Quase meio milhão de portugueses vive dos rendimentos…

Muito se tem discutido nos últimos anos em torno da evolução dos rendimentos e do poder de compra dos portugueses. No entanto, esta discussão não diz respeito a todos. É que, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), 5,1 por cento das pessoas vivem essencialmente de rendimentos gerados pelos seus activos, seja na forma de prédios, de acções ou de depósitos e obrigações.

No segundo trimestre deste ano, eram cerca de 450 mil os que tinham como principal fonte de rendimento lucros (dividendos), juros ou rendas.

(…)

O Instituto Nacional de Estatística classifica 93% destas pessoas como empregadas, o que significa que uma parte delas aufere igualmente rendimentos de trabalho (outra parte poderá não receber outros rendimentos, empregando o seu tempo de trabalho exclusivamente na extracção de rendimento dos seus activos).”

Fonte: Portugal Diário

 

Ou seja, existem quase tantos Desempregados neste país como pessoas que vivem dos Rendimentos e que não precisam de trabalhar!… É também certo que sendo 98% empregados, isso significa se estas pessoas abandonassem o emprego de que não precisam para viver isso… resolveria o problema do Desemprego…

É claro que estes 450 mil pertencem na sua maioria a profissões liberais (médicos, advogados e engenheiros) já que provêm maioritariamente de famílias que lhes providenciaram formação académica ao mais alto nível e que, logo, os seus lugares de trabalho não poderiam ser preenchidos pelos 460 mil desempregados, já que, nestes, o maior problema é precisamente a sua falta de Formação Profissional e Académica…

Mas não deixa de haver neste ponto uma certa ironia preversa…

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Categories: A Escrita Cónia, Sociedade Portuguesa | 4 comentários

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4 thoughts on “Quase meio milhão de portugueses vive dos rendimentos…

  1. Muito perversa…

  2. Bem, não sei se esses lugares não poderiam ser preenchidos… Já se fala de engenheiros e advogados sem emprego, por exemplo. E acho que a badalada ” falta de Formação Profissional e Académica” é uma boa desculpa para não se aceitar que não é criado emprego. Quem não tem formação até costuma desenrascar-se melhor, pois pode ocupar uma faixa maioritária de empregos onde não é exigida formação. Quem tem formação é que está pior… Até já há casos de pessoas que omitem a sua formação para conseguirem emprego.
    Acho que o grande problema desta faixa da sociedade são os marmanjos com vários empregos ( conheço alguns que comem de 3 ou 4 tachos… ) e a velha questão das cunhas… Aposto que a maioria dos filhos desses “450 mil na sua maioria profissões liberais” estão bem empregados, mesmo que sejam uns mentecaptos e são esses que menos precisavam, devido aos rendimentos familiares… Mas enfim…

    Abraço!

  3. tb conheço casos de acumulação de tachos… (quem não conhece), e este problema, especialmente no sector público devia ser endereçado com toda a urgência…

    mas existe efectivamente uma relação directa entre formação profissional adequada e Desemprego… Os engenheiros desempregados licenciaram-se numa daquelas “engenharias” da treta que se multiplicaram nas privadas nos últimos anos e os advogados… estão em excesso pelo menos desde o tempo em que perdia o meu tempo no curso de Direito quando tinha 18 anos… (era o que diziam todos os professores…)

  4. Olha que também conheço alguns das públicas com engenharias “decentes”… E já nem vou falar de realidades que me são mais… Próximas… Não vejo tanto essa falta de formação profissional como raíz do problema! De que vale termos “resmas” de gente com formação profissional, quando não há mercado de emprego para os absorver? Eu não vejo essa procura de gente especializada. O que eu vejo é procura de vendedores,vendedores e vendedores… Onde está o tecido indstrial que absorva, por exemplo, operários com formação? – fugindo um pouco ao tema dos licenciados & bacharéis!
    Já para não dizer que acho que a melhor formação é a própria experiência. Os cursos e as formações são coisas muito… fraquinhas e teoricas! Eu preferia contratar um operário experiente, a um com formação e sem experi~encia… Mas agora, pelo modelo, um tipo com mais de 35 anos já é um inútil…
    E acredita que há gente que esconde a sua formação para conseguir emprego!
    È por não termos gente qualificada que as empresas não se estabelecem em Portugal?… E na Tailândia? Há muita gente qualificada? Pois…

    Abraço!

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