Daily Archives: 2006/11/06

E que me perdoem os criticos deste Governo! Mas…

Ainda na sequência da citação do artigo de Nicolau Santos que me atrevi a fazer AQUI e da referência ao mesmo feita no Con-tro-versas gostaria de deixar aqui aquelas que considero serem as principais razões pelas quais estes exemplos meritórios, desde a Brisa, à Critical Software e terminando na Deimos não frutificam e se multiplicam entre nós:

Por causa do peso exagerado e opressivo do Estado.

Portugal mantém – apesar de certas estatísticas – um Estado globalmente pesado, lento, numeroso e, sobretudo, ineficiente em larga escala. Engordado a partir dos consulados de Cavaco Silva (reciclado entretanto como Salvador-da-Pátria) com as fatídicas progressões automáticas de carreira (independentemente do mérito de cada um) e criminosamente engordado durante os anos de laxismo de Guterres (reciclado como Salvador-dos-refugiados) com 120 mil Bois (Boys). Nestes dislates, o Estado cresceu tanto que exige agora uma pesada (e infelizmente demasiado eficiente desde a ascensão de Sócrates ao Poder) máquina fiscal.

Para sobreviver, o Monstro requer Impostos, crescentes, como é crescente o seu Peso (que não pára de crescer em muitos munícipios mal geridos e caciquizados e sobretudo na autonomia Madeirense), e para sobreviver bloqueia as empresas e os privados que procuram investir e que vem desviados recursos preciosos dos seus precisados Investimentos e que são pesadamente penalizadas por cada funcionário que contratam. Assim, se bloqueia o Crescimento, as Exportações e a Inovação e potencia o Desemprego… Tudo isto de permeio de uma classe gestora trágicamente dependente das Merçês Estatais e habituada desde Salazar a viver na Sombra do Estado, principal cliente de grande número das maiores empresas nacionais.

Por isso, se Portugal deve realmente dar o Salto, deve em primeiro lugar reformar o Estado. E neste caminho, estou optimista, porque vejo aqui, neste Governo, aquilo que não me lembro de ter visto, pelo menos desde finais da decada de oitenta… Não seguiria as mesmas grandes opções – preferiria tornar este Estado Central numa Federação de Municípios Autónomos e Localizar a Economia e Reinstaurar Barreiras Alfandegárias, em vez de a Globalizar – como defende o actual governo P.S., mas não posso deixar de negar, que pela primeira vez, se vê um Governo da República… Especialmente quando se compara com o Desbaratamento de Patrimonio cometido por Durão Barroso, com o Caos Santânico e com o Tédio e o Desleixo Gutérrico…

Isto não quer em absoluto dizer que concorde com os desperdícios – inventados apenas para satisfazer os Lobbies da Construção Civil – da OTA e do TGV e que não tenha dúvidas profundas sobre as verdadeiras intenções contabilísticas de medidas como o encerramento de Maternidades e Centros de Saúde… Não quer não… E que continue a criticar severamente os ímpetos centralistas e subservientes frente aos Bárbaros Germânicos do Norte.

Mas acredito que estamos actualmente com o melhor Governo que é possível manter dentro deste Sistema…

E que me perdoem os críticos deste Governo!

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As Ilhas Míticas do Atlântico: Ilha Verde

Entre a Irlanda, a Terra Nova e os Açores surge nalgumas cartas, como na carta Catalã de 1367 e no Ptolomeu de 1519, a “Isla Verde”. Com a descoberta da América, as referências a esta desaparecem gradualmente, até cessarem por completo.

Parte do mapa de Sigurd Stefansson, do ano de 1590, mostrando a Groenlândia.

 

IDENTIFICAÇÃO COM A GROENLÂNDIA

 

O primeiro relato literário da Groenlândia surge-nos num autor eclesiástico, Adam de Bremen. No ano de 1069 Adam de Bremen teria falado com o rei Sweyn da Dinamarca, obtendo dele diversos artefactos oriundos desta ilha. Numa obra sua de 1076, a “Descriptio Insularum Aquilonis” dedica algumas linhas a esta ilha, as quais surgiriam depois numa obra clássica do norueguês Fridtjof Nansen “In northern mists: Artic Exploration in Early Times”, foi desta obra que extraímos o seguinte excerto: “it lies farther out in the ocean, opposite the mountains of Suedea, or the Riphen range. To this island, it is said, one can sail from the shore of Nortmannia in five or seven days, as likewise to Iceland. The people there are blue from the salt water; and from this the region takes his name. They live in a similar fashion to the Icelanders, except that they are more cruel and trouble seafarers by predatory attacks.”

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Mapa de Donnus Nicolaus Germanus (posterior a 1466) que representa a Groenlândia anexa à Europa do norte.

 

No texto de Adam de Bremem não fica clara a localização da ilha, isto apesar de algumas passagens indiquem uma posição aproximada na parte mais ocidental do Atlântico Norte, o que aliás confere perfeitamente com uma associação da “Ilha Verde” com a Groenlândia. O mapa de Coppo (de 1528), coloca junto da posição real da Groenlândia uma massa de terra alongada de Este para Oeste debaixo da designação de “Isola Verde”. No anónimo mapa catalão de 1480 surge uma “Illa Verde” alongada como no mapa de Coppo, situada aproximadamente a sudoeste da Islândia, curioso é aqui o emprego da terminologia portuguesa “illa”. Mas existem representações ainda mais tardias dessa ilha: Schoner, em 1520, refere uma “Insula Viridis”, mas numa latitude mais baixa, mais ou menos ao nível do sul da Irlanda e aproximadamente a meio do oceano Atlântico. O mapa de Nicolao de 1560 coloca a Ilha Verde nos bancos do Labrador, ou seja, ainda mais próximo da costa que a ilha Brazil também aí representada. No mapa de Zaltieri de 1566, a ilha é colocada perto do “C. Ras” (Cape Race).

 

VÁRIAS “ILHAS VERDES”

 

Embora a associação entre a “Ilha Verde” e a Groenlândia possa parecer óbvia, diversas “ilhas verdes” representadas na cartografia podem, efectivamente nada ter a ver com esta. O mapa de Peter Martyr de Anghiera de 1511 mostra uma pequena ilha tropical perto de Trinidad, possivelmente a actual Tobago, a vegetação luxuriante que ainda hoje caracteriza esta ilha das Caraíbas ter-lhe-ia merecido este nome.

 

O mapa Desceliers de 1546, mostra um “ilha verde” na mesma longitude do Labrador, colocando-a como vizinha de uma ilha de São Brandão. Ortelius, em 1570, e Mercator, em 1587, representam uma “Y Verde” a Oeste de Vlanderen, na região a Norte dos Açores. No século XVIII sobrevive ainda na cartografia, e seria somente no século seguinte que as suas aparições cessariam, sobrevivendo hodiernamente num polémico escolho denominado “Green Rock”. Embora o “Hydrographic Office” dos EUA não confirme a existência deste rochedo, guarda um relato curioso: “Captain Tullock, of New Hampshire, states that an acquaintance of his, Captain Coombs, of the ship allas, of Bath, Maine, in keeping a lookout for Green Island actually saw it on a remarkably fine day when the sea was smooth. According to the story, he went out in his boat and examined it and found it to be a large rock covered with green moss. The rock did not seem much larger than a vessel floating bottom upward, and it was smooth all around. The summit was higher than a vessel’s bottom would appear out of the water, being about twenty feet above the surface of the sea. Captain Coombs added that if the object had not been so high he would have thought it to be a cap sized vessel. A sounding taken near this spot shows a depth of 1500 fathoms exists there.”

ORIGEM DO NOME “ILHA VERDE”

 

Por volta de 985, Eric, o Vermelho, teria sido o primeiro a colonizar a região. Possivelmente usou a denominação “ilha verde” como chamariz para colonos. Esta é a opinião de Ari Frode (71)que relata o seguinte: “This country which is called Greenland was discovered and colonized from Iceland. Eric the Red was the name of the man, an inhabitant of Breidafirth, who went thither from here and settled at that place, which has since been called Ericsfirth. He gave a name to the country and called it Greenland and said that it must persuade men to go thither if it had a good name”.

Efectivamente, algumas partes da Groenlândia possuem erva. Nansen concorda com a posição de Frode, afirmando que a ilha poderia mesmo parecer acolhedora aos olhos de um islandês, desde que comparada com a sua terra natal, o que efectivamente nos parece bastante plausível.

 

EXPLORAÇÕES GROENLANDESAS

 

A descoberta da América numa expedição do filho de Eric, Leif, e a existência de uma série de outras viagens que se lhe sucederam, incluindo a colonização liderada por Thorfinn Karlsefni do Labrador, tinham como objectivo explorar as águas próximas a Groenlândia. Discute-se qual o extremo sul dessas expedições, sendo geralmente aceite que não teriam ultrapassado o Sul da Nova Inglaterra. A estas expedições seguiu-se uma expedição missionária liderada pelo bispo Eric Gnupsson, que terá partido da Groenlândia a caminho de Vinland, mas da qual se desconhecem as consequências, ignorando-se inclusivamente se terão ou não conseguido alcançar essas paragens.

 

Babcock refere que uma expedição britânica realizada em 1824 na Groenlândia teria descoberto uma pequena pedra com caracteres rúnicos numa ilha a Norte de Upernivik, na costa Noroeste da ilha. O original teria desaparecido, mas conservou-se um duplicado seu no Museu de Copenhaga. A inscrição da pedra parece datar de cerca de 1300, mas pode referir-se a acontecimentos mais remotos. Uma tradução do professor Hovgaard produziu o seguinte texto: “Erling Sigvatsson and Bjarne Thordarson and Endride Oddson built this (or these) beacon(s) Saturday after “Cagnday” (25 de Abril) and cleared (the place) (or made the inscription) 1135 (?)”.

 

Sucessivos ataques dos esquimós foram dizimando a pequena colónia nórdica na Groenlândia. Durante o século XV duas cartas papais referem-se ainda à ilha, embora de um modo já bastante vago. Em 1492 parece ter havido um esforço para restabelecer as comunicações, mas por essa altura já toda a colónia nórdica devia ter sido dizimada, provávelmente os últimos sobreviventes ter-se-ão misturado com a população esquimó, diluindo-se no seio dela e perdendo completamente a sua identidade.

Categories: 9/11 Denial, As Ilhas Míticas do Atlântico, Economia, História | 1 Comentário

Historial do uso de aviões a reacção alemães durante a Segunda Grande Guerra

De modo a que possa contemplar qual o verdadeiro e concreto papel desempenhado no conflito mundial pela força a reacção da Alemanha Nazi, reunimos aqui as principais e mais marcantes intervenções e acontecimentos envolvendo essa pequena mas muito activa força:

6 de Outubro de 1944:

Sobre Nijmegen (fronteira germano-holandesa) uma esquadrilha canadiana contacta pela primeira vez com um avião a reacção alemão.

Contudo, como o avião voava a uma altitude inferior e foi apanhado de surpresa foi abatido sem dificuldade nem opôr resistência.

15 de Março de 1945:

Ocorre a primeira intervenção realmente importante de uma força de jactos alemães num ataque de vinte e um aparelhos contra a ponte de Remagen. Muitos destes serão abatidos pelas defesas anti-aéreas e pelos caças aliados.

21 de Março de 1945:

Os aliados realizam o seu primeiro e maior ataque coordenado contra as bases alemães de aviões a reacção, inutilizando a maioria delas.

22 de Março de 1945:

Após a travessia do Reno em Nierstein e Oppenheim pelos exércitos aliados a Luftwaffe envia contra estas duas testas de ponte a quase totalidade dos jactos que restavam nas bases ainda operacionais após o ataque do dia anterior. Cinco dezenas de aviões atacam Nierstein e Oppenheim a 23, mas no dia seguinte o número de aviões envolvido desce para metade e pouco depois o ataque é mesmo suspenso devido aos problemas cada vez mais graves para abastecer um tão grande número de aparelhos (ridículo para os aliados, esmagador para a Alemanha de Março de 1945).

25 de Março:

As mais importantes bases de aviões a reacção alemães, em Darmstadt e Frankfurt, são capturadas pelo exército americano, impedindo estes aparelhos de desempenhar alguma missão significativa até ao final do conflito.

10 de Abril de 1945:

Naquele que seria conhecido mais tarde como o “Grande Massacre dos Jactos” os Mustang da 8ª Força Aérea abatem 14 jactos sobre Oranienburg. Num só dia a Alemanha perde quase metade da sua força aérea a reacção ainda operacional.

16 de Abril de 1945:

A quase totalidade dos aviões a reacção é abatida neste dia pelos escoltadores americanos. Num total de 22 aparelhos abatidos.

Categories: As "Armas Secretas" da Alemanha Nazi | 2 comentários

Quids S4-22: Quem fabricou este laptop computer?

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Dificuldade: 4

Categories: Cidadela dos Incultos, Quids S4 | 33 comentários

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