O IRS e as Famílias: Um “casamento” turbulento

No próximo Orçamento de Estado o ministro Teixeira dos Santos, avisou que a apresentação separada de rendimento de casadas deixaria de compensar em termos de poupança fiscal…

 

Com efeito, se até agora, existia a injusta situação de termos os casados com uma dedução à coleta de 50% (por cônjuge) e os não-casados uma de 60%, agora, ambas passam a 55%. Com a alteração, o Estado espera perder cerca de 30 milhões de euros de receitas.

 

Mas está no caminho errado!

 

Portugal está no perigoso caminho da evaporação demográfica e do Ermamento absoluto do seu Interior, e urge tomar medidas que invertam rápidamente este declínio demográfico. A Via Fiscal poderia ser uma das formas ideais para inverter este perigoso processo e foi aquela seguida na Escandinávia, desde a década de 60, com sucesso, mas é também aquela que tem sido ignorada pelos sucessivos governos que o Bloco Central tem colocado no Poder desde 1975.

“Justiça” não é equiparar fiscalmente casados e não-casados. “Justiça” seria reduzir a carga fiscal sobre as famílias (casadas ou em união de facto), e sobretudo, sobre as famílias numerosas que mais contribuem para a Demografia.

Mas para isso era preciso… Visão. Para além dos curtos e muito delimitados horizontes contabilísticos impostos pela Europa…

 

Fonte: Jornal de Notícias

Categories: A Escrita Cónia, Política Internacional, Política Nacional, Sociedade Portuguesa | 6 comentários

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6 thoughts on “O IRS e as Famílias: Um “casamento” turbulento

  1. Quando as pessoas servem como números que vão encher os bolsos de uns poucos, é assim que acontece.
    O que me chateia mais ainda é quererem passar-nos uns atestados de estúpidos a todos nós.
    Sabemos que há medidas que têm o seu efeito contrário aquele para o qual foram criadas. Mas quando outos valores se levantam que não os de criar uma verdadeira política fiscal onde possamos ser cidadãos em pleno e que o dinheiro pago por cada um de nós, seja visto como um esforço das famílias para o bem comum da sociedade, então estas coisas acontecem a todo o passo.
    Abraços

  2. Sauridio

    Mas alguem vê politica estratégica em alguma coisa nestes politicos que temos tido?

    Onde está a estratégia para a nação? Anda tudo ao Deus dará… e tem dado, mas só para os mesmo.

    Sauridio

  3. Concordo inteiramente contigo. Até porque quem tem filhos acaba por ter muito mais despesas (e eu que o diga) que os solteiros. A maior dedução nos impostos deveria ser não por se ser casado, mas sobretudo pelo numero de filhos que se tivesse.
    abraço

  4. A Demografia e o gravíssimo problema demográfico português devia ser a Prioridade de qualquer governo em funções… Ao invés, continuamos a ver governos preocupados com contabilismos de curto prazo, com imposições de Bruxelas e outras questões “menores”… Importantes, talvez, mais menos importantes que o esvaziamento de Portugal e o Ermamento progressivo do seu Interior.

  5. A nossa piramide demográfica está muito mal. A nossa população está envelhecida e quando chegarmos a velhos quero ver quem vai sustentar a reforma social. O estado devia de facto beneficiar as famílias com filhos, pois os gastos destas famílias são superiores e estes filhos são o nosso futuro.
    Para já ainda sou um dos que estão a contribuir para a má demografia…
    Um Abraço.

  6. “Justiça” não é equiparar fiscalmente casados e não-casados. “Justiça” seria reduzir a carga fiscal sobre as famílias (casadas ou em união de facto), e sobretudo, sobre as famílias numerosas que mais contribuem para a Demografia.”

    Concordo plenamente! Deviam de haver apoios reais a quem tivesse filhos e quantos mais fossem, maior seria esse apoio financeiro! E não estou a falar de esmolas ridiculas como o abono de familia! E este seria apenas um passo para haver crescimento demográfico! Depois tinham de ser criadas condições para que as novas gerações não fossem obrigadas a… sair do país. O problema é que só se pensa no presente ( quando muito… ) e nunca no futuro. Os nossos governantes nunca planificam a longo prazo!

    Abraços!

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