A Fábrica Pereira da Costa, na Amadora vai ser encerrada por causa… Da Especulação Imobiliária

“A vigília dos 90 trabalhadores que foram despedidos de forma ilegal da fábrica Pereira da Costa, na Amadora, já se prolonga há dois meses, mas quarta-feira à noite os operários decidiram impedir o fecho dos portões da empresa.

“Esta posição de força surge perante a atitude da administração, que já retirou da fábrica muitas das máquinas que lá existiam.

Os trabalhadores despedidos exigem ser reintegrados, tendo em conta a decisão do tribunal, ao mesmo tempo que reclamam o pagamento dos salários em atraso.”

Segundo os trabalhadores o objectivo da administração da fábrica Pereira da Costa, na Amadora a administração estaria a encerrar a fábrica para vender os terrenos. A ser verdade – como parece ser – a fábrica, os despedimentos e mais este enfraquecimento da capacidade produtiva e da Economia portuguesas dever-se-iam ao Monstro da Especulação Imobiliária, especialmente activo e perigoso no concelho de Amadora, com a colaboração activa das gestões municipais das últimas duas décadas.

Ou seja, a fábrica não vai encerrar porque seja improdutiva, porque os seus produtos sejam maus, a qualificação dos seus trabalhadores deficiente ou a gestão incompetente. A fábrica encerra por causa da Especulação Imobiliária em torno dos terrenos

Urge cada vez mais impôr limites à especulação imobiliária, impondo preços máximos por metro quadrado nos concelhos mais sujeitos a pressão dos especuladores das agências e dos construtores civis e dos possuídores de terrenos. Urge, de igual forma, separar os rendimentos dos municípios da construção civil, cortando pela raíz a ligação que existe entre autorizações de construção e impostos municipais. E urge, enquanto ainda existem empresas em laboração nestes concelhos…

Fonte: TSF

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Categories: A Escrita Cónia, Economia, Sociedade Portuguesa, Websites | 9 comentários

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9 thoughts on “A Fábrica Pereira da Costa, na Amadora vai ser encerrada por causa… Da Especulação Imobiliária

  1. é uma vergonha. Isto mete nojo. Neste país consente-se tudo e enquanto isso acontecer seremos sempre uns miseraveis.

  2. e vai-se consentindo porque o “monstro imobiliário” move demasiado dinheiro neste País… A começar pelas Câmaras que deviam tudo fazer para travar a evaporação do seu tecido industrial e que prefere assistir a este desastre passivamente, mas babando-se pelos dinheiros que a especulação imobiliária lhes há-de meter no Bolso… (via Impostos e contribuição autárquicas e por vezes… em algo mais…)

  3. Evidentemente que só posso concordar com o que aqui se diz.

    Tanto discurso a falar de rigor e de transparência, tanta demagogia barata… dão-me nojo, perante a realidade dos artifícios de fuga aos deveres por parte dos especuladores protegidos pelo Poder !

    Saudações e a continuação do bom trabalho que tem vindo a desenvolver na luta possível pela verdade.

    Jorge G

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  5. Pedro Tavares

    Se o facto das autarquias se financiarem com os negócios imobiliários é mau, tudo fica pior quando são os autarcas a financiar o seu pé de meia. E olhem que isto acontece com alguma frequência, pelo menos pelos meus lados.

  6. jorge: obrigado! existem demasiadas formas destes especuladores imobiliários enriquecerem… e parece que ao próprio Estado interessa que especulem e exagerem o preço da Habitação… É que quanto maior fôr este… Mais impostos se cobram.

    ludovicus: Ok! Já lá fui!

    pedro: e sendo eu um crente comvicto e firme do municipalismo segundo o modelo medieval e de Agostinho nada me choca e incomoda mais do que estas teias de corrupção e compadrio que são infelizmente demasiado comuns no municipalismo português… As Câmaras podem ser o principal pólo de Desenvolvimento de um País e é triste que se transforme em cadeias de comunicação para os especuladores imobiliários e para padrinhada partidária… este que devia ser o primeiro esteio da Liberdade e da Democracia está hpje seriamente ferido… E enquanto não sarar, não teremos verdadeira democracia em Portugal…

  7. Pedro Tavares

    Rui: reconheço que até ter deparado com este blog conhecia muito pouco da obra de Agostinho da Silva. Curiosamente este fim de semana estive em Lisboa, e quando passeava por uma livraria encontrei um pequeno livro, “Viva a República! Viva o Rei!”, com cartas inéditas de Agostinho (li-o de ponta a ponta, sentado na livraria). O que mais me espantou foi o pendor monárquico do seu discurso, bem como a defesa dos tais municípios que falas segundo o modelo medieval (julgo que que com as características e organização do império romano).
    Partilho de muitos destes pensamentos, jugo de facto, que uma maior autonomia das administrações locais serão o motor do desenvolvimento regiões.
    Coloca-se “somente” (era bom que fosse só um), os autarcas não têm a preparação moral para desempenhar as funções de liderança e gestão dos aglomerados urbanos. Assim a solução passa também por voltar a instaurar mecanismos de justiça medieval, para que aqueles que nos deviam representar não tenham a tentação de obter beneficio próprio, mas ocupem os seus lugares com o orgulho de serem respeitados por aqueles que elegem.

  8. pedro: a obra de Agostinho está ainda muito por descobrir em Portugal… Apesar da muito meritória reedição da sua obra completa pela âncora e do trabalho da associação (www.agostinhodasilva.pt) muito ainda há para fazer… pela parte que me toca, tendo compreender, sintetizar e compilar o projecto de Portugal que Agostinho alimentava e tornar o conjunto num projecto “político” no Movimento Quintano… Uma espécie de projecto pessoal, meio louco, irrealizával (talvez!), mas que pelo menos me serve de esteio político quando me perguntam: “mas afinal a que partido pertences?” ao que respondo: ao meu… E Agostinho defendia neste projecto de Portugal que este, só seria mais pleno se se fundasse numa “federação livre de municípios”, primeiro passo para a reunificação com a Galiza (sua parcela feminina, separada pela História e por Castela) e pela total materialização da “alma portuguesa” através da reunificação com o Brasil, uniões as quais formariam o “Quinto Império”, não português, mas universal, prometido por Vieira, Bandarra, Pessoa e… Agostinho.

  9. Rui, aposto que a empresa que demitiu estes funcionarios goza de ulgum subsídeo governamental.

    Na maior parte das vezes estas empresas passam por algum beneficiamente estatl, e sendo assim, não tomam tanto prejuizo na hora de pagar o que devem aos trabalhadores.

    Abraços, Guilherme

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