Daily Archives: 2006/11/29

Agostinho da Silva: “Portugal, que é tão característicamente medieval, pelo voluntarismo de seu surgir”

“Ora Portugal, que é tão característicamente medieval, pelo voluntarismo de seu surgir; pela “invenção de país novo” com que se apresenta e ingressa na História; pela vigilante defesa de seus particularismo, levantando em frente das fatais tendências centralistas do rei a muralha dos seus forais; e pela sua confiança no universal valor de uma fé universal.”

página 42

Agostinho da Silva: “Ensaios sobre Cultura e Literatura Portuguesa e Brasileira I; Âncora Editora

1. Esta é ainda hoje a verdadeira essência do carácter que define aquilo a que alguns já chamara a “Alma Portuguesa”: Um Homem Medieval. Não no sentido negativo forjado pelo invejosos Renascentistas italianos, mas no seu sentido original, de Homem Completo porque enquadrava em si o Aspecto Religioso, Moral, Ético e Prático, Operativo e Técnico. E Completo ainda porque vivia de Si e a Si se bastava, vivendo da Terra e das pequenas alegrias que a vida familiar no seio de uma família alargada e estável lhe conferia. Foi só depois da quebra deste forte e coeso núcleo familiar, herdado em linha directa do Império Romano que o Estado teve que ocupar a posição de “protector social” que hoje ocupa em praticamente todas as Sociedades, menos nas ditas “primitivas” onde a Família ainda é hoje o esteio social fundamental.

2. As regiões portuguesas, apoiadas nos concelhos fortes, autónomos e semi-independentes foram a força por detrás das hostes reais que as levaram a consquistar o Sul até Silves e a vencer várias vezes as numerosas e bem preparadas hordas que de Castela afrontavam a juvenil formação portuguesa. Este fervor independentista está ainda hoje particularmente vivo no interior nortenho – muito habituado a bastar-se a si próprio – e no Alentejo. Regiões periféricas por excelência e onde o Poder Central do Paço sempre se manifestou ou desinteressado ou incapaz de agir… Estado Centralista, Portugal de ontem e de hoje, formou-se contra e sobre as autonomias e liberdades municipais, mas sempre sem as conseguir anular ou extinguir… Aliás, a sanha de caciques locais como Pinto da Costa, no Porto e João Jardim, na Madeira muito deve a este forte espírito autonomista das regiões portuguesas, e que deveria ser a maior força da portugalidade e não coisa enjeitada e abafada pelas tendências imperialistas e centralistas de Lisboa.

Categories: Movimento Internacional Lusófono | 2 comentários

sQuid S1-1: Como se chama esta ave?

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Categories: Delírios, sQuids S1 | 13 comentários

Do Enriquecimento de José Veiga e da sua “Impossibilidade Financeira”

José Veiga que em 2000 declarou rendimentos de poucos menos de 50 mil euros, cinco anos depois já os contabilizava em vários milhões de euros… Aparentemente, a passagempelo Benfica longe de constituir um “sacríficio abnegado” em prol da causa pública serviu para encher os bolsos do “empresário”…

Apesar deste súbito e explosivo enriquecimento, Veiga declarou um salário mensal de quatro mil euros (55 mil em 2001, 55,5 mil em 2002, 55,7 mil em 2003). Mas logo que entra nos quadro dirigentes do Benfica, estes rendimentos disparam para 165 mil euros anuais (2004), já que aqui recolhia mais 221 mil euros anuais só em “salários”.

As empresa de Veiga acumulam dívidas ao fisco no montante de vários milhões de euros…

É certo que agora os rendimentos do dito “Senhor da Bola” parecem cercados de uma intensa atenção por parte do Fisco… Um terço do seu ordenado no Benfica é retido na fonte… A Superfute, as acções do Sporting, do Estoril Praia e até o seu camarote no Estádio da Luz foram conFISCAdos… O que justifica a sua alegação de que agora não pode pagar a caução de meio milhão de euros por “impossibilidade financeira”, a qual resultará conforme se viu não da sua insolvência ou de um momento de dificuldades económicas mas porque o Fisco decidiu finalmente averiguar as origens dos seus bens e impedir a continuação da sua alegre e impune Fuga Fiscal.

Se Veiga enriqueceu tanto em tão pouco tempo, fê-lo porque se dedicou a uma actividade onde a impunidade e a pantanosidade são regras no turvo e corrupto “Mundo da Bola”. Enriqueceu, enquanto o País atravessava a sua maior crise económica desde meados da década de 40 e onde quase meio milhão de portugueses encontravam o Desemprego de Longa Duração. Enriqueceu à sombra dos Estádios de Futebol do Euro2004 conquistados por Carlos Cruz, Madaíl e Fujão Barroso. Enriqueceu num País que dá mais atenção ao Futebol do que a si mesmo.

Fontes:

Diário de Notícias

Diário Digital

Categories: Futebol e Corrupção, sQuids S1 | 2 comentários

Quids S5-12: Como se chama este poeta?

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Dificuldade: 4

Regulamento:

1. Cada participante pode dar uma resposta antes da minha réplica, confirmando ou não a correcção da mesma.

2. Sempre que fôr desejável, ou que o Quid se revele mais difícil que o esperado podem ser dadas ajudas, sempre uma de cada vez e com facilidade crescente. As ajudas não diminuem a pontuação do Quid.

3. Haverá um Quid por dia, lançado entre as 12:30 e as 14:30 (salvo imprevistos!) de Segunda a Sexta.

4. Os Quids da Série terminam quando um dos participantes alcançar 50 pontos.

5. Cada Quid conterá uma cópia deste Regulamento.

Categories: As Ilhas Míticas do Atlântico, Quids S5 | 13 comentários

Quids S6 (sQuids S1): Audição Pública para Novo Regulamento

 

Quadro de Louis de Moni, “Um jovem e uma jovem mulher jogando o Jogo do Ganso numa casa” (1743) (http://artfiles.art.com)

 

Novo Regulamento do sQuids (Special Quids S1):

1. Cada participante pode dar uma resposta antes da réplica, confirmando ou não a correcção da mesma.

2. Sempre que fôr desejável, ou que o sQuid se revele mais difícil que o esperado podem ser dadas ajudas, sempre uma de cada vez e com facilidade crescente. As ajudas não diminuem a pontuação do sQuid.

3. Haverá pelo menos um sQuid por dia, lançado entre as 12:30 e as 14:30 (salvo imprevistos!) de Segunda a Sexta. Mas poderá haver mais do que um durante este mesmo período…

4. Os sQuids da Série terminam quando um dos participantes alcançar a casa do… Ganso (não perceberam? Leiam mais adiante o ponto 6).

5. Cada sQuid conterá uma cópia deste Regulamento.

6. Cada sQuid terá uma pontuação desconhecida, revelada apenas após a sua resolução… De 1 a 6, como um dado. Esta pontuação JÁ NÃO continuará a corresponder à dificuldade do sQuid, mas será puramente aleatória, gerada AQUI e após a resolução do sQuid.

7. Cada pontuação de sQuid será usado como um peão do… Jogo do Galo e colocado sobre o tabuleiro virtual do Jogo. O vencedor do Jogo, será o vencedor do sQuid S1!

8. Este será o tabuleiro usado:

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(clique para alargar)

 

 

Notas:

a) Logo que tiver recolhido a opinião dos principais participantes, arrancam os sQuids! Em simultâneo com o Quids S5.

b) A escolha do Jogo do Galo não é inocente… Este é um jogo iniciático…

c) Além das costumeiras sQuids visuais… Também vão aparecer algumas textuais.

Categories: Delírios, sQuids S1 | 4 comentários

A Rússia começou a entregar sistemas anti-aéreos Tor M1 ao Irão


Imagem: http://defense-update.com

O ministro da Defesa russo reiterou a intenção do seu país de vender armamento sofisticado à Républica Islâmica do Irão, nomeadamente alguns dos sistema de mísseis anti-aéreos mais sofisticados do arsenal russo, que são os Tor-M1.

Os sistemas Tor-M1 estão neste momento a começar a ser entregues ao Irão e deverão equipar as forças anti-aéreas da República Islâmica oferecendo-lhe aquele que é considerado como um dos mais eficientes sistema de defesa aérea da actualidade até alcances da ordem dos 50 Km.

O Tor M1 foi concebido como um sistema anti-aéreo para altitudes médias, baixas e muito baixas e capaz de destruir UAVs, aviões, mísseis e armas de precisão. Desenhado para resistir às mais densas contramedidas electrónicas, o Tor M1 é agrupado em batalhões de 5 veículos cada. O tempo de preparação antes de cada lançamento é de apenas 3 minutos e o tempo típico entre a detecção de um alvo e o disparo ronda os 5 a 8 segundos. Cada unidade lançadora pode disparar sobre dois alvos distintos, simultâneamente.

O sistema é particularmente letal contra aeronaves onde a probabilidade de impacto é de 0,92-0,95 a uma altitude entre os 10 mil e os 6 mil metros. Contra armas de precisão e mísseis de cruzeiro, a taxa de impacto é menor, mas ainda muito significativa, oscilando entre os 0,6 e os 0,9.

Naturalmente, o primeiro país a operar o Tor M1 foi a Federação Russa, que utiliza actualmente 100 unidades. A China adquiriu 50 sistema Tor M1 e talvez um segundo pacote de mais 25, entre 1997 e 2002. Idêntico exemplo foi o seguido pela Grécia, que demonstrou que os países da NATO podiam comprar equipamento russo, sem problemas…

Este contrato com o Irão foi assinado em Dezembro de 2005 e prevê a entrega de 29 sistemas Tor M1 em troca do pagamento de cerca de um bilião de dólares… Vindos directamente das receitas petrolíferas, é caso para dizer…

Naturalmente, a entrega destes eficazes sistemas anti-aéreos causa nervosismo entre os EUA e aliados, que provavelmente terão que eliminar estes lançadores antes de poderem lançar qualquer ofensiva aérea de larga escala contra alvos no Irão…

Fonte: MosNews

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Categories: DefenseNewsPt, O Código da Vinci | 24 comentários

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