Daily Archives: 2006/10/19

O IRS e as Famílias: Um “casamento” turbulento

No próximo Orçamento de Estado o ministro Teixeira dos Santos, avisou que a apresentação separada de rendimento de casadas deixaria de compensar em termos de poupança fiscal…

 

Com efeito, se até agora, existia a injusta situação de termos os casados com uma dedução à coleta de 50% (por cônjuge) e os não-casados uma de 60%, agora, ambas passam a 55%. Com a alteração, o Estado espera perder cerca de 30 milhões de euros de receitas.

 

Mas está no caminho errado!

 

Portugal está no perigoso caminho da evaporação demográfica e do Ermamento absoluto do seu Interior, e urge tomar medidas que invertam rápidamente este declínio demográfico. A Via Fiscal poderia ser uma das formas ideais para inverter este perigoso processo e foi aquela seguida na Escandinávia, desde a década de 60, com sucesso, mas é também aquela que tem sido ignorada pelos sucessivos governos que o Bloco Central tem colocado no Poder desde 1975.

“Justiça” não é equiparar fiscalmente casados e não-casados. “Justiça” seria reduzir a carga fiscal sobre as famílias (casadas ou em união de facto), e sobretudo, sobre as famílias numerosas que mais contribuem para a Demografia.

Mas para isso era preciso… Visão. Para além dos curtos e muito delimitados horizontes contabilísticos impostos pela Europa…

 

Fonte: Jornal de Notícias

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Categories: A Escrita Cónia, Política Internacional, Política Nacional, Sociedade Portuguesa | 6 comentários

Fi166: Caça-foguete de descolagem vertical

A proposta de von Braun para que Peenemunde estudasse um caça foguete de descolagem vertical embora não fosse aceite produzira um aparelho que seria entregue pela Luftwaffe à Fieseler. A partir do Outono de 1941 arrancaram imediatamente os trabalhos em versões guiadas do míssil A-5 com testes reais daquele que deveria ser o sistema de aproximação automática do interceptor. Nos finais de Novembro, a Fieseler tinha terminado o desenho produzindo seis versões, umas utilizando propulsão foguete, outras com um foguete de descolagem semelhante ao do A-5 e motor a reacção para vôo a altas altitudes. O Arsenal da Whermacht prosseguia entretanto a parte que lhe cabia, a do desenvolvimento de motores para o aparelho. Numa reunião de Dezembro desse ano decidiu-se que todos os recursos disponíveis seriam concentrados na versão de interceptor tripulado devido aos grandes custos de um míssil automático, vencendo assim a posição defendida por von Braun. Apesar dos bons progressos que o projecto estava a registar a Luftwaffe retiraria o seu apoio ao projecto em Janeiro de 1942, ao que Dornberger criticava a Luftwaffe pelo repetido abandono de projectos comuns e que até que a Luftwaffe se decidisse e desse os recursos humanos indispensáveis “these totally useless meetings over future hopes will cease and you gentleman will alone concentrate on the development of the A-4.”

Categories: As "Armas Secretas" da Alemanha Nazi | 2 comentários

Anomalia 12: A dimensões do rotor encontrado junto ao Pentágono são credíveis com um motor do Boeing?

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Facto:

Uma das raras peças encontradas no exterior do Pentágono, fotografada, e classificada como um destroço do Boeing 757 que embateu no Pentágono é esta peça do interior da turbina do motor. Já foi escrito e dito que esta peça – segundo um engenheiro da Rolls Royce não “seria nenhum componente de nenhum motor da Rolls Royce que eu conheço”. Mas o estudo AQUI disponível indica o contrário…

Hipótese:

Esta é a única pista que pode apontar para a presença de um avião neste local… Mas um míssil de cruzeiro, ou um pequeno jacto também têm turbinas… De ddimensões semelhantes, especialmente no último caso… A menos que fosse uma peça isolada “plantada” no local por alguém chegado ao local já depois de extinto o incêndio no local… E sabe-se como a zona fervilhava de agentes dos Serviços Secretos e dos Militares nos minutos seguintes ao Incidente…

Categories: 9/11 Conspiracy, 9/11 Denial, As "Armas Secretas" da Alemanha Nazi, MCSE: MOC2272 | 6 comentários

Duplicaram em apenas seis meses os ataques de Phishing…

Alguns estudos recentes promovidos pelo fabricante de antivirus Symantec indicam que os esquemas criminosos para enganar cidadãoes de formar a que estes cedam aos criminosos detalhes sobre as suas contas bancárias online duplicaram nos últimos seis meses.

 

Mais 157 mil mensagens do género (Phishing) foram enviadas em todo o mundo na primeira metade de 2006, o que resulta num aumento de 81% quando se compara com o último período que terminou em Dezembro de 2005.

 

Destas 157 mil mensagens, cada uma tenta alcançar milhares de utilizadores da Banca Online e os esquemas do género começaram pela primeira vez a assolar seriamente a Internet portuguesa, com vários esquermas a decorrer contra a CGD (aparentemente o alvo preferido) e contra o Millennium e o BES (menos, nese último caso).

 

Segundo a Symantec, existem indícios que ligam o Crime Organizado a este incremento, ao contrário de um passado recente, em que o esquema era dominado por criminosos isolados, agindo sózinhos ou em pequenos grupos.

 

Os Phishers enviam mensagens de mail, fazendo-se passar por uma instituição financeira que procura verificar informações pessoais dos seus clientes, como o seu número de conta, palavras-chaves e detalhes pessoais que a maioria das pessoas usa para construir as suas palavras-chaves (datas de nascimento, moradas, etc). Os Phishers podem recolher dados sobre cada um de nós navegando pela informção que colocam na Internet (por exemplo, neste blog…) e recolhando dados que podemos usar para criar as nossas palavras-chave e recolhendo os nossos endereços electrónicos (porque acham que só há pouco tempo coloquei aqui um email e mesmo esse com a subfrase “NOSPAM” que devem retirar se me quiserem contactar por essa via?…)

 

Muitos Phishers usam ainda algumas fragilidades dos navegadores para obterem dados a partir de cookies ou do histórico dessas ferramentas e por isso manter essas ferramentas actualizadas é tão crítico. Segundo a Symantec, o Internet Explorer (o navegador mais usado em todo o mundo) demora em média 9 dias a ser corrigido sempre que se detecta uma falha de segurança, mas as alternativas Opera e Mozilla Firefox (a minha escolha) demoram apenas 1 a 2 dias até serem actualizadas…

 

Fonte: CNET.com

Categories: Informática | 4 comentários

Quids S4-7: A que povo pertence esta criança?

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Dificuldade: 4

Categories: Cidadela dos Incultos, Quids S4 | 7 comentários

A V-1 (Fi103)

Em Março de 1935 uma delegação de cientistas e engenheiros do Arsenal do Exército (que incluía nomes como Zanssen, von Braun e o famoso aerodinâmicista Dr. Adolf Busemann. Da parte do Ministério do Ar seguiram diversos técnicos não identificados. Finalmente, o próprio Willi Messerschmitt fazia parte desta delegação). Esta missão deslocou-se às instalações onde decorriam as experiências privadas de Paul Schmidt. Este inventor tentava construir um pulso-reactor operacional, um motor a reacção com combustão intermitente. Seria a partir deste pulso-reactor embrionário que seria desenvolvido o motor da V-1. Mas em 1935 a Lufftwaffe não encarava este tipo de propulsão como uma solução para “torpedos aéreos”. Com efeito, tinha abandonado recentemente a aplicação da propulsão foguete à aviação e procurava uma alternativa viável para um caça de altas performances. À primeira vista o pulso-reactor parecia oferecer uma alternativa fácil de construir e relativamente barata. Aliás, o próprio Schmidt focava desde 1930 o seu pulso-reactor na sua aplicação à aviação e não consta que tivesse alguma vez ponderado outro tipo de utilização para o seu motor. Mas se a Luftwaffe pensava num motor de aviação, já o Arsenal tinha outra intenção. Pelo contrário, Zanssen e von Braun queria um sistema de propulsão para um míssil (conhecido na época como “torpedo aéreo”). Schmidt recebe em 1935 o patrocínio conjunto da Luftwaffe e do Arsenal, mas a A necessidade desta colaboração começou a ser posta em causa em 1938 por Dornberger constatando a lentidão dos progressos de Schmidt, apesar disso, o Arsenal manteve a sua comparticipação financeira até 1940. Mas as dúvidas do Arsenal eram também, até certo ponto, compartilhadas pela Luftwaffe que em 1939 contactou a Argus, que criara o seu próprio pulsorreactor em 1934, para desenvolver um pulsoreactor com base nos principios definidos por Schmidt. A Argus – sem conhecer o nome do inventor – desenvolveu o sistema de tal maneira, que do pulsorreactor só restou um componente que seguia o desenho original. O primeiro teste de um motor Argus num avião ocorreu em finais de 1941, mas imediatamente se constatou que o ruído e a vibração provocadas pelo sistema de pequenas explosões em sucessão não era adequado a aviões tripulados.

As raízes da requisição para a construção de um míssil balistico para a Luftwaffe encontram-se no apogeu da competição entre a Luftwaffe e a Wehrmacht, no culminar desses desentendimentos, na Primavera de 1942, a força aérea arranca com o projecto para construir um míssil directamente competitivo com o V-2 então em avanço estado de desenvolvimento nas novas instalações do centro experimental do Arsenal em Peenemunde. Pretendia-se construir uma alternativa barata ao V-2, que segundo Speer – um dos seus maiores defensores – “era acima de tudo um objecto de prestígio”.

 

A primeira experiência bem sucedida com a bomba voadora V-1 teria tido lugar a 23 de Dezembro de 1942. O engenho teria voado para além de uma milha e meia do local do lançamento, em Peenemunde. Só a partir de 1943, as bases de lançamento seriam construídas no noroeste de França, permitindo o seu lançamento em série, mas nesse dia de 23 de Dezembro do ano de 1942 escrevia-se um momento importante da História.

 

O primeiro grande passo para o lançamento de grandes números de bombas voadoras sobre o território aliado foi dado em 29 de Março de 1943 quando Hitler aprovou um projecto que lhe fora submetido para apreciação por Albert Speer, então ministro do armamento, e que visava a construção de uma base fortificada de lançamento de mísseis no Canal da Mancha, com a intenção primeira de bombardear Londres.

 

Mas estas movimentações cedo se tornaram conhecidas dos Aliados. A 27 de Março de 1943, o perito do Gabinete de Guerra Britânico, o professor R. V. Jones, tomou conhecimento da tradução de uma conversa gravada secretamente entre dois generais alemães capturados em El Alamein, o general Cruewell e Von Thoma. Nesta conversação que teria tido lugar quatro dias antes, Von Thoma dissera que sabendo da proximidade da prisão da cidade de Londres e não ouvindo o som de grandes explosões, devia ter havido uma pausa no programa dos mísseis: “Em todo o caso, não deve ter havido progresso na questão dos mísseis”. Descrevera também uma visita que fizera a uma base de lançamento: “O major estava cheio de esperança, e disse: “Esperem até ao ano que vem e vão ver.”. Von Thoma continuava espelhando bem as esperanças que a alta hierarquia nazi colocava nessas armas, afirmando que com os projecteis de longa distância “não havia limites”.

 

O projecto, apesar das dúvidas lançadas por Von Thoma, prosseguia, embora com atrasos em relação ao plano inicial. A 26 de Março de 1943, Albeert Speer assistia a uma série de testes daquela que mais tarde seria conhecida pela designação de V-1, acabando por aprovar o programa e indicando que o programa de testes devia prosseguir.

 

Mas o programa sofreria novo retrocesso. Conhecedores do que se investigava em Peeneunde, os britânicos, a 17 de Agosto de 1943 enviaram seiscentos bombardeiros no âmbito da “Operação Hydra”. O principal objectivo da operação era não tanto a destruição das bombas voadoras aqui armazenadas, nem sequer as instalações de fabrico. O alvo prioritário eram as instalações onde se alojava o pessoal técnico ligado ao desenvolvimento dessas armas. Terão sido mortos na operação mais de cento e trinta cientistas, engenheiros e técnicos na zona residencial alvo do bombardeamento. Entre os mortos encontrava-se o Dr. Thiel, um dos líderes do projecto das bombas de propulsão, e um dos elementos mais importantes na investigação alemão de mísseis. O bem sucedido ataque terá atrasado a produção por mais de dois meses, tempo este que não foi gasto na reconstrução das instalações destruídas em Peenemunde, mas na sua transferência para uma fábrica subterrânea construída apressadamente por trabalhadores estrangeiros em Nordhausen, situada a sudoeste de Berlim. Exposto o carácter das instalações de Peenemunde, e dada a sua proximidade das bases aéreas aliadas, impôs-se também a transferência de boa parte da investigação de ponta para uma base construída nos arredores de Blizna, no Governo Geral da Polónia.

 

O sucesso do ataque britânico seria anotado por Goebbels no seu diário, escrevendo que devido a ele “não poderemos possivelmente lançar as nossas represálias antes do fim de Janeiro”.

 

Apesar do sucesso do bombardeamento de Peenemunde, as experiências não cessaram por inteiro. A 22 de Agosto, no litoral do Báltico, foi lançado um míssil dotado de uma ogiva-simulacro construída em cimento. Mas ao contrário do que fôra previsto, o projéctil não se despenhou no mar, como fora previsto, mas sim sobre a pequena ilha dinamarquesa de Bornholm. Aqui, um oficial de marinha, o tenente-coronel Hasager Christiansen, que estava encarregue da administração local, fotografou-a e conseguiu fazer chegar essas fotografias aos serviços secretos britânicos, juntamente com alguns esboços do objecto desenhados por si. Contudo, a ousadia do oficial dinamarquês seria descoberta pela Gestapo. Duas semanas depois seria aprisionado e torturado a um tal ponto que acabou internado num hospital.

 

O desenvolvimento da V-1 prosseguia. Em 23 de Setembro de 1943 existiam já 58 instalações quase completamente preparadas para lançarem bombas voadoras, isto só no litoral françês. É neste momento que se dá a intervenção de um agente françês a serviço dos Aliados, de nome Michel Hollard. Este começa por transmitir para o outro lado do Canal pormenores relativos às construções e acaba por conseguir introduzir numa dessas bases de lançamento um engenheiro recentemente formado, André Comps, que aí deveria trabalhar como desenhador. Comps consegue acesso aos planos das construções entregando-os depois a Hollard que os leva para Inglaterra, via Suiça. Chegados a Inglaterra o professor R. V. Jones é atribuído ao seu estudo concluindo sobre a sua natureza descrevendo com precisão a finalidade aparente de cada edifício, indicando mesmo, que se tratavam de bases de abrigo ou de lançamento de algum tipo de engenho voador.

 

Num discurso datado de 2 de Novembro do ano de 1943 Adolf Hitler fazia uma das suas primeiras declarações públicas à existência de bombas voadoras. Dizia então o ditador em Munique durante o seu famoso discurso anual das Caves da Cerveja: “Ainda que de momento não possamos chegar à América, demos graças a Deus por pelo menos um outro país estar ao nosso alcance, e vamos concentrar contra ele os nossos esforços”. Hitler fazia tais afirmações no âmbito de declarações que os cientistas responsáveis pelo projecto lhe haviam feito e onde previam que os primeiros lançamentos efectivos devessem ocorrer até final do ano de 1943. Mas Albert Speer, proventura menos ingénuo, escrevia seis dias depois: “as investigações não estavam tão avançadas como a equipa responsável por elas gostaria de fazer crer”. Entretanto, em Inglaterra as fotografias aéreas recolhidas no litoral do norte de França e os planos entregues por Holland intrigavam seriamente o comando britânico que decidiria o envio de novos vôos de observação para recolher mais dados.

 

Devido à intensificação do lançamento de bombas voadoras V-1, os Aliados começaram a organizar-se para as combater. A 10 de Novembro de 1944 desembarcaria em Antuérpia, vindo de Paris, o general norte-americano Clare H. Armstrong. Havia recebido ordens para coordenar um comando anti-bomba voadora, constituído por mais de vinte e dois mil soldados americanos, britânicos e polacos. O comando utilizaria seiscentos canhões antiaéreos e um sofisticado sistema de comunicações. A sua eficácia foi bastante elevada, fazendo com metade e, em certas vezes, três quartos da bombas voadoras fossem abatidas antes de chegarem ao seu alvo, neste caso a um dos dois principais alvos das bombas voadoras, Antuérpia (o outro pólo encontrava-se em Londres).

 

Por outro lado, e uma vez que a espionagem militar estimava que a ogiva explosiva da nova arma secreta alemã podia chegar às sete toneladas, o governo britânico tratou de se preparar iniciando medidas para preparar milhões de camas de hospital por todo o país destinadas às eventuais vítimas desses engenhos.

 

O centro experimental de Peenemunde foi fotografado por um vôo britânico de reconhecimento a 28 de Novembro, um par de dias depois um perito em fotografias de reconhecimento, a tenente Constance Babington Smith, interpretando as imagens colhidas mudou a interpretação anterior que as identificava como “equipamento de dragagem”, para a efectiva “possíveis rampas de lançamento de bombas voadoras”. As fotografias recolhidas a 28 de Novembro permitiram confirmar esta última tese uma vez que um aparelho sem piloto podia ser observado num dos objectos agora identificados a rampas de lançamento.

 

Identificadas já por parte dos aliados um número muito razoável de instalações alemães, a 24 de Dezembro de 1943 foram desencadeados uma série de ataques aéreos contra estações no Norte de França. A operação efectuada unicamente por bombardeiros americanos alcançou um total de 24 instalações alemãs, tendo chegado a destruir completamente sete delas.

 

O véu do mistério sobre a V-1 ía-se entretanto desvanecendo cada vez mais. A 2 de Março de 1944 o advogado francês Jean Svy seria transportado por um Lysander até Inglaterra. Com ele levava preciosas informações concernentes à existência de um depósito alemão de munições nos arredores da vila de Creil, no qual, entre outro equipamento, estariam armazenadas duas mil bombas voadoras, as quais se destinavam a serem lançadas sobre a capital britânica.

 

Depois da operação norte-americana contra instalações no norte de França, preparava-se uma outra. A 5 de Maio de 1944 após a decifração de mensagens codificadas alemães uma esquadrilha de reconhecimento sul-africana descolava de Itália. O seu objectivo era o de recolherem imagens em Blizna, para além da fronteira polaca, de um local que se pensava ser um centro de montagem e testes para bombas voadoras. As fotografias recolhidas confirmaram a identificação.

 

A construção de bombas sofria entretanto um novo ímpeto a 6 de Maio de 1944 quando 1800 operários especializados foram trazidos de França para trabalharem na construção de instalações e túneis subterrâneos. Seriam alojados no campo de concentração de Dora. Os tratamentos sofridos equiparavam-nos a prisioneiros de guerra e, de facto, poucos sobreviveriam ao final da guerra.

 

Ainda durante o mês de Maio de 1944, os aliados desencadeavam a operação Crossbow, bombardeando as instalações Ski construídas entre o Pas de Calais e Dieppe. Estas instalações de lançamento de bombas voadoras estavam então protegidas por 520 peças de artilharia pesada e 73 canhões de menor calibre, o que na Alemanha de 1944 representava um esforço considerável. Todo este aparato teve efectivamente os seus resultados. No decorrer da operação 154 aviões aliados foram abatidos tendo morrido 771 dos seus tripulantes, contudo, em contrapartida, dois terços das instalações visadas pela operação durante o mês de Maio tinham sido inutilizadas.

 

Os testes e ensaios alemães foram finalmente concluídos a 13 de Junho de 1944. Nas primeiras horas da madrugada desse dia foram lançadas a primeira V-1. Os resultados deste primeiro lançamento foram decepcionantes. Da dezena de bombas disparadas da base de Watten, junto à costa do Canal da Mancha, cinco caíram quase logo depois do lançamento. Uma ter-se-á despenhado no Canal da Mancha. Só quatro das dez iniciais chegaram a Inglaterra, e destas só uma provocaria algumas baixas, causando a morte de seis pessoas em Bethanl Green.

 

A 15 de Junho o coronel Wachtel lançaria o segundo ataque. Desta vez os resultados obtidos foram bastante mais importantes. Dos 244 mísseis disparados de Watten, 48 caíram pouco depois do lançamento, destruindo 9 das instalações de lançamento e causando a morte a dez trabalhadores franceses. Dos restantes mísseis que chegaram a território britânico, doze foram abatidos pela DCA e oito por caças. As setenta e três bombas voadoras que atingiram Londres causaram a morte a mais de cinquenta civis. Para evitar o pânico numa população já tão martirizada pelo Blitz o governo de Sua Magestade ordenou que o número de vítimas noticiado pela imprensa se limitasse a três “para um mesmo distrito” e num único dia.

 

Dois dias depois era lançado um novo ataque. Desta vez causando 37 mortes em Londres, treze dos quais no hospital de St. Mary, em Kensigton. Continuando a política de controlo de danos, estes números foram mantidos longe da informação durante os três meses seguintes. Por outro lado, este lançamento demonstrou a fraca precisão das V-1, com efeito, uma das bombas voadoras, desviando-se bastante do rumo estipulado, acabaria por despenhar-se nas proximidades de um dos quartéis de Hitler, em Soissons.

 

Um outro lançamento de V-1, feito no mesmo dia, teria efeitos ainda mais sensíveis. Um das bombas voadoras caindo em Wellington Barracks provocaria a morte a oito civis e a sessenta e três soldados britânicos. Um segunda, da mesma vaga, caíria em Battersea, causando a morte a dezanove civis, e uma outra, detonando na localidade de Putney, faria vinte e oito mortos. Ou seja, esta segunda vaga do dia 17 de Junho de 1944 provocaria de 118 mortos.

 

No dia 19 de Junho de 1944, um ataque aereo britânico contra Watten destruiu grande numero de bombas voadoras que estavam a ser preparadas para o lançamento. Três dias mais tarde, os bombardeiros americanos atacavam com igual eficacia instalacoes suspeitas de ligacao com as bombas voadoras, situadas em Nucourt, quinze milhas a noroeste de Paris. Mas as bombas voadoras atingiam agora quotidianamente a Grã-Bretanha; durante as vinte e quatro horas que decorreram ate as seis da manhã do dia de 20 de Junho, vinte e seis misseis cairam em Londres, enquanto vinte e sete eram destruídos durante o trajecto.

 

O nível de baixas provocadas pelas bombas voadoras começava a ser suficientemente importante para incomodar os Aliados, que reforçam os seus ataques aéreos contra instalações que se suspeitava estarem relacionadas com a produção ou armazenamento de V-1. Assim, em 19 de Junho um ataque aéreo britânico contra Watten logrou destruir a maioria das bombas aqui guardadas e que estavam a ser aprontadas para o lançamento. A 22 do mesmo mês era a vez de bombardeiros norte-americanos atacarem as instalações de Nucourt, a noroeste de Paris. Mas apesar destes bombardeamentos terem sido bem sucedidos, a intensidade dos lançamentos era agora bastante elevada. As bombas voadoras atingiam o Reino Unido diáriamente, embora com uma taxa de sucesso não muito elevada, como nos mostra a amostragem referente ao dia 20 de Junho que indica que dos cinquente e três V-1 lançados somente vinte seis chegariam a despenhar-se em Londres, conseguindo a Defesa Aérea e a RAF abater vinte sete bombas voadoras. A 24, cinquenta e um militares morreriam quando a V-1, abatida em Newlands, no condado de Kent, quando se dirigia para Londres, caiu no seu aquartelamento, explodindo imediatamente depois. A 27 outra bomba atingiria Victoria Station, matando 14 pessoas.

 

Quando terminasse o mês de Junho do ano de 1944 o número total de civis mortos por bombas voadoras ultrapassaria o das 1600 vítimas. Número reduzido se comparado com o dos tempos do Blitz, mas insuportávelmente elevado para a martirizada população londrina, como escrevia o ministro da Segurança Interna, Herbert Morrison, ao Gabinete de Guerra em Londres: “Após cinco anos de guerra, a população civil já não é capaz de aguentar os ataques aéreos da mesma maneira, ao contrário do que se passou em 1940-1941”. A 30 de Junho outras 222 pessoas faleceriam vitimadas pelas bombas voadoras. Entusiasmado com os resultados desse mês de bombardeamentos, o Fuhrer diria a Speer para aumentar imediatamente a produção do A-4 para 150 por mês e para alocar mais recursos à fabricação da V-1.

 

A 3 de Julho um grupo de soldados que se preparavam para socorrer vítimas de uma queda duma bomba voadora, viu o seu camião, por sua vez, atingido por um destes engenhos. Do incidente resultariam sessenta e quatro mortos entre os militares americanos e outros dez entre os civis britânicos da zonha de Chelsea.

 

Perante o crescendo das vítimas das bombas voadoras o Estado-Maior do Exército Britânico, preocupado com os efeitos destes bombardeamentos no moral da rectaguarda britânica, e receando que se nascesse uma corrente de opinião favorável a uma assinatura de paz com a Alemanha, ao fim ao cabo o objectivo alemão, ordenou que os bombardeiros de apoio à testa de ponte da Normandia fossem parcialmente desviados para efectuarem ataques contra as instalações de lançamento de bombas voadoras. Foi assim que a 4 de Julho, um ataque em que foram usadas bombas de penetração profunda, atingiu um depósito subterrâneo em St. Leu, destruindo mais de duas mil bombas. Isso mesmo souberam os aliados quando interceptaram uma mensagem ultra-secreta alemã. Nessa mensagem constava também que as bombas voadoras destinadas inicialmente ao depósito de St. Leu seriam desviadas para Nucourt. Seis dias depois um novo ataque aéreo seria lançado sobre o depósito alemão de munições. Um segundo ataque destruiria totalmente também este depósito e as bombas aqui guardadas.

 

Mas apesar destes esforços aliados os números de vítimas não paravam de subir. Até às seis da manhã de 6 de Julho, segundo diria mais tarde Churchill na Câmara dos Comuns, 2754 bombas voadoras tinham sido lançadas, provocando a morte a 2752 pessoas, o que dava um número médio de baixas por engenho muito próximo do um por um: “quase exactamente uma pessoa por bomba”, nas palavras do primeiro ministro. O receio do pânico civil levava Churchill a, após ter referido estes números como uma introdução, a ordenar que a penincilina, até então reservada aos militares, passaria também a ser usada no tratamento dos civis feridos pelas bombas voadoras. Esta relação de um para um poderia aproximar-se do dois para um, como se comprovaria a 15 de Julho, visto que a esta data, e conforme Churchill assinalaria numa reunião do Gabinete de Guerra, o total de bombas caídas na Grã-Bretanha chegaria a 3582, tendo causado a morte a, curiosamente, 3583 civis, o número de militares vitimados não fora então ainda divulgado.

 

A ameaça das V-1 era encarada cada vez seriamente pelo governo britânico. A 17 de Julho, o número de civis evacuados de Londres ultrapassava já o número de evacuados durante o Blitz. Nesta data já mais de milhão de habitantes havia deixado a capital, e nos dois meses seguintes o total chegaria perto do milhão. Estes números podem parecer-nos exagerados, pelo menos em relação aos efeitos reais das V-1. Mas os cientistas e dirigentes britânicos já conheciam então a próxima arma secreta alemã, a V-2. A 18 de Junho uma reunião entre membros do governo de Sua Magestade e diversos peritos militares e civis concluia que o sucessor da V-1 seria mais eficaz, estimando que cerca de mil mísseis estariam já prontos para o lançamento. Cada um destes engenhos, estimavam esses peritos, pesaria cerca de onze toneladas e seria capaz de alcançar uma velocidade da ordem das mil milhas por hora, com esta velocidade o engenho demoraria apenas quatro minutos a percorrer o trajecto entre a sua base de lançamento na Europa do Norte e Londres. Churchill, em particular, estava especialmente preocupado com os efeitos desses efeitos na população civil, previa mesmo que se esses mísseis viessem a ser lançados em grande número “ele estava disposto, depois de consultar os EUA e a URSS, a ameaçar o inimigo com represálias consistindo no lançamento de gás em grande escala, contando que semelhante medida se afigurasse de alguma utilidade”.

 

Entretanto os lançamentos de V-1 não terminavam. Duas bombas voadoras atingiram a 28 de Julho a capital britânica provocando a morte a 106 civis, este e outros lançamentos menos mortíferos fariam com que o número de vítimas a 2 de Agosto de 1944, como diria Churchill na Câmara dos Comuns, se elevasse a 4735 (contando também com militares). A 17 do mesmo mês uma bomba voadora cairia em Lavender Hill, num subúrbio londrino fazendo 28 vítimas mortais, esta era apenas uma das quarenta V-1 que seriam lançadas contra a Inglaterra durante esse mês. A 23 seria atingida uma fábrica de material de guerra, um dos poucos alvos militares atingidos durante esta fase do conflito, do incidente resultaria a morte para 211 operários. Mas cinco dias depois a Defesa Aérea Britânica teria a sua desforra. O esforço organizativo começava a dar frutos evidentes e no dia 28 de Agosto de 1944 as defesas do Sul de Inglaterra enfrentariam uma vaga de 97 bombas lançadas do outro lado do Canal da Mancha. Treze delas seriam destruídas por caças britânicos ainda sobre as águas do Canal. Outras sessenta e cinco pelas baterias anti-aéreas, uma dezena abatidas também por caças mas já sob território inglês, só nove chegariam aos subúrbios londrinos onde duas delas chocariam com uma barreira de aeróstatos, três cairiam ainda antes de chegarem a Londres. Das noventa e sete inicialmente lançadas somente quatro atingiriam a capital britânica. A 13 de Outubro uma bomba voadora isolada conseguiria ultrapassar estas defesas provocando a morte a 14 civis, façanha que seria repetida seis dias mais tarde causando a morte a quarenta e quatro civis.

 

Apesar do sucesso relativo, em finais de Agosto de 1944 já era claro que a V-1 não era a “arma maravilha” que sózinha seria capaz de transformar o curso da guerra. Mas Hitler não perdera ainda a esperança nestas armas e em Setembro de 1944 ordenaria o reforço do apoio ao A-4 (V-2). Entre Setembro e Fevereiro de 1945, a Mittelwerk fabricaria 700 V-2 por mês, enquanto que a produção da V-1 entrava em declínio. Terminara o curto ciclo da V-1 e começara o ainda mais curto da V-2.

 

Mas o alvo das V-1 não era somente a capital britânica. Também Antuérpia, um importante porto de abastecimento das tropas aliadas na frente ocidental recebia uma parte importante dos lançamentos de bombas voadoras. A 28 de Outubro de 1944 uma dessas causaria a morte a setenta e um civis. Em 16 de Novembro sessenta e três civis seriam mortos por uma vaga de dez misseis, e logo no dia seguinte uma V-1 isolada provocaria a morte a trinta e duas freiras atingidas no seu convento dentro da cidade.

 

A atenção dada durante os meses de Outubro e Novembro a Antuérpia seria de novo desviada para a rectaguarda inglesa em 28 de Dezembro. Várias vagas de V-1 seriam lançadas contra o Centro e o Norte de Inglaterra, mas com resultados quase nulos em comparação com o número de engenhos lançados: vinte e oito civis mortos. Ainda um número impressionante, mas já longe da média de um por um referida por Churchill em 15 de Julho do mesmo ano. De qualquer modo este seria o último desastre sério provocado pelas bombas voadoras sobre território britânico. Daqui em diante seriam lançadas cada vez menos vagas de V-1, multiplicando-se os lançamentos isolados. A taxa de sucesso reduzir-se-ia ainda mais. Apesar disso, a 1 de Janeiro de 1945 uma V-1 isolada caindo em Antuérpia causaria a morte a trinta e sete civis. Outras bombas voadoras lançadas durante a última fase da Segunda Guerra Mundial, nos primeiros meses de 1945 causariam ainda a morte a 585 civis em Janeiro e 483 em Fevereiro, números que resultavam de uma multidão de bombas voadoras isoladas e não já de vagas, e que em proporção com os totais de engenhos lançados atingiam o mais baixo valor de sempre.

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Anomalia 11: Porque estavam intactos os vidros das janelas do 2º andar após o embate do Boeing no Pentágono?

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Facto:

Os vidros e as janelas do 2º andar do Pentágono, sitas imediatamente sobre o local onde o Boeing teria embatido (no 1º andar, por paradoxal que isso possa parecer…) estão intactas. Os vidros, cobertos pela espuma retardante dos bombeiros revelam-se intactos, e isto quando estão no local onde a cauda do aparelho devia ter colidido com eles, se houve mesmo um Boeing 757-200 a embater no andar de baixo…

Hipótese:

Nada com a altura de 42 metros que dá ao Boeing 757-200 a sua cauda poderia ter embatido no andar embaixo destas janelas… Só algo sem cauda, ou com uma cauda muito menor… Como um foguete, um míssil de cruzeiro ou um jacto mais pequeno que um Boeing 757.

Categories: 9/11 Conspiracy, 9/11 Denial, As "Armas Secretas" da Alemanha Nazi, MCSE: MOC2272 | 5 comentários

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