A Disciplina de Voto e a Distância entre Eleitos e Eleitores nas Democracias Parlamentares

A propósito, deste Post do “Os Filhos da Nação”:

É precisamente nesta acéfala e impensante “disciplina de voto” que reside a grande fragilidade do sistema parlamentar. Nisso e no desconhecimento e desligamento que existe entre o eleitor e o deputador (o “seu”) eleito.

Quanto maior fôr a distância entre os nós, menor será a Democracia.

Os deputados deveriam ser eleitos pelos méritos próprios, e não (nunca) em virtude das suas fidelidades ao “aparelho”, como sucede hoje, em todas democracias parlamentares do Ocidente.

Mas aliás, o erro maior está na Escala… Quanto maiores forem as escalas (nacionais, UE) maior será a distância entre o Eleitor e o Eleito. Maior fidelidade haverá em função do “Partido” e menos para aqueles que Representa e que o Elegeram.

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Categories: Sociedade, Wikipedia | 5 comentários

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5 thoughts on “A Disciplina de Voto e a Distância entre Eleitos e Eleitores nas Democracias Parlamentares

  1. O unico comentário possivel é que está tudo dito. Concordo perfeitamente.
    abraço

  2. Mais uma vez se comprova a maneira como o PARTIDO tem na mão os seus assentos na Assembleia, por essa razão não podem nem devem fugir ás directrizes do mesmo partido, mesmo que o País se afunde na maneira como se DESGOVERNA o País.
    O obedecer sem que haja possibilidades de haver um voto negativo na questão de salvar qualquer maneira a questão o País na sua senda de altos gastos ou outros .
    O que nos deixa a supor que os assentos na Assembleia são distribuidos por posições dos chamádos certos na questão de haver uma garantia de mobilização do voto favor ao que está em causa.
    Simplizmente genial, de joelhos á vontade do partido que se lixe o POVO.

  3. Obviamente, acrescento apenas!

    Jorge G

  4. Aí está uma das questões centrais da democracia representativa de tipo europeu ocidental, excluindo assim as democracias americanas, que funcionam de maneira diferente. O espectro partidário, de eleição para eleição, tende a manter-se inalterável, com algumas excepções, como a do aparecimento de uma quinta força política, representada pelo Bloco de Esquerda, em Portugal. Mesmo com o aparecimento desta nova coligação, o problema básico mantém-se: as Legislativas são “cozinhadas” dentro das máquinas partidárias preexistentes, afastadas, pela sua própria natureza, do cidadão eleitor. Enquanto o futuro eleitor figurar nas sondagens, ele conta. Depois do acto eleitoral, é descartado: a Assembleia já está construída.

    Falando na qualidade de anarquista, que me prezo de ser, a Democracia representativa teria maior viabilidade, sob o ponto de vista da aproximação eleito-eleitor em comunidades de dimensão local, autárquicas ou regionais, capazes, no entanto – não nos enganemos neste ponto! – de se pronunciarem sobre matérias de dimensão nacional, dado que estas lhes interessariam e teriam reflexos sobre a sua própria sobrevivência.

  5. Assim se pode dizer que os parlamentares, ao violar a sua consciência ou a sua maneira de pensar, no partido do governo ou nos partidos da oposição, só confundem quem os elegeu democraticamente. Não se justifica sustentar tantos deputados, carneiros dos seus partidos.

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