Do Tributo aos novos “Bárbaros Germânicos”

Quando num dos últimos dias vi na televisão várias reportagens sobre os tais 120 a 160 jovens da Quinta do Mocho, em Loures, que a Polícia tinha que escoltar todos os dias depois do fim das aulas, até casa, de forma a limitar os desacatos, insultos e roubos que essa turba ía espalhando até chegar a casa vi também uma daquelas “reportagens de fundo” com que as televisões nos brindam quando acham que um dado tema merece ser aprofundado. E, de facto, este merece…

Nessa “reportagem de fundo” o repórter da SIC abordou um grupo de uns 10 a 15 jovens africanos com idades entre os 16 eos 23 anos e perguntou-lhes qual achavam eles que seria a solução para este problema. Estes jovens (aparentemente desocupados em plena tarde de um dia de semana) mencionaram que queriam que os ajudassem com um “projecto musical”. Parece que queriam que alguém (o Estado ou a Câmara Municipal) lhes pagasse uma verba para financiar a formação e sustento de um grupo musical.

Deixa ver se percebo. Segundo os ditos desocupados, o Estado, isto, é os nossos impostos, devia reservar fundos para impedir que estes senhores andem nas ruas a roubar e a traficar, pagando-lhes um tributo para que se mantenham afastados da propriedade alheia? Os tipos não reclamavam auxílio para criarem empresas, para empreenderem uma qualquer actividade produtiva ou comercial, não, queriam dinheiro para financiar um “projecto musical”, que os entretesse e os mantivesse longe da criminalidade.

Mas isso não é pagar um Tributo?

Alguém se lembra o que aconteceu a Roma depois desta ter pago tributo atrás de tributo aos bárbaros visigodos, alanos, alamanos, burgúndios, suevos e vândalos, entre muitos outros?

Estaremos nós a pagar novos tributos a novos “bárbaros germânicos” em troca de uma frágil e precária paz social?

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Categories: A Escrita Cónia, Sociedade Portuguesa | 12 comentários

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12 thoughts on “Do Tributo aos novos “Bárbaros Germânicos”

  1. Rui, isto é o que resulta da falta de uma política criteriosa na entrada de estrangeiros no país, desde há muitos anos.
    Esta escumalha já nasceu, quase de certeza, em Portugal São portugueses.
    Não temos centros de reabilitação em número suficiente para o terrivelmente crescente número de desocupados. Vivem no meio do lixo e confundem-se com ele.
    A tropa, bom remédio que era para a malandragem, e que tantos conseguiu transformar em homens responsáveis, já não existe também paraesse fim. Fica caro, provavelmente! Assim, os poderes vigentes têm deixado estes parasitas à solta, roubando, matando, chantageando miúdos diariamente nas escolas e à porta delas (sou testemunha),…e cada qual que se defenda se puder!

    Já pouco falta para que tenhamos de andar de pistolas à cintura, como novos cowboys urbanos.
    E o laxismo das autoridades continua. Que belo exemplo de um estado de direito e de defesa da lei e da tranquilidade dos cidadãos!

    Bom artigo!

    Um abraço
    Jorge – O Sino da Aldeia

  2. E não viste aquela reportagem sobre uma turpe cigana, junto a Montemor, que recebem e vivem do Rendimento Mínimo? Nunca trabalharam, não trabalham porque ninguém lhes pagaria os 700€ que recebem, (palavras deles) e fartaram-se de criticar a Câmara Municipal porque não lhes leva o lixo, não dá contentores, etc, etc,
    Um espanto…

  3. E não è só os manos da minorias ètnicas, conheço muitos senhores que vivem ao chupismo, trabalhando 2 meses e vivendo 10 no fundo de desemprego todos os anos. Atravessa a sociedade transvessalmente, já viram a ultima do metro do Porto?

    Não podemos levar a mal que haja milhares de pessoas a tentar atravessar as fronteiras agarrados a eixos de camiões ou em barcos ferrugentos. Se a europa reavesse a cultura de trabalho e sacrificio que perdeu durante o século vinte acabava logo o problema da emigração.

  4. De facto, o Estado não tem que andar com os cidadãos na mão, quais crianças indefesas. É suposto que num regime democrático os cidadãos tenham adquirido, em primeiro lugar, a maioridade para exercer a cidadania e, em segundo lugar, a maturidade para agirem independentemente. Não é aceitável que aqueles que se consideram “minorias étnicas” se façam valer de um estatuto ao qual não têm direito. Pergunto-me: então não são cidadãos de corpo inteiro deste Estado dentro do qual vivem?

  5. JG: por acaso, acho que não. Os tipos em questão não são portugueses, têm apenas a chamada “residência”. E de facto, o problema maior está no facto de não haver condições nos países de origem para que se possa lá viver dignamente e com condções. Isto porque a Globalização do Norte, só funciona levando a miséria aos países que produzem matérias-primas (cujo preço não pára de cair, pq o mercado está dominado por umas poucas multinacionais) e à custa de baixos salários (Índia e China).

    Eva: Sendo esse apenas uma ponta do iceberg… O actual sistema do RMG (ou lá como agora lhe chamam) é péssimo e induz à passividade, à inacção e ao parasitismo. Não me choca emprestar dinheiro a fundo perdido para que se monte um negócio ou um projecto comercial ou agrícola, agora dar dinheiro a troco de nada. Isso não, é um apelo ao parasitismo. O diheiro não seria melhor empregue a reforçar a cobertura de sibsídio de desemprego aos quase meio milhão de desempregados deste país?

    Savonarola: estes tipos, podem ser maiores de corpo e espírito, mas não são maiores como cidadãos, vivem numa cultura de deixa andar, em que esperam sempre uma qualquer “ajuda do Estado”, seja na forma de uma casa gratuita, seja na de um emprego na câmara, ou de um “Projecto musical”. Não foram ensinados a serem empreendedores, trabalhadores (como os pais), nem a serem verdadeiramente livres. E vêm nas TVS exemplos de prosperida de “manos” com carros de luxo, casas na Linha, tudo por causa da “música” (como se o hiphop fosse música…). São estes os seus modelos e exemplos. E é este ciclo vicioso que urge romper. Portugal está a esvaziar-se nos seus campos… E que tal se os povoássemos com estes milhares de jovens desocupados? Tipo “wild west”, com a concessão de terrenos, hoje abandonaos e potencialmente ricos? E que tal se financiássemos projectos comerciais, industriais, agrícolas, nestes jovens e lhe déssemos um sentido de Utilidade e Desenvolvimento?

  6. RM:” E que tal se os povoássemos com estes milhares de jovens desocupados? Tipo “wild west”, com a concessão de terrenos, hoje abandonaos e potencialmente ricos?”

    fonix!! não que eu vivo no campo e não quero tropa dessa cá! Voçês das cidades que os aturem. Nós já aturamos os ciganos. Já basta os advogados reformados que pensam que percebem alguma coisa de agricultura e usam o dinhero arduamente poupado para financiar desastres ambientais. Agora um bando de hipopes a plantar cannabis e a roubar tractores era demais!
    (Reparem como a sugestão do RM me levou o discurso de “somos todos iguas” para “cada qual que se avie”)

  7. INGRID

    POR QUE BIRIAAAAADES [DISSE;NÃO HAVERÁ,A MANHÃ

  8. não, ainda não é o fim do mundo provocado pelo LHC (esse só torna a trabalhar lá em outubro)… é o nosso (vosso) jogo de Quids…

    Que amanhã não haverá ou…

    será mesmo dia 1 de abril???

  9. Biriades Cartagulio

    😆

  10. hum… já não…
    posso assim desfazer o (ténue) mistério e confimar que sim, que haverá!…

    mas – agora a sério – para a semana, é que não!

    estarei sem Internet toda a semana e ainda que pudesse publicar em diferido (e fa-lo-ei, com outros Posts) seria muito confuso gerir as respostas quando viesse…

  11. Renato Rodrigues da Silva

    Povoar os campos com esta escumalha ? Só se for para eles plantarem maconha …

    Sério, o Brasil está cheio desta raça vagabunda, desocupada e criminosa, que pretende que o Estado lhes dê as coisas para eles poderem ficar no ócio e na “música” (quando não, nas drogas).

    Renato

  12. em todo o lado há (e haverá) sempre quem não queira trabalhar e viver à conta do Estado… Importa criar mecanismos que impeçam que isso aconteça e aprender com os erros dos países que mais longe foram nesse campo (norte da Europa) onde enormes moles de população vivem à conta de uma rede de subsídios que agora é impossível continuar a suportar.

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