Do Fracasso do Uso das “Armas Secretas”

No decorrer desta leitura nascerá no espírito do leitor a convicção da superior qualidade dos sistemas de armas estudadas e empregues pelos alemães a partir de 1944. Fica então, desde logo, uma importante questão. Se possuíam melhores armas, porque não conseguiram inverter com elas o curso da guerra? Não se trata obviamente de uma questão de resposta simples. Com efeito, diversos factores contribuíram conjuntamente para o seu insucesso, mas acreditamos que ninguém poderia explicá-lo melhor que Galland, um dos responsáveis pela utilização prática dos novos aviões a jacto, explicação que o oficial daria numa entrevista anos depois do fim da Guerra.

 

Assim, Galland, tenente-general da aviação alemã exonerado por Hitler pelas suas atitudes críticas em Janeiro de 1945, explicaria: “As rivalidades entre os construtores (Heinkel, Messerschmitt, Dornier, Junker, Arado, etc.) perturbaram gravemente a produção em série de aparelhos indispensáveis, como o Me 262. O servilismo de Goering perante o seu senhor fê-lo esquecer a sua principal responsabilidade: a protecção aérea das cidades alemãs… Intrigas políticas, lutas de influência, animosidades pessoais cegaram o marechal-de-campo.” Mas, além do mais, Goering confessaria a sua incapacidade para administrar correctamente o emprego destes novos e revolucionários aparelhos a reacção. Em 1945 confessaria a Hans Baur, o piloto pessoal de Hitler: “Devo reconhecer que a respeito dos aparelhos modernos não faço a menor ideia. Esta evolução rápida ultrapassa-me…” Além das batalhas entre construtores também existiam ferozes lutas entre as diversas organizações que compunham o Estado nazi. Lutas que opunham as poderosas SS aos ministérios civis, a administração civil ao exército, o Exército à Luftwaffe, entre outros. A imagem monolítica propagandeada para o estrangeiro estava bastante longe de corresponder à verdade. Estas ferozes guerras internas resultavam na manutenção de projectos paralelos que duplicavam os esforços e desperdiçavam os cada vez mais escassos recursos, e esta tendência foi ainda reforçada a partir de 1944 com a construção pelas SS de capacidades militares, de pesquisa e produção autónomas das da Wehrmacht. Por outro lado, a característica de Hitler de “avançar e depois recuar” também contribuiu para o atraso do desenvolvimento de algumas das armas mais importantes, como o Me 262 e a V-2. A multiplicação dos níveis administrativos que caracterizava o regime nazi, foi um dos mais importantes factores que levou aos atrasos na produção das armas concebidas de um modo tão rápido e que prometiam tanto. As poucas que lograram entrar em acção foram mal utilizadas, quer porque escasseavam combustíveis quer porque eram reclamadas por toda a gente ao mesmo tempo, e porque, sobretudo, nunca existiu um verdadeiro plano global que determinasse os locais e condições da sua utilização. Tem sido dito frequentemente que a principal causa pela qual a Alemanha não conseguiu fazer chegar à frente foram os intensos bombardeamentos aliados, ideia difundida pela propaganda aliada e continuada por muitos investigadores depois do fim do conflito. Mas a verdade é que esse bombardeamentos – embora realmente reunam números impressionantes – poucas consequências tiveram na produção industrial alemã e na moral civil, aliás, à semelhança do que acontecera anos antes durante a Batalha de Inglaterra. Apesar de todas as dificuldades, os níveis de produção atingidos nalgumas armas secretas, e especialmente nos aviões a reacção, foram bastante importantes. A 19 de Abril de 1945 Hitler chamava ao seu bunker em Berlim o coronel Rudel, um afamado piloto de Stukas. Diz-lhe então para aceitar o comando da frota de aviões a jacto, com a qual conta ainda poder mudar o curso dos acontecimentos: “temos cento e oitenta caças e bombardeiros a reacção. Para vencer, bastar-nos-á uma breve interrupção na nossa incrível má sorte.” Mas Rudel recusará.

Hitler não mentia ao referir este número, mas na realidade estes aviões não podiam voar simultaneamente devido à grande escassez de combustível, pelo que o seu papel na guerra nunca poderia alcançar a amplitude que Hitler sonhava para eles. A 30 de Janeiro de 1945 Hitler festejava o duodécimo aniversário da sua tomada do poder, quando Albert Speer ousava dizer-lhe algumas verdades. O arquitecto começa por dizer “a guerra está perdida…”, uma verdade óbvia mas que ainda ninguém se atrevera a dizer claramente ao fuhrer. Speer afirma que depois da destruição quase completa do Ruhr e da perda da Silésia já não existe carvão e aço suficientes para manter o esforço de guerra alemão. Diz também que os novos armamentos que ainda conseguem sair das linhas de produção são destruídos pouco depois durante o seu transporte. Termina afirmando que mesmo a última esperança nazi, as armas secretas, vêem cada vez mais reduzido o seu espaço de experimentação e que a maior parte delas ainda não passou do esboço. Das palavras do ministro do Reich se deduzem duas afirmações: por um lado, a confirmação de que, partir do fracasso a leste da “Operação Cidadela” e do fracasso a ocidente da “Batalha das Ardenas”, o ditador alemão vê as suas esperanças reduzidas às suas armas secretas, que durante tantos anos quase ignorou.

Por outro lado, Speer diz claramente que a maioria dessas armas ainda não passou do estado de desenho. Cumpre então perguntar, conhecendo alguns dos revolucionários protótipos então construídos, que armas estariam ainda para serem produzidas? Que consequências teriam elas no curso da guerra se o seu desenvolvimento tivesse começado um ano antes? Com efeito, só a partir de 1944 é que Hitler concentra as energias que restam à Alemanha no desenvolvimento das “armas secretas”. Até então acreditara que a Wehrmacht, as SS, a Luftwaffe e a Kriegsmarine armadas convencionalmente seriam suficientes para esmagar todas as potências militares do mundo, mas agora, que as próprias fronteiras alemãs foram penetradas perdeu a fé no puro valor do soldado alemão e tenta dotar o que resta do seu exército com um armamento superior ao aliado que lhe devolva a superioridade no campo de batalha. Mas agora é tarde de mais”. Outra razão, sem dúvida importante, pela qual as “armas secretas” não chegaram à produção de massa foi a longa série de sabotagens bem sucedidas praticas pelas diversas Resistências nos países ocupados pelo Reich alemão, frequentes vezes essas sabotagens levaram à transferência de projectos para o interior da Alemanha, ou prejudicaram seriamente o andamento de programas vitais para a vitória nazi, conforme sucedeu com a missão de comandos noruegueses que destruíram o ferryboat que levava para a Alemanha a Água Pesada que seria usada na fabricação de uma Bomba Atómica. Ou seja, uma das mais determinantes razões para o seu fracasso foi precisamente o carácter da ocupação alemã, a sua crueldade e a impopularidade sobre os territórios alemães, e até sobre alguns segmentos menos dóceis da própria sociedade alemã.

Categories: As "Armas Secretas" da Alemanha Nazi | 17 comentários

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17 thoughts on “Do Fracasso do Uso das “Armas Secretas”

  1. Antonino

    Sem dúvida um relato impressionante e que narra o fracasso e a derrocada total de uma nação dinâmica, com um povo admirável, uma das melhores culturas mundiais e com um potencial elevadíssimo de seus cientístas; Infelizmente a Alemanha, com brilhantes extrategistas militares, sendo governada e conduzida por um cabo (Hitler), não poderia ter outro destino.

  2. obrigado…
    e sim, bem mal estaríamos se o Adolfo não fosse tão idiota (e presumido génio) como era…
    mas se Adolfo não fosse como era, teria também chegado ao Poder?…

  3. com esse post o mito da grande vitoria americana sob o Maligno Império do mal, foi graças a incompetência de Hitler que essa guerra foi realmente perdida, salvo isso o mundo hoje estaria sob total controle da Alemanha

  4. Odin

    Eu assisti um filme, uma vez, chamado “Fatherland” (no Brasil, o título é “A Nação do Medo”), cujo tema é como seria a Europa e o mundo 20 anos após a vitória da Alemanha na Segunda Guerra.
    A Alemanha só não anexou a União Soviética, as Ilhas Britânicas e a Irlanda. O restante da Europa, é tudo terceiro reich, no filme. É aniversário do führer, 75 anos, e recomeçou a guerra contra a URSS ainda comandada por Stalin, muito velho (na vida real, morreu no começo dos anos 50), e quer fazer uma aliança com os EUA, a outra superpotência sobrevivente a guerra. O presidente não é John Kennedy, mas o pai dele, Joseph Kennedy. Tanto os EUA quanto a Alemanha têm armas atômicas, não menciona se os soviéticos têm. O Japão perdeu do mesmo jeito a guerra e recebeu as bombas atômicas do mesmo jeito. Gostei daquele filme e, gosto de imaginar como seria hoje, se tal acontecimento fosse diferente.

  5. tenho esse livro! é muito (muitíssimo mesmo) melhor que o filme, de baixo orçamento e de fraquita execução.
    Tens que o ler!
    http://es.wikipedia.org/wiki/Patria_(novela)

  6. Odin

    Li o link. O filme fugiu a estória do livro. Mas eu analiso a Segunda Guerra e imagino duas possibilidades diferentes. A Alemanha ou o Eixo tivesse vencido, ou se a URSS fosse a grande vencedora. Primeiro, a Alemanha é quem tinha de tudo pra vencer, se tivesse se preocupado em derrotar o Reino Unido primeiro e não querer enfrentar três potências de uma só vez, e em duas frentes de batalha, podia ter vencido sim. Se ao invés de ter invadido a União Soviética tivesse invadido o Egito e o Oriente Médio? Tomado posse do petróleo local e cortado o fornecimento à Inglaterra? Se tivesse orientado ao Japão a não atacar Pearl Habour ainda, mas atacar os territórios britânicos na Ásia, principalmente à Índia, e os territórios franceses e holandeses? Os EUA iam acabar entrando, mas só que mais tarde. Chegada a primavera, e não o outono, invadisse a União Soviética pela Europa e no Cáucaso, pelo Oriente Médio?
    Sorte do mundo que o Adolfo Führer era fraco da cabeça…

  7. Odin

    Já, se a URSS tivesse avançado mais a oeste, não tivesse parado no lado oriental da Alemanha, com exceção das Ilhas Britânicas, Irlanda e Islândia, o resto da Europa e boa parte do mundo seria comunista. A história teria tomado outro rumo.

  8. Vi esse filme quase que na mesma época que assisti Hiroshima – A Verdade sobre a Bomba (Hiroshima), embora tenha pendido para o lado americano vale apena assistir, devo dizer que a Nação do Medo é um bom filme o modo como eles utilizaram a imaginação para contornar a falta de recursos.

    Os possíveis rumos que o mundo tomaria com a segunda guerra a supremacia da tecnologia nazista e as conexões entre o nazismo e o ocultismo são bons temas para a ficção cientifica, Hellboy e para a pesquisa histórica, mas esses temas têm sido ignorados por diversas razoes.

    http://www.dominiosfantasticos.xpg.com.br/id296.htm

    http://www.dominiosfantasticos.xpg.com.br/id682.htm

  9. Então o nome é nação do medo tinha visto esse filme mas não lembrava do titulo, de fato os baixos recursos reduziram de fato os baixos recursos reduziram o potencial do filme,devo ter visto esse filme na mesma época que assisti Hiroshima – A Verdade sobre a Bomba (Hiroshima) – 1995, mesmo assim é um opção interessante.

    As possibilidades de um vitoria nazista na segunda guerra, assim como a tecnologia nazistas e as conexões entre o nazismo e ocultismo são bons temas para a ficção cientifica e para a pesquisa histórica, temas esses que por varias razoes são ignorados, com muita freqüência.

  10. as hipóteses foram ao escambal (como dizem aí) com dois erros crassos do Adolfo:
    1. Atacar a URSS antes de “resolver” a questão RU
    2. Declarar guerra aos EUA, após o ataque japonês a Perl Harbour. Nada do tratado fundador do Eixo o obrigava a tal…

  11. Odin

    Exato! Foram “ao escambal”! Hitler era arrogante demais, tinha fé na absurda doutrina da “raça superior” ariana. Achou mesmo que os seus soldados fossem poder contra britânicos, americanos, soviéticos e outros grupos que se juntaram aos aliados. O führer dos alemães não gostava dos latinos, mas fez aliança com Mussolini e apoiou Franco na guerra civil espanhola. Odiava outras raças, mas se aliou aos japoneses. Não li “Mein Kampf”. Quem leu disse que lá está a resposta. No começo, ele gostava dos americanos, mas depois viu que era um país de imigrantes, de “playboys efeminados”, e não quis mais saber. Mas era um grande fã da Inglaterra(não de todo o RU) e ficou decepcionado quando viu que os ingleses se posicionaram em defesa da Polônia.

    Agora, só um comentário, brincando de cientista político. Já ouvi a frase ” a história é cíclica”. Se a União Européia fracassar, e os países europeus empobrecerem, o risco de “retrocedermos para antes da Segunda Guerra Mundial” existe. Podem se levantar muitos regimes ultranacionalistas, como os seguidores Le Pen na França, de Nick Griffin na Inglaterra, de Umberto Bossi no Norte da Itália, de Vladimir Jirinovski na Rússia por seguir “a moda” na Europa Ocidental, e uma nova guerra civil na Espanha, de conteúdo separatista na Catalunha, País Basco e talvez até a Galiza. É um risco. Não estou afirmando com certeza que vai ser assim.

  12. o fuhrer tinha uma relação ambivalente com o duce… admirava o seu carisma, mas receava-o em simultâneo, ele que sempre fora tímido e introvertido e que só a grande esforço conseguia discursar em público (ao contrário de Mussolini que vibrava nesses momentos)

    Sim, a dado ponto mandou até o seu sucessor designado (Rudolf Hess) tentar negociar uma paz separada absurda com o RU…

    Se a UE se desintegrar, se os 80 milhões de subsaharianos migrarem para a Europa, podes contar com isso: com partidos xenófobos subindo ao poder… em Portugal eles são ridiculamente fracos, mas não o são no resto da Europa…

  13. Odin

    Falando em filmes e livros, lembrei de outro filme chamado “Mussolini:The Decline and the Fall of Duce”, em que Anthony Hopkins fez o papel do conde Galeazzo Ciano, genro do Duce. No filme, o Führer menciona ao Duce que gosta da pessoa dele, mas não dos demais italianos, pois os considera covardes(cobardes) como os espanhóis. Avisou ao Duce que estava desenvolvendo uma nova arma* (Bomba Atômica) e que, se a Itália se rendesse aos aliados, o povo da Itália ia ter inveja do destino do Povo da Polônia. Se foi verdade, que aliado maravilhoso o Duce tinha…

    Falando na relação Alemanha e Reino Unido, nos tempos do segundo reich, no século XIX, décadas anteriores a Primeira Guerra Mundial, quando houve as alianças entre Alemanha e Áustria-Hungria versus França e Rússia, a Inglaterra tinha rivalidades com a França por causa da África e com a Rússia por causa de terras na Ásia. Os ingleses tentaram se aproximar da Alemanha, que os desprezou arrogantemente. Bismarck jogou fora uma oportunidade excelente para os alemães, que são “parentes” dos ingleses (ambos formados também por saxões). O Reino Unido se aproximou da França, que aproveitou a oportunidade e até ignorou a rivalidade que tem desde a Idade Média. Bismarck teve a oportunidade que Hitler quis décadas mais tarde.

    Se o PNR é fraco hoje, nada garante que não será forte no futuro próximo. Eu acredito que, no mínimo 85% dos brasileiros vão sair não só de Portugal como da Europa Ocidental de uma forma geral antes desses partidos terem subido ao poder. Só os mais antigos, da primeira geração, que já criaram raízes, vão permanecer. Já outras etnias, não sei dizer. Li num site angolano, se eu encontrar de novo, posto o link aqui, que o governo chinês já avisou os africanos que a China não é um país de imigração, para eles esquecerem da idéia de irem trabalhar na China(o que uma pessoa tem na cabeça para querer migrar para a China?). Se as profecias sobre o crescimento econômico do Brasil se concretizarem, eu acredito que vai começar um novo ciclo de intensa imigração legal (mão de obra qualificada) e ilegal também, para o Brasil, principalmente de outros países latino-americanos, africanos e asiáticos. E no Brasil vai aparecer manifestações de xenofobia. Agora, imagine a França, o Reino Unido e a Rússia, com armas nucleares, governados pela extrema direita?

  14. bem aqui vao 2 fatos interessantes sobre o exercito nazista e um guerra esquecida pelo mundo

    http://herdeirodeaecio.blogspot.com/2010/03/o-regimento-de-infantaria-950.html

    http://herdeirodeaecio.blogspot.com/2009/12/osttruppen.html

    http://es.wikipedia.org/wiki/Guerra_de_Ifni

    ps.: alguêm sabe por quê as wikia em espanhol são sempre mais bem elaboradas que as em poruguês

  15. wantemberg

    Se o Bundão do Adolfilnho, não fosse tão estúpido e ignorante!
    Teria se aliado, aos Judeus, e os povos conquistados, ao invés de mata-los, o mundo tava no papo!

  16. Why people still make use of to read news papers when in this technological world
    the whole thing is existing on net?

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