Daily Archives: 2006/11/16

Do Governo dos Quatrocentos: Jorge Sampaio encaixando a sua prole aqui (Governo) e acoli (CGD)

(Imagem: Ideias Fixas 2)

 

Como escreveu o Saurídio num comentário a ESTE Post e como depois publicaria o Sá Morais (ver AQUI) o verdadeiro “Governo de Portugal”, em funções desde o Antigo Regime continua activo como sempre… Mascarado por detrás de uma tímida ficção de “Democracia Representativa” as quatrocentas e tal famílias (Famiglias) que se vão alternando no Poder Político, nas Empresas Públicas e até nas Empresas Privadas em Multinacionais continuam a puxar todos os cordelinhos e a perpetuar o seu Poder colocando judiciosamente a sua descendência em posições chave no Estado e na Economia, os quais, por sua vez, farão o mesmo aos seus filhos e assim por diante, fechando uma Elite que se quer isolada e estanque à entradas de Outsiders vindos da Plebe.

Esta notícia refere Jorge Sampaio a encaixar a filhita como “Adjunta do Gabinte do Ministro da Presidência”, Manuel Pedro Cunha da Silva Pereira. E sucede-se a outras que davam o recém formado filhito de Sampaio como um dos novos “consultores” da Caixa Geral de Depósitos. Ora ambas as criaturas quando receberam os seus tachos não exibiam ainda qualquer experiência profissional prévia, e de, notável, não tinham as suas notas de curso, apenas o nome do Papá.

Durante o Antigo Regime, estas famílias dominavam o cenário económico português, vivendo sob a sombra protectora do Estado e arriscando o mínimo possível. Eles eram os Espírito Santo, os Champalimaud, os Quina, os Feteira-Bordalo, os Vinhas, os Abecassis, os Sousa Lara, os Orey, etc. Hoje, são mais ou menos os mesmos. Instalam a sua filharada nas grandes empresas, defendem a manutenção dos seus nomes de família (quando casam com membros da prole mudam os nomes para Orey-Silva de modo a manterem o sacrossanto Orey) e – sobretudo – através de uma sábia gestão das agendas mediáticas instalam-se em cargos políticos em praticamente todos os escalões da Democracia.

Enquanto esta gente dominar o Governo da República, não haverá Demo-cracia em Portugal, apenas Aristo-cracia. Enquanto deixarmos que os Media a seu serviço nos convençam a eleger estas Famiglias não seremos verdadeiramente Livres. Enquanto alguns se continuarem a Servir do Estado em seu Favor, quando o deviam Servir, não haverá Demo-cracia em Portugal.

Ah!

Esqueci-me. De junta a esta lista de Famiglias… Os Sampaio.

Anúncios
Categories: A Escrita Cónia, Política Internacional, Política Nacional, Sociedade Portuguesa | 7 comentários

A Língua Cónia: Os Três Substratos da População Peninsular

A base indígena da população peninsular tem três elementos essenciais:
a) O pirenaico, originariamente estabelecido no norte, e de que hoje os bascos são representantes, constitui um elemento étnico de origem caucásica. A língua basca tem sido contudo forte de grande polémica, sobretudo no que respeita às suas origens. Schuchardt defendia a sua origem ibérica, e logo europeia, Menendez Pidal, acreditava por seu turno que os bascos eram um povo que tinha perdido a sua língua original e adoptado uma outra, contudo, os mais recentes trabalhos de investigação apontam claramente para a origem caucásica do basco e afastam-no decididamente de todas as outras línguas europeias.

b) O pré-ibérico, pode ser identificado com a civilização Capsence, a qual no período Eneolítico começou a extinguir-se, dela persistindo fortes massas em Portugal, Galiza, Astúrias, Leão e na maior parte da Estremadura castelhana. A invasão céltica introduziu elementos célticos na maioria destas populações indígenas capsences, mas alguns conservaram-se mais imunes a estas transformações, sobressaindo entre estes os Astures de boa parte de Astúrias e Leão, e talvez os Cónios do sul de Portugal.

c) O ibérico ou mediterrânico que surge no Neolítico, na região sudeste, e é provavelmente de origem africana constituindo a par do pré-ibérico, uma outras forte possibilidade no que respeita às filiações linguísticas da línguas dos Cónios. Esta era a posição defendida por Oliveira Martins quando na sua “História da Civilização Ibérica” procurava encontrar traços comuns entre os povos pré-históricos da Península e os cabilas da actual Argélia e Marrocos.

Dos três substratos que apontámos, é o Mediterrânico que mais nos interessa. São diversas as provas linguísticas que apontam para a existência em tempos remotos de uma única língua falada nas regiões da bacia do Mediterrâneo. Não está no universo deste trabalho a sua exaustiva enunciação, mas, ainda assim, gostaríamos de listar os seus aspectos mais importantes. Tanto mais porque são traços que também se podem espelhar nas inscrições das estelas cónias, algo que passaremos a fazer nas próximas linhas recorrendo ao auxílio de algumas citações de alguns dos maiores linguístas da Península Ibérica:

· Menendez Pidal: “passagem de f a h, mudança que, além da área hispânica, também se verifica noutras regiões: no norte da Itália, na região de Bergamo, no sul, na Calábria, região de Catanzaro, na Sardenha oriental, na região de Nuoro. Apesar disso, não podemos separar o fenómeno hispânico do substrato ibérico”;

· Serafim da Silva Neto: “É ainda o caso das mudanças de nd em nn, mb em m, ld em ll, assimilações passíveis de se verificar em qualquer espaço ou tempo, mas que, por singular coincidência, ocupam áreas homogéneas no norte da Península Ibérica e no sul de Itália. A História, suporte humano dos factos linguísticos, esclarece a coincidência, pois aqueles câmbios se podem explicar por influência do osco-úmbrio, substrato das áreas italianas e elemento demográfico significativo na colonização do norte da Hispânia. É ainda, mais ou menos, o caso de câmbios como nt > nd; nk > ng; lt > ld, cuja explicação por influência do substrato fica evidente se atentarmos na coincidência das áreas.”

· No seu “Der Vokalismus des Vulgärlateins”, Schuchardt observava a proximidade linguística entre os dialectos do sul de Itália e as línguas da Península Ibérica. Um paralelismo que antes também descortinara entre os dialectos galo-itálicos com os de França, os do sul de Itália e os da Península. Como exemplo deixava as semelhanças entre o calabrês dassare, o siciliano dassari, o castelhano dejar e o português deixar.

· Rohlfs descobria semelhanças entre os dialectos do sul de Itália com o romeno, o sardo e o castelhano. Mencionava como exemplos timpa, fervere e afflare, assim como cras, gleba, gremia, horreum, pecus e murrus. Realçava sobretudo a extensa área dos verbos petere e applicare, que se estendia desde o Tejo até às margens do Mar Negro.

Todos estes linguistas concordam com a existência de um substrato linguístico comum às populações mais antigas da bacia do Mediterrâneo, uma camada étnica anterior às invasões indo-europeias e que parece encontrar as suas raízes nas populações neolíticas do norte de África. Acreditamos que os cónios pertenciam a este substrato e esta será a fundação para o nosso ensaio de tradução.

Embora os autores citados – e outros mais – defendam a existência de um substrato comum às populações neolíticas da bacia do Mediterrâneo. Outros julgam que não se trata propriamente de uma família linguística mas de um agrupamento por localização de uma série de línguas sem qualquer relação genética, mas que não podem ser facilmente classificadas noutras famílias linguísticas.

É possível dividir este grupo Mediterrânico em três subgrupos:
o Línguas pré-indoeuropeia do Mediterrâneo Oriental;
o Línguas não-indoeuropeias e pré-latinas da Itália e
o Línguas dos Pirinéus.

Do primeiro grupo temos como melhor e mais conhecido exemplo, a língua do Linear A cretense (datável do século XVI a.C.), a Escrita Cipriota, entre outras conhecidas também em Chipre e Creta. Permanecem ainda por traduzir no essencial, apesar de terem sido já realizadas diversas arremetidas contra a Linear A, especialmente após o sucesso brilhante de Ventris em relação à Linear B.

Das línguas pré-latinas da península itálica temos como exemplo mais evidente o Etrusco, aparentado, segundo se julga, à língua Raética e à da Estela de Lemnos. A partir deste conjunto já houve quem tentasse formar um certo “Grupo Tirrénico”, o que se nos afigura particularmente difícil, porque o que se conhece delas é tão pouco que se torna pouco mais do que conjecturável a existência ou não de traços comuns. É certo que existem paralelismos fonéticos e morfológicos, identificáveis sobretudo entre a razoavelmente conhecida escrita etrusca e a raética, já que da estela de Lemnos pouco se sabe.

O último grupo é o das línguas pré-indoeuropeias da Península Pirenaica. Este é provavelmente aquele que mais testemunhos escritos nos deixou. Apesar deste dinamismo em épocas pré-romanas e até durante a fase republicana da dominação romana na Península estas inscrições e as línguas que elas registavam desapareceram. Alguns supõem que o basco seja uma das suas sobrevivências. A este grupo pertenceriam o antigo Ibero e a celtizada língua lusitana.

Categories: A Escrita Cónia | Deixe um comentário

O UAV “Aurora GoldenEye 80” realiza o seu primeiro vôo bem sucedido

 

A “Aurora Flight Sciences” declarou ter realizado o primeiro vôo bem sucedido. O GoldenEye é o primeiro UAV deste tipo a voar apenas sob a propulsão de um único motor de jacto.

 

O aparelho está a ser desenvolvido sob contrato da DARPA ” Defense Advanced Research Projects Agency” no âmbito do seu programa OAV-II “Organic Air Vehicle”.

Segundo o CEO da Aurora, o veículo foi concebido para “detectar, identificar, designar e eliminar alvos. Graças à seu inovador tipo de propulsão, o aparelho pode oscilar sobre uma dada área e ficar imóvel, observando e adquirindo o alvo, sem ser ouvido no solo

O GoldenEye 80 foi concebido para transportar sensores desenvolvidos pelo “US Army’s Night Vision Lab” como uma câmara de video de alta resolução, uma câmara de infravermelhos de alta resolução para visão nocturna, um laser rangefinder e um laser tracker.

O veículo descola e aterra verticalmente e efectua a transição para vôo vertical sem problemas.

 

 

 

Fontes:

DefenseTalk

 

SpaceWar

 

Aurora

Categories: DefenseNewsPt, O Código da Vinci | Deixe um comentário

Quids S5-4: Que povo elaborou esta obra de arte?

5.JPG

Dificuldade: 4

 

Regulamento:

1. Cada participante pode dar uma resposta antes da minha réplica, confirmando ou não a correcção da mesma.

2. Sempre que fôr desejável, ou que o Quid se revele mais difícil que o esperado podem ser dadas ajudas, sempre uma de cada vez e com facilidade crescente. As ajudas não diminuem a pontuação do Quid.

3. Haverá um Quid por dia, lançado entre as 12:30 e as 14:30 (salvo imprevistos!) de Segunda a Sexta.

4. Os Quids da Série terminam quando um dos participantes alcançar 50 pontos.

5. Cada Quid conterá uma cópia deste Regulamento.

Categories: As Ilhas Míticas do Atlântico, Quids S5 | 39 comentários

Causas genéricas do erro “RPC Server Unavailable”

1. Começe por fazer Ping à máquina onde surge este erro de modo a confirmar se pode efectivamente aceder à dita.

2. Verifique se esta máquina está por detrás de uma Firewall. Se esta estiver ligada, terá que a desligar ou configurar de modo a que consiga aceder aos seus portos que precisar. Torne a testar com o Ping. Verifique se os Portos RPC tcp 135, dcom rpc para callback entre os 1024 e o 65534 estão abertos.

3. Verifique se o DCOM está ligado na máquina remota: DCOMCNFG->Default Properties-> Enable Distributed COM marcada.

Categories: Informática | Deixe um comentário

Site no WordPress.com.

Eleitores de Portugal (Associação Cívica)

Associação dedicada à divulgação e promoção da participação eleitoral e política dos cidadãos

Vizinhos em Lisboa

A Vizinhos em Lisboa tem em vista a representação e defesa dos interesses dos moradores residentes nas áreas, freguesias, bairros do concelho de Lisboa nas áreas de planeamento, urbanismo, valorização do património edificado, mobilidade, equipamentos, bem-estar, educação, defesa do património, ambiente e qualidade de vida.

Vizinhos do Areeiro

Núcleo do Areeiro da associação Vizinhos em Lisboa: Movimento de Vizinhos de causas locais e cidadania activa

Vizinhos do Bairro de São Miguel

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

anExplica

aprender e aprendendo

Subscrição Pública

Plataforma independente de participação cívica

Rede Vida

Just another WordPress.com weblog

Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

MaisLisboa

Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

THE UNIVERSAL LANGUAGE UNITES AND CREATES EQUALITY

A new world with universal laws to own and to govern all with a universal language, a common civilsation and e-democratic culture.

looking beyond borders

foreign policy and global economy

O Futuro é a Liberdade

Discussões sobre Software Livre e Sociedade