Daily Archives: 2006/10/28

Quids S4-14: De que país era esta nota?

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Categories: Cidadela dos Incultos, Quids S4 | 29 comentários

A Terra vai ser atingida por um asteróide em 2035?

Os astronómos do maior observatório russo declararam na passada sexta-feira que um asteróide que orbita o Sol poderá abater-se sobre o nosso planeta em 2035.

 

Segundo Sergei Smirnov, porta-voz do Observatório de São Petersburgo: “Não podemos afastar a hipótese de que um asteróide, actualmente orbitando o Sol, colida com a Terra em 2035. Mas até que ponto é que iso poderá representar efectivamente uma ameaça será impossível de saber até 2028, quando ele se aproximar do nosso planeta.”

Segundo Smirnov, “todos os objectos com mais de 100 metros são perigosos. Estes corpos celestiais, comparáveis em tamanho ao meteorito de Tunguska, poderão provocar um desastre numa escala regional no caso de um impacto.”

O meteorito em questão mede mais de um quilómetro, o que significa que em caso de impacto as suas consequências serão tremendas… Algures entre um desastre à escala continental e uma mudança climática global.

E continua a não existir nenhum sistema Global de defesa contra esta ameaça planetária… Se em 2028 se confirmar esta ameaça, teremos pouco tempo para conceber, construir e utilizar uma solução… E um impacto meteórico semelhante ou ainda maior pode acontecer a qualquer instantes, sem pré-aviso!

Fonte: Space Daily

Categories: SpaceNewsPt | 37 comentários

Do Fracasso do Uso das “Armas Secretas”

No decorrer desta leitura nascerá no espírito do leitor a convicção da superior qualidade dos sistemas de armas estudadas e empregues pelos alemães a partir de 1944. Fica então, desde logo, uma importante questão. Se possuíam melhores armas, porque não conseguiram inverter com elas o curso da guerra? Não se trata obviamente de uma questão de resposta simples. Com efeito, diversos factores contribuíram conjuntamente para o seu insucesso, mas acreditamos que ninguém poderia explicá-lo melhor que Galland, um dos responsáveis pela utilização prática dos novos aviões a jacto, explicação que o oficial daria numa entrevista anos depois do fim da Guerra.

 

Assim, Galland, tenente-general da aviação alemã exonerado por Hitler pelas suas atitudes críticas em Janeiro de 1945, explicaria: “As rivalidades entre os construtores (Heinkel, Messerschmitt, Dornier, Junker, Arado, etc.) perturbaram gravemente a produção em série de aparelhos indispensáveis, como o Me 262. O servilismo de Goering perante o seu senhor fê-lo esquecer a sua principal responsabilidade: a protecção aérea das cidades alemãs… Intrigas políticas, lutas de influência, animosidades pessoais cegaram o marechal-de-campo.” Mas, além do mais, Goering confessaria a sua incapacidade para administrar correctamente o emprego destes novos e revolucionários aparelhos a reacção. Em 1945 confessaria a Hans Baur, o piloto pessoal de Hitler: “Devo reconhecer que a respeito dos aparelhos modernos não faço a menor ideia. Esta evolução rápida ultrapassa-me…” Além das batalhas entre construtores também existiam ferozes lutas entre as diversas organizações que compunham o Estado nazi. Lutas que opunham as poderosas SS aos ministérios civis, a administração civil ao exército, o Exército à Luftwaffe, entre outros. A imagem monolítica propagandeada para o estrangeiro estava bastante longe de corresponder à verdade. Estas ferozes guerras internas resultavam na manutenção de projectos paralelos que duplicavam os esforços e desperdiçavam os cada vez mais escassos recursos, e esta tendência foi ainda reforçada a partir de 1944 com a construção pelas SS de capacidades militares, de pesquisa e produção autónomas das da Wehrmacht. Por outro lado, a característica de Hitler de “avançar e depois recuar” também contribuiu para o atraso do desenvolvimento de algumas das armas mais importantes, como o Me 262 e a V-2. A multiplicação dos níveis administrativos que caracterizava o regime nazi, foi um dos mais importantes factores que levou aos atrasos na produção das armas concebidas de um modo tão rápido e que prometiam tanto. As poucas que lograram entrar em acção foram mal utilizadas, quer porque escasseavam combustíveis quer porque eram reclamadas por toda a gente ao mesmo tempo, e porque, sobretudo, nunca existiu um verdadeiro plano global que determinasse os locais e condições da sua utilização. Tem sido dito frequentemente que a principal causa pela qual a Alemanha não conseguiu fazer chegar à frente foram os intensos bombardeamentos aliados, ideia difundida pela propaganda aliada e continuada por muitos investigadores depois do fim do conflito. Mas a verdade é que esse bombardeamentos – embora realmente reunam números impressionantes – poucas consequências tiveram na produção industrial alemã e na moral civil, aliás, à semelhança do que acontecera anos antes durante a Batalha de Inglaterra. Apesar de todas as dificuldades, os níveis de produção atingidos nalgumas armas secretas, e especialmente nos aviões a reacção, foram bastante importantes. A 19 de Abril de 1945 Hitler chamava ao seu bunker em Berlim o coronel Rudel, um afamado piloto de Stukas. Diz-lhe então para aceitar o comando da frota de aviões a jacto, com a qual conta ainda poder mudar o curso dos acontecimentos: “temos cento e oitenta caças e bombardeiros a reacção. Para vencer, bastar-nos-á uma breve interrupção na nossa incrível má sorte.” Mas Rudel recusará.

Hitler não mentia ao referir este número, mas na realidade estes aviões não podiam voar simultaneamente devido à grande escassez de combustível, pelo que o seu papel na guerra nunca poderia alcançar a amplitude que Hitler sonhava para eles. A 30 de Janeiro de 1945 Hitler festejava o duodécimo aniversário da sua tomada do poder, quando Albert Speer ousava dizer-lhe algumas verdades. O arquitecto começa por dizer “a guerra está perdida…”, uma verdade óbvia mas que ainda ninguém se atrevera a dizer claramente ao fuhrer. Speer afirma que depois da destruição quase completa do Ruhr e da perda da Silésia já não existe carvão e aço suficientes para manter o esforço de guerra alemão. Diz também que os novos armamentos que ainda conseguem sair das linhas de produção são destruídos pouco depois durante o seu transporte. Termina afirmando que mesmo a última esperança nazi, as armas secretas, vêem cada vez mais reduzido o seu espaço de experimentação e que a maior parte delas ainda não passou do esboço. Das palavras do ministro do Reich se deduzem duas afirmações: por um lado, a confirmação de que, partir do fracasso a leste da “Operação Cidadela” e do fracasso a ocidente da “Batalha das Ardenas”, o ditador alemão vê as suas esperanças reduzidas às suas armas secretas, que durante tantos anos quase ignorou.

Por outro lado, Speer diz claramente que a maioria dessas armas ainda não passou do estado de desenho. Cumpre então perguntar, conhecendo alguns dos revolucionários protótipos então construídos, que armas estariam ainda para serem produzidas? Que consequências teriam elas no curso da guerra se o seu desenvolvimento tivesse começado um ano antes? Com efeito, só a partir de 1944 é que Hitler concentra as energias que restam à Alemanha no desenvolvimento das “armas secretas”. Até então acreditara que a Wehrmacht, as SS, a Luftwaffe e a Kriegsmarine armadas convencionalmente seriam suficientes para esmagar todas as potências militares do mundo, mas agora, que as próprias fronteiras alemãs foram penetradas perdeu a fé no puro valor do soldado alemão e tenta dotar o que resta do seu exército com um armamento superior ao aliado que lhe devolva a superioridade no campo de batalha. Mas agora é tarde de mais”. Outra razão, sem dúvida importante, pela qual as “armas secretas” não chegaram à produção de massa foi a longa série de sabotagens bem sucedidas praticas pelas diversas Resistências nos países ocupados pelo Reich alemão, frequentes vezes essas sabotagens levaram à transferência de projectos para o interior da Alemanha, ou prejudicaram seriamente o andamento de programas vitais para a vitória nazi, conforme sucedeu com a missão de comandos noruegueses que destruíram o ferryboat que levava para a Alemanha a Água Pesada que seria usada na fabricação de uma Bomba Atómica. Ou seja, uma das mais determinantes razões para o seu fracasso foi precisamente o carácter da ocupação alemã, a sua crueldade e a impopularidade sobre os territórios alemães, e até sobre alguns segmentos menos dóceis da própria sociedade alemã.

Categories: As "Armas Secretas" da Alemanha Nazi | 17 comentários

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