Os relatos da presença de Foo Fighters na Europa (também foram reportados sobre o Japão) concentram-se numa área entre Hagenau na Alsácia-Lorena e Neustadt an der Weinstrasse no Reno, nos últimos meses antes do colapso alemão.
Um relatório depositado no Imperial War Museum de Londres assinado pelo Marechal Yanow quando era correspondente da Reuters no Quartel General Aliado em Paris, após a libertação, segundo um artigo publicado no South Wales Argus em 13 de Dezembro de 1944: “The germans have produced a ´secret´weapon in keeping with the Christmas season. The new device, which is apparently an air defense weapon, resembles the glass balls which adorn Christmas trees. They have been seen hanging in the air over german territory, some times single, sometimes in clusters. They are colored silver and apparently “transparent”. Um outro artigo, desta vez extraído do Herald Tribune datado de 2 de Janeiro de 1945: “Now, it seems, the nazis have thrown something new into the night skies over Germany. It is the weird, mysterious ´Foo Fighters´ balls wich race alongside the wings of Beaufighters flying intruder missions over Germany. Pilots have been encountering this eerie weapon for more than a month in their night flights. No one apparently knows what this sky weapon is. The balls of fire appear suddenly and accompany the planes for miles. They seem to be radio-controlled from the ground, so official intelligence reports reveal…”
Estes fenómenos são profusamente mencionados no “Intercettate Senza Sparare” do autor italiano Renato Vesco. Para o autor, os Foo Fighters eram, na realidade, armas secretas alemãs denominadas Feuerball. Estes engenhos teriam sido construídos inicialmente em Wiener Neustadr pela da Flugfunk Forschungsanstalt (FFO). Vesco descreve estes aparelhos como máquinas voadoras circulares, propulsadas por uma turbina de um tipo especial que criava um “o halo em redor do seu perímetro – provocado por uma muito rica mistura de combustível – e os aditivos químicos que interrompiam o fluxo da electricidade sobreionizando a atmosfera na vizinhança da aeronave, geralmente em redor das pontas das asas e das superfícies da cauda sujeitava o radar H2S do avião à acção de poderosos campos electrostáticos e impulsos electromagnéticos.” Uma alegada testemunha do primeiro teste de vôo de um destes engenhos diria a propósito: “during the day it looked like a shining disc spining on its axis and during the night it looked like a burning globe.” Além deste efeito secundário resultante destas turbinas especiais, a Alemanha também poderia ter instalado no aparelho variações dos aparelhos testados em Oberammergau, na Baviera, pelo O.B.F, no Outono de 1945, aparelhos que eram capazes de interferir com o funcionamento dos motores a mais de trinta metros de distância através de poderosos campos electromagnéticos. Este alcance era demasiado curto para que a arma fosse realmente eficaz, pelo que quando a guerra terminou estava em curso um aperfeiçoamento que triplicaria o alcance do engenho, mas que não chegaria a ser completado. Pelo menos alguns dos modelos construídos transportavam uma pequena carga de explosivos que podia ser detonada a partir de terra e pretendia evitar que alguns destroços caíssem em mãos aliadas. Os aparelhos possuiam ainda um sistema que consistia numa fina folha de alumínio electricamente isolada que quando era perfurada por uma bala estabelecia contacto com uma segunda folha e assim levava o aparelho à sua máxima aceleração vertical, afastando o engenho da zona de perigo.
Seria destas primeiras experiências com o V-7 que o Serviço de Informações de Defesa (SID) da República Social Italiana receberia de um seu agente em Berlim a 13 de Outubro de 1944 a seguinte notícia: “Num centro experimental gerido pela Luftwaffe em Oberammergau na Baviera alpina, o O.B.F. ultimou uma série de investigações sobre o “radiodistúrbio de proximidade”: uma máquina voadora redonda e couraçada accionada por um motor a reacção que gera um longo halo de chamas muito luminoso. O aparelho foi chamado feuerball. É capaz de avariar os aparelhos de radar dos aviões.”
Segundo Renato Vesco, as poucas dezenas de Feuerball construídas foram-no na companhia Wiener Neustadt, com o auxílio do Flugfunk Forschungsanstalt de Oberpfaffenhoffen (F.F.O.) para o seu equipamento de controlo via rádio. Com a aproximação da Frente Leste, a construção foi transferida para as fábricas subterrâneas no Schwarzwald da Zeppelin Werke. Os tubos de Klystron eram construídos por uma secção do Forschungsanstalt der Deutschen Reichpost (F.D.R.P.) de Aach bei Rudolph de Lago Constança, e mais tarde também pela secção de Gehlberg da F.D.R.P., mas os seus modelos eram de inferior qualidade, o que levou a que os Feuerball que os usavam tinham que voar em formação para poderem ser minimamente eficientes contra os radares dos bombardeiros aliados.
Existe pelo menos uma referência à entrada em serviço dos Feuerball, num relatório de testes com essas armas obtido pelo O.S.S. (serviços secretos militares do EUA) que proviria de um informador na Suíça e que diz o seguinte: “A strange flying machine, hemispherical or at any rate circular in shape, attacked them at a fantastic speed destroying them in a few seconds without using any guns.” Comentava esse relatório que estas máquinas voadoras poderiam explicar o desapareimento de uma dúzia de quadrimotores durante o seu vôo para solo alemão a partir de uma não-especificada base no Reino Unido.
Segundo se crê o nome de código Feuerball foi também atribuído a um equipamento experimental terrestre de radar construído pelo Post Dienstelle F do Ministério Alemão de Correios e teria sido usado para a defesa das refinarias de Leuna. Desconhecem-se as suas caracterísicas e finalidade concreta.
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