Daily Archives: 2006/11/20

EcoGestos(2): Elevadores

Continuando a interrompida série de Posts dedicada aos EcoGestos, pequenos gestos ecológicos que cada um de nós é capaz de cumprir com relativa facilidade e que, se multiplicados por todos, poderiam ter um impacto muito significativo na Ecologia, na redução do consumo de Electricidade e no Aquecimento Global, prossigo agora com um tema que se enquadra na vida quotidiana de todos nós: Os Elevadores…

1. Não desça de elevador… Aproveite para fazer exercício.

2. Se o edifício tem dois elevadores, escolha sempre o mais pequeno… Geralmente este é o que requer menos energia.

3. Se tem dois elevadores, escolha o que se encontra no andar mais perto de si, não o que está imediatamente à sua frente.

4. Verifique sempre se fechou bem a porta quando sai… Muitos modelos mais antigos deixam a luz acesa…

Categories: CodeFarmPt, Ecologia | 4 comentários

Quids S5-5: Que filme é este?

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Dificuldade:1

 

Regulamento:

1. Cada participante pode dar uma resposta antes da minha réplica, confirmando ou não a correcção da mesma.

2. Sempre que fôr desejável, ou que o Quid se revele mais difícil que o esperado podem ser dadas ajudas, sempre uma de cada vez e com facilidade crescente. As ajudas não diminuem a pontuação do Quid.

3. Haverá um Quid por dia, lançado entre as 12:30 e as 14:30 (salvo imprevistos!) de Segunda a Sexta.

4. Os Quids da Série terminam quando um dos participantes alcançar 50 pontos.

5. Cada Quid conterá uma cópia deste Regulamento.

Categories: As Ilhas Míticas do Atlântico, Quids S5 | 11 comentários

A Língua Cónia: O Substrato Mediterrâneo

Hubschmid em 1960 apresentava a tese da existência de um “Substrato Mediterrânico” que se podia dividir em duas famílias:

a) A Euro-Africana, que reunia as antigas línguas da Hispânia, da Península Itálica, dos Alpes Ocidentais e que depois chegariam até ao norte de África.
b) A Hispano-Caucasiana, que a partir da Hispânia avançou até aos Balcãs e à Ásia Menor.

Segundo este autor, a moderna língua Basca teria elementos destas duas famílias, assim como o Etrusco e o Tirreno. Também o investigador italiano Sergi dedicaria a maior parte do seu trabalho ao estudo das origens da raça Mediterrânea, condensando o seu pensamento na citação: “Mas a geração original não teve o seu berço na bacia do Mediterrâneo, uma bacia adequada à confluência de povos e ao seu activo desenvolvimento; o berço de onde dispersou em várias direcções foi mais provavelmente África. O estudo da fauna e flora do Mediterrâneo exibe o mesmo fenómeno e torna-se outro argumento a favor da origem africana dos povos mediterrânicos.” Sergi leva ainda mais longe a sua tese ao afirmar a existência de relações de parentesco entre a raça Hamítica (que inclui Egípcios, Núbios, Abissínios, Somalis, Berberes e os Guanches) e esta raça Mediterrânea. De igual modo, o investigador búlgaro V. Georgiev anteviu a existência desta língua mediterrânea no livro que publicou em Sófia no ano de 1953: “Problemas da Língua Minóica”. Contudo, Georgiev não a designa assim, mas como “Língua Minóica” que ele considerava tratar-se de uma dialecto de uma língua pré-helénica muito falada na bacia do Mediterrâneo e que julgava relacionada com o hitita e com outras línguas da Anatólia. É verdade – e John Chadwick observou isso mesmo – que a maioria dos topónimos gregos não são formados a partir de palavras gregas. É o caso de Thermopylai (Térmopilas), Athenai (Atenas), Korinthos (Corinto), e muitos outros.

Dos três substratos que apontámos na secção anterior, é o Mediterrânico que mais nos interessa. São diversas as provas linguísticas que apontam para a existência em tempos remotos de uma única língua falada nas regiões da bacia do Mediterrâneo. Sendo destas, a mais importante a identificação feita por W. Z. Ripley em 1899 da existência da uma “raça mediterrânea” (a par de outras duas raças europeias: a nórdica e a alpina). Estes mediterrâneos de Ripley ocupariam ambas as margens deste mar interior e foram descritos como sendo de baixa estatura, de cabelos e olhos escuros, por vezes encaracolados e doliocéfalos. Não está no universo deste trabalho a sua exaustiva enunciação, mas, ainda assim, gostaríamos de listar os seus aspectos mais importantes. Tanto mais porque são traços que também se podem espelhar nas inscrições das estelas cónias:

· Menendez Pidal: “passagem de f a h, mudança que, além da área hispânica, também se verifica noutras regiões: no norte da Itália, na região de Bergamo, no sul, na Calábria, região de Catanzaro, na Sardenha oriental, na região de Nuoro. Apesar disso, não podemos separar o fenómeno hispânico do substrato ibérico”;

· Serafim da Silva Neto: “É ainda o caso das mudanças de nd em nn, mb em m, ld em ll, assimilações passíveis de se verificar em qualquer espaço ou tempo, mas que, por singular coincidência, ocupam áreas homogéneas no norte da Península Ibérica e no sul de Itália. A História, suporte humano dos factos linguísticos, esclarece a coincidência, pois aqueles câmbios se podem explicar por influência do osco-úmbrio, substrato das áreas italianas e elemento demográfico significativo na colonização do norte da Hispânia. É ainda, mais ou menos, o caso de câmbios como nt > nd; nk > ng; lt > ld, cuja explicação por influência do substrato fica evidente se atentarmos na coincidência das áreas.”

· No seu “Der Vokalismus des Vulgärlateins”, Schuchardt observava a proximidade linguística entre os dialectos do sul de Itália e as línguas da Península Ibérica. Um paralelismo que antes também descortinara entre os dialectos galo-itálicos com os de França, os do sul de Itália e os da Península. Como exemplo deixava as semelhanças entre o calabrês dassare, o siciliano dassari, o castelhano dejar e o português deixar.

· Rohlfs descobria semelhanças entre os dialectos do sul de Itália com o romeno, o sardo e o castelhano. Mencionava como exemplos timpa, fervere e afflare, assim como cras, gleba, gremia, horreum, pecus e murrus. Realçava sobretudo a extensa área dos verbos petere e applicare, que se estendia desde o Tejo até às margens do Mar Negro.

Todos estes linguistas concordam com a existência de um substrato linguístico comum às populações mais antigas da bacia do Mediterrâneo, uma camada étnica anterior às invasões indo-europeias e que parece encontrar as suas raízes nas populações neolíticas do norte de África. Acreditamos que os cónios pertenciam a este substrato e esta será a fundação para o nosso ensaio de tradução.

Embora os autores citados – e outros mais – defendam portanto a existência de um substrato comum às populações neolíticas da bacia do Mediterrâneo. Outros, julgam que não se trata propriamente de uma família linguística mas de um agrupamento por localização de uma série de línguas sem qualquer relação genética, mas que não podem ser facilmente classificadas noutras famílias linguísticas.

Os trabalhos na área da genética humana de Torroni e Santachiara-Benerecetti, permitiram também revelar a existência de uma comunhão genética imersa nas populações da Bacia do Mediterrâneo. Estes dois investigadores encontraram esta proximidade em amostras genéticas recolhidas na Argélia, na Tunísia, na Itália do Norte e do Sul, assim como na Sardenha. Esta comunhão é um testemunho vivo da existência desse Substrato Mediterrâneo que aqui falamos.

É possível dividir o sub-grupo Mediterrânico de línguas, parte do grupo Afro-Asiático, em três subgrupos:
· Línguas pré-indoeuropeias do Mediterrâneo Oriental;
· Línguas não-indoeuropeias e pré-latinas da Itália e
· Línguas dos Pirinéus.

Do primeiro grupo temos como melhor e mais conhecido exemplo, a língua do Linear A cretense (datável do século XVI a.C.), a Escrita cipriota entre outras conhecidas também em Chipre e Creta. Permanecem ainda intraduzidas no essencial, apesar de terem sido já realizadas diversas arremetidas contra a Linear A, especialmente após o sucesso brilhante de Ventris em relação à Linear B.

Das línguas pré-latinas da península itálica temos como exemplo mais evidente o Etrusco. Aparentando, segundo se julga à língua raética e à da Estela de Lemnos. Com estas já se tentado formado um certo “Grupo Tirrénico”, o que se nos afigura difícil, porque o que se conhece delas é tão pouco que se torna pouco mais do que conjecturável a existência ou não de traços comuns. É certo que existem paralelismos fonéticos e morfológicos, identificáveis sobretudo entre a razoavelmente conhecida escrita etrusca e raética, já que da estela de Lemnos pouco se sabe.

O último grupo é o das línguas pré-indoeuropeias da Península Pirenaica. Este é provavelmente aquele que mais testemunhos escritos deixou, exemplos que já abordámos noutro ponto. Apesar deste dinamismo em épocas pré-romanas e até durante a fase republicana da dominação romana na Península Ibérica estas inscrições e as línguas que elas registavam desapareceram. Alguns supõem que o basco seja uma das suas sobrevivências, mas de concreto não existem certezas quanto a esta certeza. A este grupo pertenceriam o antigo Ibero e a celtizada língua lusitana.

Em conclusão, e seguindo de perto a conclusão de Paul M. Dolukhanov, existem vestígios suficientes para ser possível defender a tese da existência de uma língua Mediterrânea e que incluía o pré-Basco, o pré-Caucasiano, o Lígure, o Etrusco, o Sumério, o Hatíco, o Hurrita-Urartiano, o Elamita, entre outras. Todas estas línguas derivariam em primeira mão de uma língua falada na bacia do Mediterrâneo e áreas adjacentes na época da última glaciação, em pleno Alto Paleolítico entre 25.000 a 15.000 anos a.C.

Categories: A Escrita Cónia | 3 comentários

Existirá água líquida no subsolo marciano? Existem índicios que apontam nesse sentido…


Imagem: Space.com

Uma das mais intrigantes descobertas realizadas recentemente em Marte é a identificação de sinais na superfície que indicam a existência de água líquida no subsolo… As formas representadas na fotografia podem ter sido formadas por água corrente, sendo observáveis depósitos de solo e de rochas depositados por essas correntes.

E ainda mais importante, estas estruturas parecem ser muito recentes, ou seja, não serão o testemunho da antiga (e sobejamente conhecida) presença de água, rios e Oceanos. Existem aliás indícios que estas formações estão a ocorrer no presente e isto a confirmar-se – representará uma notícia bombástica… Porque se houver água líquida em Marte está cumprida uma das condições fundamentais para a existência de Vida no Planeta Vermelho.

Fonte: Space.com

Categories: SpaceNewsPt | 9 comentários

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