Daily Archives: 2006/11/17

Da Violência Escolar

Como se pode ler, AQUI (Ideias Fixas 2), a violência escolar não é só um problema português. é um problema Ocidental, ou pelo menos, dos países desenvolvidos.

Resulta em grande medida, do alargamento antinatural da entrada no mundo laboral dos jovens, “armazenados” em instituições escolares durante o maior período possível, de modo a retardar o problema do Desemprego entre os jovens.

É um problema também de quebra dos “rituais de passagem” dos jovens à Idade Adulta que garantem estabilidade emocional e psicológica nas ditas “sociedades primitivas” e que foram completamente suprimidos nas Sociedades Modernas… Em tempos o ritual da “entrada na tropa” cumpria de certa forma esse papel, pelo menos para os homens, mas hoje, em que o serviço militar não é obrigatório, nesse último esteio resta… Os jovens Comanches ou Bantus que passam a noite no Deserto aguardando uma visão ou que enfrentam um leão com uma lança na mão, estão melhor preparados para deixarem de serem “crianças” e assumirem um papel de “adulto” com as devidas responsabilidades que são adequadas às suas capacidades.

Reforçando ainda mais esta ausência de “rituais de passagem” temos ainda o outro lado da factura de termos hoje pai e mãe trabalhando até tarde, deixando os filhos sózinhos em casa, ou com acrescentos de horas nos colégios, ou com os amigos, destruturando-os e dequadrando-os…

Desprovidos de saídas profissionais, sem horizontes de curto prazo e sem objectivos de longo…

Dão nisto.

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Categories: A Escrita Cónia, Sociedade Portuguesa | 4 comentários

Quids S5-4: Que local trágico é este?

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Dificuldade: 5

Regulamento:

1. Cada participante pode dar uma resposta antes da minha réplica, confirmando ou não a correcção da mesma.

2. Sempre que fôr desejável, ou que o Quid se revele mais difícil que o esperado podem ser dadas ajudas, sempre uma de cada vez e com facilidade crescente. As ajudas não diminuem a pontuação do Quid.

3. Haverá um Quid por dia, lançado entre as 12:30 e as 14:30 (salvo imprevistos!) de Segunda a Sexta.

4. Os Quids da Série terminam quando um dos participantes alcançar 50 pontos.

5. Cada Quid conterá uma cópia deste Regulamento.

Categories: As Ilhas Míticas do Atlântico, Quids S5 | 26 comentários

A Língua Cónia: Raízes Africanas da Língua dos Cónios

A maioria dos antropólogos e historiadores acreditam que as populações pré-indoeuropeias da Península Ibérica são originárias do norte de África e que, a partir da Península se espalharam depois pelo sul de França, Córsega, Sardenha e Sicília. A civilização que deixariam no solo europeu seria conhecida como Civilização Aurinhacense e o seu tipo humano por Crô-Magnon. Esta primeira migração dataria – segundo Lewis Spence – de aproximadamente 23.000 a.C. Este tipo humano foi encontrado entre os berberes do norte de África, nos Guanches das Canárias, na Bretanha, nas ilhas do norte da Holanda e nas Ilhas Britânicas.

Por volta do décimo milénio a.C. chegam à Península as primeiras populações capcenses, também vindos do norte de África, a civilização que introduziu na Península a domesticação do cão e o uso do arco e da flecha. Para Bosch Gimpera (“Ensayo de una reconstruction de la etnologia prehistorica de la Peninsula Iberica”, Barcelona, 1923) estes capcenses eram de raça mista, incluindo tipos “mediterrânicos” ou “ibéricos”, para além de elementos negróides e armenóides (caucasianos).

As montanhas do norte da Península permaneceriam relativamente imunes a estes fluxos migratórios permitindo a sobrevivência de populações ainda mais antigas, nomeadamente dos Astures e Bascos de que falámos mais acima a propósito do substrato ibérico, um fenómeno que seria reeditado séculos mais tarde aquando da última grande migração do norte de África, conduzida por Al-Tarik que levaria os exércitos islâmicos (constituídos sobretudo por berberes) até às bases das montanhas do Norte, até a essas mesmas Astúrias onde estancariam os capcenses e os aurinhacenses.

O local exacto da origem destas populações pré-históricas no norte de África não é conhecido com exactidão, mas Sergi julgou tê-lo encontrado no deserto do Saara, numa região que as pinturas rupestres revelam ter sido fértil e povoada, um equilíbrio natural que ao entrar em progressiva ruptura forçou à emigração das populações locais, primeiro para o litoral mediterrânico, depois para a Península Ibérica.

Depois destas migrações, ocorreu pelo menos mais uma corrente migratória do norte de África. Deste modo, a influência linguística mediterrânea reforçou-se. Após os migrantes que trouxeram consigo a cultura Azilense, vindos directamente por Gibraltar, seguiram-se assim os Tardenoisenses (entre 4000 a 3500 a.C.) que através da Sicília e da Itália se espalharam por toda a Europa, chegando enfim à Península Ibérica. Esta comunhão étnica e, provavelmente, linguística dos dois lados do Mediterrâneo é ainda testemunhada, em período romano, pela existência de exemplos do sufixo –icca em diversos topónimos no actual Marrocos e em diversas cidades pré-romanas e romanas no sul da Península Ibérica (Bodicca, Bonica, Karica) e até no território que hoje pertence à Roménia.

Das palavras anteriores pode deduzir-se que defendemos a filiação da língua dos cónios com a família afro-asiática de línguas. Isso parece-nos pacífico, mas exactamente dentro de que ramo da família afro-asiática? Nada aponta para uma filiação nos ramos chadianos, egípcio antigo, cuchítico, omótico ou semita, embora nesta direcção possam existir diversas penetrações, especialmente no vocabulário técnico e comercial. Aquela língua que nos parece mais próxima, por razões históricas, é o ramo Berbere, outrora amplamente falado no norte de África, mas hoje confinado pela expansão fulgurante da língua árabe nessa região. No capítulo em que ensaiaremos a análise das estelas cónias trataremos de aferir da validade desta tese.

A abordagem morfológica dos signos da Escrita Cónia aponta para a existência de um grupo de signos ausentes no principal sistema importado, o fenício, e mesmo no secundário, o grego. Aparentemente, existiram alguns fonemas na língua Cónia que eram desconhecidos pela fonética afro-asiática (fenícia) e grega (indo-europeia). Aqui se vislumbra mais uma vez a verdade: a língua cónia não era nem afro-asiática (fenícia), como defende Moisés do Espírito Santo, nem Indo-europeia (grego), mas pertencente a um Grupo de Línguas diferente. Se assim não fosse, não haveria necessidade de representar novos fonemas. J. R. Ramos escreve que a língua tartéssica e sudlusitânica não eram com toda a probabilidade nem ibérico nem uma língua indo-europeia, e encontra nesta tese diversos argumentos de ordem linguística e até de ordem toponómica: Com efeito, é possível estabelecer um paralelismo entre as regiões onde surgem em nomes de lugares terminações de um dado tipo e as línguas das populações que as habitavam. Assim, sendo teríamos a seguinte relação toponómica:
“-briga”: Indoeuropeu falado por Célticos e Celtiberos;
“-iltir/-iler/-iltur/-ilur”: Ibérico falado por povos Ibéricos e
“-ippo/-oba”: Cónio ou Tartéssico falado por Cónios e Tartéssicos.

Categories: A Escrita Cónia | 1 Comentário

VBS: Programa para validar a existência de uma lista de URLs a partir de um ficheiro

‘ CheckURL.vbs – Mk 1.0 – RM

Public strURL

Set WshShell = WScript.CreateObject(“WScript.Shell”)

Const ForReading = 1, ForWriting = 2
Dim fso, MyFile
Set fso = CreateObject(“Scripting.FileSystemObject”)

Set MyFile = fso.OpenTextFile(“C:\listadesites.txt”, ForReading)

Do Until MyFile.AtEndOfStream

ReadLineTextFile = MyFile.ReadLine

url = ReadLineTextFile
strURL = “http://www.” & url
Call DalheGET

Loop

Sub DalheGET

Set objHTTP = CreateObject(“msxml2.serverxmlhttp”)
objHTTP.Open “GET”, strURL, false
objHTTP.Send

if objHTTP.statusText <> “OK” Then
MsgBox “ERRO: ” & Wscript.Echo(objHTTP.statusText) & ” –> ” & strurl
Else
popa = WshShell.PopUp (objHTTP.statusText & ” –> ” & strurl,1)
End If
End Sub

Categories: CodeFarmPt, DefenseNewsPt, Informática | 3 comentários

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