Daily Archives: 2006/11/22

RepórterGrunho: Ocurrências

avantgo1.JPG

Eis o que aparece no site do Avantgo (que uso aliás para colocar no meu telemóvel os blogs que leio mais frequentemente):

“Ocurrências”

Alguém está a precisar de um bom corrector ortugráfico…

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Categories: RepórterGrunho | 4 comentários

Me 410 com tambor tambor rotativo de seis tubos com foguetes anti-tanques

Imagem: http://www.europa1939.com/luftwaffe/cazas/me4102.JPG

 

A iniciativa para desenvolver este sistema de lançamento de foguetes contra alvos terrestres blindados partiu das unidades de frente, e todo o processo de desenvolvimento foi por elas conduzido. Os primeiros testes foram realizados com um Focke Wulf Fw 190 com um lançador 28/32 sendo depois continuados já sob a designação oficial Jagd 42. Já sob esta nova denominação, foi realizado um teste em terra com um Me 410 equipado com um tambor rotativo de seis tubos com foguetes deste tipo, cujos resultados foram particularmente frustantes. Melhorias posteriores não conseguiram resolver os problemas registados pelo que o sistema nunca chegaria às linhas de frente.

Categories: As "Armas Secretas" da Alemanha Nazi | 2 comentários

O Irão continua a desenvolver equipamentos militares…

O Irão anunciou ter testado com sucesso novo armamento desenvolvido localmente capaz de penetrar blindagens e um novo míssil lançado de helicóptero. Segundo a televisão estatal iraniana: “A nova geração de armas anti-helicópteros e anti-blindagens foram testadas com sucesso”. Os testes ocorreram no decurso das manobras “Grande Profeta II”, que duraram 10 dias e durante as quais o Irão lançou vários mísseis Terra-Terra Shahab-3 e outros tipos de mísseis de menor alcance.

As armas testadas incluiram uma espingarda equipada com uma mira especial capaz de identificar um alvo até uma distância de 7 Km e que pode disparar um míssil capaz de atravessar um soldado equipado com um colete à prova de balas até uma distância de 3 Km.

As armas anti-tanque testadas foram um míssil portátil, preciso e que pode ser transportado apenas por um soldado e concebido para atravessar a blindagem e explodir no interior do veículo-alvo de seguida.

Estes novos desenvolvimentos reforçam a ambição iraniana de desenvolver localmente e de forma autónoma armamento que lhe permita enfrentar uma ameaça externa e sobretudo responder com um mínimo de eficácia a qualquer agressão dos EUA. Contudo, e apesar de um esforço notável (que tem sacrificado o desenvolvimento humano da sua própria população), o nível técnico dos equipamentos militares iranianos ainda é muito deficiente e geralmente incapaz de responder à previsível ofensiva aérea que os EUA têm planeado contra as instalações nucleares iranianas…

Fonte: SpaceWar

Categories: DefenseNewsPt, O Código da Vinci | 3 comentários

A Comissão Europeia vai proibir a importação de artigos de peles de cães e gatos

Já tive ocasião de falar AQUI deste tema… Agora, finalmente, a Comissão Europeia parece estar a movimentar-se no sentido de impedir esta sádica, mas lucrativa, actividade “económica” chinesa (ler AQUI):

“A Comissão Europeia adoptou hoje uma proposta que tem como objectivo interditar a importação, a exportação e a venda de peles de cães e gatos no território da União Europeia.”

Infelizmente, e como ocorre tão frequentemente:

“Portugal é um dos dez Estados membros que não têm legislação específica para esta matéria.”

É por causa desta omissão que encontramos peles de cães e gatos com alguma frequência em lojas chinesas, em peças de vestuário, peças de decoração e até em brinquedos.

Os fabricantes e comerciantes chineses recorrem a este tipo de peles para baixar os preços de custo e aumentarem as suas taxas de lucro, afundando de permeio o que resta da industria têxtil europeia. Esta medida irá não somente impedir este comércio repugnante e cruel, mas também terá consequências económicas, devolvendo alguma justiça económica onde esta não existia.

Assim, de novo, a Lei é obrigada a agir num domínio onde a Moral e a Decência estão omissas. De novo, mais uma vez, isto sucede para colmatar um desvio ético e moral por parte da China.

É por estas e por (muitas) outras que me recuso a adquirir produtos “Made in China”.

Categories: Sociedade, Wikipedia | 14 comentários

A Ilha das Sete Cidades

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Parte do mapa Desceliers de 1546 mostrando a Ilha das Sete Cidades e outras ilhas imaginárias.

Martin Behaim, no seu famoso mapa-mundi de Nuremberga, datado de 1492, desenhava sobre a ilha das Sete Cidades a seguinte legenda: “Quando corria o ano 714 depois de Cristo, a Ilha das Sete Cidades, acima figurada, foi povoada por um arcebispo do Porto em Portugal, com outros seis bispos e cristãos, homens e mulheres, os quais, tinham fugido de Espanha em barcos, e vieram com os seus animais e fortunas. Foi por acaso que no ano de 1414 um navio castelhano dela se aproximou” (63). Mesmo depois da descoberta da América, Fernando Colombo, na sua “Vida do Almirante” acreditava na existência dessa ilha, e torna a contar a história em termos quase idênticos. “Contam que no oitavo século da era cristã, sete bispos portugueses, seguidos dos seus crentes, embarcaram para essa ilha, onde construíram sete cidades, e que não quiseram mais deixar, tendo queimado os seus navios para eliminar a possibilidade de regresso” (65). Sem discutir a falsidade ou veracidade desta lenda, reconhecemos contudo que o instinto de todos os povos conquistados e de sonhar com a restauração, os bretões não sonhavam com o seu Artur, os judeus não sonhavam com um Messias? Do mesmo modo, segundo Gaffarel, na Hispânia estes godos teriam fugido a ocupação muçulmana para um refúgio atlântico de onde se esperava que viessem para restaurar o reino cristão da Hispânia.

Em 1447 um português, empurrado por uma tempestade no Atlântico, teria desembarcado (1) numa ilha desconhecida, onde encontra sete cidades, nas quais os seus habitantes falavam o português (2). Este últimos teriam querido retê-lo, uma vez que não queriam manter nenhuns contactos com a sua antiga pátria, mas teria conseguido escapar, e regressado a Portugal, onde conta a D. Henrique as suas aventuras. O Navegador critica fortemente o capitão por ter fugido sem ter obtido mais informações, e o marinheiro assustado nunca mais foi visto. Esta história causou polémica na altura em que foi publicada. Alguns eruditos identificaram esta ilha com a ilha fenícia identificada por Aristóteles (3) e por Diodoro da Sicilia (4) e em numerosas cartas, onde surge com o nome de Ilha das Sete Cidades (5).

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Parte do mapa conhecido como Egerton 2803, que mostra Sete Cidades na América do Norte e “Antiglia” na América do Sul.

AS SETE CIDADES DE SÃO MIGUEL

Gaffarel lançou a hipótese de a Ilha de São Miguel nos Açores ser essa ilha mítica. Sem dúvida que os tremores de terra são aí frequentes. Um só ou uma sucessão deles poderiam ter destruído as cidades, mas teriam restado algumas ruínas que ainda hoje fossem visíveis. Somente o nome de Lagoa das Sete Cidades poderá ser uma leve reminiscência, isto a crer nesta hipótese.

Como escrevemos o nome de Sete Cidades sobrevive hoje no arquipélago açoriano. Buache (68) crê ser esta a genuína Sete Cidades. Humbolt (69) tem outra opinião, defendendo a associação desta lenda com a das Sete Cidades de Cibola. Esta última tese não é contudo muito credível – apesar do renome do autor – pois não parece provável que navegantes visigóticos tenham alcançado o México em 711.

Existem relatos antigos de algumas ruínas perto da Lagoa das Sete Cidades, mas, ao que sabemos, não existem actualmente vestígios dessa ordem. (70)

ASSOCIAÇÃO ENTRE AS ANTILHAS E SETE CIDADES

A história da fuga dos sete bispos é-nos contada por Las Casas (90), mas António Galvão relata-nos uma outra ligeiramente diferente no seu Tratado (Lisboa, 1563), concluindo: “E alguns pretendem que estas terras e ilhas que os Portugueses tocaram são aquelas a que agora se chama Antilhas e Nova Espanha, e avançam muitas razões para tal, as quais não menciono porque não quero ser responsável por elas, tal como as pessoas terem o hábito de dizer, de qualquer terra de que nada soubessem, tratar-se da Nova Espanha.” (91) No mapa Ruysch de 1508 existe uma grande ilha na Latitude N 37o e 40o. Chamada “Antilia Insula” tem uma grande legenda que afirma ter sido descoberta há muito tempo pelos espanhóis, cujo último rei godo, Roderico, que aqui se havia refugiado da invasão bárbara (64).

SETE CIDADES NO CONTINENTE AMERICANO

No século XVI muitos julgaram encontrar as Sete Cidades no continente americano. Um padre franciscano, Marcos de Niza (6), com base em lendas, infiltra-se em 1539 na América do Norte, mais especificamenta na Califórnia, com a esperança de encontrar um pais, chamado Cibola pelos indígenas, as sete cidades da lenda. Acompanhado por três franciscanos e de um negro que dizia conhecer o território. A expedição atinge regiões inexploradas, e narra no seu regresso que havia visto ao longe sete cidades brilhantes, das quais havia tomado posse em nome do rei de Espanha. A sua narrativa entusiasta decide o envio de uma expedição considerável, comandada por um nobre de mérito, F. Vasquez de Coronado (7); mas o pequeno exército, depois de ter passado por grandes sofrimentos, chegou ao sopé de um rochedo árido, sobre o qual se erguia com efeito Cibola, mas não a rica Cibola da lenda, e sim uma pobre aldeia índia.

Não se descobriram nem sete cidades cristãs, nem um povo guardando as velhas tradições visigóticas, mas um país nos arredores do Rio Gila, perto da fonte do Rio Del Norte. Curiosamente, a região compreendia 70 burgos repartidos por sete províncias. Parece mesmo que, hoje em dia, em Zuni, a cidade principal da antiga Cibole, se encontram índios de cabelos brancos e de rosto claro. Sobre o seu aspecto escrevia um viajante contemporâneo: (8) “Não são índios! Há muitos entre eles que tem feições tão claras como as dos mestiços. Entre as mulheres, particularmente, muitas tem a pele quase branca, os olhos cinzentos ou azuis”. Por outro lado, uma história contada por Sahagun (9), escrevia sobre a origem dos Nahuatl: “A história que contam os antigos é que eles vieram por mar do lado do norte… Conjectura-se que estes naturais terão saído de sete grutas, e que estas sete grutas são os sete navios ou galeras nas quais chegaram os primeiros colonos.” Este primeiros colonos seriam os sete bispos visigodos e os seus seguidores?

LIGAÇÃO ENTRE A ILHA IMAGINÁRIA DE ANTILIA E SETE CIDADES

M. d’Avezc conta que Antilia era conhecida, marcada e visitada no século XV; Toscanelli, segundo ele, tinha escrito à corte de Portugal as seguintes palavras: “Esta ilha de que tendes conhecimento e que vós chamais das Sete Cidades”…

O filho de Cristovão Colombo, Fernando, na “Vida de Meu Pai”, precisa por seu lado: “Alguns portugueses inscreviam-na nas suas cartas com o nome de Antilia, embora não coincidisse com a posição dada por Aristóteles; nenhum a situava a mais de 200 léguas, aproximadamente, a Ocidente das Canárias e dos Açores. Tem por certo que é a iIha das Sete Cidades, povoada por portugueses no tempo em que a Hispânia foi conquistada, ao rei Rodrigo, pelos Mouros, isto é, no ano 714 depois de Cristo”. Fernando Colombo assegura que, ainda em vida do Infante Dom Henrique, um navio atracou em Antilia/Sete Cidades; os marinheiros foram a igreja e verificaram que aí se praticava o culto romano.

Talvez seja como reflexo destas histórias que circulavam entre os marinheiros que teve início a iniciativa referenciada por Las Casas: “Alguns partiram de Portugal para encontrar esta mesma ilha [das Sete Cidades] que em linguagem vulgar se chama Antilla, e entre os que partiram estava um Diogo Detiene, cujo piloto, chamado Pedro de Velasco, natural de Palos, declarou ao dito Cristovão Colombo, no mosteiro de Santa Maria da Arrábida, que, tendo partido da ilha do Faial e prosseguindo 150 léguas com o vento lebechio (NW), descobriram, no regresso, a ilha das Flores, guiados por muitas aves que viram voando para lá, e reconheceram que eram aves terrestres e não maritimas, e assim pensaram que iam dormir a alguma terra. Em seguida, e dito que navegaram tanto para NE que tinham o Cabo Claro (na Irlanda) para E (94), onde acharam que os ventos eram muito fortes, e os ventos de oeste e para o mar muito suaves, o que acreditavam que devia ser por causa da terra que devia ali existir, a qual lhes oferecia abrigo a Ocidente; a qual não persistiram em explorar, porque já era Agosto e recearam [a aproximação do] Inverno. Ele disse que isto aconteceu 40 anos antes de Cristovão Colombo descobrir as nossas Índias (95)”.

RELAÇÃO COM A ILHA BRAZIL

Pedro de Ayala, embaixador espanhol na Grã-Bretanha, em 1498, relatando as navegações inglesas a Fernando e Isabel, escreveu, conforme menciona Babcock, as seguintes linhas: “The people of Bristol have, for the last seven years, sent out every year two, three, of four light ships in search of the island of Brasil and the seven cities” (62). E, com efeito, ao que tudo parece indicar, realizou-se pelo menos uma expedição em busca da ilha Brazil.

A primeira aparição da ilha Brazil é a do mapa de Dalorto (de 1325), onde surge como uma ilha de forma discóide. No mapa Catalão de 1375 este disco transformou-se num anel rodeando um conjunto de ilhas, para Nordenskiold nove, para Kretschmer sete. Este último número pode representar um fenómeno não raro em diversas ilhas míticas, o cruzamento entre lendas.

FERNÃO DULMO DA TERCEIRA PROCURA A ILHA DAS SETE CIDADES

Existe uma carta de doação, emitida por D. João II a Fernão Dulmo da Terceira, no ano de 1486. Este Fernão Dulmo era na verdade Ferdinand van Olm, um dos flamengos que se haviam estabelecido nos Açores. Dulmo declarara ao monarca que se propunha “procurar e achar uma grande ilha ou ilhas ou terra firme per costa (114), que se presume ser a ylha das Sete Cidades, e tudo isto as suas próprias custas e despesas”. Uma cláusula revela a importância que o monarca atribuía ao descobrimento da dita ilha: ” No caso de ele não conseguir conquistar as ditas ilhas ou terras. Nós enviaremos, com o dito Fernão Dulmo, homens e esquadras de barcos com poder Nosso para efectuar o mesmo, e o dito Fernão Dulmo será sempre Capitão General das ditas esquadras e está por Nós sempre autorizado, porque seu Rei, como Nosso súbdito” (115).

Fernão Dulmo iniciou os preparativos para a expedição chamando para o ajudar João Afonso do Estreito e pedindo que o rei o admitisse na partilha da empresa e dos lucros. Estreito forneceria duas caravelas, aprovisionadas para navegar durante seis meses, que deveriam zarpar no dia 1 de Março de 1487, Dulmo contrataria pilotos e marinheiros e pagar-lhes-ia os salários. Durante quarenta dias Dulmo seria o comandante-general, estabelecendo o rumo para as duas caravelas, e tomando para si todas as terras descobertas, depois do que Estreito seria, por sua vez, capitão-general e se apoderaria de todas as terras avistadas. Tudo isto, o monarca confirmou a 24 de Julho e 4 de Agosto de 1486. (116) Las Casas poderia referir este empreendimento, quando escrevia as seguintes linhas: “Mais adiante, um marinheiro chamado Pedro de Velasco, um galego, contou a Cristovão Colombo em Murcia que, seguindo numa certa viagem a Irlanda, estavam a navegar e a afastar-se tanto para NW, que viram terra a oeste da Irlanda, a qual eles pensaram que devia ser a que um Hernan Dolinos procurou descobrir, tal como agora se deve dizer (117)”. A referência a quarenta dias previstos é curiosa, porque bastaram trinta e seis para fazer Colombo chegar ao Novo Mundo. Mas, se não mais se ouviu falar destes navegadores e porque a sua expedição foi frustada, provávelmente pelas difíceis condições existentes no mês de Março para quem se propõe navegar na direcção Oeste, conforme nota Samuel Eliot Morison na sua obra “As Viagens Portuguesas à América”.

COLONOS PORTUGUESES NO BRASIL ANTES DE 1500?

A lenda de emigrados portugueses numa ilha Atlântica poderá ter algo a ver com repetidos relatos, embora não merecedores de muita confiança, da presença de colonos portugueses no Brasil ainda antes da chegada da armada de Pedro Álvares Cabral. O primeiro relato refere que o mais velho habitante vivo do Brasil teria declarado, no seu leito de morte em 1580, que vivera naquele país “cerca de noventa anos”. Outro relato é o de um certo Estevão Fróis, encarregado de um barco capturado pelos espanhóis: “Tinham má vontade em receber da nossa parte a prova do que alegávamos; nomeadamente, que Vossa Alteza tivera a posse destas terras [Brasil] durante vinte anos e mais, e que já João Coelho da Porta da Cruz habitante de Lisboa ali viera com outros para descobrir” (119) Estas histórias são pouco credíveis uma vez que a primeira colónia, nem sequer foi portuguesa mas francesa, fundada por Christophe Jacques, por volta de 1516. A primeira colónia nacional só se instalaria em Olinda em 1530, sob o comando de Duarte Coelho Pereira.

EM BUSCA DE ANTILIA/SETE CIDADES

Como vimos Fernando Colombo relata como “no tempo do Infante Henrique de Portugal (+-1430), um navio português foi empurrado pelo mar para esta ilha Antilla.” A tripulação foi à igreja com os ilhéus mas receou ficar detida na ilha e fugiu assim que pôde. O Príncipe ouviu a sua história e ordenou-lhes que voltassem à ilha, mas os marinheiros largaram e não tornaram mais a ser vistos. Fernando relata que a areia de Antillia era composta de um terço de ouro puro. Galvão relata uma outra visita mais tardia, ou então uma outra versão da primeira:

“In this yeere also, 1447, it happened that there came a Portugall ship through the streight of Gibraltar; and being taken with a great tempest, was forced to runne westwards more then willingly the men would, and at last they fell upon an Island which had seven cities, and the people spake the Portugall toong, and they demanded if the Moors did yet trouble Spaine, whence they had fled for the losse which they received by the death of the king of Spaine, Don Roderigo.

“The boateswaine of the ship brought home a little of the sand, and sold it unto a goldsmith of Lisbon, out of the which he had a good quantitie of gold.”

“Dom Pedro understanding this, being then governour of the realme, caused all the things thus brought home, and made knowne, to be recorded in the house of justice.”

“There be some that thinke, that those Islands whereunto the Portugals were thus driven, were the Antiles, or Newe Spaine.” (66)

Um outro relato nos chega através de Faria e Sousa, traduzido pelo Capitão John Stevens:

“Depois da derrota de Roderico os mouros espalharam-se pela província, cometendo barbáries inumanas. A maior resistência era em Mérida. Os defensores, muitos dos quais eram portugueses, que pertenciam ao Supremo Tribunal da Lusitânia, eram comandados por Sacaru, um nobre godo. Muitas acções corajosas decorreram neste cerco, mas como não apareciam reforços e as provisões começavam a escassear a cidade rendeu-se sem condições. O comandante da Lusitânia, atravessando Portugal, chegou a uma cidade costeira, onde, reunindo um bom número de navios, lançou-se ao mar, mas ignora-se a que parte do mundo eles foram. Existe uma antiga lenda de uma ilha chamada Antilla no oceano ocidental, habitada por portugueses, mas que ainda não pôde ser descoberta.” (67)

A versão do capitão Stevens acrescenta bastante à versão original. O texto original refere que os fugitivos fizeram-se ao mar para as Ilhas Afortunadas (Canárias ?), a fim de aí poderem preservar a sua raça. O texto menciona igualmente que essa ilha havia já sido alcancada pelos portugueses, sendo habitada por eles nas sete cidades que aí haviam construído: “tiene siete cividades”.

Este último relato menciona uma movimentação a partir de Mérida, o que é perfeitamente credivel, e o comando por um militar também seria admissível natural numa deslocação efectuada em tais condições. Existem portanto algumas provas factuais que podem apoiar esta versão da lenda

Categories: 9/11 Denial, As Ilhas Míticas do Atlântico | 8 comentários

Henschel Hs 298

Fonte da Imagem:

Peso total: 9.5 kg

 

Combustível carregado: 9.5 kg

 

Peso explosivo: 25 kg

 

Impulso: 150/30 kp

 

Velocidade: 234 m/segundo

 

Alcance: 1.600 metros

 

O Ministério do Ar, que em 1941 tinha suspendido todos os projectos de misseis guiados por acreditar que a guerra já estava ganha, em 1943 devido às alterações entretanto verificadas nas várias frentes foi forçado a ordenar a produção urgente de um projecto que tinha começado aquando da Batalha de Inglaterra sob a direcção do Dipl. Ing. Hesky na AEG.

 

A propulsão seria assegurada por um motor foguete Schmidding SG 32 (109-543) a diglycol. Os sistemas de controlo seriam o FuG Kehl, o FuG 230 Strassburg assim como o FuG 512-FuG 530 Kogge.

 

A produção, contudo, enfrentaria sérias dificuldades porque as espoletas de proximidades que deviam ser instaladas na frente do míssil não eram entregues em números suficientes pela Donag vienense. Só em 22 de Dezembro de 199 um Junkers Ju 88 A-4 com 3 Henshel Hs 298 realizaria um teste de vôo. Mas os seus resultados foram bastante decepcionantes para a equipa de desenvolvimento: dos três engenhos só um funcionaria.

 

Foram construídos a partir do final de 1944 mais de 300 unidades, que deviam equipar bombardeiros Dornier Do 217 J e N, Junkers Ju 88 G-1 e caças nocturnos Junkers Ju 388 J-1. Ainda antes do fim do conflito europeu o Ministério do Ar ordenaria a paragem da produção do Hs 298. A melhorada Hs 298 V2, de que foram construídas 135 unidades não conheceria uso operacional porque a maioria destas foram destruídas num armazém em Wansdorf nos arredores perante a aproximação soviética.

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Quids S5-7: O que é isto?

999s.jpg

Dificuldade: 1

 

Regulamento:

1. Cada participante pode dar uma resposta antes da minha réplica, confirmando ou não a correcção da mesma.

2. Sempre que fôr desejável, ou que o Quid se revele mais difícil que o esperado podem ser dadas ajudas, sempre uma de cada vez e com facilidade crescente. As ajudas não diminuem a pontuação do Quid.

3. Haverá um Quid por dia, lançado entre as 12:30 e as 14:30 (salvo imprevistos!) de Segunda a Sexta.

4. Os Quids da Série terminam quando um dos participantes alcançar 50 pontos.

5. Cada Quid conterá uma cópia deste Regulamento.

Categories: As Ilhas Míticas do Atlântico, Quids S5 | 17 comentários

Henschel Hs 296

Este modelo, na realidade mais uma versão da prolífica Hs 293, devia ser uma combinação do conceito bomba planadora/bomba de mergulho. Foram construídos alguns modelos experimentais, mas como somente um Me 262 modificado para a transportar foi construído, o seu desenvolvimento – à semelhança da Hs 295 e da Hs 294 – seria também cancelado.

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