia nunca seria totalmente transferida e eventuais “reexportações” de um F-X2 poderiam ser bloqueadas, como aconteceu no passado com os CASA espanhóis para a Venezuela e com os Tucanos brasileiros para o mesmo comprador…

  81. É isso aê, q poderá ocorrer no futuro,aliás, os ianks ñ são confiáveis,o planeta td sabe disto…então , q fique de fora o gripen e o F18…como os rússo ñ foram o suficientemente sábios p transferir a tecnológia dos SUs 35BM..já q tem coisa bem melhor..perderam…sobrou os Rafales…q já ganharam o FX 2…Sds.

    • Darth Kahaeldra'an

      Exato, meu caro Carlos Argus. Os Yankees ( a elite econômica e política de lá) querem os outros povos ajoelhados diante deles. Então para nós, vai ter que ser a boa vontade dos franceses mesmo (não sei qual a real intenção dos franceses em vender caças ao Brasil, mas…), ou se os russos aceitarem fazer propostas que valham a pena para o Brasil. Vamos ter que recorrer a países como a França e a Rússia. A Suécia foi “generosa” (no sentido de querer parceria com o Brasil), mas por um lado os anglo-saxões e por outros os muçulmanos vão acabar exterminando a cultura, os costumes, as tradições e até o idioma da Suécia. Logo logo, a Suécia vai estar falando inglês e tendo a shariah como lei. Ou seja, estrangeiros são donos da economia sueca. Não sou xenófobo, não sou racista, apenas acho que os países têm o direito de serem donos de si mesmos.

  82. Darth Kahaeldra'an

    O Gripen? Uma má opção? O Gripen é lindo! Cheio de mísseis!

    O Sukhoi Su-35 russo é outro avião excelente. Por que comprar de um país que cria tanto obstáculos, como os EUA? Mas vocês portugueses não gostavam imenso de ter a Suécia como um país parceiro em ciência, tecnologia e indústria? Fabricar em conjunto? Não em termos de UE, mas uma parceira mais particular Portugal/Suécia? O problema não é a Suécia, são os EUA…

  83. Darth Kahaeldra'an

    Disso, eu não cheguei a ficar sabendo…

    http://defesabr.com/blog/index.php/04/05/2009/embraer-pode-comprar-a-saab-e-ficaremos-com-o-gripen-ng/

    http://www.aereo.jor.br/2009/05/04/embraer-poderia-assumir-saab-segundo-revista/

    Porém, acho que é mito, é boato. Eu não acredito. Não acho que a Embraer consiga comprar uma empresa como a Saab.

  84. O gripen NG ñ existe, é pode se tornar + caro , como o F 35 dos ianks,ele ñ consegue atravessar o BRASIL COMO O sU 35 Q FAZ 3600kM ,q é um país continental, se os Rússos oferecerem p construirem os seu Su 35 no BRASIL em parceria com a EMBRAER…vai ser a maior zona …a FAB pode até se rebelar o Su 35 é sem dúvidas o melhor caça do mundo em td , e incorpora aviônicos modernos e tem capacidade furtivas…se sou os Rússos faço esse anuncio na midia, como a SAAB fez..aí meu sonho de ter e ver os Su 35 na FAB vai se realizar… os franceses…compramos deles a tecnológia dos Subs nucelares…ninguém perde…td ganham.

  85. Darth:
    Tudo pode acontecer… a História empresarial recente está cheia de empresas menores que compram maiores recorrendo ao crédito e a bancos de investimento. O problema é que este (com o risco bancário atual) para sustentar tal operação, e apenas isso a torna muito improvável.
    O Rafale é a melhor opção – a vários níveis – mas o NG não seria algo que deixaria mal o Brasil… é um excelente caça, na sua classe, flexível e barato. E como o NG não existe, o Brasil poderia entrar no projeto ainda na sua fase de arranque, e aprender mais, o que já não acontece com o amadurecido Rafale.

  86. Darth Kahaeldra'an

    Primeiro, o que tem a ver o assunto dos caças com Brasil, Portugal, ocupação holandesa e o futuro?
    Um país que realmente quer ser soberano, tem que ter armas e veículos militares avançados e em abundância. Senão, vai ser mais um quintal de potências dominantes. E isso não é só para o Brasil, é para Portugal, Angola, Moçambique… não é para ameaçar outros países, é para não deixar outros países nos ameaçarem.

    A Saab não fabrica só aviões militares, fabrica automóveis (a Saab Automobile foi comprada pela General Motors), caminhões (Scania) veículos automotores civis e aviões militares, e outros tipos de armas.

    A Embraer tem condições para comprar a Saab, pelo menos a parte militar da Saab, dos aviões e armas, a Embraer pode conseguir financiar sim. O BNDES brasileiro financia a compra para a Embraer tranquilo. Mas o problema não é falta de dinheiro. É outros interesses poderosos

    A Suécia criou a Saab por prevenção. Na segunda guerra, a Suécia só não foi invadida pela Alemanha, assim como a Suíça, porque debaixo dos panos, ajudaram a Alemanha. Porque, se não ajudassem, iam ser invadidas como a Dinamarca, a Holanda e a Noruega. Mas, se a Alemanha tivesse vencido, ia ocupá-las do mesmo jeito. O terceiro reich. Mas a Suécia tem medo de uma invasão russa. Ou a população, o parlamento, o governo da Suécia realmente são apaixonados pelo Brasil, ou jamais vão admitir que a sua fábrica de aviões militares e armas seja entregue a uma empresa de outro país. E de uma país da América Latina. É uma indústria militar, de defesa. O Estado brasileiro tem 20% do capital da Embraer. Indústria civil, é diferente. Não vai aniquilar a soberania nacional. Agora, indústria militar, vender para estrangeiros…

    Muitos poderosos na Europa, especificamente Alemanha, França, Bélgica, Holanda, Inglaterra, não vão gostar de ver uma empresa européia do nível da Saab nas mãos de uma empresa brasileira. Muitos poderosos nos EUA também não vão olhar isso com bom olhos. Isso é o que vai atrapalhar a Embraer. Agora, se a Embraer realmente comprar a Saab, vai ficar poderosa e vai assustar muitos interesses no exterior.
    O Gripen NG ainda não existe. É um projeto. Mas, para voar regionalmente, ele é bom. Para atravessar o Brasil, o Su 35 é melhor. O Gripen NG é bom para proteger os estados localmente, é bom para proteger países como Portugal e Suécia, mas a nível nacional, o Brasil necessitava mesmo era do Su 35. Ou seja, vamos precisar de muitos caças Gripen, em grande quantidade e espalhá-los em bases por todo o Brasil.
    Eu apóio a união Embraer/Saab, se os EUA ficarem de fora, não ter nada da tecnologia americana. E a fábrica da Embraer em Évora, passando talvez a ser Embraer/Saab, pode vir a ser uma intermediária entre a Empresa que está no Brasil e a que está na Suécia.

  87. Darth Kahaeldra'an

    O que vocês acham de conversarmos um pouco sobre Formas e Sistemas de Governo?
    Qual é a melhor opção para o Brasil e qual é a melhor opção para Portugal?

    Em 1993, houve um Plebiscito no Brasil sobre três opções:
    1- Permanecer uma República Presidencialista
    2- Se tornar uma República Parlamentarista
    3- Voltar a ser uma Monarquia Parlamentarista, com a família Bragança no trono.

    O povo optou permanecer como República Presidencialista. O Plebiscito foi cinco anos depois da Constituição de 1988.
    Agora, em 2010, há cientistas políticos e políticos favoráveis a mudar o sistema no Brasil para o Semipresidencialismo.

    http://hilltop.my1blog.com/semipresidencialismo/
    http://www.portugaldigital.com.br/noticia.kmf?cod…indice... –

    Entende-se no Brasil, que no regime presidencialista é muito difícil remover um governo que não está satisfazendo os eleitores. No Parlamentarismo e no Semi-Presidencialismo, é mais fácil destituir um governo ou um parlamento que desagrada. Na América Latina em geral, há esse problema.

    Mas entre muitos portugueses, o semi-presidencialismo está a ser rejeitado como causador de problemas.
    observador.weblog.com.pt/arquivo/004225.html
    http://pedrolains.typepad.com/pedrolains/2010/02/o-semipresidencialismo-faz.html
    http://aeiou.expresso.pt/para-que-serve-o-semi-presidencialismo=f561625
    http://arespublicaemdebate.blogspot.com/2005/11/semi-presidencialismo-vs.html

    Pelo menos no caso do Brasil, eu tenho o seguinte ponto de vista:
    O Presidente da República, o chefe de Estado, deve ser eleito pelo voto direto. E para um mandato de 4 anos mesmo. Os Deputados Federais, os Deputados Estaduais e os Vereadores devem ser eleitos pelo voto distrital, para serem acessíveis aos eleitores. Os eleitores têm o direito de escolher quem eles querem que ocupe uma cadeira no Parlamento, no Congresso, na Assembleia… inclusive ter o recall, em caso de insatisfação.
    Devem ser conservados os direitos sociais conquistados na Constituição de 1988. Mas voltar a ampliação da autonomia dos Estados, que tinha na Constituição de 1891. Igual é nos EUA e Canadá, por exemplo. Deve-se criar o cargo de Primeiro-Ministro no Brasil sim, e 50% das atribuições, principalmente a de negócios estrangeiros, deviam ficar com o Presidente, eleito por voto direto, e os demais 50%, incluindo os assuntos internos federais, com o Primeiro-Ministro. O Senado é representante dos Estados e não do povo, então, eu acredito que funcionaria melhor se funcionasse como o Bundesrat alemão, os senadores representando os governos e assembleias estaduais no Congresso Nacional. Como sou favorável a que os Estados tenham alto grau de autonomia, cada Estado deveria decidir como seria o sistema de eleição de seu governo e de sua assembleia, se seria unicameral ou bicameral, se o governo seria eleito por voto direto ou pela assembleia, como elegeriam seu senador… há assuntos em que os Estados, e até municípios, são capazes de tomarem decisões, resolverem sozinhos.

    Quanto a Portugal, o que vocês acham? Deve ficar como está? Deve mudar o sistema para o Presidencialismo? Deve voltar a Monarquia? E o que vocês sugerem ao Brasil?

  88. Posso falar apenas por mim (o MIL tem posições mais difusas sobre a questão do regime), aquilo que defendo é uma reforma da administração e do regime, descentralizando nos municípios boa parte das competências que cabem hoje ao Estado central (português ou brasileiro), assim, a questão “presidencialista” torna-se menor, já que estaríamos de facto perante uma forma de “federação de municípios livres” preconizada por Agostinho da Silva. Que depois se federariam, entre Portugal e Brasil… como antecâmara de uma transformação maior da CPLP numa verdadeira “união lusófona”. Esse é a minha visão, pelo menos…

  89. Darth Kahaeldra'an

    Mas o que Agostinho da Silva propôs é uma Federação ou uma Confederação de Municípios? Há uma diferença. Por mais que queira ampliar a autonomia dos estados, ou províncias, ou distritos, ou departamentos, ou condados, ou cantões… numa Federação o governo central sempre prevalece. Na Confederação, é o oposto. Se for mesmo a Federação de Municípios, aí vamos ter que relevar a importância do Governo Central sim. Se for uma Confederação, não vamos necessitar de um Primeiro-Ministro não. Só de um magistrado na atribuição de Chefe de Estado, para assuntos externos à Confederação e Poder Moderador. Para governo mesmo, cada município tem o seu. E nesse sistema de Municípios autônomos, que se tornariam “Cidades-Estados” confederados, ou federados se for preferida a Federação mesmo, a grande maioria dos municípios não vai necessitar de um Parlamento Local mais, poderá ser implantada a Democracia Direta, o Processo Legislativo Direto. Agora os grandes municípios como São Paulo, Rio de Janeiro (todas as capitais estaduais do Brasil e outras cidades enormes), e em Portugal, Lisboa e Porto, terão necessidade de um Parlamento sim. O povo poderá votar as leis por internet, intranet para ser mais exato, o sistema brasileiro de urnas eletrônicas, permite o eleitor decidir o que quer que seja lei e o que não quer. Para o Brasil, não acho uma má idéia não. Mas, a atual geração vai resistir abolir os estados em favor da autonomia dos municípios. Talvez alguns munícipes vão gostar da idéia.

  90. Agostinho propõe dois níveis: uma refundação das raízes municipalistas medievais portuguesas e depois, desta feita, uma aproximação lusófona com os demais países de expressão oficial portuguesa, a começar pelo Brasil.
    A questão federação-confederação é menos aguda do que pode parecer… p.ex as verdadeiras confederações são raras e a larga maioria das “federações” atuais, da brasileira à russa, são de facto estados muito centralizados que de “federação” têm apenas o nome…
    O modelo medieval português (o mote de Agostinho, recordemo-nos) defendia a eleição de membros locais dos Concelhos que depois eram enviados às Cortes, ou seja, assume dois níveis de representação parlamentar: local e nacional, o que é compatível com esse modelo duplo ou multicameral (uma câmara nacional e várias câmaras municipais)
    E muitos amigos brasileiros me dizem que um dos grandes problemas da administração pública brasileira é precisamente a falta de poder e eficácia dos seus municípios. O maior sucesso da democracia portuguesa, pós-Abril, devo dizer.

    • Darth Kahaeldra'an

      Eu sou funcionário público estadual, de uma secretaria estadual. Trabalho especificamente numa divisão regional que funciona como intermediária entre a Secretaria Estadual e as Secretarias Municipais. E vejo que os municípios não conseguem fazer nada sem o dinheiro do estado. E o estado por sua vez, faz pouco sem a esfera federal. Então, quando você diz que o Brasil é uma federação só no nome, diz a verdade. O sistema em geral é muito centralizador em Brasília. Desde 1891 à 1930, os estados brasileiros funcionavam quase como “países” e nenhum se separou do Brasil. Alguns acham que as elites dos estados menos favorecidos vão abusar demais de suas populações. Mas esse sistema centralizador faz a população dos estados do sul e sudeste, principalmente no sul, se sentirem prejudicados, e provoca ressentimentos e idéias independentistas. Os congressistas deviam rever o sistema vigente.
      O Brasil necessita de reforma tributária, reforma política-eleitoral… eu acredito que cada estado devia ter o seu próprio código de processo penal e de processo civil, por exemplo, talvez códigos penal e civil próprio, tribunal constitucional próprio, enfim, a República tinha é que ser refeita no Brasil. Eu concordo que, os municípios também não devem ficar presos demais aos estados, devem ter autonomia para diversos assuntos, ter como arrecadar recursos independente dos governos estadual e federal. Pois é o governo municipal que está ali perto do cidadão, do eleitor. Esse vício de municípios sempre necessitarem da ajuda do estado e do país faz o atendimento aos cidadãos ficar muito moroso. Por isso eu acho a proposta de autonomia municipal uma alternativa boa.
      Quanto ao modelo medieval de autonomia dos concelhos, bem, nos tempos da dinastia de Avis, as vilas e cidades no Brasil colonial eram mais autônomas, quando a dinastia de Bragança assumiu o trono, passou a centralizar mais.

      Se eu fosse português, eu seria favorável a uma federação refazendo a antiga divisão de províncias, por exemplo, Algarve teria uma assembleia própria, o Alentejo teria uma assembleia para si, o Minho também…pelo menos o nível de autonomia concedido aos Açores e à Madeira. Ou, a autonomia municipal mesmo. E, sei que no sistema eleitoral português, as pessoas votam em partidos e não em candidatos. Só no caso do Presidente da República que se vota em candidato. Eu seria favorável, como sou no Brasil, na mudança para o voto distrital, onde cada partido lança um candidato para a Assembleia da República e, os eleitores tenham o direito de escolher a pessoa que eles querem que ocupem uma cadeira na Assembleia para representá-los. E que possam cobrar de seu representante, os resultados.
      O caso do Brasil, tem que ser revisto sim!

  91. “os municípios não conseguem fazer nada sem o dinheiro do estado.”
    > Porque não cobram impostos, aposto… sem recursos financeiros próprios, daqueles que hoje são transferidos para o centro, o municipalismo não pode funcionar.

    “E o estado por sua vez, faz pouco sem a esfera federal.”
    > Pela mesma ordem de razão. Por isso digo que o “Brasil é uma falsa federação”.

    “Então, quando você diz que o Brasil é uma federação só no nome, diz a verdade. O sistema em geral é muito centralizador em Brasília. Desde 1891 à 1930, os estados brasileiros funcionavam quase como “países” e nenhum se separou do Brasil. Alguns acham que as elites dos estados menos favorecidos vão abusar demais de suas populações. Mas esse sistema centralizador faz a população dos estados do sul e sudeste, principalmente no sul, se sentirem prejudicados, e provoca ressentimentos e idéias independentistas. Os congressistas deviam rever o sistema vigente.”
    > De acordo. O Brasil tem aliás a consistência nacional suficiente para não haver razão para se temerem separatismos consistentes e apoiados… Se até Espanha, que é aquela manta de retalhos unidos pela opressão cultural (e onde politica) de Castela se manteve una… E a maior razão para esta coesão nacional brasileira é a língua: o bom velho português… esteio essencial também em Angola ou Moçambique, devo dizer…

    “O Brasil necessita de reforma tributária, reforma política-eleitoral… eu acredito que cada estado devia ter o seu próprio código de processo penal e de processo civil, por exemplo, talvez códigos penal e civil próprio, tribunal constitucional próprio, enfim, a República tinha é que ser refeita no Brasil. Eu concordo que, os municípios também não devem ficar presos demais aos estados, devem ter autonomia para diversos assuntos, ter como arrecadar recursos independente dos governos estadual e federal. Pois é o governo municipal que está ali perto do cidadão, do eleitor. Esse vício de municípios sempre necessitarem da ajuda do estado e do país faz o atendimento aos cidadãos ficar muito moroso. Por isso eu acho a proposta de autonomia municipal uma alternativa boa.”
    > Estou de acordo. E aplicaria o mesmo por cá, ainda que sem o modelo “regional” que alguns políticos lusos nos querem impor para criarem mais uma camada artificial para popularem com os seus “boys”.

    “Quanto ao modelo medieval de autonomia dos concelhos, bem, nos tempos da dinastia de Avis, as vilas e cidades no Brasil colonial eram mais autônomas, quando a dinastia de Bragança assumiu o trono, passou a centralizar mais.”
    > Certo. Vejam-se as Capitanias e o Governo Geral, que era tão autónomo como o Vice-Reino da Índia…

    • Darth Kahaeldra'an

      Constituição Federal Brasileira

      Art. 153 – Compete à União instituir impostos sobre:
      I – importação de produtos estrangeiros;
      II – exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados;
      III – renda e proventos de qualquer natureza;
      IV – produtos industrializados;
      V – operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários;
      VI – propriedade territorial rural;
      VII – grandes fortunas, nos termos de lei complementar.

      Art. 155 – Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre:
      I – transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos;
      II – operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior;
      III – propriedade de veículos automotores;

      Art. 156 – Compete aos Municípios instituir impostos sobre:
      I – propriedade predial e territorial urbana;
      II – transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição;
      III – serviços de qualquer natureza, não compreendidos no Art. 155, II, definidos em lei complementar;

      é claro que há mais detalhes sobre impostos e tributos na Constituição. Mas postei o básico, para termos uma noção de que o grosso da arrecadação fica com Brasília. As migalhas ficam com os municípios.
      Se o Congresso Nacional desafogasse a si mesmo e ao Governo Federal, e aos Tribunais Federais ampliando a autonomia dos estados, os separatistas não iam ter argumentos fortes, pois os estados seriam autônomos para resolverem muito de seus problemas locais.

      Sobre a Espanha, os espanhóis temem a fragmentação de seu país.
      economico.sapo.pt/…/espanhois-temem-a-desintegracao-do-pais_67843.html –

      Pela internet, existem reclamações de portugueses de que os euros destinado pela UE para regiões de Portugal menos favorecidas foi investido em Lisboa…

      http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1495301

      Sistema unitário não funciona, meu caro Clavis. Cada região deve ser responsável por si mesma.

  92. Darth Kahaeldraan

    Portugal é o “próximo problema global”, diz antigo economista chefe do FMI

    OJE/Lusa

    Portugal é o próximo alvo dos mercados financeiros. Está, como a Grécia, à beira da bancarrota, e ambos parecem muito mais perigosos que a Argentina em 2001, diz o antigo economista chefe do FMI, Simon Johnson.

    A conclusão é apresentada pelo antigo economista chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Simon Johnson, numa análise realizada para o jornal norte-americano New York Times, intitulada “O próximo problema global: Portugal”.

    “O próximo no radar será Portugal. Este país escapou em grande medida às atenções, muito porque a espiral da Grécia desvaneceu. Mas ambos estão economicamente à beira da bancarrota, e ambos parecem muito mais perigosos do que Argentina parecia em 2001, quando entrou em incumprimento”, diz a análise do economista, que é professor no Massachusstts Institute of Technology.

    Simon Johnson equiparou ainda o financiamento de Portugal a um esquema em pirâmide (como o utilizado pelo gestor norte-americano Bernard Maddof que lhe valeu a prisão perpétua).

    O economista diz que Portugal, tal como a Grécia, em vez de abater os juros da sua dívida, tem refinanciado os pagamentos de juros todos os anos através de emissão de nova dívida, chegando mesmo ao ponto de dizer que “vai chegar a altura em que os mercados financeiros se vão recusar pura e simplesmente a financiar este esquema ponzi”.

    Quanto à correcção dos desequilíbrios, o economista critica fortemente a falta de medidas mais duras. “Os portugueses nem sequer estão a discutir cortes sérios. Estão à espera e com a esperança de que possam crescer suficientemente para sair desta confusão, mas esse crescimento só pode chegar através de um espantoso crescimento económico a nível global”.

    Simon Johnson considera ainda que “nem os líderes políticos gregos, nem os portugueses, estão preparados para realizar os cortes necessários”, que o Governo português “pode apenas aguardar por vários anos de alto desemprego e políticas duras”, e ainda que os políticos portugueses podem apenas “esperar que a situação piore, e então exigir também bailout (plano de apoio)”.

    Simon Johnson é professor na Universidade norte-americana MIT – Massachusetts Institute of Technology, faz parte do Instituto de Economia Internacional (em Washington), é conselheiro económico do Departamento Orçamental do Congresso dos EUA (Congressional Budget Office) e foi economista chefe e director do departamento de investigação do FMI.

    http://www.oje.pt/noticias/economia/portugal-e-o-proximo-problema-global-diz-antigo-economista-chefe-do-fmi

    É, pá! O pessoal do FMI é chato mesmo! Não peçam empréstimos a essa instituição…

  93. isto ainda vai acabar mal…
    cada vez há mais notícias sobre a eminente bancarrota lusa…

  94. Darth Kahaeldraan

    Talvez, o Simon Johnson apenas esteja querendo falar a verdade nua e crua. Mas, como o Brasil já esteve sob o fardo das regras do FMI, eu me lembro o quanto foi ruim, a Argentina inclusive quebrou em 2002, o Brasil quase foi junto na época, e um novo amigo meu me disse que foi o Fernando Henrique Cardoso que “elegeu” o Lula com aquela política neoliberal, ou seja, provocou tamanha insatisfação que o povo votou na oposição esquerdista. Então, não gosto do FMI. Mas, do jeito que anunciam, passam a impressão de que querem que Portugal vá mesmo à bancarrota. O Sócrates que tome cuidado, o povo pode se revoltar e ir pra cima dele. Porém, na Argentina houve uma transformação de mentalidade, o povo que se julgava “europeu” hoje se identifica mais com a América Latina, e apóia idéias de esquerda.
    Talvez, em Portugal haja uma mudança de mentalidade, de repente o povo português reveja os seus conceitos sobre a Europa, sobre o mundo, talvez se tornem mais fechados aos estrangeiros em geral, talvez coloquem o PNR no poder, como voto de protesto e expressão de revolta, talvez não queiram mais saber nem da CPLP e da lusofonia mais, ou talvez olhem a CPLP como uma saída para garantir o futuro luso, uma coisa eu acredito. Se Portugal for à bacarrota, a principal consequência vai ser uma mudança de mentalidade, mudança da forma de ver o mundo, mudança de conceitos. Uma consequência, os portugueses vão finalmente se cansar da autoridade das potências européias.

  95. é verdade.
    bem visto: as grandes crises (como uma bancarrota) têm a grande vantagem de abalarem estruturas centenárias e de mudarem as coisas. e como estamos não podemos continuar.
    a Europa já provou (com a sua tíbia ajuda à Grécia) que não é solidária e de que nos server estar onde não há uma alma comum, um sentimento de pertença a uma coisa maior?
    reorientemos o nosso Portugal para a Lusofonia, e nela, para o Brasil, ajudemos sem pudor os nossos amigos galegos e ajudemos que podemos ajudar na África lusófona e esqueçamos este “capítulo europeu” que a troco dos Fundos nos destruiu a agricultura, as pescas e quase toda a indústria.

  96. joão pires

    Já o disse uma vez , e volto a dizer , o povo português , ao contrário do que os homens do sistema querem fazer crêr , não é um povo de brandos costumes , a história diz que este povo português ,carrega dentro de si muitos povos , muitas gentes , a historia diz que o povo português quando se vê de cabeça perdida torna-se um povo sanguináreo , temos uma grande herança genética ( para o bem e para o mal ) , quando as coisas dão para o torto o sangue corre , os romanos que o digam , viriato combateu até cair , morreu como um guerreiro lusitano . Portugal na sua fundação começou com uma guerra familiar , o filho deu porrada na mãe até não poder mais , a velha ficou toda despencáda , os mouros foram corridos daqui ao pontapé , os espanhois as várias vezes que entraram em territorio luso pela força , levaram nas fuças , Napoleão aqui encontrou o terror , os nossos agricultores envenenávam os seus próprios poços , secavam os seus riachos , queimavam os seus trigos só para que os françeses morressem á fome e de sede , na primeira guerra mundial , este povo de soldados de pés descalços , mal armados , esfomeados seguraram as suas trincheiras até ao ultimo homem , até ao ultimo suspiro , fomos massacrados mas os alemães não passaram ( hoje existe uma estátua na flandres alusiva ao espirito guerreiro dos portugueses ), este povo quando se viu com fome á quinhentos anos atrás , fez caravélas que mais pareciam caixas de fosforos e descobriram o mundo .
    Não tirem o pão aos portugueses , não dêem fome ao povo luso , se isso acontecer tenho a certeza , os culpados serão pendurados nas ruas , estes senhores tenham cuidado , quanto aos europeus dou-lhes um conselho , não nos subestimem , vejam a nossa historia pois os tugas já mostraram que são capazes de fazer dos maiores actos de nobreza , mas tambem já mostraram que quando se vêem entre a espada e a parede , o caminho escolhido é sempre o da espada , NÃO TEMOS MEDO DE NINGUEM E VIRAMoS MESA SE FOR PRECISO !!!

    PS : Não sou nacionalista , sou apenas um português que quer continuar a comer e dár de comer aos seus filhos .
    Tenham cuidádo .

  97. Darth Kahaeldraan

    Clavis, no meu ponto de vista, Portugal não errou em querer se integrar a Europa. Simplesmente buscou o progresso e a prosperidade. Confiou nos seus vizinhos europeus. Agiu de boa fé. Tudo que Portugal quis foi ser um país europeu no sentido sócio-econômico. Quis ser um país desenvolvido, próspero, similar aos seus vizinhos de continente. Xenofobia, todos os países europeus e de outros continentes têm. Até no Brasil imigrantes foram maltratados no passado.
    Quando os americanos quiseram formar a ALCA, os brasileiros não quiseram, rejeitaram, se recusaram. Por que? Porque sabemos quem os magnatas da elite americana são de fato. O que eles querem de fato. Então, dissemos “não” à ALCA (Área de Livre Comércio das Américas). Nos anos da guerra fria, os brasileiros eram “fãs” dos americanos. Hoje, há um antiamericanismo até exagerado na mente de muitos brasileiros. Consomem Coca-Cola, Pepsi, Mc Donalds, combustíveis da Esso, Texaco, carros da Ford, GM, Chrysler, ouvem canções em inglês, inclusive nas telenovelas brasileiras há músicas em inglês. Vêem filmes de Hollywood. Mas, a cada geração, mais cresce o sentimento anti-EUA entre os brasileiros.
    O que está acontecendo com Portugal, quase aconteceu com o Brasil. Não sou socialista, não sou da esquerda. Não sou facista, não sou da extrema direita. Mas sou contra imperialismos contra o Brasil sim. Não tenho nada contra os EUA, Japão, Alemanha, Holanda, Inglaterra, Bélgica, França, Itália, Suíça, Espanha… desde que deixem o Brasil encontrar o caminho para o seu desenvolvimento em paz. Eu sei que o brasileiro não é bem visto no exterior, se é rejeitado, não é bem vindo. Só compete ao brasileiro fazer duas coisas. Procurar reparar os próprios erros e corrigí-los, melhorar a si mesmo e, amar a si mesmo. Pois já que os de outros países não gostam do brasileiro, compete ao brasileiro gostar de si mesmo e lutar pelo seu próprio bem estar. Da mesma forma, compete ao português amar a si mesmo e os seus, lutar pelo seu próprio bem estar, já que os europeus mais do centro da Europa não querem amá-los.
    Não, até os turcos que estão na Holanda discriminam os portugueses? O que vocês fizeram de mal aos turcos para eles não gostarem de vocês? Por que os holandeses não conseguem olhar vocês como irmãos europeus? Amai-vos a vós mesmos! Imponham respeito! Não deixem as potências mundiais humilharem vocês! Foram os americanos que começaram a crise mundial com os créditos imobiliários deles, não foram vocês. Por que punir vocês? Não aceitem! Reajam!

    Joseph Stiglitz põe a hipótese de Portugal ou Espanha falirem

    O prestigiado economista Joseph Stiglitz não exclui a hipótese de Portugal ou a Espanha acabarem por falir, apesar de agora se estar a organizar o salvamento financeiro da Grécia.

    Sitglitz, professor na universidade de Colúmbia, fez esta observação durante uma entrevista ao diário espanhol El País, quando falava da dificuldade em encontrar uma solução para a actual situação em Espanha, onde o desemprego oficial roça os 20 por cento e que está perante o dilema de aumentar, ou não, impostos.

    Esta observação deste economista que foi assessor do Presidente Bill Clinton e que é muito crítico da actual globalização comercial e financeira (e particularmente do sistema financeiro) segue-se a várias referências na imprensa internacional à situação financeira portuguesa.

    Também hoje, um artigo de opinião no diário britânico Telegraph questiona se a Alemanha também vai ter de financiar Portugal. A comparação do peso das dívidas públicas portuguesa e grega é contrastada com o peso das dívidas dos respectivos sectores privados, e o país não sai muito bem na imagem.

    A dívida pública nacional deverá representar este ano 86 por cento do PIB, enquanto a grega representará 124 por cento. Mas a dívida provada nacional era 239 por cento do PIB em 2008, face a 129 da grega, de acordo com um analista do Deutsche bank citado no Telegraph.

    Na sexta-feira, o país era já tinha sido apresentado no diário The New York Times como o próximo alvo dos mercados. Num artigo intitulado “Preocupações com a dívida mudam para Portugal, motivadas pela subida das taxas das obrigações”, dizia-se que os especuladores dos mercados estavam agora a avançar em direcção “a mais um pequeno membro da perturbada zona monetária europeia”, depois de a Grécia estar aparentemente em vias de ultrapassar a sua crise imediata, através da ajuda dos outros membros da zona euro e do FMI.

    No dia anterior, Simon Jonhson, ex-economista chefe do FMI, dizia que “o próximo grande problema global” seria Portugal. Considerava mesmo que até agora o país só tem conseguido estar fora do centro das atenções apenas graças à Grécia, e que estes dois países estão piores do que a Argentina em 2001. Outro economista de nomeada, Nouriel Roubini, dizia também que Portugal e a Grécia poderiam ter de abandonar a zona euro.

    Hoje as taxas de juro cobradas nos mercados financeiros pela compra de seguros contra incumprimento da dívida pública portuguesa subiram 19 pontos-base (0,19 por cento), fazendo disparar para 151 pontos base a margem sobre os juros cobrados para os produtos do mesmo tipo sobre a dívida do Estado alemão – que são os mais baixos da Europa.

    Euro em causa

    Sitglitz recebeu um Nobel da Economia em 2001 e tornou-se uma vedeta por ser muito crítico da actual globalização comercial e financeira, particularmente do papel do sistema financeiro, e ter sido dos poucos que anteciparam a crise internacional que se desencadeou em 2008. Na entrevista que o El País publica hoje mantém a linha de pensamento que o tornou muito admirado sobretudo na Europa, mas actualizada à luz das mais recentes consequências da crise internacional.

    Agora, diz que o euro “corre o risco de desaparecer se não se gerar uma onda de solidariedade e não se puserem em marcha soluções institucionais”. Chega a esta conclusão a partir do que aconteceu na crise asiática da segunda metade dos anos 1990, em que as economias de vários países foram caindo sucessivamente às mãos dos mercados financeiros internacionais.

    “O problema é evidente, mas a lentidão e a debilidade da resposta questionam a sobrevivência do euro. Os mercados não são propriamente uma fonte de sabedoria: são predadores, muitas vezes são estúpidos, são completamente imprevisíveis, e se a Alemanha e a Europa não procurarem soluções podem provocar estragos”, afirma a certa altura.

    Assinala também o “paradoxo” de se ter dado aos bancos um “cheque em branco para os salvar”, e de agora se pôr à disposição da Grécia ajuda financeira “a um custo excessivo”. Não se pode “ganhar dinheiro à custa da família, como parece querer fazer a Europa”, rematou.

    http://economia.publico.pt/Noticia/joseph-stiglitz-poe-a-hipotese-de-portugal-ou-espanha-falirem_1432928

    Crise na dívida pública
    Bruxelas acusa bancos de empurrar Portugal para a falência
    por Luís Reis Ribeiro, Publicado em 20 de Abril de 2010.

    É certo que os países tem problemas crónicos, mas a Comissão Europeia também acusa os grandes bancos de investimento e hedge funds de agravarem as condições de financiamento.

    Portugal e Grécia têm culpas directas na derrocada da confiança dos investidores nas respectivas dívidas nacionais, mas os grandes bancos de investimento mundiais e os fundos de alto risco (hedge funds), que especulam sobre o valor da dívida pública dos países e lucram com isso, também não saem bem na fotografia. Segundo a Comissão Europeia, estas empresas estão a contribuir para o descarrilamento das taxas de juro, agravando a situação financeira já de si debilitada dos governos e respectivas economias.

    Fonte oficial do comissário europeu dos Serviços Financeiros, Michel Barnier, explicou ao i que “não nos cabe a nós dizer quais as instituições envolvidas [de forma activa, nos negócios com a dívida pública e com derivados para cobertura do risco]”, mas aponta o dedo aos “grandes bancos de investimento e hedge funds” que estão a alimentar a instabilidade dos mercados.

    Segundo a sua porta-voz, Michel Barnier “acredita fortemente que precisamos de pôr um ponto final a anos de escuridão, opacidade e comportamento secreto” na área dos derivados.

    Um dos maiores bancos do mundo, o Citigroup, anunciou ontem lucros de 3,7 mil milhões de euros no primeiro trimestre, o melhor resultado desde o início da crise financeira – o ressurgimento do mercado das obrigações foi um dos factores-chave nos bons resultados do banco.

    Ontem, o secretário de Estado do Orçamento, Emanuel Santos, observou à TSF que “o apetite dos mercados não desaparece e há sempre tentações para atingir outros países”. Para o governante, “o objectivo dos mercados é o lucro” e “portanto, se a Grécia não lhes chega, eles preparam-se para tentar colar à Grécia situações que não são iguais para tirarem partido dos spreads mais elevados”, disse, referindo-se implicitamente a Portugal.

    Os produtos financeiros problemáticos servem para cobrir os supostos riscos associados a outros activos – por exemplo, os CDS (Credit Default Swap) são muito usados para cobrir o risco das dívidas públicas, sobretudo as dos países mais fragilizados com a crise financeira e económica, como Grécia e Portugal. Estes seguros (CDS) cobrem o risco de incumprimento ou mesmo de falência das nações. O problema (para os contribuintes) é que, em muitos casos, quanto maior o risco e quanto pior estiver o país, mais ganham os investidores. Portanto, existem incentivos crescentes em fazer descarrilar os Estados. Portugal e Grécia acabam por ser os elos mais fracos da zona euro.

    “Há neste momento duas verdades, duas metades do problema. A primeira: nós temos culpa porque nos pusemos a jeito com a evolução da situação económica nos últimos anos. Mas há outra: os inimigos do euro andam aí e há muitas pessoas que estão interessadas no fim da moeda única”, constata Filipe Garcia, economista da consultora IMF.

    Como e quando vai actuar a Comissão? O processo será complexo: “Temos de ver como é que os CDS estão a ser usados”, refere a porta-voz de Barnier. Depois, “em Junho, faremos a nossa proposta sobre os derivados [CDS]”, mas só em Outubro avançaremos com uma proposta autónoma que olhará especificamente para as vendas a descoberto [short selling] e outros aspectos em torno dos CDS”.

    A posição europeia terá de ser calibrada com os interesses da própria indústria e, sobretudo, com a vontade política do Reino Unido que, em Abril, provocou o adiamento dos avanços na regulação sobre os hedge funds. E terá de ser discutida com os restantes países mais ricos, nas próximas reuniões do G20. Uma acontecerá em Junho, no Canadá, outra em Novembro, Coreia do Sul.

    Portugal e Grécia voltaram ontem a sentir grande hostilidade dos mercados, com os respectivos spreads [risco dos países] a disparar (ver texto ao lado) e a dificultar o financiamento da actividade interna. Há investidores, economistas e comentadores internacionais que acusam os países de terem cavado a sua própria sepultura nos últimos anos. Viveram a crédito e evoluíram pouco em termos económicos. Agora, que chegou a hora de pagar a factura, muitos levantam dúvidas sobre o músculo financeiro dessas nações e sobre a capacidade de irem ao mercado pedir emprestado.

    A Grécia está bastante mal (os juros que estão a pedir ao país são exorbitantes), tendo Atenas aberto já a porta a uma possível utilização do pacto salvamento providenciado pela União Europeia e FMI. Segundo muitos especialistas, a Grécia está à beira da falência e Portugal já esteve mais longe.

    A última investida foi de Simon Johnson. O antigo economista-chefe do FMI e colunista do “The New York Times”, diz que Portugal vai ser “o próximo problema global”. O ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, ripostou: “São comentários reveladores de ignorância e que ilustram o preconceito céptico em relação ao euro”. Em entrevista do “Jornal de Negócios”, Johnson voltou à carga, acusando o governo de estar “em negação”.

    http://www.ionline.pt/conteudo/56007-bruxelas-acusa-bancos-empurrar-portugal-falencia

    • Ferreira

      Perfeito…brilhante nas idéias….impossível pensar na “recolonização” do Brasil….é o que me pareceu nas idéias de muitos. Falar em união de povos, no momento e que Portugal passa por grave crise é irreal…e nem mesmo se a situação fosse melhor.
      Cada país deve viver a sua situação, buscando melhoria e meios para crescer, adaptado a sua situação.
      O Brasil banca o Mercosul…e isso já nos basta, pois faz parte do desenvolvimento dos demais países da região;
      Portugal não tem nada a acrescentar ao Brasil. Além da distância, cultura, há um grande preconceito dos portugueses, infelizmente ainda não acordaram para a sua realidade.

  98. uma coisa no meio de tudo isto parece clara:
    há que fazer algo, decisivo, em força e depressa.
    e nada em nenhum destes 3 parâmetros está a ser feito…
    é preciso reprimir severamente a despesa do Estado e dos particulares e nada aqui está a ser feito.
    e a opção da Bancarrota, deve ser equacionada.
    Se tiver que ser, é, assim como a saída do euro, que tantos efeitos nocivos teve nas nossas exportações e no aumento do custo de muitos produtos essencais.
    é claro que se sairmos do euro, mais vale sairmos também da UE, já que de qualquer forma os fundos estruturais já eram…

  99. ..teremos um futuro, longe das nossas instituições ? Mercosul. UE?

  100. Darth Kahaeldraan

    Mas eu tenho a sensação de que os especuladores querem empurrar Portugal, Grécia e outros países da UE menos fortes para a bancarrota, porque eles lucram com isso. É antiético, é imoral, mas capitalista liberal não quer saber de moralidade e de ética. Quer saber de $$$$$$$$$$$$…

    Se os países europeus mais fortes quiserem realmente levar o projeto da União Européia a diante, vão ter que assumir as dívidas dos países mais necessitados sim. É consenso que, as nações da Europa individualmente, salvo a Rússia, não vão estar mais entre as grandes potências do mundo, porém a União Européia, a zona Euro sim. Se acabarem com a UE, a única nação européia a ser potência mundial vai ser a Rússia. Vale a pena deixarem Grécia e Portugal falirem?

    Se eu não estiver errado, Portugal já esteve pelo menos duas vezes na bancarrota. A primeira foi no fim do século XIX, quando houve um atrito com a Inglaterra por terras africanas, e levou a queda da monarquia. A segunda, levou Salazar a assumir o poder. Dois exemplos de mudanças radicais. E se Portugal for desta vez para a bancarrota? O que vai acontecer no futuro próximo? Eu não duvido do colega acima que está ficando revoltado. Eu acho que o povo vai ficar furioso sim. Vai haver um caos. Exceto os imigrantes que já estão integrados à sociedade, desde os anos 80, os que estão a muito tempo, já são praticamente portugueses, recomendo aos imigrantes mais recentes saírem logo de Portugal por uns tempos, porque serão alvos de violência da população revoltada sim. Parte da população lusa não vai querer perceber que os imigrantes não são culpados e vão penalizá-los pela situação do país sim. Pessoas vão atacar a Assembleia da República e a sede do Governo sim. Vai haver pedidos de emigração em massa de portugueses para outros países. Mas essa fase de caos, de agressividade popular, não vai durar mais de um ano, eu creio. Acalmando-se os ânimos, a ordem vai ter que voltar ao país. Aí, vai começar o novo regime, a nova ordem em Portugal. Aí, eu pergunto: o que vocês acreditam que vai acontecer? Uma nova didatura como a de Salazar? A extrema direita do PNR vai assumir o governo? O Duque de Bragança vai assumir o trono? O povo português vai criar ressentimentos contra o restante da Europa?

  101. rui tavares

    Não precisamos da união europeia para nada , somos um pais rico , sem petroleo sem gás natural , mas somos ricos , basta apostar na massa cinzenta do nosso povo , por esta gente a trabalhar e a estudar , materia prima temos muita , temos o melhor vinho do mundo , da melhor cortiça , do melhor leite , do melhor azeite , temos már , temos praia , temos neve , temos planices , temos montanhas , temos uranio , cobalto e outros minérios . Bssta simplesmente pôr esta gente a trabalhar , esquecer o fotebol , deixar o fundamentalismo catolico de lado
    Hoje é possivel põr carros a andar a ár , aquecer casas com o sol , é possivel pôr aviões a andar a hidrogeneo , as soluções estão nas alternativas , basta simplesmente trabalhar , não precisamos da união europeia para nada , só precisamos de nós mesmo !!!

  102. é impossível concordar mais.
    estas décadas de babaca dependência da “Europa” tornaram-nos num povo dócil e emasculado que agora se mostra incapaz de dar a volta por cima.
    nada como a adversidade para mostrar aos portugueses o que de melhor temos em nós.
    talvez, enfim, esta crise e iminente bancarrota cumpra esse papel…

  103. Darth Kahaeldraan

    É isso aí! Amem-se a si mesmos! Levantem as cabeças! Vocês podem sim! Hidrocabornetos como petróleo e gás natural não vão existir para sempre. Um dia, vão ter que substituir os hidrocabornetos. Quais são as riquezas minerais de Israel? Quais são as riquezas minerais do Japão? Quais são as riquezas minerais da Coréia do Sul e de Taiwan? Todos estes têm escassez de recursos minerais. O que os mantém entre os países mais avançados é o poder da inteligência humana. Educação é a base de toda a prosperidade de uma nação. Educação, ciência e tecnologia.
    O país ainda nem foi a bancarrota e o sentimento de rejeição à União Européia já se manifesta. Um sentimento de que os portugueses só podem contar consigo mesmos.

    Sobre o Mercosul, Carlos, os mais crédulos são o Brasil e a Argentina. Mas, o Brasil tem que ceder para que o bloco não acabe. E não sai disso. Fica nessa mesmice. O Chávez quer a Venezuela no Mercosul e ao mesmo tempo a ALBA deles… E a reforma tributária não se torna realidade. Os países que realmente ajudariam o Mercosul, além da Argentina, são o Chile e o México. Mas o México é do NAFTA. O Chile

  104. Darth Kahaeldraan

    É isso aí! Amem-se a si mesmos! Levantem as cabeças! Vocês podem sim! Hidrocabornetos como petróleo e gás natural não vão existir para sempre. Um dia, vão ter que substituir os hidrocabornetos. Quais são as riquezas minerais de Israel? Quais são as riquezas minerais do Japão? Quais são as riquezas minerais da Coréia do Sul e de Taiwan? Todos estes têm escassez de recursos minerais. O que os mantém entre os países mais avançados é o poder da inteligência humana. Educação é a base de toda a prosperidade de uma nação. Educação, ciência e tecnologia.
    O país ainda nem foi a bancarrota e o sentimento de rejeição à União Européia já se manifesta. Um sentimento de que os portugueses só podem contar consigo mesmos.

    Sobre o Mercosul, Carlos, os mais crédulos são o Brasil e a Argentina. Mas, o Brasil tem que ceder para que o bloco não acabe. E não sai disso. Fica nessa mesmice. O Chávez quer a Venezuela no Mercosul e ao mesmo tempo a ALBA deles… E a reforma tributária não se torna realidade. Os países que realmente ajudariam o Mercosul, além da Argentina, são o Chile e o México. Mas o México é do NAFTA. O Chile não quer. O Brasil e a Argentina juntos, ao meu ver, podiam ser auto-suficientes em alimentos. O Brasil tem que se transformar por dentro primeiro, para depois se integrar com países que realmente o completem.
    Vamos imaginar uma situação hipotética! Após a tempestade, vem a bonança. Portugal ou uma possível “Portugaliza”, veja nos países de língua portuguesa, como Brasil, Angola e Moçambique, uma oportunidade para recomeçar, como potenciais mercados consumidores. O Brasil enxergue em Portugal uma oportunidade também, e o BNDES faça com Portugal o que fez com a Argentina após a falência em 2002. Libere dinheiro para eles reconstruírem o país deles. Já que o FMI e a UE não quiseram saber deles. Eles refazem aos poucos a sua economia. Então, Brasil, Portugal e os Palop’s resolvam criar uma zona de livre comércio. Portugal faz uma lista de produtos e mercadorias que não vão prejudicar os produtores nacionais, e o Brasil faz o mesmo. E, libera o comércio desses produtos sem taxas. De igual forma, os países podem começar a fazer pesquisas científicas em conjunto, desenvolver novas tecnologias. Vamos “viajar na maionese” um pouco mais, pois isso ainda não paga imposto. Nos tempos da guerra fria, só os americanos foram à Lua. O Brasil, num tempo futuro, consiga produzir espaçonaves, ou melhor, produza em conjunto com outro país, por exemplo, Portugal, e envie uma missão tripulada para as luas de Júpiter e de Saturno, por exemplo. E finquem as bandeiras dos dois países lá, juntas. Trabalho em equipe(a) tendem a trazer os resultados mais rápidos. Poderia ser uma missão com tripulantes de toda a CPLP e até galegos participando. Nesses próximos tempos de vacas magras, até o Brasil vai ser rejeitado pelos lusos ressentidos, decepcionados. Mas, aos poucos eles vão se acalmando, esfriando a cabeça, e o Brasil vai poder trabalhar uma aliança mais sólida com a CPLP.

  105. são os maiores, e isso é o mais importante. Se Brasil e Argentina avançarem, pelo seu próprio peso económico e demográfico (e até pelo exemplo de levarem de vencida a rivalidade “suave” que liga os dois) haverão de levar outros atrás, pela própria inércia.
    E essa vertente latina da política externa brasileira pode ser salutariamente complementada com um reforço da CPLP, ou mesmo um seu aprofundamento até quase se tornar numa confederação… aí sim, o Brasil poderia envergar com o devido direito o estatuto de potencia mundial, mas diversa de todas as anteriores porque alavancada em laços de solidariedade e coesão e não de força bruta, militar ou económica.

  106. o BRASIL está preocupado, nós Brasucas, com as sanções ao Irã, de tal forma , pois as mesmas podem nos atingir….é esse é o nosso cuidado…depois disto, e CLPL e ou o Mer Sul…Sds.
    o

  107. mas o Brasil não tem (nem deve ter) a arma nuclear…
    por isso não compreendo este “baile” que Lula vai tendo com o ditador iraniano…

  108. Darth Kahaeldraan

    A questão do Irã(Irão) é uma fanfarrice das nossas lideranças e da nossa diplomacia. Da onde o nosso governo tirou a idéia de que eles são realmente nossos amigos? O que a Esquerda brasileira quer é se aparecer diante das nações, que dar de dedo na cara de Washington, Londres & Cia, dizendo que eles não mandam mais aqui. Que agora somos “livres”. Esse pessoal do PT & cia não parou para pensar que, o Ahmadinejad não vai fazer nada se os EUA atacarem o Brasil? Apesar de que o Barack Obama tem juízo, é mais fácil a Venezuela e a Bolívia serem atacadas. Contra o Brasil, o Obama mesmo não vai fazer nenhuma grande estupidez, eu espero. Nem o retardado do Bush atacou o Brasil. Mas enfim, o pessoal não põe os pés no chão. É claro que a palavra que o pessoal dos bancos de investimento falam são recebidas em todo o mundo como profecias divinas. O Goldman Sachs falou “BRIC” sem prova concreta nenhuma, todo mundo acha que o Brasil vai mesmo ser potência mundial sem dúvida. E vem todo mundo investir no Brasil. Não sabe se amanhã o Brasil vai entrar em guerra civil, ou se vai se tornar uma ditadura, qual tipo de louco vai subir ao poder, se estados vão se declarar independentes, se vai ser conquistado por alguma potência estrangeira… Mas um banco falou… o FMI fala “Portugal vai a bancarrota”, vira um inferno a vida deles, ninguém quer saber de estender a mão, de procurar uma alternativa para evitar isso… perceberam que os bancos falam é lei? Perceberam a armadilha que é o neoliberalismo? O Lula e seus parceiros não têm consciência do tamanho da responsabilidade que estão se metendo. Enfiando o Brasil no conflito Israel x Palestina, Israel e EUA vs Irã(Irão). Membro permamente do Conselho de Segurança da ONU. Eles fazem idéia do que é isso? O Brasil tem um sistema de defesa satisfatório em caso de retaliação, de atentados terroristas? Só uma pessoa muita ingênua para crer que o Ahmadinejad quer tecnologia nuclear só pra uso civil. É lógico que eles querem armas nucleares para atacar Israel e a Europa. Por que o Brasil acha que defendendo o Irã(Irão) vai evitar sanções contra o Brasil? Os árabes são parceiros excelentes a curto e médio prazo. Compram muito do Brasil. Mas os israelitas são parceiros excelentes a médio e longo prazo, pois têm ciência e tecnologia avançadas (lembrando que muitos brasileiros e portugueses têm elementos das tribos hebréias de Judá e Levi, se não tiver das 10 tribos perdidas também). Apoiar esses ditadores fundamentalistas pra quê? Fica neutro e procure ser amigo de todos dentro do possível…

  109. pode ser um pouco do dito “complexo Obama”, de querer falar com todos (mesmos os facínoras) para servir como mediador. O problema é que os fanáticos, como esta elite iraniana, não dialogam, acham que têm toda a razão (divina) do seu lado e o Outro, quando fala, é fraco.
    É uma joga diplomaticamente perigosa, que se arrisca a prejudicar mais os laços com os países verdadeiramente amigos, sem conseguir forjar ligações com terceiros.

  110. Darth Kahaeldraan

    O Brasil não deve ter armas nucleares? Na verdade, nenhum país devia ter. Agora, o problema é que alguns as têm. E outros se acham no direito de tê-las também.
    Já pensou se os inventores originais da bomba atômica, os nazis, tivessem concluído o projeto deles? A Alemanha Nazi com bombas atômicas? Comandada por um louco como o Führer? Iam fazer merda atrás de merda… agora outro tipo de fanático com armas nucleares em seu poder, vai fazer o quê? Um cara que nega o holocausto em público, que fala horrores… Israel ao menos ainda é comandado por seculares, os judeus ortodoxos não impõem a Torah e o Talmude na marra ao povo (não sou contra Deus, apenas sei a clara diferença entre Deus e religião. Religião é muito mais humana do que divina). Agora, o Lula não percebeu com clareza quem é o Ahmadinejad? Vale tudo mesmo para derrubar o império da grande América? Durante a visita do Lula a Israel, houve bate-boca entre os governos de Israel e o americano. Para fazer oposição aos EUA, não é necessário fazer oposição a todo e qualquer aliado dos EUA e nem fazer aliança com todo e qualquer inimigo dos EUA.

    O Chavez lamentou que o presidente Lula tenha de deixar o governo do Brasil em 1º janeiro de 2011 e defendeu a candidatura dele a um terceiro mandato. http://www.jusbrasil.com.br/politica/4028355/hugo-chavez-defende-terceiro-mandato-a-lula

    Tal como “el Rey de España”, eu perguntaria ao Chavez:
    – ¿Por que no te callas? 🙂

  111. podes crer… o Adolfo com a Bomba… Haveria de a lançar sobre Londres ou Moscovo, se o pudesse fazer.
    Para a primeira seria duvidoso que conseguisse fazer passar um He177 até Londres, sozinho, sem ser abatido.
    Para Moscovo, seria mais fácil… mas igualmente arriscado, a partir de 1944, pelo menos.

  112. Darth Kahaeldraan

    http://blogs.abril.com.br/guerraearmas/2010/03/concepcao-artistica-navio-aerodromo-proposto-no-programa-poseidom-por-jr-lucariny-consideracoes-sobre-programa-as.html

    Será mesmo que o Brasil terá um porta-aviões como o Poseidon? Se o Brasil quer ser grande potência, não deve ter armas para agredir aos outros, mas para defender o seu território. É necessário sim uma enorme frota aeronaval. Caças e helicópteros de última geração, navios porta-aviões, submarinos, em terra, baterias antiaéreas espalhadas por todo o país, para defender o país de ataques aéreos, e tal como os EUA, começar a produzir “military robots” para não sacrificar tantas pessoas. Apenas para a defesa do território nacional.

  113. Renato Rodrigues da Silva

    Hitler “jogaria” uma bomba nuclear; o presidente do Irã tambem “jogaria” se a tivesse; Chavez idem…

    Tudo no condicional…mas quem, na verdade, jogou DUAS bombas sobre DUAS cidades japonesas, heim ?

    • Otus scops

      uma pergunta a Renato Rodrigues da Silva:
      se o Brasil (penso que é brasileiro) tivesse sido atacado de surpresa, conseguisse recuperar e daí partir para a contra-ofensiva para neutralizar o inimigo, mas se a operação custasse 1 milhão de vidas brasileiras mais 200 mil de aliados e se RRSilva fosse presidente e tivesse a bomba o que faria?
      sem falar na incomensurável quantidade de mortos feridos ( civis e militares) poupados ao inimigo mais a devastação do país caso a invasão se processasse.

    • Renato Rodrigues da Silva

      Justificativas todos as tem, mas contra fatos não há argumentos. Os americanos querem tolher os outros de terem armas nucleares, pois o Irã as “usaria”, e Chavez idem.

      Mas quem realmente as usou – e foram os únicos a fazer – foram eles. Pode-se buscar a justificativas que se quiser, mas isto não se apaga.

      Renato

  114. ahn… todos sabemos a resposta.
    não sabemos (a maioria) é a pergunta de Truman:
    “Como manter no respeito a URSS e impedir que ela ocupe toda a Europa?”
    Exato. A motivação foi o medo, não o pensamento, nem a estratégia.
    E decidir tendo o Medo como conselheiro dá sempre mau resultado…
    Muitos nos EUA, defendiam o lançamento da Bomba sobre um atol deserto, mas onde os japoneses pudessem observar o seu efeito. Acredito, que isso levaria também à rendição de Tóquio, mas infelizmente, não foi essa a opção de Truman.

  115. Odin Borson

    É o lado sombrio, obscuro da democracia (que ainda é preferida do que a ditadura). Usou o dinheiro público, dos contribuintes, tiveram que justificar aos eleitores com o quê foi gasto os dólares. Produzir algo pra não usar? Depois de publicamente conhecido os efeitos da arma, aí o povo “autorizou” o governo a produzir mais sem necessariamente usar, mas pra poder frear a ameaça comunista.

    O tema “Brasil, Portugal e o futuro”. Vou fazer uma pergunta polêmica, mas sem a intenção de provocar atritos. Digamos que, se o Brasil não tivesse seguido o caminho da maioria das nações do Novo Mundo, tivesse permanecido unido a sua metrópole. O que vocês acham, imaginam que podia ter acontecido com o Brasil e mesmo com Portugal? Qual poderia ter sido o rumo da história, na opinião de vocês?

  116. Renato Rodrigues da Silva

    É muito simples: teríamos sido abafados como Portugal abafou suas ex-colônias, e provavelmente seríamos mais uma frente na guerra de 61-74.

    As coisas acontecem aos países mais ou menos como acontecem às pessoas. Imaginem dois filhos: um se torna independente do pai, sai para o mundo, tem derrotas e vitórias, toma tombos e se levanta. Outro continua agarrado à barra da calça do pai, e assim permanece por muito tempo.

    Depois de uns tantos anos, quem estaria mais desenvolvido economicamente e como pessoa (país) ?

    Ao se libertar, o Brasil cresceu e amadureceu – e justamente por isso pode ser útil a Portugal no futuro. E não um peso a mais.

    Renato

    • Odin Borson

      Respondeu objetivamente. 🙂
      Embora talvez não seja muito relevante, eu quis perguntar coisas assim.Vocês acreditam monarquia lusa teria caído do mesmo jeito em 1910, ou teria durado mais? O salazarismo teria existido da mesma forma? Ou Portugal teria sido uma Monarquia Parlamentar? Ou uma República democrática? Isso teria influenciado na expansão territorial na África, no fim do século XIX? No Brasil, a escravidão teria sido abolida antes? Ou depois? O Brasil teria sido dividido em pequenas colônias para facilitar a administração? Mas, não temos como saber. Enfim, a tua resposta é satisfatória. Você tem razão, um filho que se assume sozinho tem melhores condições de ajudar a si mesmo e aos pais do que aquele que ainda vive na barra da calça do pai.

  117. sem dúvida.
    acredito que no futuro (e mais próximo do que muitos querem acreditar) o Brasil terá para Portugal a mesma prioridade estratégica que a Europa (falida, sem perspectivas e sobretudo, sem Estratégias) teve para Portugal.
    E não excluo nada… desde a União Lusófona até uma Federação Lusobrasileira.

  118. Odin Borson

    Clavis Prophetarum, uma curiosidade. Vamos imaginar que seja criada alguma forma de união entre Brasil e Portugal, ou com toda a lusofonia. E alguns países na América Latina, que falam castelhano, queiram se confederar ao Brasil. Você mesmo seria contra uma união mesclada de lusofonos e castelhanofonos? Na América Latina, a relação entre os povos é até harmoniosa, embora haja desentendimentos entre governos, mas de povo para povo, os falantes do castelhano e do português até que se dão bem. Mas, na Peninsula Ibérica, Castela é considerada o “lobo mau”, pelo que eu vejo alguns tugas escreverem. Mas há outros tugas que gostam da Espanha.

    Noto que nestes dias de crise, há reclamações contra a França também. E, neste continente aqui, as relações dos brasileiros com francófonos também é harmoniosa também, salvo exceções como rivalidade entre empresas (Embraer X Bombardier), divergências devido a comércio mundial. E, finalizando, as agências de rating, a imprensa do norte não só critica Portugal, mas Espanha, Itália e Grécia também. Caso a UE falhe, você seria aberto a alguma forma de união entre países de língua neolatina?

    • Otus scops

      1. a UE não pode falhar nem vai falhar. seria as trevas para a terra. vai mudar isso sim. vamos ver é o quê!
      2. “de Espanha (Castela) nem bons ventos nem bons casamentos”, nunca fiar-mo-nos nestes tipos.
      3. as agências de rating são como os virus, toda a gente sabe que existem, o que fazem e como actuam. é preciso estar “vacinado” e ter “boas práticas de saúde”, quando não fazemos as duas coisas ficamos “doentes”.
      4. a união lusófona é algo desejável para todos, uma equipa que actua em conjunto é melhor que cada um por si.
      5. “Na América Latina, a relação entre os povos é até harmoniosa” tambores de guerra: Brasil-Argentina, Argentina-Chile, Chile-Peru, Peru-Equador, Equador-Colômbia, Colômbia-Venezuela, Brasil-Paraguai, etc… já me perdi! todos neste momento numa corrida armamentista, repito TODOS! harmoniosa? então nem quero saber o que será conflituoso…
      Odin, diz ao Thor prepare a tropa para que o Ragnarok. 😦
      6. talvez a América Latina e alguma África sirvam para as nações ibéricas continuarem o seu caminho, “A jangada de Pedra” de José Saramago realizar-se-á.

    • Odin Borson

      Otus Scops! Você não é apocaliptico demais? 🙂

      1-Eu mesmo, pra ser sincero, acho que a UE só está numa fase difícil, mas são algumas pessoas daí que não crêem mais na Europa Unida e no Euro. Eu já postei no espaço sobre “como os europeus do norte vêem os europeus do sul”, que a UE é um projeto de união bonito. Se acabar, vou lamentar por saber que nações não conseguiram se unir por um ideal comum. Mas, acho que é só uma crise, vai passar, e a UE não vai acabar não. Mas, como o CP crê que não vai dar certo, perguntei sobre uma alternativa. A UE inspira a União da AL.
      2-Tambores de guerra? Primeiro, os brasileiros falam que “odeiam argentinos”, e argentinos falam “contra o Brasil”, mas a rivalidade se restringe ao futebol e a anedotas. Quando os imigrantes argentinos vem ao Brasil, são bem aceitos pelos brasileiros. E quando brasileiros vão pra lá, só em Buenos Aires há uma sensação de ser mal recebido de início, e nem todos brasileiros passam por isso, mas depois, passa. Eu mesmo gosto da Argentina. Governos latino-americanos têm rivalidades. Eu creio que a Venezuela e a Colômbia podem entrar em guerra entre si, mas se isso acontecer, acredito que o Chavez perde, pois os EUA e seus aliados vão ajudar a Colômbia de alguma forma.É o único caso de guerra na América do Sul que eu creio que possa acontecer em breve. Eu não simpatizo com ele, mas gosto do povo da Venezuela e do da Colômbia também. Governos são efémeros. O governo de vocês, comandado pelo Sócrates, representa de verdade o que a população do país pensa e quer? Por que os da AL representariam 100% a vontade das populações? Unir a AL não é algo pra esta década já. É uma união no futuro. Isso tem que arduamente trabalhado durante décadas, como foi a UE. E participo de um espaço sobre América Latina unida assim como eu participo deste espaço. Tal como acontece aqui, há trocas de ofensas, de críticas e reclamações que não levam a nada. Mas lá, internautas participantes mexicanos, peruanos, argentinos, chilenos, guatemaltecos, uruguaios, chilenos… desejam uma união em que participem o Brasil e o Haiti também. Agora, nem todo mundo em cada país concorda com a idéia. No geral, tanto a direita defensora do liberalismo econômico quanto a esquerda “bolivariana” concordam em unir a AL, mas para finalidades diferentes. O que há na AL é algo parecido com uma “guerra fria”. Mas esses regimes chavistas-castristas vão cair com o tempo. Eu acho.
      3-Na sua opinião, o quanto melhor é para as nações lusófonas a integração? Em qual nível de união? Pra já, seria um desastre. Para o futuro, pode vir a dar certo sim e todos serem benficiados, se for muito bem trabalhado. Brasil e Portugal terão resultados melhores como amigos do que cada um por si. O mesmo para os demais lusófonos.
      4- Eu (falo só por mim mesmo), desconfio da Espanha, principalmente de Castela. Não é “não gostar dos espanhóis”, é “não confiar nas intenções” espanholas. Os espanhóis me passam a sensação de que “querem mandar em tudo e em todos”. Mas percebo que os latinos da Europa não têm um sentimento de latinidade entre si como os das Américas. Não acredito que Espanha, França e Itália concordariam em participar de uma união latina. Mas, sempre posso estar enganado quanto as minhas opiniões.No geral, acho que é mais fácil acontecer ou só a União Lusófona ou só a União da América Latina, e de parte da América Latina, não toda ela.
      5- Pelo jeito, em breve o meu filho Thor vai matar a grande serpente Jormungand e o lobo Fenrir vai me matar… 😦

    • Otus scops

      Odin, quanto a eu ser apocalíptico… se calhar tens razão! 🙂

      1. não li o post sobre as visões idiossincráticas dos povos Norte/Sul mas as coisas não aparecem por acaso. os Portugueses estão no meio, são os mais pobres do ricos, se fosse uma corrida de bicicletas estávamos no fim pelotão da frente.
      2. Borson a tua discrição não corresponde a nenhum dos factos, vou dar apenas alguns exemplos: Brasil, 36 caças (para começar), submarinos nucleares, porta-aviões, fragatas FREMM, etc, etc, etc. Argentina “ameaçou” que vai fazer um submarino nuclear! o Chile está a modernizar-se com F-16, tanques Tiger, meios navais e anti-aéreos ao nível do mais moderno do padrão NATO. são neste momento as melhores forças armadas de toda a américa latina. o Morales quer comprar caças à China (sorte a vossa). O Equador e o Peru andam a receber Mirages velhos, IAI Kfir e Atlas Cheetah. a Colômbia até comprou SuperTucano ao Brasil este mês. a Venezuela está a arruinar-se com os sacanas dos russos na compra de “brinquedos” para a guerrra. já chega de exemplos. para que é isto tudo?
      “a rivalidade se restringe ao futebol e a anedotas” é assobiar para o lado não???
      3. “o quanto melhor é para as nações lusófonas a integração?” sinceramente é uma pergunta que não me sinto habilitado a responder. não sei. há diferenças de tamanho, se nível social, económico, etc. o ideal seria livre circulação. e já agora, qual é a tua opinião/sugestão?
      4. “desconfio da Espanha, principalmente de Castela” é por estas e por outras que te acho inteligente e sensato. parabéns. 🙂
      5. quando sugeri que se preparem era para o evitar, ok? 🙂

      p.s. – quando chega a Valquíria que pedi? 😉

    • Odin Borson

      Gosto do teu ânimo, Scops! 🙂

      Vamos lá, então.
      1-É, ricos gostam de penalizar quem tem menos do que eles.
      2-Há sim uma corrida armamentista no momento, desencadeada pela Venezuela e reforçada pelo Brasil. O Brasil tem interesse numa vaga como membro permamente no conselho de segurança da ONU (já tenho minhas dúvidas se vai conseguir ter). Argentina, Chile e México não gostaram da idéia e isso é natural. A América Latina tem três grandes grupos. Os pró-EUA cujo exemplos são México, Honduras e Colômbia; grupo anti-EUA cujos exemplos são a Venezuela, Bolívia e Cuba, e os que fica em cima do muro, um dos exemplos, o Brasil. O Brasil está com síndrome de “potência mundial”, “lidera” forças de paz no Haiti, o presidente brasileiro toma a iniciativa de visitar Israel e Palestina, depois toma a iniciativa de “assinar um tratado com Ahmadinejad”, e leva uma rasteira até da Rússia e da China. 😦
      Vendo o Brasil “se achando” assim, os vizinhos vão ficar mesmo incomodados. Mas se os EUA e a URSS passaram a guerra fria um insinuando ao outro “o meu é maior que o teu”, e não se confortaram diretamente, por que a corrida armamentista na América do Sul é certeza que haverá guerra entre uma país hispano-americano contra o Brasil? Talvez entre eles aconteça sim. Se a Bolívia atacar o Brasil, coitados dos bolivianos!:( Vão comprar 36 caças chineses? Então é melho o Lula acrescentar mais caças a força aérea. 🙂 A Europa saiu da segunda guerra fazendo plano para que no futuro se tornasse a União Européia. Os latino-americanos vão ser rivais entre si pra sempre? Será que esses governos furiosos não são passageiros, ainda que duradouros?
      3-Sobre a integração lusófona,sugestões: eu acho que os primeiros passos são um país ajudar ao outro na área de educação, ciência e tecnologia. Mas ajudar mesmo! Parcerias sólidas de cooperação e troca de informação. O que já acontece, empresas portuguesas investindo no Brasil e empresas brasileiras investindo em Portugal. Livre circulação de pessoas, eu não concordo por agora porque facilita a entrada de criminosos dos mais diversos tipos de um país para outro. Isso vai ter que esperar sim, até o problema da violência ser controlado.
      4-Sinceramente, dizendo só por mim, posso estar “vendo chifre em cabeça de cavalo”(unicórnio):), mas tenho a impressão de que a Espanha está de olho no Brasil e nas suas ex-colônias na América Latina. Me parece que a Espanha olha o Brasil como se este fosse uma de suas ex-colônias. Eles querem nos subjugar e controlar nossa economia. E os espanhóis podem ver tanto os países sul-americanos, principalmente os do Mercosul quanto o vosso país, Portugal, como ponte para enjaular o Brasil. Eu sei qual é a posição da maioria dos tugas participantes do Quintus, mas, uma nova união ibérica é algo que o Brasil não pode interferir e nem opinar. Mas, isso pode animar a Espanha querer mandar aqui também.
      5-Ok! Eu como deus nórdico da guerra, não vou deixá-la acontecer na AL. 🙂
      6- Abaixo, escreveste:”a política deixa de comandar a economia dá sempre asneira e pobreza para muitos.”
      Assino em baixo e digo parabéns também. 🙂

      P.S.- A Valquíria vai chegar antes do Natal! Está ajudando as demais a selecionar mais gente para o Einherjar. 😉

  119. Fenix

    Vou falar por mim,Castela so é um lobo mau para Portugal quando Portugal se encontra mais fraco militarmente o que faz com que diminua a sua enfluência na nato e diplomaticamente no mundo. A espanha em si é estado artificial centralizado em castela e leão as autonomias regionais são uma falacia palaciana.Que culto do rei a mantem divida entre replublicanos e monarticos para alem do alcutar as movimentos independistas das varias regioes.Com generais do topo das forças armadas espanholas a serem nascidos em castela ou leão assim como os alto magitrados dos supremos tribunais.As fridas da guerra civil espanhola ainda não foram coradas simplesmente se meteu um analgesico forte mas elas estão lá e os medos e tabus também. Será possivel uma geo aliança entre lusofunos e espanicos? Sim quando a propria espanha deixar de ser centralizada em castela e leão assim como com os outros latinos.Mas não será um império economico ou nem militar será um imperio cultural onde as pessoas são pessoas mas sem vicios.O comsumismo tem que ser racional e local onde a educações seja um valor humano e não industrial.Para bem deste planeta temos que mudar de tipo de economia,temos que pensar num todo porque o irequicimento individual tá a matarnos aos poucos e levarnos a loucora e ao limite dos recursos do planeta.Não é facil deixar esse vicios como egoismos individuais e nacionalismos colectivos.Mas so um bloco geo cultural o pode tronar possivel nos em primeiro lugar lusofunos temos que mostrar ou mundo que no somos o quinto imperio que muda a si proprio e ao mundo para sempre e o salva.

  120. 1. Não serão as trevas… havia Europa e nações europeias muito antes de haver UE…
    2. Nunca. Por isso defendo a sua divisão, pela separação da Catalunha, Euskaria e Galiza. O resto não me interessa
    3. Devem ser processadas pelos Estados, por perdas e danos. E se não o são é-o apenas pela fraqueza das atuais democracias e das fortes influências que os Financeiros movem
    4. A UL é desejável. Falta clarificar o modelo… sobre isso há muito a discutir, mas aqui, como em tudo, prefiro sempre uma abordagem gradualista
    5. Mas repara que a AL é talvez a região onde nos últimos 2 séculos menos guerras existiram! compara com qualquer outro continente, a começar pela “nossa” Europa…
    6. sem dúvida. Mas mais que “jangada” serão a “nova Índia” ou o “projeto nacional” que perdemos em 74 e que a Europa nunca soube substituir.

    • Otus scops

      1. quando digo isso não me refiro apenas à Europa, digo ao mundo. a UE é o maior bloco económico mundial e o seu colapso abrupto causaria um efeito de buraco negro económico-financeiro. realmente muitos de nós sobreviveríamos mas o calendário da civilização andava para trás uns bons anos e isso não se quer, pois não???
      2. de acordo!
      3. já disse, eles existem e todos sabemos, fazem o seu papel. se queres processar alguém são estes governantes fracos. quando a política deixa de comandar a economia dá sempre asneira e pobreza para muitos.
      4. as intenções são muito bonitas e românticas mas de concreto quer dizer o quê? o que ganhamos (todos)? prefiro uma união lusófona e depois logo se vê. (é a minha opinião, com todo o respeito por todas as outras)
      5. os conflitos latino-americanos são essencialmente disputas fronteiriças fúteis ou a grande herança (e especialidade) da cultura espanhola: guerras civis e terror contra os seus próprios cidadãos! mas não concordo, a história de toda a América Latina é bem violenta mas nos moldes que citei.
      realmente tens razão no que à Europa diz respeito, mas desde o feudalismo(!) que tem sido assim. desde a Grécia clássica que a Europa lidera os acontecimentos no planeta Terra.
      6. alguma vez desde D.João I Portugal teve algum “plano nacional”? 😮

  121. Odin Borson

    Respondendo ao Fenix.
    Eu ficaria feliz se a Espanha deixasse de ser um Estado artificial, e deixasse a Catalunha, o País Basco e a Galiza em paz. Que deixasse os povos livres. Porque de alguma forma esses povos vão acabar se separando, nem que seja no banho de sangue, e vai vir mais 1000 anos de rancor, de mágoas por causa do domínio castelhano, o “complexo de colonizado”, vai atrapalhar os meus sonhos de união harmônica entre os povos :). Como eu sou sonhador, ingênuo! 🙂 Castela é quem devia tomar a iniciativa de libertar esses povos vizinhos, pois vai facilitar a resolução de suas diferenças no futuro. Ah, e Castela podia fazer também a gentileza de devolver Olivença aos tugas. Castela não vai ficar desamparada, principalmente se colaborar com um projeto de uma aliança latina, e é membro da UE e da NATO.
    Na verdade, apesar de gostar do termo “Império”, prefiro usar o termo “Confederação”, “Federação” ou “Aliança”. Como brasileiro, não quero os povos sendo explorados e escravizados a interesses econômicos brasileiros e nem de outros países. Quero na verdade, cumprir as profecias do Quinto Império e mudar o sistema de civilização, criar um novo modelo. Pra mim, o Agostinho da Silva é alguém de mente brilhante e de espírito iluminado. Que as pessoas passem a ser valorizadas por “ser” e não por “ter”. Que seja uma nova civilização ecologicamente correta, responsável, onde as pessoas sejam mais altruístas, que o ser humano aprenda a ter sincero respeito pelo seu semelhante. Não quero comunismo, quero capitalismo com responsabilidade e bom senso, que permita as pessoas terem prosperidade mas, sem danificar a natureza e prejudicar a sociedade com exclusão econômica. E o Clavis Prophetarum tem razão quando fala que é necessário uma “alma”. E quem são os mais semelhantes ao Brasil quanto a “alma”? E com eles que vamos conseguir começar algo.

  122. Fenix

    Uma coisa eu digo,a sonhar com ingênuidade, afavor ou contra a união lusofuna.Nos,voces e qualquer um.Vamos ficar na historia do seculo 21.E no bom sentiddo.Como o embrião da nova mudança e tranformação no mundo.Continuem a creditar e os meus parabens a nova aguia e aos Mil ia grande obra de Agostinho da silva.E a dedicação do clavis e outros.

  123. a Europa vai colapsar. É uma questão de tempo e de sabermos preparar-nos para esse momento e para retraçar para o país uma nova orientação estratégica.
    não duvidemos do colapso de uma Europa que pensou que fazia a União pela via estritamente monetária e financeira, desprezando todos os verdadeiros substratos que unem os povos (cultura, língua e civilização). Uma Europa que se fez contra estes individualismos, está fadada ao fracasso, logo que o impulso económico esmorecer. Que é o que está agora precisamente a acontecer…

    • Odin Borson

      Levando em conta os episódios entre Berlusconi e Zapatero, e Vaclav Klaus e Cavaco e Silva, assim vai ficar difícil… 😦

  124. vai sim… esta Europa “já era” e os próximos meses irão dar-me razão…

  125. Odin Borson

    Está bem, CP! Vamos aguardar pra ver. Quem viver, verá. 😉
    Você está na Europa, portanto, está muito melhor informado do que eu, sobre a situação.
    Mas, você não crê que possam surgir blocos alternativos entre nações européias?

  126. não… Sarkozy em tempos lançou as bases para uma “união mediterrânea”, mas não creio que tal projeto tenha pernas para andar. Na península ibérica, algo poderia surgir… entre Portugal e Espanha e, a norte, os nórdicos sempre estiveram muito ligados entre si… Ao centro os pequenos países, poderiam aproximar-se, assim como os do Leste.
    Mas não, não vejo no horizonte sinais de uma dissolução da UE, nem do euro.
    O que se vê, são sinais para um federalismo reforçado e não-democrático e isso é altamente preocupante.

  127. Odin Borson

    >”Mas não, não vejo no horizonte sinais de uma dissolução da UE, nem do euro.
    O que se vê, são sinais para um federalismo…

    São os sinais que, de fora, eu também vejo e, outras regiões do mundo vão seguir o exemplo mais cedo ou mais tarde.
    Exemplos, o continente americano, as nações da América do Sul podem vir a entrar em guerra sim, como disse Otus Scops. Mas não vejo no horizonte a possibilidade de guerra entre Brasil e Argentina (só entre Pelé e Maradona) :), ou Argentina e Chile. Porém, vizinhos mais ao norte, como Bolívia, Peru, Equador, Colômbia e Venezuela, nesta região da América do Sul pode sair uma guerra sim, e o Brasil poderá se envolver. Mas a América Latina dá sinais de que deseja se integrar (UNASUL, Banco do Sul, ALBA), alguns países mais, outros menos. Na UE, nem todos quiseram o Euro, então nem todos daqui vão querer a moeda única. Entre México, EUA e Canadá pode acontecer do “Amero”, o suposto projeto de moeda única se realizar, porém eu acho difícil que aconteça a curto prazo. Pode ser que os poderosos do continente consigam impor uma união desde o Canadá e Alasca até a Terra do Fogo, e forcem o nível de vida dos EUA e Canadá descerem ao nível de vida da América Latina, barateando a mão de obra e acabando com benefícios sociais.
    No Extremo Oriente asiático, pode acontecer do regime norte-coreano cair, e a consequente reunificação coreana (mão de obra baratíssima do norte para o sul), os poderosos do Japão, China, Coréia e Sudeste Asiático decidirem unir a região e criarem a moeda única deles e forçarem um barateamento da mão de obra no Japão e o fim dos benefícios de previdência social. Esses megablocos econômicos são para satisfazer interesses de empresas e bancos, e não da população. Até a maioria dos imigrantes que são “autorizados”, é para os ricos poderem pagar salários mais baixos já que os cidadãos natos não se sujeitam, e os grandes capitalistas usam os poderes do Estado pra abrir as portas e provocar a demissão dos valorizados e instruídos trabalhadores natos protegidos por legislação trabalhista, para fazê-los se sujeitarem a salários mais baixos, ou perder o emprego pra um estrangeiro mais barato, e que se sujeita a humilhação. Enfim, não acredito que os poderosos que se beneficiam da UE vão deixá-la colapsar assim. Pode acontecer de alguns países saírem e outros entrarem. Nada mais oportuno pra mudar a estrutura do que uma crise econômica mundial. E, não estou dizendo que as forças do mal, das trevas controlam a globalização. O ser humano, desde o princípio da civilização, luta pelo poder e por privilégios. Luta pra dominar a maioria. Isso é da natureza humana. Até nas religiões “do bem” tem relações de poder e de domínio, de hierarquia.

    • Odin Borson

      Porém, a maioria que vai ficar no prejuízo, deve se unir pra não deixar a qualidade do seu nível de vida cair, antes lutar para sempre melhorar. Pensar num novo sistema, num novo modelo.

  128. na verdade, esse plano de formação de megablocos, como antecâmara de uma “união mundial”, que é o cerne dos planos dos conspiradores de Bilderger, CFR e outros ainda mais secretos estão agora a erodir-se, com o colapso iminente do sistema económico que impuseram ao mundo em 90, após o descrédito da alternativa comunista-soviética.
    O mundo futuro caminha a passo rápido para uma sucessão de revoltas, bancarrotas e colapsos económicos que durante dez anos vão alastrar a todo o mundo, numa lógica imparável.
    findo este processo, regressará um proteccionismo muito intenso, em que o Local prevalecerá sobre o Global. Será um mundo pior ou melhor que este?
    logo veremos!

  129. Odin Borson

    Apocalipse 13.
    Então os Bilderberger, CFR & Cia falharam em implantar o governo mundial do anticristo, da besta. 😉 Satan will become furious with them… 😦

    Sim, sim! Vão vir revoltas, golpes de estado, e acredito que o processo de globalização vai tomar outra forma, e não acabar. O Nazismo/Facismo e o Comunismo foram formas de reação ao capitalismo liberal instalado a partir da revolução industrial, cuja grande crise foi em 1929. Quem seguiu a doutrina de Taylor, permaneceu democrático. Após a grande crise que começou com os créditos imobiliários nos EUA, que ameaça levar Portugal e Espanha à bancarrota, qual será a reação? No mínimo, novos regimes autoritários, ou até totalitários. Haverá protecionismos sim, mas as potências vão precisar exportar pra alguém e de novas fontes de matéria prima. E há países que sozinhos, vão ter muitas dificuldades de seguir adiante. Eu temo que estejamos nas vésperas da terceira guerra mundial sim. 😦

  130. Renato Rodrigues da Silva

    Se, como o Clóvis diz, este futuro está mais próximo do que se imagina, está na hora de Portugal se fazer conhecer ao Brasil.

    Em Portugal sempre se fala do Brasil: através de notícias ou mesmo do futebol e das novelas. Mas aqui pouco recebemos de noticias lusas. Quase nada sabemos do que se faz hoje em Portugal em qualquer campo que se imagina.

    De Portugal, o brasileiro médio tem a imagem daquele país distante, que fala um português enrolado e de onde veio o dono da padaria da esquina e um tal de Cabral, que aportou aqui em 1500. Isto para ficar nos bons termos, não enveredando pelas piadinhas infames.

    Ah, e tem o Saramago, de quem todos gostam e cuja morte o país inteiro lamentou. Mas não mais do que isto. Nas se sabe da recente História portuguesa. Poucos sabem que Portugal esteve em guerra de 61 a 74; não se sabem quem foi Salazar, Eanes, Spínola, Cavaco e Silva, José Sócrates, Alberto João Jardim – nada. Um jornal disse que Saramago foi o “único Nobel português” (foi o segundo, o primeiro foi o Dr. Egas Muniz, inventor da lobotomia). Mas os portugueses sabem quem é o Lula, quem é a Maitè (idiota) Proença, e conhecem a maior partes dos artistas e cantores daqui.

    O que está sendo feito em Portugal no campo das Ciências (eu sei que tem havido boas coisas aí), do ensino (e a revolução digital nas escolas portuguesas ?), das Artes, da Literatura ? Portugal precisa se divulgar mais por aqui, e deixar de ser o país do passado, da saudade e da tristeza. Mostrar que, em caso de uma possível união, teria muito a acrescentar, não seria apenas o parente idoso a quem se dá o quartinho dos fundos por falta de alternativas.

    Renato

  131. mas a ideia que se fica aqui é que esse mustismo generalizado quanto aos assuntos e temas de Portugal decorre em muito do desinteresse do brasileiro como e (sobretudo) dos seus Media.
    Todos me dizem isso: fala-se mais do Brasil aqui, do que de Portugal no Brasil.
    Isso tem-se resolvido um pouco pela via da blogoesfera (como por este modesto blog), já que pelas vias “normais” muito pouco se tem feito!

    • Renato Rodrigues da Silva

      O brasileiro médio não se interessa, o que faz com que a mídia também não se interesse; e a mídia, formadora de opinião, não se interessando, mais gente se desinteressa. É um círculo vicioso, alimentado tanto pelo desinteresse como pelo preconceito.

      O Brasil é o maior legado cultural e político de Portugal, cabe a Portugal capturar pelo menos parte deste legado de volta para o seu lado – mesmo porque, conhecido o Brasil já é em Portugal, seja para o bem ou para o mal; quem está a dever é Portugal no Brasil. Portanto, tem que fazer auto-promoção aqui, mostrar o que está fazendo, mostrar o que está promovendo, mostrar do que é capaz – em suma, fazer todo um trabalho de marketing e mídia – vender o produto Portugal.

      Se não fizer isto, não será fácil desta união acontecer caso um dia se precise. Caso não se conquiste os corações e mentes brasileiras, quais as justificativas para esta união ? (E, do lado do Brasil, também será necessário melhorar a imagem dos brasileiros em Portugal…)

      Einstein dizia que é mais fácil quebrar um átomo do que quebrar um preconceito. E há muitos preconceitos a serem quebrados. Querem ver alguns deles ?

      – a imagem do português burro, de pouca inteligência, geralmente padeiro, leiteiro, criador de porcos ou burros
      – a imagem do português explorador, que “roubou nosso ouro”
      – a imagem de que estaríamos melhor se tivéssemos tido outra colonização
      – a imagem do país de velhos, que só come bacalhau e toma vinho
      – a imagem do português concuspicente, avaro por dinheiro e mulheres negras e morenas

      Querem mais ou acham que já está bom ?

      Renato

    • Odin

      Aquele caso da Maitê Proença (uma excelente atriz, mas não mede as consequências do que faz, e nem do que fala).

      http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16191

      “Ofensas aos portugueses: Maitê Proença apenas repetiu a mídia.”

      Eu acredito nesta possibilidade sim. No vídeo em que ela pede desculpas, ela afirma “brasileiro é muito brincalhão”… eu sou brasileiro, e jamais cuspiria num monumento de qualquer país. Também não faria um filme para expor ao público brasileiro escárnios contra qualquer outro povo. E respeitosamente discordo também do Clóvis Rossi, porque “preconceitos” NÃO é algo “perfeitamente normal”, vai contra os direitos humanos. Por que eu coloquei isto aqui? Para mostrar àqueles que defendem unir novamente Portugal e Brasil, onde está um dos maiores obstáculos. Os medias. E à quem interessa o ressentimentos entre portugueses e brasileiros?

  132. Odin Borson

    Sim, Renato, a Media/Midia e o brasileiro médio têm um círculo vicioso quanto ao desinteresse por Portugal e muitos outros países também.

    Uma vez, um rapaz chamado Nuno, que trabalha ou trabalhava com a cantora Micaela (Ana Micaela Figueiredo), no site dela, viu o meu post no fórum de lá e me enviou um e-mail. Isso foi no começo do século. Soube da existência da Micaela na RTP internacional, canal a cabo, e de um monte de gatinhas tugas. Ele, educadamente, “se queixou” do mercado brasileiro ser fechado, e me pediu sugestão. Eu disse à ele que quem vai conseguir lançar a Micaela no mercado brasileiro é a Globo, e que a porta de entrada para a Globo é a SIC, pra ele falar com o pessoal da SIC. Ele preferiu entrar em contacto com rádios do Rio e de São Paulo. Não foi bem sucedido.
    Há dois atores portugueses que faz muito sucesso com as brasileiras, um ainda faz, o Ricardo Pereira, e outro fez, o Nuno Lopes, que trabalhou na novela “Esperança” como o “Morruga” lá. A Maria João Bastos, é linda e foi bem recebida pelos telespectadores brasileiros. Anabela Teixeira que trabalhou em “Xica da Silva”, a Joana Sonaldo.

    Alguém tinha que sugerir à SIC pra apresentar uma coprodução com a Globo, para uma novela para passar no horário nobre, e sugiro que contratem ponham beldades como Helena Coelho (não sei se é atriz, mas é linda, e está na RTP), Inês Castel-Branco, Catarina Wallenstein (está na TVI), ponham as miudas giras do Lua Vermelha(lá tá cheio) da SIC nas novelas do horário nobre ou em minisséries da Globo. Outros canais brasileiros vão querer fazer parcerias ou com a RTP ou com a TVI, se isso for bem sucedido. Ponham as gatas de parar o trânsito da TV lusa na TV daqui que o povo daqui se interessa sim. A mulherada daqui já aprovou uns “gajos giros” (na opinião delas) da TV daí. O Cristiano Ronaldo aparece quase sempre nos noticiários desportivos brasileiros.

    • Odin Borson

      Eu não sei se a TV de lá já fez algo assim. Mas eu ainda vou sugerir a SIC e à Globo que tente fazer uma coprodução, e colocar atores e atrizes portugueses, brasileiros e até galegos, pra fazer uma minissérie sobre Portugal na época medieval, anterior ao descobrimento do Brasil, explorar o mistério de que, se os reis portugueses já sabiam em segredo da existência das Américas ou não, profecias sobre as grandes navegações e a descoberta do Brasil e do caminho para a Índia por Vasco da Gama numa época posterior àquela, o feudalismo português, destacar o relacionamento entre os cristãos, judeus e muçulmanos, é um tipo de assunto que chamaria a atenção sim dos brasileiros, e muito mais dos portugueses. Lembram de minisséries como “A Muralha”, “A Casa das Sete Mulheres”, uma minissérie épica seria “legal/fixe”.

  133. Odin Borson

    >”- a imagem do português burro, de pouca inteligência, geralmente padeiro, leiteiro, criador de porcos ou burros”
    Me desculpe a minha sinceridade, mas burro é quem acha que eles ainda são aqueles dos tempos do Salazarismo pra trás, aqueles imigrantes de antigamente. A UE transformou a sociedade deles sim. Os portugueses de hoje são do século 21 mesmo. O português médio é consideravelmente mais culto, mais instruido que o brasileiro médio. Talvez seja um país mal investido, como o Brasil também é, mas atrasados eles não são não.

    >”- a imagem do português explorador, que “roubou nosso ouro””
    Bom, eu nunca tive ouro pra alguém poder roubar ou furtar de mim. 🙂 Não me lembro de ter dito algo assim a algum português. Acho que nunca disse isso. Mas já ouvi de incontáveis brasileiros. Isso, é o sistema de ensino escolar daqui que incutiu na cabeça dos brasileiros. Olhar a história somente por um único ângulo, um único ponto de vista. Experimente falar isso pra um estrangeiro de outra parte do mundo, um asiático, um europeu, mesmo do leste, um americano, australiano… eles vão rir de você. Vamos imaginar uma situação hipotética (ficção científica). Você é o governante da Terra unificada no futuro, ano 2330 d.C., a Terra está com pouquíssimos recursos minerais industriais e energéticos, mas tem espaçonaves com propulsão pra poder alcançar estrelas mais próximas do Sol. Você descobriu outros planetas ainda ricos em recursos minerais, e aptos para a colonização, apenas necessitam de terraformação. Você não vai minerar os planetas com medo das gerações futuras descendentes dos colonos e de imigrantes alienígenas que possam ir para lá no futuro mais distante, reclamar que você e os habitantes da Terra roubaram os minérios deles? Sendo que o seu planeta natal necessita? É só as pessoas aprenderem a se pôr na situação. Eles acham que, se fosse o inverso, o Brasil não ia explorar Portugal?

    >”- a imagem de que estaríamos melhor se tivéssemos tido outra colonização”
    Outro tipo de colonização sim, mas outro país colonizador, não necessariamente. Façam um estudo sobre a situação das ex-colônias da Holanda, França e Inglaterra. O Brasil holandês seria hoje uma África do Sul, multirracial do mesmo jeito, mas com Apartheid. O Brasil francês não seria outro Quebéc, principalmente por causa do clima. Mesmo com huguenotes vindo pra cá, seria colônia de exploração do mesmo jeito. O Brasil inglês não seria nem outros EUA, nem outro Canadá, nem outra Austrália e nem outra Nova Zelândia. Porque o clima muito quente não ia atrair tantos ingleses, escoceses e irlandeses assim. Teriam que trabalhar com índios, negros africanos e asiáticos como indianos, malaios, do mesmo jeito. As ex-colônias inglesas que hoje são países desenvolvidos, os colonizadores cometeram genocídio, para a população ser branca. O brasileiro que queria que o país fosse ex-colônia inglesa na verdade, expressa sem perceber, um sentimento racista. Se fosse ex-colônia da Espanha, é só olhar os países vizinhos e o México, América Central…muitos brasileiros falam de coisas que não entendem, não sabem o que falam.

    >”- a imagem do português concuspicente, avaro por dinheiro e mulheres negras e morenas”
    A imagem da mulher brasileira lá é relacionada a luxúria, a sexo fácil, é tida como “puta”, como oportunista que quer se casar com potuguês cheio do dinheiro, como vadia, vagabunda, de olho na grana deles. A culpa nunca é dos homens portugueses, é só das mulheres brasileiras, que de alguma forma, conseguem “obrigar” os homens de lá a se relacionar com elas e gastar dinheiro com elas, e com futilidades, banalidades. Da minha parte, não tenho nada a ver com a vida dos brasileiros que foram pra lá, foram porque quiseram. Agora, como eu e você somos nascidos no mesmo país que eles, corremos o risco de sermos confundidos com os que se comportaram mal e estão na prisão, com os que fazem “carjaking”, com os que entraram ilegalmente lá, enfim, o nosso filme está queimado com muitos por lá, e o filme deles está queimado com muitos por aqui. E pessoas como o Clavis Prophetarum não vão poder fazer nada pra cessar a xenofobia lusa contra brasileiros e nem nós podemos fazer nada pra cessar a xenofobia brasileira contra os lusos. Não temos poder sobre as pessoas. Então, para os próximos vinte anos, não há como unir os países. Pois nenhum dos dois povos é capaz de ter flexibilidade pra procurar resolver as suas diferenças. E o Brasil é mais inflexível ainda do que Portugal. 😦

    • Odin Borson

      Caso você tenha entendido mal as minhas palavras, não contestetei a você não, Renato. 🙂
      Entendi que você quer que a visão equivocada, cheia de ressentimentos, de rancor, seja mudada. A minha resposta acima é argumentar contra os sentimentos anti-lusitanos por parte de muitos brasileiros e sentimentos anti-brasileiros por parte de alguns portugueses.

  134. Renato Rodrigues da Silva

    Odin,

    Eu entendí o que você quis dizer. Sou brasileiro, luso-descendente, e não gosto nem um pouquinho da imagem que os portugueses (e Portugal) tem por aqui. Citei estes estereótipos justamente para tentar chegar aonde vc chegou: uma união dos dois países seria, a curto e médio prazos, algo inviável pela mentalidade e pelos preconceitos existentes. Mas caso se queira chegar a isto a longo prazo, o trabalho tem que começar agora.

    E, da parte do Brasil, pode-se começar pela própria História. Parar de incentivar filmes e seriados de merda, como o tal “Carlota Joaquina…”; ou a ver sempre o lado pitoresco e ridículo de figuras históricas como D. João VI e D. Pedro I. Será que os franceses vivem lembrando de Napoleão ter sido sangrado nas hemorróidas durante a batalha de Waterloo ? Imagine a cena…

    Veja o site abaixo: seria interessante o site colocá-lo aqui:

    http://tanacapa.com.br/educacao/os-portugueses-eram-burros.html

    Renato

  135. é verdade, é um bom texto, que coloca muitos pontos nos iis nesse chauvinismo luso-brasileiro… por cá era inexistente até à bem poucos anos, mas com o aumento dos fluxos migratórios começou a surgir, especialmente nos últimos 2-3 anos, com uma nova camada de migrantes brasileiros que sociologicamente tem muito que ver com as primeiras ondas migratórias da década de 90 e principios de 2000…

  136. Odin Borson

    Eu li e vou comentar:
    >”Mas a coisa não para por aí. Muitos alunos, quando se sentam para assistir as aulas de história, ainda são acostumados a ouvirem toda sorte de anedota sobre nossos “colonizadores”.

    Mas é ali que começa. Não são os professores propriamente, porque eles foram “viciados” pelo sistema. Olhe os materiais didáticos, livros, comparam a colonização da América Latina com a América Anglo-Saxônica. Daí associar que somos “azarados”. Eles acham que a Inglaterra não tirou um grama de ouro das 13 colônias que deram origem aos EUA, não taxou tributos altos, não usou mão-de-obra escrava por lá… por que as 13 colônias se declararam independentes da Inglaterra, então? Gostaria de conversar com historiadores americanos e ingleses, para ver o que eles dizem.

    >”Dom João VI era um preguiçoso, covarde, comedor de frango, burro pacas.”

    Podia ter sido preguiçoso e covarde, comedor de frango, mas não burro. Ele foi um dos poucos reis da época anterior as guerras napoleônicas a permanecer no trono já depois daquele período. Se nos colocarmos no lugar dele, vendo tanto Portugal quanto Brasil e outras colônias como herança de família, ele foi sacana, mas foi “chico esperto” sim. Salvou o trono e a coroa para sua família ao vir para o Brasil. Foi um golpe brilhante aos planos de Napoleão. Ele conversou a sós com seu filho Pedro (Dom Pedro IV pra eles e Dom Pedro I pra nós), e sabia que a elite econômica do Brasil, naquela hora já era Reino Unido a Portugal e Algarves, não ia mais se submeter aos interesses da elite portuguesa, vendo o exemplo das colônias espanholas e dos EUA. Ele disse a seu filho que não podia impedir a elite lusa de tentar reprimir o Brasil, apesar de não ter mais condições de se impor, pois Portugal estava debilitado devido a guerra contra Napoleão, mas orientou o seu filho a proclamar a independência do Brasil e se tornasse o primeiro imperador antes que um aventureiro o fizesse e implantasse a República. Assim, o Brasil permanecia ligado à família Bragança, mesmo separado de Portugal, e unido num só país. Burro, Dom João VI não era não!

    >”Dom Pedro (I para nós brasileiros e IV para os portugueses) um galanteador, uma piada como político.”

    Sim. Apesar do gênio autoritário, e de moralidade contestável, Dom Pedro ao menos reconheceu que já não havia mais espaço para o absolutismo, reconheceu que o Parlamento passou a ser necessário, com todos os defeitos. Implantou um sistema de Monarquia Constitucional no Brasil e repetiu o sistema em Portugal, depois, querendo mandar mais que os parlamentares. Fez a filha (Dona Maria II) casar com o irmão dele (Dom Miguel), o que é incesto, para depois deixar o Brasil para um filho dele (Dom Pedro II), e ir lá dar porrada no irmão dele, que era absolutista. Ou seja, o Brasil pro filho e Portugal pra filha, países pra eles eram propriedades familiares. Os povos habitantes que se f*****. A minha grande curiosidade sobre a elite portuguesa do inicío do século XIX é: Como eles aceitaram pacificamente como rei, no trono, um príncipe que seccionou o Brasil deles? Da parte de Dom Pedro, é traição à pátria, você não acha? Segundo, a elite brasileira do início do século XIX era anti-lusitana, mas deixou alguém da família de Bragança, descendente direto de reis portugueses, no trono? A culpa é do povo português por que, se foi a família real que explorou o Brasil? Culpar a família real de Bragança, mesmo a de Avis, eu não discordo. Culpar o povo de Portugal submisso e também explorado por eles, aí é desonesto. Chegar hoje nos portugueses e culpá-los por feitos de reis e rainhas que viveram séculos atrás, com a cumplicidade da igreja católica romana, cujos templos em Portugal ainda contém ouro extraído do Brasil, e feitos dos colonos que vieram pra cá, e não pelos que ficaram por lá na terra deles, é hipocrisia. Olhemos a história do Brasil pós-independência. Os reis, da dinastia de Bragança. O sistema sócio-econômico, o mesmo dos tempos de colônia. O povo continuando a ser católico e frequentando missas. E a culpa e do zé povinho de Portugal? No meu ponto de vista, não é por aí… 😉

  137. Odin Borson

    “> Contrariamente, quanto mais se aprofunda na história de Portugal.., mais se impressiona com a situação… É impossível não se espantar com a inteligência portuguesa e com a incrível plasticidade cultural que possibilitou que um reino minúsculo colonizasse regiões tão díspares… Portugal foi o primeiro reino europeu a se constituir como “nação”, unido, antecipando o que, na Espanha – por exemplo – ocorreria somente séculos depois. E também na França. A Itália e Alemanha, as quais somente se unificaram no século XIX. A tecnologia naval empregada pelos lusitanos era o que havia de mais moderno no século XV e foi amparado nela que chegaram às Índia, às Américas…”

    Então?! Como pode um povo assim ser “burro”? Já foram o país mais avançado, mais evoluído da Europa. A desgraça deles foi ter se unido à Espanha em 1580, o que para o Brasil, foi bom devido a expansão territorial feita pelos bandeirantes, destruindo o tratado de Tordesilhas. Os iberistas lusos não precisam perder tempo com insultos contra mim, porque o país é deles e podem fazer o que acharem melhor. O país não é meu. Mas a queda de Portugal aconteceu quando eles se uniram a Espanha em 1580. Lamento por ser sincero. Se o governo central em Lisboa não satisfaz, há outros meios de se resolver isso. Se a dinastia de Avis tivesse continuado, hoje seria uma das primeiras potências da Europa e do mundo. Outro erro terrível, foi ter dado ouvidos à Igreja Católica Romana e ter perseguido e expulsado os judeus. Mas dizer que o grosso da população portuguesa é culpada por decisões tomadas pela elite e pelos reis, é falta de maturidade.

  138. “Mas é ali que começa. Não são os professores propriamente, porque eles foram “viciados” pelo sistema. Olhe os materiais didáticos, livros, comparam a colonização da América Latina com a América Anglo-Saxônica. Daí associar que somos “azarados”. Eles acham que a Inglaterra não tirou um grama de ouro das 13 colônias que deram origem aos EUA, não taxou tributos altos, não usou mão-de-obra escrava por lá… por que as 13 colônias se declararam independentes da Inglaterra, então? Gostaria de conversar com historiadores americanos e ingleses, para ver o que eles dizem.”

    > Ora bem… o colonialismo português, foi isso mesmo: um colonialismo. Mas o que muitos críticos esquecem é que esse colonialismo era idẽntico a todos os demais, na Europa… E que nem por isso era o mais opressivo. A revolta do Brasil contra a presença holandesa, foi uma revolta local, sem apoios nem meios de Portugal. Aliás, foi até combatida pela corte de Lisboa, que receava que colocasse em risco a paz podre que assinara com a Holanda (para se concentrar na luta contra a poderosa Espanha)

    “Podia ter sido preguiçoso e covarde, comedor de frango, mas não burro. Ele foi um dos poucos reis da época anterior as guerras napoleônicas a permanecer no trono já depois daquele período. Se nos colocarmos no lugar dele, vendo tanto Portugal quanto Brasil e outras colônias como herança de família, ele foi sacana, mas foi “chico esperto” sim. Salvou o trono e a coroa para sua família ao vir para o Brasil. Foi um golpe brilhante”

    > Essa é também a ideia popular por cá, curiosamente… Mas sim, a sua opção (radical e genial) foi a correta, a esta distância e só por isso, por ter criado as bases de um país como o Brasil, que sem a sua corte seria provavelmente um país dividido, o Brasil n~ao seria o gigante continental que é hoje…

    “aos planos de Napoleão. Ele conversou a sós com seu filho Pedro (Dom Pedro IV pra eles e Dom Pedro I pra nós), e sabia que a elite econômica do Brasil, naquela hora já era Reino Unido a Portugal e Algarves, não ia mais se submeter aos interesses da elite portuguesa, vendo o exemplo das colônias espanholas e dos EUA. Ele disse a seu filho que não podia impedir a elite lusa de tentar reprimir o Brasil, apesar de não ter mais condições de se impor, pois Portugal estava debilitado devido a guerra contra Napoleão, mas orientou o seu filho a proclamar a independência do Brasil e se tornasse o primeiro imperador antes que um aventureiro o fizesse e implantasse a República. Assim, o Brasil permanecia ligado à família Bragança, mesmo separado de Portugal, e unido num só país. Burro, Dom João VI não era não!”

    > E daí essa coisa extraordinária e única na História que é vermos o Rei da potencia ocupante abdicar do trono e ocupar o trono da colónia independente! Este pequeno grande detalhe diz tudo sobre a natureza especial e única da relação Portugal-Brasil!

  139. Renato Rodrigues da Silva

    Eu ainda vou fazer um resumo das realizações de D. João VI por aqui e colocar escrito. Assim calo a boca dos engraçadinhos cuja cultura e conhecimento vem de seriados odiosos e filmecos de merda.

    Isto ainda vou fazer. Só preciso de tempo.

    Renato

  140. se o fizeres, Renato, terei todo o prazer em lhe dar honras de “Post” (com a devida identificação da fonte).

  141. Odin Borson

    Gente! É claro que Dom João VI fez coisas excelentes para o Brasil. Ao analisar a história, as pessoas têm que entender que todos os líderes têm o seu lado bom e o seu lado ruim. Ninguém é perfeito. Todos sofrem tentações e caem. Dom João VI transformou o Rio de Janeiro numa capital de verdade. Dom João VI organizou a formação do Estado brasileiro. Dom João VI criou o Banco do Brasil. Ele teve intenções de industrializar o Brasil, mas a Inglaterra não deixou. As pessoas têm que entender que os ingleses fizeram ele assinar aqueles tratados que prejudicavam tanto Portugal quanto o Brasil porque os ingleses praticamente “apontaram um revólver na cabeça dele”. Tanto a França quanto a Inglaterra colocaram Dom João VI numa situação difícil, sem saída. Era a disputa entre as potências pela supremacia. Com todos os defeitos dele, do jeito dele, ele passou a amar o Brasil, depois de ter vindo pra cá. Fez o Jardim Botânico no Rio de Janeiro. E foi o regime da Monarquia que manteve o Brasil unido. E o conceito de Democracia da época era aquilo mesmo, só a elite ter o direito de votar e se candidatar, até a Inglaterra do início do século XIX era uma elite que comandava o Parlamento, o Partido Trabalhista, os “Trade Union”, vieram depois. Um escravo numa senzala brasileira vivia melhor que um trabalhador numa fábrica inglesa. Era o conceito de certo de errado da época. Quem está no poder, sofre a tentação de se privilegiar e de privilegiar os seus. São seres humanos. Nunca existiu na história governos perfeitos. Dom João VI, Dom Pedro I e Dom Pedro II não iam viver como servos da nação, sem benefícios próprios. Isso não existe nem na República. Ninguém no planeta passa a via sem errar, sem ter culpa de alguma coisa. O que cada brasileiro tem que fazer é se pôr no lugar dos reis portugueses na época colonial e serem sinceros consigos mesmos, o que teriam feito se estivessem no lugar deles? Os EUA deram certo porque o americano médio é empreendedor, não fica sentado esperando as coisas do governo. Cobra que o governo americano faça a sua parte, uma boa gestão, mas corre atrás do lucro com os próprios pés, assume a responsabilidade pela própria vida. Não põe a culpa nos outros por seus problemas. É essa a mentalidade que tem quer abolida no Brasil, independente de quem incutiu. De pôr a culpa nos outros pelos nossos males. Colocar nas costas de terceiros a responsabilidade pela nossa felicidade e ficarmos de braços cruzados. Colonialismo é colonialismo. Mas é página virada, é acontecimento do passado. Já passou da hora das diferenças terem sido resolvidas, como no caso dos EUA e Inglaterra, que já resolveram. E enxergaram no fato de terem semelhança principalmente quanto no idioma, pra se aliarem e implantarem um sistema conjunto de poder mundial.

  142. Odin Borson

    Eu encontrei esse incidente num site angolano, e essas coisas, a imprensa brasileira não mostra. 21 cidadãos angolanos com visto de entrada, dentro da lei, foram barrados e deportados pela Polícia Federal brasileira. Se realmente o consulado brasileiro lá concedeu visto verdadeiro e aqui a Polícia… estamos desmoralizados. 😦 E agora? O que foi que aconteceu de verdade? Não há como sabermos…

    http://www.angonoticias.com/full_headlines_.php?id=23818

    Leiam nos comentários, os sentimentos de alguns angolanos pelos brasileiros. Dêem uma boa olhada nos comentários das diversas notícias e vejam o ressentimento deles. 😦

    • Odin Borson

      Mas realmente a PF tem a reputação de trabalhar corretamente quanto à entrada de estrangeiros. É estranho isso. A polícia brasileira não costuma ser xenófoba. Pelo menos é o que nos é passado.

      Enfim, o motivo de eu ter postado isto é a realidade angolana, que tipo de sentimento que muitos dentre eles têm tanto pelos brasileiros quanto pelos portugueses. E lembrar que, certas reclamações que os daqui fazem contra os tugas, os angolanos fazem contra os daqui também. Saber como é ser acusado de tê-los prejudicado. Empatia. A união das nações lusófonas vai se realizar depois de muita paciência e persistência. Angolanos também tem mágoas contra o Brasil e brasileiros, isso inclui a escravatura do passado.

    • Otus scops

      deixa lá Odin, não tenhas pena nem exageres na importância do facto. que se saiba isto não é practica comum.
      se não os deixaram entrar é porque deve haver razões. devias procurar também um link com a versão da Polícia Federal.

      http://www.hojelusofonia.com/um-visto-e-so-um-pre-requisito-de-entrada-no-brasil/

      foi dos países mais soberbos e arrogantes que já conheci.
      obviamente que não são todos… há muita gente boa, sobretudo nas províncias.

    • Odin

      Otus, obrigado por ter postado o link com a versão da PF. Eu achei acidentalmente o link da agência de notícias angolana que menciona o incidente. Realmente, não é pratica comum a PF deportar pessoas que estão dentro dos requisitos da lei. A versão da PF tem que ser exposta também, tens razão. É a palavra dos angolanos que foram deportados contra a palavra dos agentes da PF.

  143. Renato Rodrigues da Silva

    Olha que eu faço mesmo, heim ?

    Só precisaria de uma fonte: o livro “1808 – Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil” de Laurentino Gomes.

    Apesar do título, é um livro extremamente sério e respeitoso, e mostra bem o que foram os 14 anos de Dom João VI aqui- tanto para o bem,como para o mal

    Renato

  144. É mt chato quando ñ se respeita um “VISTO” de de uma autoridade do próprio país, eu fico envergonhado por essa atitude xenofóbica de n PF, + qual o motivo alegado?

    • Odin Borson

      Argus! Na verdade, não podemos afirmar que a PF é xenófoba, não temos certeza do que aconteceu de verdade. Pode ser que os angolanos estejam com a razão sim, se tiveram autorização dos serviços consulares, têm todo o direito de entrar no Brasil. Agora, se o visto é mesmo falso, aí a PF agiu certo. Agora, eu acreditava que, por Angola ter língua portuguesa, a entrada de angolanos fosse fácil aqui no Brasil. Enfim, os povos não estão ainda preparados para a união, estão “imaturos”, com preconceitos bobos. A informação veio de uma agência de notícias angolana.

  145. EC

    Fico muito emocionado ao ler certos commentários. é provavelmente algo de irracional mas é bom saber que por esse mundo existe pessoa que se exprimen e sentem na mesma lingua mesmo separadas por tantos quilómetros. E desculpem se firo a sensibilidade de alguém (especialmente dos meus amigos brasileiros) se não consigo deixar de ter orgulho desse povo originário das Beiras a qual chamavam lusitanos.

    • Otus scops

      EC
      o orgulho é sempre bom desde que não se perca o sentido da realidade e não se fira outros com soberba desmesurada.
      mas o que me traz aqui é apenas dizer que “a raça” Lusitana não é originária das Beiras – região que adoro.
      os antigos povos Lusitanos de uma zona que ia de Aveiro até à serra de Gredos na actual Espanha no sentido transversal e do Douro até ao Algarve.
      essa evocação das Beiras (montes Hermínios) é uma mistificação salazarenta sem grande rigor histórico-científico que tinha um fim doutrinar as mentes com valores nacionalistas a resvalar para o fascismo.
      a verdadeira e actual “raça Lusitana” é um “cozinhado” de povos ancestrais de origem Celta, com uma pitada de Gregos (fundaram Lisboa?) e Cartagineses, uma boa dose de Romanos, mais umas porções de Suevos e Visigodos, Mouros (maioritáriamente Magrebinos mas com poucos Árabes!). depois polvilha-se novamente de Ingleses e Franceses. passados 400 anos começamos a incorporar Africanos em pequenas doses mas de forma constante, alguns Macaenses e Indianos (sobretudo Goeses), deixa-se “levedar” mais 50 anos e já está! 😉

  146. Sim, vc está certo em suas observações, eles podem , então, verificar os mesmos visto, até pq se trata de povo de mesma lingua , é a lingua é a minha pátria..eles são nossos pátricios então.É o BRASIL é a africa fora do continete africano, 73% da populção é de afrodescendentes, = a eu, q tenho pele clara, olhos claros..pai negro e mãe fila de Lusitana…Sacanagem c os Angolanos.

  147. Otus scops

    Errata:
    – os antigos povos Lusitanos SÃO de uma zona…
    – …e do Douro até ao Algarve NO SENTIDO LONGITUDINAL.
    – …deixa-se “levedar” mais 500(QUINHENTOS) anos e já está.

    desculpem… 😦

  148. ah! os lusitanos… muito haveria a escrever sobre as suas origens, e provavelmente já publiquei algo por aqui, algures… mas em suma:
    não acho que fossem celtas, mas indígenas falando uma língua celtizante
    tinha religião celta, com influências locais
    eram mais uma coligação de tribos, que um “povo”.

    e…

    eram bons soldados como o raio, tendo a dado momento tomado a maior parte da Iberia romana.

    • Otus scops

      – “não acho que fossem celtas, mas indígenas falando uma língua celtizante tinha religião celta, com influências locais” exacto, mas no fundo era assim por toda a Europa (excepção à Grécia e Roma)

      – “eram mais uma coligação de tribos” só se coligaram contra Roma, nos “intervalos” era porrada entre eles na mesma… 🙂

  149. A Odin: “E à quem interessa o ressentimentos entre portugueses e brasileiros?”
    A Espanha e às suas empresas, Telefonica, compreendida…

  150. Odin

    http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16191

    Rogério Mattos Costa comentou o artigo dum colunista do jornal a Folha de SP, sobre o escândalo relacionado com a atriz Maitê Proença. Segundo Rogério Mattos Costa, ela apenas colocou no vídeo toda a lavagem cerebral a que quase toda a população brasileira é submetida há várias décadas, desde a escola primária, embora os mais esclarecidos sabem que a responsabilidade do desenvolvimento do Brasil é de brasileiros. Peço que leia o artigo e vai perceber. 😉

    É claro que, do lado luso, muita gente já está se cansando de ser responsabilizada pelo que não fizeram. Daí o termo “ressentimentos”. Mas me parece que há poderes que querem que nós brasileiros odiemos as nossas origens, para facilitar a submissão a poderes estrangeiros, no caso o Clavis citou a Espanha como um deles.

    • Odin

      Por que eu coloquei isto aqui? Para mostrar àqueles que defendem unir novamente Portugal e Brasil, ou todos os países de língua oficial portuguesa, onde está um dos maiores obstáculos para a união lusófona se realizar. Os medias. Foi um post que eu coloquei acima. Quero apontar onde está os detalhes que podem impedir a união que o MIL quer e estimular a busca de uma forma de superar essas “muralhas”, não ignorar esses desagradáveis detalhes o que podem impedir os propósitos do MIL.

    • Otus scops

      olá Odin

      sei que a Maitê causou uma polémica, na minha opinião, exagerada.
      primeiro ela estava a filmar para um programa “Saia Curta” humor de fêmeas para fêmeas… 😀
      em segundo lugar ela até disse algumas verdades, não há que ficar melindrado.
      em terceiro, alguns dos comentários, se não foram num puro registo de humor, revelam então a ignorância dela.
      em quarto lugar não posso deixar de referir o facto de milhões de portugueses “contra-atacarem” ao mesmo nível, com o mesmo tipo de preconceitos em relação aos brasileiros.
      confesso que na altura não me senti minimamente lesado, achei alguma piada.
      apenas comentei uma coisa (para o Twitter dela)que não gostei, quando cuspiu numa fonte em pleno claustro do Mosteiro dos Jerónimos. é um desrespeito ao monumento e sobretudo à água.
      volta sempre Maitê.
      e no fim ela é lindaaaaaaaaa… 😉
      todos os problemas fossem estes!

      e este caso lembras-te?
      http://br.oocities.com/mandandoprarede/colunas/artigo_em_destaque/aed_ar_029.html
      aqui sim, foi a doer! o Políbio Braga tem um problema mal resolvido e descarrega com os portugueses (embora tenha razão nalgumas críticas que faz). este teve muito impacto mas foi um fenómeno de internet, o grande público não se apercebeu.

      Odin, gostei muito da tua preocupação e entendi a tua postura. gostei muito do termo muralhas. já o disse por aqui, o mundo precisa de mais pessoas como tu, um militante da tolerância.
      o artigo é surpreendente, vou guardá-lo. está muito bem escrito e ensinou-me sobre a escravatura dos Irlandeses que desconhecia.
      quanto a “os ingleses (…) foram os que iniciaram o tráfego de escravos da África para a América do Norte e do Sul” não concordo. se falarmos no comércio de escravos no Atlântico foram os portugueses os primeiros.

      o melhor é evitar o que nos separa e concentrar-mo-nos mais no que nos une.

    • Odin

      Caro Otus Scops,
      Sobre a Maitê, sim. Ela é linda. E acredito que ela tentou ser ‘humorista’, mas cometeu excessos, como o de cuspir num monumento. Isso, ela não devia ter feito nem de brincadeira mesmo! Mas, ela não ficou bem na fita não. Vai dela decidir se ter fãs aí é interessante ou não. 🙂 O Gato Fedorento, com quem ela chegou a gravar um programa, faz humor escarnecendo do Brasil e dos brasileiros. A RTP faz zoações com o Lula.

      E eu não acho ruim que aconteça não. Se os programas de TV brasileiros podem fazer piadas de portugueses e outras nacionalidades, e de naturais de estados brasileiros, contar piadas de gaúchos, por exemplo, ou baianos, ou dos “paraíbas”, dos homossexuais, hábitos que eu acho que deviam passar a ser ilegais no Brasil, porque manifestam preconceitos, passam imagens distorcidas e generalizadas. Mas se eles têm “liberdade” de imprensa, então os daí também podem, é justo. 🙂
      Sobre o melindre de muitos cidadãos portugueses, o relacionamento coletivo entre brasileiros e portugueses, é algo que “Freud explica”.
      Você não se ofendeu, porque você é “bem resolvido” consigo mesmo, não tem complexos fúteis. Mas milhões de brasileiros e ficou claro que milhões de portugueses também, são “mal resolvidos” consigos mesmos, lamento a minha sinceridade. Têm autoestima baixa, tem complexo de “a grama do vizinho ser mais verde”, “o país dos outros ser melhor”, e isso contribui sim com essas rivalidades infantis entre brasucas e tugas. Assim como entre brasileiros e argentinos. Rivalidades infantis sendo que são nações que têm muito mais a ganhar jogando na mesma equipe.
      O caso do jornalista e o embaixador, eu não cheguei a ficar sabendo. Mas, eu concordo com o embaixador. Se não gosta do país, pra quê que vai pra lá? Não vá, então!
      Como eu acredito que você entendeu, o Movimento Internacional Lusófono vai ter que enfrentar esse “inimigo” da União entre países, se quiser ver o sonho de Agostinho da Silva ser realizar. Traçar estratégias pra derrubar essa rejeição, esses preconceitos. E me dei ao trabalho de ser chato e incoveniente por tocar no assunto, porque a proposta de pelo menos aproximar muito os países, pode ser realizar. É possível o Clavis Prophetarum viver para ver os países lusófonos pelo menos começarem a se unir. E é claro, o foco predominante tem que ser mesmo naquilo que nos une.

    • Otus scops

      Odin

      só uma coisinha: “A RTP faz zoações com o Lula.” não é assim, isto é um programa fantástico, o Contra-Informação, de sátira política, social, cultural ,etc, que brinca e goza com tudo e com todos. não tem nenhuma política deliberada ou subliminar de promover preconceitos.

      p.s.- tive que ir ao dicionário ver o significado da palavra zoar… http://pt.wiktionary.org/wiki/zoar ;-D

  151. Odin, bem Maité, já foi mais do que é hoje… especialmente depois de me ter gravado aquela imagem na memória a cuspir para uma fonte… bleargh!
    Sim, todos os conflitos da relação Pt-Br vêm dessa via: de uma relação Pai-Filho, onde o Amor Filial-Paternal joga um peso decisivo. Bem observado. Nunca tinha pensado nessa abordagem…

    A senda do MIL é longa e dificultosa, todos o sabemos… há que fazer muito (imenso) trabalho de sapa e de preparação forjando aquilo que ainda não é, e tem que existir que é a “consciência comum lusófona” ou “pátria comum lusófona” MENTAL e de EMOTIVA que a União Europeia nunca soube (quis) criar e cuja inexistência explica a sua desunião e falta de solidariedade interna.

  152. D. Sebastião

    BRASIL E PORTUGAL UNIDOS NOVAMENTE? HA HA HA HA! QUEM TEVE ESSE IDÉIA GENIAL? JÁ VI MUITAS IDÉIAS IDIOTAS,MAS ESSA É O CÚMULO! PORTUGAL NÃO TEM MAIS NADA A VER COM O BRASIL. VI MUITOS COMENTÁRIOS FORA DA REALIDADE, INCLUSIVE DE BRASILEIROS ALIENADOS! VAMOS LÁ O BRASIL TEM TUDO PRA SER UM PAÍS PODEROSO, SÓ PRECISA CUIDAR DE SEU POVO, SENDO MAIS JUSTO E IGUALITÁRIO! PORQUE RIQUESAS NÃO NOS FALTAM.OS PORTUGUESES QUE RESOLVAM SEUS PROBLEMAS SOZINHOS, FAÇAM ISSO OU SE TORNEM LOGO UMA PROVÍNCIA ESPANHOLA!

    PS: PORTUGUESES ESPEREM QUE EU ESTOU VOLTANDO HEIN!

    • Cicero Romano

      Num ponto eu concordo. Brasil e Portugal se unírem novamente não é interessante ao Brasil. Agora, o seu sentimento xenófobo contra os portugueses é mais idiota ainda que o comentário alienado desses brasileiros e portugueses aí. “Riquezas” é com “Z”, e não com “S”. Quem é você para ditar a eles que devem se tornar uma província espanhola? O q

      • Otus scops

        Magister dixit.
        😉

        • Cicero Romano

          O comentário abaixo é o “oficial”. O moderador não devia deixar nenhum comentário provocativo contra povos ser postado. É uma pena.

    • Cicero Romano

      Pontos em que eu concordo. 1-Brasil e Portugal se unírem novamente não é interessante ao Brasil. E acredito que nem a Portugal também. 2-O Brasil tem que ser mais justo e igualitário com a sua população.

      Agora, o seu sentimento xenófobo contra todos os portugueses é mais idiota ainda que o comentário alienado desses brasileiros aí. “Riquezas” é com “Z”, e não com “S”. Quem é você para ditar à eles que devem se tornar uma província espanhola? Portugal é deles, eles que decidem isso. Considere que nem todos os portugueses são xenófobos, ou seja, alienados como você. Também já vi muitas idéias idiotas, mas a sua idéia de praticar xenofobia, seja contra qual povo for, é o cúmulo da babaquice!

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