O passado mês de Setembro foi um mês decisivo para o programa americano de defesa anti-míssil. Logo, no começo, a 1 de Setembro , um míssil interceptor disparado da Base Aérea de Vandenberg, na Califórnia atingiu e destruiu um míssil balístico intercontinental disparado de Kodiak, no Alaska.
Quando o ICBM foi destruído viajava a uns espantosos 20.000 Km/h, velocidade que o “Ground-Based Interceptor” (GBI) teve que igual e depois ultrapassar pouco antes do impacto, alcançando uma velocidade máxima de 24.100 Km/h.
Este foi o primeiro teste bem sucedido de um programa que já existe há quatro anos e que até ao momento só conhecera adiamentos, fracassos e ultrapassagens de orçamento. Os aliados americanos que se tinham comprometido neste programa já tinham manifestado a sua relutência em participar num projecto tão polémico e dispendioso, como o Japão.
Apenas quatro dias depois, a NATO aprovava a construção de um sistema de comando para o sistema GBI no valor de 90 milhões de dólares. Pode parecer muito… Mas é uma migalha num programa que custará no total vários biliões de dólares a construir e a manter, mas que terá como objectivo proteger todos os membros da Aliança Atlântica da ameaça balística de uma das novas potências balísticas da actualidade, como a Argélia, o Irão e a Coreia do Norte.
Em meados de Setembro, a 14 desse mês, a U.S. Missile Defense Agency conduzia um segundo teste bem sucedido com o primeiro estádio do motor fogitete do novo míssil “Kinetic Energy Interceptor” (“KEI”). Este KEI é um míssil de três estádios que transporta um míssil avançado desenhado para interceptar um míssil balístico na fase de “Boost”, ou seja, pouco depois deste ter sido lançado e ainda em fase de ascensão, longe portanto, da sua velocidade de cruzeiro, o que maximiza a possibilidade de intercepção e poderá permitir uma segunda intercepção, se a primeira falhar.
O programa KEI é da responsabilidade da Northrop Gruman e Raytheon Company da e deverá produzir o primeiro lançamento em 2008.
Fonte: Spacewar
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