Daily Archives: 2006/11/28

Sobre o mito urbano (“hoax”) da Droga de Violação Progesterex

Chegou-me hoje ao meu e-mail a seguinte corrente:

“Assunto: Droga de Discoteca – Ler com atenção – PASSAR A MENSAGEM Tenham atenção a esta mensagem!! É mesmo importante que leiam isto!!!

Aviso importante da Reitoria da Universidade do Porto sobre droga/medicamento. Vão passando aos v/ colegas e conhecidos para quem costuma frequentar discotecas ou lugares semelhantes: Tenham muito cuidado e estejam alerta quando alguém lhes oferecer uma bebida. Homens, passem isto às vossas amigas, namoradas, mulheres. Pais, alertem os vossos filhos! Há uma nova droga que está na moda e que se chama «Progesterex», que é uma pastilha para esterilizar.

Esta droga está a ser utilizada por violadores em festas para abusar das suas vítimas. Progesterex é utilizada por veterinários para esterilizar animais grandes. Diz-se que esta droga se usa em conjunto com Rohypnol, uma droga que ao ser dissolvida em qualquer bebida, Produz amnésia (a vítima não se recorda de nada do que se passou!!!).

Progesterex, que também se dissolve facilmente, serve para evitar a gravidez.

Desta forma, o violador não tem que se Preocupar com testes de paternidade para ser identificado meses depois. Atenção!! Os efeitos do Progesterex não são temporários. Qualquer mulher que tome isso, JAMAIS, entenda-se bem, JAMAIS PODERÁ TER FILHOS!!!

Estas pessoas sem escrúpulos conseguem obter este produto muito facilmente em qualquer Faculdade de Veterinária. Também é utilizada para roubos, a homens ou mulheres, ou mesmo para tirar um órgão humano para tráfico de órgãos!

O Progesterex está a ser divulgado em muitos lugares havendo mesmo sites que ensinam a usá-lo.

!!!!!!!!!!!!!!!POR FAVOR, FAÇAM UM FORWARD A TODOS OS VOSSOS AMIGOS, EM ESPECIAL ÀS MULHERES!!!!!!!!!!!!!!!

Este é o Mail… E terá ele algum fundamento?

Pois bem… Não!

Existem várias variantes deste “mito” (Hoax) percorrendo a Internet desde há pelo menos seis anos… Sempre com os mesmos elementos centrais:

“progesterex” e “rohypnol”; “pílula esterelizadora” e “violação”.

Ora não existe nenhuma droga chamada “Progesterex” e, além do mais nenhuma “pílula de esterilização de cavalos” é comercializada e usada por veterinários. São também nulos os relatos de vítimas de violações com drogas esterilizadoras e sobretudo…

A versão que agora circula em Portugal parece ser uma variante da versão inglesa que apareceu em 2002, porque também termina em caixa com alta com a frase: “The drug’s effects ARE NOT TEMPORARY – They are P*E*R*M*A*N*E*N*T Progesterex was designed to sterilize horses. Any female that takes it WILL NEVER BE ABLE TO CONCEIVE.”

O uso de sedativos reais como o Rohypnol por predadores sexuais que procuram manietar as suas vítimas com estas drogas é conhecido há vários anos e o medicamento foi aqui inserido para dar alguma credibilidade à “corrente”, mas o “alerta” em si nada tem de verídico. O mesmo objectivo “credibilizador” é a suposta origem da corrente num aviso da “Reitoria da Universidade do Porto”…

E onde a fraude se torna mais patente é na invenção da “Progesterex” que surge na convicção popular, mas errada de que um violador é identificado apenas pelo teste de paternidade da criança… Quando de facto, basta um dos seus fluidos (suor, sémen ou sangue), ainda que em pequena quantidade para produzir uma identificação positiva…

E quem não acredita… Que veja o CSI!

Sempre é mais credível do que este “hoax”.

Para saber mais:

http://en.wikipedia.org/wiki/Progesterex

http://urbanlegends.about.com/library/blprogesterex.htm

http://www.goaskalice.columbia.edu/1597.html

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Categories: Hoaxes e Mitos Urbanos, Justiça, Sociedade, Wikipedia | 36 comentários

Junkers Junior (ensaios com propulsão a foguete)

Imagem: http://1000aircraftphotos.com

 

No âmbito do projecto conjunto Arsenal da Werhmacht-Luftwaffe-Junkers acordado em Maio de 1935 tinha sido acordado a construção de um caça-foguete. Durante o Verão de 1935 o Ministério do Ar traria para o projecto uma segunda firma, a Heinkel. As motivações do Ministério parecem ter provido de uma vontade de “compensar” a Heinkel por ter perdido a competição do caça monomotor desse ano. O protocolo final seria assinado em Setembro. Uma das suas alíneas abordava o secretismo em que o projecto estaria envolvido: só cinco ou seis pessoas em cada uma das companhias privadas deveriam ter acesso aos planos e documentação e o trabalho no avião foguete devia ser circunscrito a locais fechados. Em finais de Outubro o centro experimental do Arsenal em Kummersdorf recebia o primeiro monolugar Junkers Junior Nesta carcaça, ainda sem motor, foi instalado localmente um foguete do tipo A2 de 300 kg de impulso na cauda do aparelho. Os testes a este aparelho foram financiados pela Divisão de Pesquisa do Gabinete Técnico e pelo Estabelecimento de Experimentação para a Aviação de Berlim. O objectivo destas experiências visavam recolher dados para a instalação de foguetes de assistência à descolagem para bombardeiros pesados e para caças-foguete. A Junkers, por razões indeterminadas, deixaria este projecto no finais de 1935.

Apesar do abandono da Junkers, as experiências com o aparelho iriam continuar. Os testes de motor começaram no início de 1936 sob a directa supervisão do Arsenal. Em Abril do mesmo ano, von Braun – que aliás queria pilotar pessoalmente o aparelho – apresentava ao Ministério do Ar um relatório onde mencionava que tinham sido realizados uma série de testes, mas que o motor teria que ser redesenhado e que, aliás, o próprio avião teria que ser modificado visto que o seu centro de gravidade estava muito recuado. O programa prosseguiu com a instalação de um novo motor de 300 kg de impulso, mas depois de uma sucessão de explosões e incêndios em Agosto de 1936, o projecto seria definitivamente abandonado. Os elementos assim recolhidos seriam aproveitados para o projecto misto hélice-foguete de combustível líquido Heinkel fundado pela Divisão de Desenvolvimento do Gabinete Técnico do Ministério do Ar.

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Quids S5-11: Como se chama este homem?

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Dificuldade: 5

 

Regulamento:

1. Cada participante pode dar uma resposta antes da minha réplica, confirmando ou não a correcção da mesma.

2. Sempre que fôr desejável, ou que o Quid se revele mais difícil que o esperado podem ser dadas ajudas, sempre uma de cada vez e com facilidade crescente. As ajudas não diminuem a pontuação do Quid.

3. Haverá um Quid por dia, lançado entre as 12:30 e as 14:30 (salvo imprevistos!) de Segunda a Sexta.

4. Os Quids da Série terminam quando um dos participantes alcançar 50 pontos.

5. Cada Quid conterá uma cópia deste Regulamento.

Categories: As Ilhas Míticas do Atlântico, Quids S5 | 16 comentários

Réplica a “Mim Me Parece” sobre a evolução do Crescimento do PIB em Portugal desde o final da Segunda Grande Guerra

Pediu-me o Kaos que respondesse ao “anónimo” (“a mim não me parece”) que a um comentário meu no Blog do Kaos onde escrevi:

” Mim Me Parece said…

Disse o Rui Martins aqui em comentário que o Cherne, ao dar o apoio de Portugal à invasão do Iraque pelos USA e pela Inglaterra, lançou ” … o País na maior crise desde 1943…”.

Na maior crise desde 1943? Qual foi a crise de 1943? Terá sido não termos entrado na II Grande Guerra? Como o Rui Martins diz que a História e a Política Nacional são áreas do seu interesse, certamente que não seria apenas eu a aprender algo com ele se se dignasse partilhar connosco esse seu conhecimento histórico. Antecipadamente grato.”

Caro “A Mim não me parece”, não pense que não acuso o toque do “dignasse partilhar connosco”… Mas não vou perder tempo com picardias estéreis e passarei logo ao que interessa:

Óbviamente, nunca disse que o “apoio de Portugal à invasão do Iraque” teve algo a ver com a crise económica… Isso só você é que escreveu, eu não…

O meu comentário completo era este:

“isto assim, até parece que a Invasão do Iraque foi feita no cumprimento do mandato divino que exigia a colocação do providencial Fujão Barroso em Bruxelas.

Assim, morrem no Iraque todos os dias entre 70 a 120 civis e entre 2 a 5 militares das forças ocupação apenas para que Fujão pudesse ter chegado onde chegou e tivesse desertado deste país, deixando-os aqueles que o elegeram (Moi? Non!) abandonados e o País na maior crise desde 1943…”

Aqui o essencial a reter é que o Governo Durão Barroso correspondeu a um dos períodos de menor crescimento ou mesmo de nítida retracção do PIB!

Durão (Fujão) Barroso governou este país de 6 de Abril de 2002 até à sua demissão e fuga dourada para Bruxelas em 17 de Julho de 2004 (1). Durante os anos de 2002 a 2004, esta foi a evolução do crescimento/retracção do PIB (2):

2002: 0,8%

2003: -1,1%

2004: 1,2%

(Já fora de contexto, mas apenas como nota informativa saiba-se que este crescimento do PIB foi em 2005, de 0,4% e em 2006 de 1,2%)

Ou seja, 2003, foi de 2002 a 2006 o pior ano económico português… O único em que houve efectivamente recessão… E isto precisamente durante o Mandato Fujão.

Recuando até à década de noventa constatamos que Portugal nesses anos esteve sempre acima da média de crescimento do PIB da União Europeia, descendo abaixo deste apenas durante o consulado Barroso (3).

Nos primeiros cinco anos da década de 80, o crescimento do PIB rondou uma média de 1% por ano, e 4% entre 1985-1990 (5).

Portugal cresceu a uma média de 1% nos primeiros cinco anos da década de 80 e a uma média de 4% na segunda metade desta década (5).

Entre 1977 e 1980, O PIB português cresceu a uma média de 5% ao ano, e isto apesar das despesas criadas pela reabsorção de um milhão de retornados da antigas colónias (um processo onde aliás Portugal se saiu com um brilhantismo notável) e do pesado impacto da Crise Petrolífera. Este crescimento médio de 5% do PIB manter-se-ía aliás entre 1986 e 1991 (4). (Nota: curiosamente estes foram sempre anos de déficits orçamentais elevados… -4% e -9% no primeiro período, e -2% e 6% no segundo). O crescimentm médio do PIB entre 1973 e 1998 foi de 2,33% ao ano.

Na década de 60, o crescimento do PIB rondou os 6%, sendo o crescimento médio dos anos 1950-1973 de uns confortáveris 5,66% (5).

Recuando um pouco mais, até ao período de 1946 e 1958, encontramos um crescimento do PIB de 4%, embora com alguma instabilidade (5).

Nem mesmo durante os piores anos da Segunda Grande Guerra Portugal conheceu níveis de retracção do PIB tão altos… É certo que Durão não pode ser responsabilizado sózinho por esta situação… Desde Soares que se gabava de “não saber nada de Economia” e que chefiou governos durante a primeira metade da década de 80 (crescimento médio do PIB de apenas 1%), a Cavaco que fez explodir a Função Pública e a Despesa do Estado a Guterres que aumentou o tamanho da bolha pela sua inacção, todos os grandes tiveram a sua parcela de responsabilidade na presente situação…

Categories: A Escrita Cónia, Economia, História, Sociedade Portuguesa, Websites | 4 comentários

As turbinas Jumo 004B


Imagem: http://www.preservedaxisaircraft.com

A introdução das novas turbinas Jumo 004B dariam um acréscimo de vida útil ao Me 262 para 25 horas e permitiriam uma maior facilidade na operação do acelerador, o que reduzia o risco de incêndio por manuseamento muito brusco. Esses melhoramentos e a introdução de uma nova mira (EZ 42) aumentaram a eficácia dos aparelhos, especialmente na sua versão de caça de que falaremos mais adiante, conforme se observa num relatório aliado sobre a situação em 1945: “Os relatórios de combate afirmam que a velocidade de aproximação desses caças era tão grande que eles frequentemente não tinham tempo para disparar mais de uma rajada. Mais de um artilheiro da traseira reportou que embora tivesse aberto fogo a 1600 metros teve só tempo para disparar 200 tiros antes do caça se afastar 3-4 segundos depois a 64 metros, e um reportou que foi incapaz de rodar a sua torre suficientemente rápido para atacar o caça apesar de ter aberto fogo a 1600 metros…”

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