Daily Archives: 2006/11/08

Do “Branqueamento” dos efeitos das Invasões Bárbaras e das suas verdadeiras intenções

Terminei recentemente a leitura de um excelente pequeno livro com o título “A Queda de Roma e o Fim da Civilização“, de Bryan Ward-Perkins e publicado pela Aletheia Editores.

Não cabe aqui o espaço suficiente para fazer um resumo, nem esse é aliás é o papel de Blog (seja lá ele qual fôr), mas gostaria de deixar uma nota:

Este livro assenta numa permissa: De que as Invasões Bárbaras não foram o processo lento, contínuo e quase sempre pacífico que a maioria dos historiadores modernos nos tentam vender… Foram um fenómeno violento, súbito e profundamente traumático que atirou a Europa e o Mundo do Mediterrâneo para os patamares demográficos da Idade do Ferro, que arruinou completamente todas as bases da Cultura, que sobreviveu apenas no Império do Oriente (Bizâncio) e que, mais tarde, foi recuperada pelo Islão. Os níveis de literacia – muito disseminada no Mundo Romano – desceram para patamares que só recuperaram no século XIX, o Comércio, a Produção Industrial e os contactos entre povos europeus, só no século XIV regressaram aos padrões do século III d.C.

Mas o que é mais espantoso, é que todo este processo de “branqueamento” das Invasões Bárbaras está profundamente inquinado e cheira a podre… O “Branqueamento” começou no norte da Europa, especialmente entre os historiadores de língua alemã e inglesa, em data recente (anos 80) e teve grandes financiamentos de programas da União Europeia. Estes académicos pretendiam assim eufemenizar os termos usados até então como “Invasão”, “Crise” e “Queda” para outros – mais politicamente correctos – como “Entrada”, “Transformação” e “Mudança”…

Esqueceram estes herdeiros modernos de Godos, Vândalos, Suevos, Burgúndios, Francos e quejandos que para os próprios romanos não passavam de saqueadores, violadores e ladrões?

E a União Europeia – financiada com dinheiro também dos povos mediterrânicos – pactua com esta “limpeza” da História?

Sim!

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Categories: Economia, História | 6 comentários

As Ilhas Míticas do Atlântico: Ilha do Diabo

A “Raccolta” de Ramusio (19) colocava ao Norte da Terra Nova a Ilha dos Diabos. Ruysch, no seu Atlas de 1507-1508, inseria nesta região do oceano uma “insula daemonum”. Corte Real (20) dava igualmente esse nome a uma ilha da costa do Labrador (“Isola de los Demonios”). Thevet (21) na sua “Cosmographie” de 1575, narra os sofrimentos de alguns marinheiros naufragados no arquipélago dos Demónios.

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A União Indiana debate o envio de uma missão tripulada para órbita… e para a Lua…

A Agência Espacial Indiana (ISRO) organizou uma reunião com os 60 melhores cientistas espaciais da União Indiana para debater o envio de uma missão tripulada para órbita terrestre e, talvez, para a Lua.

S. Krishnamurthy, porta-voz da ISRO afirmou que a “India queria evitar ficar para trás na Corrida Espacial”, numa referência indirecta aos recentes sucessos chineses e das “suas” (Soyuz modernizadas) cápsulas Shenzou.

Krishnamurthy afirmou ainda que “Existe actualmente o sentimento de que daqui a 20 anos, outros países estão a explorar os recursos minerais da Lua e a Índia não pode ficar para trás”… Referindo-se aqui ao ambicioso plano chinês de construir uma base permanente na Lua…

 

Fonte: SpaceDaily

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Moedas Locais: Catalisadores para Economias Regionais Sustentáveis (Parte II)

(continuação e final)

“Na década de trinta a Deflacção mundial encorajou muitas formas de troca que competiam com as moedas nacionais. A cidade de Woergel na Austria criou na época um sistema que chamou a atenção internacional. Os habitantes desta pequena cidade austríaca criaram então um sistema monetário que despertou a atenção internacional. Os habitantes desta pequena cidade eram capazes de comerciar trabalho e materiais, que tinham em excesso, usando esta moeda local em vez da moeda nacional austríaca, que não tinham e assim conseguiram manter-se livre da Depressão assolava a Austria no período de alguns meses. As moedas locais também foram populares nos EUA. Um antigo editor do jornal “The Springfield Union” do MAssachusetts contou-nos a história de uma moeda local emitida pelo seu jornal. Na ápoca dos colapsos bancários da década de 1930s, ele era apenas um moço de recados; mas recorda-se de que o editor do jornal Samuel Bowles pagava aos seus empregados nessa moeda. Podia ser usada nas lojas que anunciavam no jornal e as lojas pagavam os seus anúncios com a moeda, fechando o ciclo. A moeda era tão popular que os clientes começaram a pedir o uso da moeda em toda a cidade, dado que esta moeda começava a ser mais popular do que a própria moeda federal. A moeda do jornal auxilou a economia local de Springfield durante a Depressão, facilitando as transacções comerciais, e alcançando um âmbito muito maior do que o originalmente pretendido.

 

Catorze anos mais tarde na cidade de Exeter, no New Hampshire, os economistas Ralph Borsodi e Robert Swann emitiram uma moeda baseada num padrão de valor calculado a partir de 30 bens distintos num índice semelhante ao Dow Jones. A moeda foi designada por “Constant” porque – ao contrário das moedas nacionais – poderia manter o seu valor ao longo do tempo. O “Constant” circulou em Exeter durante mais de um ano, provando que as pessoas eram capazes de usar uma moeda que não era a familiar nota verde americana. Na época, recebeu atenção de meios de comunicação como a Time, a Forbes e de outras revistas americanas. Quando interrogado por um jornalista sobre a legalidade da moeda, Borsodi sugeriu que o repórter confirmasse a mesma com o Departamento do Tesouro, o que este faria, sendo-lhe respondido: “Não nos importamos se ele emite pinhas, desde que sejam camibáveis com o dólar de forma a que estas transacções possam ser registadas para efeitos de imposto.” Isto é tudo o que o Governo exige de uma moeda local, e tudo o que uma moeda local requer da comunidade é confiança. Uma moeda só é forte enquanto fôr forte a confiança que as pessoas têm umas nas outras na sua capacidade de produzir algo com valor. A confiança foi o coração do sucesso em Springfield, Woergel e Exeter…

 

Borsodi abandonou esta experiência ao fim de um ano, mas alcançou o seu propósito: demonstrar a aceitação local e verificar a legalidade das moedas emitidas localmente e não-governamentais.

 

A cidade de Southern Berkshire em Great Barringtom, sede da E. F. Schumacher Society, tem dado passos decididos no sentido de emitir uma moeda de Berkshire. Em 1982 um grupo de debate sobre Economias Regionais conduziu à incorporação da Sociedade na organização não-lucrativa SHARE (“Self-Help Association for a Regional Economy”). O objectivo era o de estabelecer uma base regional para uma moeda local. O primeiro alvo da SHARE era o de fazer empréstimos produtivos para pessoas que não conseguiam que a banca convencional a financiasse, mas que tinha o topo de pequenas emrpresas que produziam bens e serviços de qualidade para consumo local. Alguns destes negócios conseguiam empréstimos a taxas de 15 ou 18 por cento, e a SHARE determinou-se a disponibilizar empréstimos de baixo custo. Os membros da SHARE abriram contas de poupança no “First National Bank” de Berkshires e estas contas foram usadas para colaterizar os empréstimos. O Banco realizava empréstimos e geria a sua contabilidade, mas as decisões de gestão eram fundamentadas em critérios sociais, ecológicos e financeiros.

 

Sue Sellew da quinta de Rawson Brook fazia queijos de cabra a partir do leite das cabras da sua criação e das ervas que recolhia nas suas plantações orgânicas. Sue recebeu 5000 dólares da SHARE para o seu negócio de forma a adaptar a sua actividade para os padrões do Estado. Isto permitiu-lhe passar a vender o seu queijo para lojas e restaurantes.

 

Jim Golden treinava os seus dois cavalos, Spike e Rosie, para transportarem madeira e lenha da floresta da sua quinta. Jim garantia aos seus clientes que as suas madeiras eram tratadas de forma ecológicamente responsável e que os seus animais não sofriam com o stress do seu trabalho pesado. Um empréstimo SHARE permitiu-lhe construir um estábulo na sua quinta para os seus animais.

 

Bonnie Smith nunca tinha pedido dinheiro emprestado, mas tinha uma máquina de costuma e talento para desenhar roupas. Um pequeno empréstimo SHARE permitiu-lhe comprar uma grande quantidade de lã, a baixo custo, o que lhe permitiu baixar o preço final dos seus produtos e estabelecer crédito junto dos seus fornecedores. Pediu um novo empréstimo para uma segunda máquina de costura, logo que pagou o primeiro empréstimo. O seu negócio cresceu, e pediu um terceiro empréstimo para uma nova máquina de costura para o seu primeiro empregado. Os primeiros dois empréstimos permitiram-lhe ter um crédito bancário convencional para o seu negócio, e a SHARE encaminhou a partir daí Bonnie para um Banco que lhe concedeu uma linha de crédito.

 

O registo de retorno financeiro da SHARE foi de 100 por cento, quer devido à sua escala quer devido ao apoio da comunidade aos receptores de empréstimos. Os membros da SHARE ajudaram a manter este registo perfeito através das recomendações que faziam destes negócios aos seus amigos e conhecidos. Muitos empréstimos eram concedidos a novos empreendimentos que precisavam de menos de 3 mil dólares para começarem a sua actividade. Eram conceduidos para equipamentos e inventário, mas não para pagamentos de salários ou campanhas de marketing, e muito menos, para empréstimos de consumo. Um professor de piano comprou um piano com fundos emprestados de forma a poder oferecer lições em sua casa, mas um pedido para um empréstimo para compra de um piano para uso privado foi remetido para um Banco convencional.

 

O programa de colaterização de empréstimos da SHARE é simples e pode ser facilmente duplicado. Programas semelhantes arrancaram já nos Estados Unidos usando o modelo criado em Berkshires. Este foi o responsável pelo sucesso do modelo “familiar” a SHARE: Quando pessoas sem historial de crédito decidem tentar criar o seu próprio negócio, viram-se frequentemente para um membro da família, como uma avó, em busca de ajuda. Em vez de emprestar directamente, a avó pode ofecer uma conta de poupança como colateral a um empréstimo bancário. O programa SHARE estende simplesmente o “circulo de avós”, criando uma “família financeira”.

Original em: E.F.Schumacher Society

Categories: E. F. Schumacher Society, Economia, Movimento Internacional Lusófono | 2 comentários

Horten Ho IX V1

Função: Avião de pesquisa

Dimensões: Envergadura, 16.76 metros; Comprimento, 7.60 metros.

 

Peso: Vazio, 1.900 kh; Carregado, 2.000 kg.

 

Velocidade: Aterragem, 75 km/h.

 

Pilotos: Um.

 

Armamento: nenhum.

 

Propulsão: nenhuma.

hoixb.jpe

Até ao Horten IX todos os sistemas de propulsão instalados nas asas voadoras tinham sido motores a hélice mais ou menos convencionais, mas o H IX marcou a introdução da propulsão a reacção nas asas voadoras Horten. Walter Horten tinham testemunhado em 1943 um vôo do Me 262 e tinha saído desse encontro tão impressionado que de regresso às suas oficinas tinham suspendido todo o trabalho no H VII e ordenado a concentração de todos os esforços no cumprimento da ordem de Goering “1000x1000x1000”, que afirmava que nenhum projecto aeronautico seria apoiado a menos que preenchesse por três vezes o número mil (1000 quilómetros por hora; 1000 quilos de bombas e 1000 quilómetros de raio de acção). Em Agosto de 1943, Goering confirmaria o seu apoio ao projecto Horten H IX e surgia a primeira referência clara a que o seu sistema de propulsão devia ser um par de turbo-reactores.

Como primeiro passo para este interceptor a reacção foi construído o H IX V1, um planador de pesquisa sem motor. O planador era construído de estruturas de aço e madeira revestidos por contraplacado. A utilização destes materiais tornava o H IX praticamente indetectável ao radar. O piloto ocupava um assento normal, ao contrário de outros desenhos Horten que o colocavam deitado. O seu primeiro vôo teve lugar a 1 de Março de 1944 a partir do aeródromo de Goettingen a cargo do piloto de testes Heinz Sheidhauer. Após vários vôos rebocados foi escrito um relatório de avaliação do DVL a 7 de Abril de 1944 em que se afirmava que o “avião fornecia uma excelente plataforma de tiro”. Previa-se a utilização de um fato pressurizado para testes na estratosfera, que nunca chegou a ser utilizado. Concluído o período de testes, o H IX V1 foi enviado para o aeródromo militar de Brandis onde devia ser usado como avião de treino, contudo, nunca chegaria a ser utilizado para esse fim, sendo destruído perante a aproximação eminente das forças americanas.

Categories: As "Armas Secretas" da Alemanha Nazi | 3 comentários

As Ilhas Míticas do Atlântico: Ilha Não Identificada – 1

O navegador Vicente Dias quando em 1445 regressava para a Ilha Terceira terá avistado uma ilha a Oeste da Madeira. Terá efectuado três ou quatro viagens à sua procura, mas sem sucesso. Nesta sua inútil procura foi financiado por Luca di Cazzana, um rico mercador italiano residente nos Açores.

Categories: 9/11 Denial, As Ilhas Míticas do Atlântico, Economia, História | Deixe um comentário

Quids S4-24: Como se chamava este personagem?

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Dificuldade: 5

Categories: Cidadela dos Incultos, Quids S4 | 17 comentários

Quids S4-Extra: Qual é o erro nesta mensagem de mail que percorre a Internet?

voogol14.jpg

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“Fotos do Acidente do vôo Gol de dentro do avião

Vejam isso,que horror!!

As fotos acima foram encontradas em uma máquina digital Casio Z750, entre
Os destroços na Serra do Cachimbo. Embora o equipamento estivesse destruído,
O cartão Memory Stick foi recuperado. O Major Antônio Nelson, da Força
Aérea, está investigando como as fotos vazaram para a Internet, pois
Representam graficamente o ápice dessa tragédia, e não deveriam ter sido
Divulgadas.

Investigando, através da numeração de série da máquina foi possível
Identificar seu proprietário, Paulo G. Muller, um ator de teatro infantil
Conhecido da periferia de Porto Alegre. Imagina-se que ele estivesse de pé
No momento do impacto com o Legacy da Embraer, e durante a turbulência
Conseguiu tirar duas fotos, inclusive uma que mostra claramente quando um
Dos passageiros foi sugado pelo vácuo da aeronave.
Segundos após a perda da cauda o avião embicou, por isso a câmera foi
Encontrada perto da cabine dos pilotos. O stress estrutural provavelmente
Arrancou os quatro motores da aeronave, o que contribuiu para a velocidade
Da queda ser menor, protegendo os equipamentos eletrônicos mas infelizmente
não as vítimas.

Paulo Muller deixa duas filhas, Bruna e Beatriz, de um relacionamento
Anterior. As autoridades ainda estudam se irão divulgar oficialmente as
Imagens.”

 

Recebi hoje esta mensagem de mail. As imagens e o texto dizem que as fotografias ilustram o trágico acidente com o vôo da GOL.

Mas… Qual é o “mas”?

Categories: Ciência e Tecnologia, Cidadela dos Incultos, Hoaxes e Mitos Urbanos, Justiça, LOST (Perdidos), Quids S4 | 13 comentários

O Shuttle Discovery está a ser preparado para a sua missão de Dezembro para a ISS (International Space Station)

Na passada semana, o Discovery foi movido das instalações de processamento da NASA para o VAB (Vehicle Assembly Building) na Centro Espacial Kennedy na Florida.

O Shuttle foi colocado sobre o tractor gigante e movido para o VAB, onde os técnicos da Agência Espacial Americana vão instalar os foguetões de combustível sólido e o tanque de combustível externo.

Depois de terminadas estas instalações o Discovery será movido para o Launch Pad 39B para a sua missão de 11 dias, designada de STS-116. Nesta, os sete astronautas do Shuttle irão abordar a ISS e instalar novas cablagens para que esta possa utilizar plenamente os novos painéis solares recentemente instalados.

Fonte: SpaceRef

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