Daily Archives: 2006/11/15

A Demissão de José Veiga e as Insinuações do Costume…

Em entrevista à TVI o responsável demissionário pelo Futebol no Benfica (ler mais AQUI) deixou insinuações que o arresto dos seus bens no âmbito de um processo judicial movido contra si pelo banco luxemburgês “Dexia Bank International” o qual teria ocorrido agora “que estávamos a fazer um bom trabalho na equipa e que começavamos a incomodar alguém” (as palavras podem não ter sido exactamente estas).

Espera aí!

Este “Senhor da Bola” acusa os Tribunais de agirem a reboque dos interesses clubísticos de “alguém”?! (Pinto da Costa, leia-se nas entrelinhas).

Uma acusação desta gravidade – proferida no Jornal da TVI em directo para milhões de portugueses – não pode cair em saco roto… Se houve essas pressões, então isso é de uma gravidade extrema para a devida imparcialidade do nosso Sistema Judicial, mas se é uma torpe insinuação (quase certo, vinda de quem vem… um dos nossos “Senhores da Bola”), então deve resultar num mínimo num processo de Difamação lançado pelo Juíz visado.

Esperemos para ver…

Aceitam-se apostas (em como não vai acontecer nada!)

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Categories: A Escrita Cónia, Sociedade Portuguesa | 7 comentários

A Língua dos Cónios: Uma Língua Aglutinativa?

Tentaremos determinar se a língua dos cónios é, ou não, aglutinativa, isto é, se os conceitos fundamentais, nomes ou verbos, são expressos por intermédio de uma única sílaba (ou polissílabo) num processo de aglutinação que, consoante as circunstâncias transforma a palavra central adicionando-lhe sufixos e prefixos. Um dos exemplos mais conhecidos deste sistema pode ser encontrado na antiga escrita suméria na qual, seguindo o exemplo de C. B. F. Walker (“O Cuneiforme”): “filho, é dumu, “filhos” dumu-mes, “seus filhos” dumu-mes-a-ni, “para seus filhos” dumu-mes-a-ni-ir.”

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A Raytheon seleccionou a Alliant Techsystems para desenvolver o motor do seu interceptor de mísseis balísticos

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A Raytheon seleccionou a empresa americana “Alliant Techsystems” para desenvolver um sistema de propulsão sólida (booster) para o seu “Stunner Interceptor”, no âmbito do programa SRMD (“Short Range Missile Defense”).

A Raytheon Company e a Rafael Armament Development Authority tinham sido seleccionadas no passado mês de Maio pela “U.S. Missile Defense Agency” e pela “Israel Missile Defense Organization” para desenvolverem em conjunto um programa conjunto EUA-Israel de um sistema de defesa SRMD que pretendia criar um interceptor capaz de derrotar a ameaça cada vez mais preemente criada pelos mísseis de curto e médio raios de alcance que estão a ser desenvolvidos e fabricados pelo Irão, Síria e Coreia do Norte.

O bom andamento do programa de antí-misseis americano (aqui na sua vertente menos ambiciosa) está aliás na raíz do aceleramento do desenvolvimento de novos mísseis por parte da Rússia, Irão e Índia…

 

Fontes:

SpaceWar

United Press International

 

Categories: DefenseNewsPt, O Código da Vinci | 1 Comentário

Quids S5-3: Que momento histórico descreve esta cena?

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Dificuldade: 3

 

Regulamento:

1. Cada participante pode dar uma resposta antes da minha réplica, confirmando ou não a correcção da mesma.

2. Sempre que fôr desejável, ou que o Quid se revele mais difícil que o esperado podem ser dadas ajudas, sempre uma de cada vez e com facilidade crescente. As ajudas não diminuem a pontuação do Quid.

3. Haverá um Quid por dia, lançado entre as 12:30 e as 14:30 (salvo imprevistos!) de Segunda a Sexta.

4. Os Quids da Série terminam quando um dos participantes alcançar 50 pontos.

5. Cada Quid conterá uma cópia deste Regulamento.

Categories: As Ilhas Míticas do Atlântico, Quids S5 | 37 comentários

Mas Bin Laden está morto ou não? Novos indícios indicam que sim…

Depois do rumor emitido no passado mês de Setembro, e entretanto desmentido, sobre a alegada morte de Bin Laden algures nas montanhas entre o Paquistão e o Afeganistão começam a surgir outros indícios de que o dito personagem pode ter efectivamente morrido como indicam esses relatórios…

As forças de segurança sauditas (alerta este interessante artigo do SpaceWar) têm detido nos últimos meses vários combatentes islâmicos que regressam do Afeganistão e do Paquistão, e estas detenções têm ocorrido num ritmo crescente… Porque é que estes sauditas estão a regressar a casa, precisamente no mesmo momento em que os combates do Afeganistão se intensificam e o Iraque está mais violento do que nunca?

Os interrogatórios sauditas (feitos usando os métodos medievais em vigor nestas paragens) revelam que não existe actualmente uma estrutura de comando unificada na Al Qaeda, nem mesmo nas regiões fronteiriças entre o Afeganistão e o Paquistão e que as prioridades destes regressados são apenas as de escapar às forças de segurança, sem terem planos de carácter ofensivo (o que aliás, é revelado pela grande redução de atentados na Arábia Saudita).

A maioria destes sauditas afirmam terem sido abandonados nas suas zonas de fronteira, sem ordens, nem pagamento, nem equipamento.

Esta desorganização é estranha na Al Qaeda que sempre organizava cuidadosamente os seus homens nas regiões onde foca actualmente a sua atenção (Sul do Afeganistão e fronteira paquistanesa) e pode indicar que algo de invulgar se passa com a liderança da organização.

Algo invulgar como…

A morte de Bin Laden?

 

Fonte: SpaceWar

Categories: DefenseNewsPt, O Código da Vinci, Política Internacional, Sociedade | 15 comentários

A Religião Cónia: Divindades Pré-romanas conhecidas no território português

Albocelus

Este teónimo surge numa inscrição achada em Vilar de Maçada, no concelho de Vila Real. Segundo A. Tovar o teónimo estaria ligado ao topónimo Albocela, uma cidade mencionada por Políbio (III, 14, 1) que seria habitada pelos Vaccei.

Ameipicer

Presente numa ara descoberta na Quinta de Orjais, a sul da cidade de Braga. Blásquez Martinez acredita tratar-se de uma ninfa, como uma das Nimphae fontis Ameucni, chamando também a atenção para a semelhança do teónimo com Ameucn, uma divindade aquática.

Antiscreus

A ara que menciona esta divindade foi descoberta no Castro de Monte Redondo, no concelho de Braga. Esta divindade dos Bracari é segundo Leite de Vasconcelos de características salutíferas.

Aponianicus Poliscinius

O nome desta divindade indígena está presente numa ara achada na cidade de Lisboa. Para José d´Encarnação, tratar-se-ia de uma divindade tópica em que Aponianicus seria um epíteto do deus Poliscinius. O ilustre autor acredita ainda que se trataria de uma divindade relacionada com o culto das águas, dado mencionar uma nascente Aponus nos arredores de Pádua.

Aracus Aranius Niceus

A ara onde está grafado o nome deste deus foi descoberta em Manique de Baixo, freguesia de Alcabideche, concelho de Cascais.

Arantius Tanginiciaecus

Presente numa inscrição da ara descoberta no Rosmaninhal no concelho de Idanha-a-Nova. F. Alves Pereira crê que Arantius seria a divindade territorial dos Igetani.

Arentia e Arentius

Os nomes destas divindades surgiram numa ara encontrada nos arredores de Tinalhas, no concelho de Castelo Branco. Arentius também aparece numa ara de Chão do Touro no Concelho de Idanha-a-Nova. O culto a esta divindade estava bem marcado territorialmente pelo território dos Igetani, como nos recorda F. Alves Pereira. O autor refere igualmente a possibilidade de se tratar apenas de uma divindade pessoal, exclusiva de um determinado crente. Aras dedicadas a este par divino foram também encontradas em território espanhol, mas em Portugal todas as quatro aras que referem estes dois deuses foram encontradas nas cercanias de Idanha. A estrita delimitação geográfica indica tratarem-se de divindades tutelares, hipótese além do mais reforçada – como nota José d´Encarnação – pelas ligações étnicas dos sufixos -NT e -ENSIS.

Arentius Cronisensis

A ara que apresenta o nome desta divindade foi encontrada na freguesia de Zebras no concelho do Fundão.

Arus

Existe uma única referência a esta divindade pré-romana numa ara encontrada numa ponte sobre o rio Paiva, no Concelho de Castro Daire, Distrito de Viseu. Blázques Martinez acredita tratar-se de uma divindade guerreira, possivelmente assimilável a Marte. O nome, aliás bastante semelhante ao grego Aries, faz acreditar nisso mesmo.

Ataegina

Embora no território espanhol tenhamos vários exemplos de dedicatórias a esta deusa, em Portugal temos apenas um único exemplo deste culto numa ara descoberta algures no Distrito de Beja. Para Leite de Vasconcelos, Ataegina era a deusa da terra e dos seus frutos, comparando os seus atributos com os de Proserpina e com os de Libera, deusa da fertilidade dos campos e da procriação. Esta ligação com o renascimento da natureza na Primavera pode resultar numa ligação com o mundo do Além, tanto mais porque existe pelo menos uma ara em que se lhe faz uma “devotio”. Ataegina teria também algumas características salutíferas dada a existência do epíteto “servatix” observado numa ara espanhola, que significa precisamente “conservadora da saúde”. O número de aras e a extensão do seu culto mostram que Ataegina era – a par com Endovelico – uma das divindades indígenas mais cultuadas ao tempo da dominação romana. Alias, Lambrino acredita que estas duas divindades constituíam um par divino embora não existam aras que reunam os dois teónimos.

Aturrus

Este teónimo está presente numa ara descoberta na Avenida da República, em Lisboa. É T. Scarlat Lambrino que observou que o nome desta divindade correspondia exactamente ao do rio Ador, na Aquitânia francesa. Também surgem aqui vários topónimos com este elemento (por exemplo, Vicus Atora) e o povo Aturenses. Em Portugal temos pelo menos um exemplo da presença deste elemento, no nome Aturo Viriati presente numa ara indígena. Para Scarlat Lambrino e Blázquez Martinez tratar-se-ia de uma divindade ctónica, ligada ao culto infernal.

Auga

A referência a Auga foi descoberta numa ara achada em Fontes, Santa Marta de Penaguião. Existe um certo consenso nos autores ao a apontarem como uma divindade de origem grega.

Banda-

São numerosas as divindades cujos teónimos começam pelo tema band-. As várias divindades que compartilham este tema parecem exclusivas a regiões onde os celtas estiveram presentes. Para Adolfo Coelho, a raiz estaria ligada ao antigo irlandês bandea, feminino de dia (deus), embora para Leite de Vasconcelos o tema, embora céltico, signifique não “deusa”, mas a ideia de ordenar ou proibir, o que confere com a hipótese de Blázques Martinez que as identifica como divindades tutelares dos castros e cidades indígenas.

O tema é bastante frequente na toponímia galega (como notou Lopez Cuevillas) e em Portugal conforme observa Arlindo de Sousa, no artigo “Langóbriga”: “No pequeno quadrilátero com vértices na vila da Feira, Estarreja, Vouzela e São Pedro do sul temos as três povoações de Bandavizes (concelho de Vouzela), Bandulha (concelho de Estarreja e São Pedro do Sul) e os deuses Bandavelugus e Bandoga. Entendemos que há relação filológica e histórica entre os três topónimos e o nome do deus Band. Próximo à linha São Pedro do Sul-Vouzela, em Castelo de Penalva, consagrou-se a Bandaioilienaicus ou Bandius Ilienaicus. No quadrilátero um pouco maior, com vértices nos concelhos de Paços de Ferreira, Ribeira da Pena, Santa Marta de Penaguião e Mesão Frio, temos as povoações de Bande e Banduja, o hidrónimo Banduje e o deus Bandaraeicus. Na Galiza os topónimos Bande e Baños de Bande devem estar relacionados com os mitónimos Bandua da inscrição brigantina e da igreja moçárabe de Mixós, em Verin, e de Banduaetobrigus, de Santa Maria de Codesás. Na região dos Igaetani, onde se conservam muitos vestígios da civilização céltica temos Ba…dia e Bandiarbariaicus”.

José d´Encarnação – o autor que seguimos mais de perto no que respeita às divindades indígenas – acredita tratar-se de uma divindade masculina, dado os epítetos que geralmente o acompanharam se revelarem do género masculino, embora exista de facto a excepção de Isibraia. De qualquer modo, Banda era sem dúvida ao lado de Endovélico e Ataegina uma das divindades mais cultuadas no nosso território.

Banda Brialeacus

Presente numa ara descoberta no concelho da Covilhã, em Orjais.

Banda Raeicus

Embora a ara em que surgia este teónimo se tenha perdido, sabe-se que foi achada em Ribeira da Pena, no concelho de Vila Real.

Banda Velugus Toiraecus

A inscrição solitária que contempla este teónimo foi descoberta numa lápide do Castelo de vila da Feira.

Banda Arbariaicus

A lápide revelando esta divindade indígena foi encontrada em Capinha, concelho da Guarda.

Bandis Isibraia

Duas aras mencionando o nome desta divindade foram achadas na Bemposta, concelho de Penamacor.

Bandis Oilienaicus

Registado numa lápide descoberta em Esmolfe, no concelho de Penalva do Castelo.

Bandis Tatibeaicus

A lápide que mostra este teónimo foi achada em Queiriz, em Fornos de Algodres. Para Russel Cortez, esta divindade estaria associada ao culto lunar, profusamente registado na Península. Blázques Martinez julga reconhecer na terminação do teónimo um dativo pré-céltico.

Bandis Vorteaeceus

A ara onde esta divindade está registada foi descoberta no Salgueiro, concelho do Fundão.

Bandoga

Este teónimo foi registado numa lápide votiva descoberta no castro de Mau Vizinho, situado no concelho de São Pedro do Sul. Tratar-se-ia de uma divindade feminina.

Bandua

Esta divindade foi descoberta numa ara em Nossa Senhora de Hedra, em Bragança.

Bormanicus

São duas as aras que apresentam gravada esta divindade, tendo sido descobertas em Caldas de Vizela, no recentemente criado concelho de Vizela. Cabe a Francisco Sarmento a melhor descrição desta divindade: “Borvo ou Bormânico era um deus céltico, cujos benefícios se manifestaram nos bolhões de água”. Édouard Philibon defende semelhante opinião ao acreditar que o tema Bormo- está próximo do indo-europeu guhormo-, que significaria “quente”. Contudo, F. Russel Cortez defende uma corrente diversa colocando-se ao lado daqueles que acreditam na grande disseminação dos povos lígures pelo sul da Europa, nomeadamente ao ver em Bormânico uma divindade lígure.

Brigus

A referência a esta divindade indígena foi descoberta numa ara achada em Delães, no concelho de Vila Nova de Famalicão. O teónimo pode estar relacionado com a palavra celta briga que entra na formação de tantos topónimos peninsulares.

Cabar

Embora se tenha perdido à muito o rasto da inscrição que estaria numa parede da igreja de Pinho, no concelho de São Pedro do Sul, o teónimo Cabar que aqui estaria registado parece – segundo Blázquez Martinez – estar ligado ao indo-europeu “kapro” que para o ilustre linguista J. Pokorny teria como significado “cabra”. Poderá assim tratar-se de uma divindade totémica, possivelmente tutelar.

Caepus

Este teónimo pode ser encontrado numa ara descoberta na Quinta de São Domingos, no concelho de Sabugal. Leite de Vasconcelos acredita que o vernáculo caepus (cebola) pode estar na origem do teónimo, arriscando afirmar que seria um “deus das cebolas, protector das hortas”.

Carneus / Ptarneus

Presente numa ara encastrada nas paredes da Igreja Matriz de Sant´Ana, em Arraiolos, esta divindade segundo José d´Encarnação pode estar ligada a Karneios, a divindade nacional dos Dórios. Tratava-se de um protector dos rebanhos, identificado com Apolo, o que não deverá ser estranho ao indo-europeu kar, kára, karnos associadas precisamente a carneiros e ovelhas.

Carus

O teónimo Carus encontra-se num cipo achado em Santa Vaia de Rio de Moinhos no concelho de Arcos de Valdevez. Para Holder a existência de um rio Carus poderia indicar o carácter aquático desta divindade.

Castaecae / Castaeci

A ara mencionando esta divindade foi encontrada (e entretanto perdida) em Santa Eulália de Barrosas, em Caldas de Vizela. Se Hübner acreditava tratar-se de uma ninfa, no que era secundado por Leite de Vasconcelos. De qualquer modo, Blázques Martinez salienta que na Gália existia um topónimo Castae, o que parece indicar uma origem céltica para esta divindade.

Coronus

A ara mencionando esta divindade pré-romana foi encontrada em Serzedelo, no concelho de Guimarães. Tratava-se provavelmente de um deus da guerra, conforme defende Blázques Martinez, dado ter sido registada a sua aparição conjuntamente com Corotiacus, uma divindade associada a Marte.

Cosus

Descoberta em Vale de Ervosa, Santo Tirso, a ara que incluía o nome desta divindade, pode referir-se a um deus ligado à água, dado o potamónimo Cosa, ter sido registado por Dauzat.

Cosunae

Presente numa inscrição achada na Citânia de Roriz, este teónimo parece indicar uma ninfa ou ninfas que aí eram adoradas. Essa é a opinião da maioria dos autores (como Leite de Vasconcelos e Blázques Martinez).

Dafa

Este teónimo está presente numa inscrição achada no Castro de São Lourenço, no concelho de Esposende.

Densus

A ara com este teónimo foi descoberta em Felgar, Moncorvo.
Dii Deaeque Coniumbricensium

A ara mencionando este interessante teónimo para o assunto desta obra foi encontrada no concelho de Vila Nova de Foz Côa. Dizemos interessante porque a presença do elemento “conium” já levou alguns investigadores a levantarem a hipótese de os Cónios terem descido do Centro de Portugal para o Sul. Alias, o topónimo Conimbriga seria precisamente um traço de migração.

Durbedicus

Encontrada em Ronfe, Guimarães, a ara com este teónimo, segundo Adolfo Coelho podia basear-se no antigo irlandês derb (certo, verdadeiro ou ilustre).

Durius

Descoberta na cidade do Porto, a ara em que se achava o nome desta divindade achava-se certamente na origem do nome do rio que banha a Invicta.

Endovelicus

Existem mais de sete dezenas de aras e inscrições incluindo este teónimo, todas elas oriundas do mesmo local, o monte de São Miguel da Mota, em Terena, no concelho do Alandroal. O número registado mostra bem a importância deste culto, especialmente se comparado com a
média das inscrições com outros teónimos que não excede os 1,2.

O teónimo é grafado em pelo menos três formas: endovellico, endovollico e endovolico.

Este santuário de Endovelicus era muito concorrido, segundo Leite de Vasconcelos, aqui se adivinhava o futuro, o mesmo autor refere que a presença da palavra deus, indicia tratar-se de uma divindade tópica e adianta também tratar-se de uma divindade com carácter naturalístico e um dos génios tutelares da medicina. Mas Lambrino discorda deste carácter medicinal. Para o autor, não se justificaria a sua coexistência com Esculápio, cujo culto foi registado na mesma região, nota igualmente a falta de qualquer nascente medicinal nas redondezas do santuário. Conjuntamente com A. Tovar, defende tratar-se de uma divindade infernal lendo Endo-beles, como “muito negro”. O javali, animal associado a este teónimo, a palma e a coroa de louros levam a acreditar que se trate de um deus dos mortos, representado nas aras pela figura de um génio alado erguendo uma tocha ardente.

Frovida

O culto a esta divindade foi registado no concelho de Braga. Leite de Vasconcelos supõe que Frovida seria uma divindade aquática, um risco que aliás corre para muitas divindades sem provas muito substanciais.

Genius Civitatis Baniensium

A lápide onde estava registado este teónimo foi encontrada em Mesquita, Moncorvo.

Genius Conimbricae

A ara que contém a referência a esta divindade pré-romana foi descoberta no Fórum de Conimbriga.

Genius Cor

A lápide com o nome desta divindade foi encontrada em Soutinho, no concelho de Aguiar da Beira.

Genius Depenoris

Esta divindade era adorada no Castro do Mau Vizinho, no concelho de São Pedro do Sul.

Genius Laquiniensis

A ara foi descoberta em São Miguel das Caldas de Vizela, no concelho de Vizela.

Genius Tiauranceaicus

Este Genius foi descoberto numa ara presente no concelho de Ponte de Lima. Tiauranceaicus é uma palavra claramente ibérica, pelo menos no seu radical. Leite de Vasconcelos afirma a propósito deste teónimo que -aicus é uma terminação presente em genis loci.

Genius Toncobricensium

Descoberta em 1882 em Freixo, Marco de Canavezes, esta inscrição do século I apresenta o tema longo-, como a vários nomes peninsulares.

Hermes Devorix

A lápide apresentando esta divindade foi descoberta e acha-se ainda na Capela de Nossa Senhora do Rosário, em Outeiro Seco, no concelho de Chaves. Devorix pode encontrar as suas origens no celta deiuos ou no indígena devorus, segundo Maria de Lourdes Albertos.

Igaedus

O teónimo foi descoberto em Idanha-a-Nova. D. Fernando de Almeida acredita que esta era a divindade adorada pelos igaeditani. A presença de uma ara com este nome grafado junto de uma fonte medicinal pode indicar que se trata de um deus com personalidade Salutífera.

Ilurbeda

Duas aras encontradas em Covas dos Ladrões, Góis, testemunham o culto a esta divindade. O coronel Mário Cardozo escreveu a propósito: “Que Ilurbeda é um nome de ressonância tipicamente ibérica parece não haver dúvida. As raízes i-, ili-, ilur-, são frequentes no onomástico ibérico (…) Há numerosos exemplos de nomes étnicos e geográficos ibéricos com essas raízes: Ilerda (Lérida) e os Ilergetes, os Ileates, do Bétis (Guadalquivir), vizinhos dos Cempsos; Ilucia, a noroeste de Cástulo, Ilici (Elche); Iliturgis, perto de Córdova; Iliberris, etc. Com a raiz ilur-, é citado (…) o nome da divindade (?) ibérica Ilurberrixo, bom como os nomes geográficos Iluro e Ilurco. Shulten cita a tribo dos Ilurgavones.”

Issibaeus

Registado numa ara descoberta em Miranda do Corvo, Issibaeus seria para José d´Encarnação mais uma divindade indígena cultuada no actual território português.

Iuno Meirurnarum

A estela mencionando este teónimo foi achada em São Veríssimo, no concelho de Felgueiras.

Iuno Veamuaearum

A ara mencionando esta divindade foi achada em Freixo de Numão, Meda. Infelizmente, foi dada como perdida e sobre ela nada mais se sabe.

Iupiter Assaecus

Descoberta em Lisboa, a divindade presente nesta estela de Belém possui o elemento assa- presente em vários nomes hispânicos. Por outro lado, a terminação -ecus é também frequente nesta onomástica, o que reforça o seu carácter indígena.

Lares Caireieses

A ara com este teónimo foi descoberta em Zebreira, no concelho de Idanha-a-Nova.

Lares Cerenaeci

Os Cerenecos eram um povo que vivia no concelho de Marco de Canavezes, e o nome desta divindade não é certamente alheia a este nome.

Lares Cusicelenses

Esta inscrição dedicada a este teónimo encontra-se no número daquelas que foram perdidas. Foi achada em Couto de Algeriz, Chaves.

Lares Findenetici

Descoberto em Chaves, a inscrição que inclui este teónimo apresenta como oferente um nome frequente em inscrições hispânicas, conforme nos recorda Blázques Martinez.

Lares Erredici

A ara foi encontrada em São Pedro de Agostém, em Chaves.

Lares Lubanc

Esta divindade está presente numa ara descoberta em Conimbriga e em que surge o antropónimo indígena CAMAL.

Mandiceus

A árula votiva que apresenta esta divindade foi descoberta em Madre de Deus (Sintra) em 1956 e apresenta aquela que Mário Cardozo considera ser “uma divindade indiscutivelmente ibérica”.

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A União Indiana vai tornar a testar o seu míssil intercontinental Agnis-III em 2007

A Índia vai tentar resolver os problemas detectados no fiasco que foi o teste do seu míssil intercontinental Agni-III até 2007 e realizar novo ensaio até finais do ano.

O míssil, concebido para ter um alcance de 3500 Km será capaz de transportar uma ogiva nuclear de uma tonelada e tornar-se assim na peça mais letal do arsenal indiano.

O Agni-III lançado no passado mês de Julho teve que ser detonado remotamente depois de apenas ter percorrido 12 quilómetros na vertical e caiu sobre o Índico sem alcançar o seu alvo designado.

O orçamento anual de Defesa da União Indiana é actualmente de mais de 14 biliões de Dólares, o que corresponde a 2,3% do PIB e a torna no maior comprador de equipamento militar de entre as nações em vias de Desenvolvimento.

Fonte: SpaceWar

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