Daily Archives: 2006/11/07

A Banca, os Arredondamentos e a Negação do Primado da Lei

Dando prova de um autismo criminoso, a Banca continua a agir como se vivesse num outro país e agora admite recorrer aos Tribunais se o Governo a obrigar a devolver os juros que cobrou a mais no crédito à habitação, com o truque abjecto dos “arredondamentos” em completa negação dos anunciados Spreads com que iludiram tanta gente…

As movimentações rasteiras do sector bancário começaram logo que o Governo anunciou a sua intenção de forçar os bancos a devolverem o dinheiro cobrado a mais aos seus clientes, através de uma proposta de Lei que irá submeter ao Parlamento e que prevê que o arredondamento sobre a taxa de juro seja feito apenas sobre a taxa de juro e não sobre o Spread e que este será sempre feito até à milésima.

João Salgueiro, o Papa Negro da Banca, veio logo ameaçar que a “banca encontraria outras formas de recuperar as perdas” e que a medida “não fazia sentido” e que “não é prática de um país bem ordenado”.

Salgueiro adiantou ainda que os bancos “não irão aceitar a ideia do Governo” rejeitando assim o primado da Lei e do Parlamento enquanto Órgão Legislativo representante supremo da República (que somos todos nós). Salgueiro adiantou ainda que a Banca vai munir-se de pareceres jurídicos que defendam a sua posição, estando já no Mercado dos Juristas procurando um dos mercenários legais do costume, sempre capazes de justificar seja lá o que fôr, desde que bem pagos.

Segundo consta, Marcelo e Clones já aumentaram a secreção de saliva, em resposta Pavloviana.

Fonte: Público

Categories: A Escrita Cónia, Sociedade Portuguesa | 11 comentários

As Ilhas Míticas do Atlântico: Mayda

mapa16.GIF

Parte do mapa do Novo Mundo de 1513 de um ptolomeu mostrando as ilhas de Mayda e Brazil.

 

 

A ilha de Mayda é geralmente colocada perto da Ilha Verde. À semelhança do escolho de “Green Rock” o seu nome mantêm-se ainda no de um outro escolho, situado perto do primeiro, cujo nome permanece “Maida”. Esta ilha é geralmente representada sob a forma de um crescente e a sua posição mais comum é a Oeste da parte inferior da Bretanha e aproximadamente a Sudoeste da Irlanda. O nome conhece diversas formas desde Maida, Mayd, Mayde, Asmaida e ainda Asmayda. Nos mapas do século XVI a ilha ainda é apresentada, embora esteja omissa dos mapas de Ruysh (de 1508), Coppo (de 1528) e Ribero (de 1529). A partir de meados deste século desaparece e, aparentemente, é substituída pela ilha de Man, associação que sempre parece ter existido.

 

A ILHA DE MAYDA TRANSFERE-SE PARA AS COSTAS AMERICANAS

 

O mapa Desceliers de 1546 mostra na latitude de 47 graus esta ilha, aliás, na mesma longitude de São Miguel. O mapa de Nicolao (de 1560) e Zaltieri (de 1566) transferem-na para as águas do Labrador, Nicolao chama-lhe “I man orbolunda”. Zaltieri mantêm o nome Mayda e coloca-a também claramente em águas americanas. O nome de Nicolao “orbolunda” é, para nós, um mistério, que merece uma investigação mais profunda, que não pudemos completar. Ramusio, em 1566, coloca a sua “Man” a Sul do Brasil, nas proximidades das costas irlandesas.

 

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Parte do mapa Prunes de 1553 que mostra Maida, Brazil e a Estotilândia.

SOBREVIVÊNCIA DE MAYDA EM MAPAS TARDIOS

 

A ilha sobreviveu na cartografia até tempos relativamente recentes, o mapa de Nicolaas Vischer de 1670 mostra uma “L’as Maidas” na longitude da Madeira e na latitude da Bretanha, um mapa mundi do “Atlas Universel” de M. Robert (1757) possuí uma “I.Maida” na longitude da Madeira e na longitude da Gasconha. Também uma carta do Oceano Atlântico publicada em Nova Iorque em 1814 mostra ainda Mayda na longitude 20 graus Oeste e na latitude 46 graus Norte.

 

IDENTIFICAÇÃO DA LENDA COM ALGUNS FACTOS REAIS

 

A identificação com a mais ocidental das ilhas açorianas tem sido proposta por vários autores. Mas o Mapa Laurenziano de 1351 e o “Livro do Monge Espanhol”, escrito em meados do século XIV, mostra todas as ilhas do grupo açoriano, entre as quais a ilha do Corvo juntamente com Mayda. Também Man, ilha frequentemente associada a Mayda, é diversas vezes representada com o arquipélago açoriano completo.

 

Lembremo-nos que inicialmente se pensava que o Labrador era uma ilha, o que a transforma num forte candidato a identificação com Mayda, por outro lado, mais a Sul, as Bermudas apresentam igualmente boas hipotéses na identificação.

 

ORIGEM ARÁBICA DA DENOMINAÇÃO “MAYDA”

 

Logo após a conquista da Hispânia é possível que navegadores islâmicos se tenham feito ao Atlântico. Parecem ter dado nomes a algumas das ilhas dos Açores, pelo menos é isto o que se depreende da leitura do tratado de Edrisi e de outras obras muçulmanas.

 

A ilha “Asmaidas”, um nome de ressonância arábica, aparece num mapa do Novo Mundo da edição de um Ptolomeu de 1513. Mas não se deve associar necessariamente esse prefixo talvez arábico à origem arábica do nome da ilha. Mostra-se que esta associação pode ser abusiva quando no mesmo mapa nos aparece Gomera transformada em Agomera, Madeira em Amadera, e Brasil em Obrassil. Trata-se assim, muito possivelmente, de um artifício de escrita. De qualquer modo, embora a origem árabe do nome desta ilha fique por esclarecer, o nome Bentusla (ou Bentufla) aplicado a uma ilha em forma de crescente do mapa Bianco de 1448 pode ter efectivamente, segundo Babcock, uma origem arábe.

Categories: 9/11 Denial, As Ilhas Míticas do Atlântico, Economia, História | 2 comentários

Cronologia das unidades de lançamentos de foguetes alemãs na Segunda Grande Guerra

1927

Desenvolvimento da Escola do Exército de Artilharia em Celle.

1929
O Departamento (HWA) tenta activar colunas na infantaria e divisões de cavalaria e desenvolve armas a jacto (pólvora negra).

1930
Teste sistemático de equipamento de fumo sob a supervisão do General Prof.Dr.Ing. Becker. Em Kummersdorf. 1931 Desenvolvimento de jactos em espiral no HWA.

1931/2
Testes com pulverizadores de fumo e foguetes de pólvora, planos para foguetes de longo alcance.

1934
Testes com 10 cm Nb.Wf. 35.

1936
Constituição das primeiras unidades de foguetes.

1937
Desenvolvimento do 15 cm Nb.Wf. 41 como arma padrão.

1938
Testes com o 10 cm Nb.Wf. 50. Resultados não satisfatórios.

1940
Anúncio de que as armas foguete estão prontas para a Frente. Utilização na Batalha de França.

1941
Unidades rearmadas com 15 cm Nb.Wf. 41. Entra em serviço do lançador pesado 28/32 cm.

1942
Uso em larga escala bem sucedido em Kertsch e na captura de Sebastopol.

1943
Primavera: reestruturação de regimentos que consistem agora em 2 ligeiros, uma unidade pesada; Regimento de Lançadores Pesados de 2 unidades pesadas (28/32 ou 30 cm), um Ligeiro (15 ou 21 cm). Verão: Formadas Brigadas de Lançadores. O 30 cm Nb.Wf. e 15 cm PzWf na Frente. Unidades de lançadores Waffen SS.

1944
Dezembro: Uso maciço na ofensiva das Ardenas.

1945
As tropas de lançadores incluiem 17 Brigadas, 50 Regimentos; 16 dos quais de Regimentos de Lançadores Pesados, 150 unidades de lançadores, 46 unidades de fumo, 13 Batalhões de Lançadores Panzer com 4.816 lançadores, 5 unidades de descontaminação, 18 veículos Nbl.Ers.Abt. com 27.066 veículos. 3/27: Regimento Treino de Fumo com 7491 homens. 4/11: Completa destruição da Fábrica de Máquinas de Donauworth (fábrica de lançadores pesados) por ataque aéreo. 5/6: Tomada de Pilsen (fábrica Skoda) pelo V Corpo do US Army. Termina a produção alemã.

Categories: As "Armas Secretas" da Alemanha Nazi | Deixe um comentário

Quids S4-23: O que representa esta imagem?

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Dificuldade: 2

Categories: Cidadela dos Incultos, Quids S4 | 9 comentários

Máximas (1): Sólon de Atenas

“Aprende a obedecer, antes de comandar.”

Categories: Máximas | 1 Comentário

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