Daily Archives: 2006/09/21

A “Bolha Imobiliária” Espanhola está a aumentar o tamanho da nossa própria… Bolha…

“A Avenida da Liberdade é a zona mais cobiçada pelos investidores imboliários espanhóis e, em certos locais daquela artéria, os preços dos espaços disponíveis para construção duplicaram em dois anos – tendo passado de 1000 para 2000 euros por metro quadrado. Tudo porque, segundo alguns analistas contactados pelo Expresso, a pressão da procura, em grande parte suportada por promotores espanhóis, é de tal forma intensa que os investidores portugueses não conseguiram cobrir os preços pagos pelos seus colegas castelhanos.”

(…)

“Os promotores imobiliários espanhóis ganharam tanto dinheiro nos últimos anos que são os próprios bancos a aconselhá-los a investir em mercados como o português (que para eles, aliás, é como se fosse mais uma província). E é com alguma facilidade que, ao chegarem, cobrem as ofertas de compra sobre os terrenos disponíveis, pois se há problema que eles não têm é de ordem financeira.”

(…)

“Os preços das casas em Espanha aumentaram 130% ao longo da última década.”

(…)

“A bolha imobiliária inchou tanto que muitos analistas já só falam dos perigos do seu rebentamento. E, quando isso acontece, não se ouve barulho, mas os estragos podem ser devastadores. Os estilhaços atingem tanto os particulares – que vêem os seus activbos imobiliários perder mais de 30# do seu valor, como a economia em geral que, normalmente, se retraí com efeitos directos ao nível do desempenho do PIB.”

(…)

“Pilognac de Barros, presidente da Associação Portuguesa de Promotres e Investidores Imobiliários reconhece que há um interesse crescente das empresas espanholas no mercado nacional , mas diz que isso não é negativo: “Portugal necessita de investimento estrangeiro, independentemente do sector de actividade a que se dirija. É bom para a economia”. Além disso, acrescenta, “se os espanhóis acharem o nosso mercado atractivo e investirem nele, mesmo inflaccionando os preços, isso só quer dizer que o poder de compra dos portugueses está a aumentar, que estão com mais empregos e com mais rendimentos.”

 

Muitas vezes elogiada (cá dentro e lá fora) a Economia Espanhola deve o seu crescimento notável das últimas décadas ao crescimento do mercado imobiliário e a orçamentos de Estado equilibrados e regrados (nada das loucuras do Guterrismo ou do Santanismo se passou em Espanha). As exportações espanholas são inferiores às importações e os padrões de literacia ou que produtividade não estão sequer aos níveis do centro da Europa e nem sequer apresentam um percurso convergente… Assim, toda a Economia espanhola está demasiado centrada na prosperidade de um único sector: o da Construção… Cedendo este, cederá todo o edifício e é precisamente isto que temem muitos analistas… Actualmente Espanha já tem a taxa de habitações por família mais alta da Europa e uma das mais elevadas do Mundo (1,6 casas por família)… O fenómeno tem sido alimentado pela explosão das construções em áreas turísticas (que transformou tanto da Espanha do Sul num gigantesco Algarve descaracterizado e massificado) e pela multiplicação dos divórcios em Espanha, mas aproxima-se agora do seu esgotamento… E quando esta Bolha rebentar e os preços forem ajustados a maioria dos espanhóis vão ver as suas casas desvalorizarem-se mais de 30%… E o mesmo vai acontecer por cá… A queda do mercado imobilário espanhol vai provocar um efeito psicológico de arrastamento, num mercado que também tem sido sobrevalorizado especulativamente nos últimos 20 anos…

E quando o nosso maior investidor, exportador e importador entrar em Crise… Adivinhem lá onde vai parar a nossa ténue “Retoma”?

 

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Afinal a Índia vai receber novos Sukhoi Su-30MKI e não actualizar os seus Su-30K e MK…

A Força Aérea Indiana negociou com a Rússia a troca de 18 aviões de caça Sukhoi Su-30K e Su-30Mk pelo mesmo número de caças avançados Sukhoi Su-30MKI (padrão indiano). O negócio deverá rondar os 600 milhões de dólares. Segundo os planos iniciais, estes aparelhos seriam actualizados para o padrão MKI, mas agora a Índia decidiu entregar os aviões antigos à Rússia (que os colocará no mercado) e receber em troca aparelhos novos, construídos de raíz… Parece que dinheiro é coisa que não escasseia por ora à força aérea indiana… Esperemos que o gaste bem, especialmente no treino dos seus pilotos para que não continue a ser a força aérea do mundo com maiores indíces de perdas de aparelhos e pilotpos por acidentes…

Fonte: http://www.air-attack.com/page/80

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O interceptor alemão Me262

Me262

 A partir da Primavera de 1944 os primeiros escoltadores de longo alcance norte-americanos, os P-51 de que já falámos – superiores a todos os caças convencionais alemães – começaram a acompanhar as vagas de bombardeiros em acção sobre o Reich. Os caça-bombardeiros alemães pesadamente armados para abater os B-17 e B-24 era agora demasiado lentos para enfrentar os P-51, e os interceptores Bf 109 e Fw 190 demasiado ligeiros para os bombardeiros, embora suficiente ágeis para os P-51. O Me 262, que entretanto prosseguia nos seus aperfeiçoamentos, constituía uma solução para este dilema.

Mas o emprego do Me 262 como interceptor ainda não era uma questão pacífica. A 23 de Maio, o perfil do Me 262 voltou a levantar problemas numa reunião entre Goering, Milch, Galland, diversas altas patentes da Luftwaffe, Speer e membros do seus ministério. David Irving, escrevendo sobre essa reunião em Berchtesgaden, diria: “Milch certamente que não suspeitou a tempestade que agora caia sobre ele. Com o Oberst Petersen, director dos estabelecimentos de pesquisa, ele agora juntou-se a Goering e a Speer numa grande sala sem ventilação na casa de Hitler em Berghof, com uma grande janela com vista para os Alpes. Hitler ouviu sem interesse os detalhes sobre o programa de caça, aparentemente olhando para as montanhas, até que o planeamento para o Me 262 foi mencionado. Aqui ele interrompeu; “Eu pensava que o Me 262 seria um bombardeiro de alta velocidade? Quantos dos 262s já fabricados poderão carregar bombas?” Milch disse-lhe: “Nenhum, mein Fuhrer. O Me 262 está a ser fabricado exclusivamente como caça.” Houve um silêncio embaraçoso. Milch explicou que o aviao não podia carregar bombas sem grandes alterações estruturais, e mesmo então nunca mais de 1.100 libras.” “Hitler perdeu a sua compostura. Ele compreendeu que com a Invasão Aliada em França a qualquer momento, o avião maravilha no qual ele tinha depositado grande parte das suas esperanças de a derrotar não poderia possivelmente estar pronto. Ele excitadamente interrompeu Milch, “Nem pensar! Eu só quero uma bomba de 550 lb.” Ele perguntou por estatisticas precisas sobre o peso suportado pela versão de caça – a sua blindagem, armas e munições. “Quem dá a miníma atenção às ordens que eu dou?” Ele exclamou “Dei uma ordem clara, e não deixei em ninguém dúvidas que o avião era para ser equipado como um caça-bombardeiro.” Goering recebeu a tarefa de tornar o Me 262 um caça-bombardeiro operacional no mais curto período de tempo possível, sacrificando se necessário a versão de interceptor. Goering iniciou imediatamente o seu trabalho, constatando que era necessário retirar a maioria da blindagem, adicionar mais tanques de combustível debaixo do assento do piloto e na rectaguarda, para além da óbvia instalação de suportes para bombas. Era muito dificil modificar os aviões já construídos, mas relativamente fácil introduzir essas alterações nas aeronaves a construir. Seguindo as ordens de Hitler, Goering vincou a posição do Fuhrer sobre a questão do perfil do Me 262, num telegrama a Milch datado de 27 de Maio: “O Fuhrer ordenou que o Me 262 devesse entrar em serviço exclusivamente como um bombardeiro de alta velocidade. O avião não deve ser encarado como um caça até nova ordem.” Mas Hitler desautorizaria dias depois Goering ao permitir testes da versão de caça com que condição de que isso não atrasasse o desenvolvimento da versão caça-bombardeiro, mas para Ehrard Milch já era demasiado tarde e acabou por ser afastado das suas funções. Mas estas medidas do Fuhrer já tinham chegado tarde de mais, quando as tropas aliadas desembarcaram na Normandia só 30 Me 262 estavam nas fileiras na Luftwaffe e nenhum dos seus pilotos tinham ainda completado o seu programa de treino. A transformação do Me 262 num caça-bombardeiro que entretanto decorria não estava a ser fácil como parecera inicialmente a Goering, mas finalmente o décimo protótipo construído do aparelho assumia o perfil de um caça-bombardeiro. Tinham sido instalados dois suportes para bombas de 550 libras sobre o nariz do aparelho, dos quatro canhões MK 108 só restavam dois, mas a modificação estruturalmente mais importante era a colocação de um tanque de combustível na rectaguarda. Esta modificação obrigava a que o seu combustível fosse consumido tão depressa quanto o possível. Se as bombas fossem largadas com o tanque ainda cheio o avião tornava-se perigosamente instável. Outra dificuldade com a versão caça-bombardeiro advinha do desenho muito liso do avião, o que fazia com que em mergulho se atingissem grandes velocidades o reduzia as possibilidades do piloto de apontar correctamente a trajectória o que era agravado pela impossibilidade do piloto de ver imediatamente por baixo de si. Mas os primeiros testes revelaram que em ataques horizontais e mergulho a baixa altitude o avião podia ser um adversário temível. Mas estas limitações eram importantes, e Hitler tinha disso consciência, como se mostra pelo teor de uma conferência que ocorreu a 25 de Junho, em que Albert Speer afirmaria: “O Fuhrer afirmou de novo, durante uma reunião com o Reichsmarschall (Goering) o seu inálteravel pedido para a imediata produção de bombardeiros a jacto. Até que o 234 pudesse ter a produção assegurada, a produção de série do 262 devia ser acelerada tanto quanto o possível e ele devia tornar-se disponível para essa finalidade…” A primeira unidade operacional equipada com a versão de caça-bombardeiro do Me 262 foi o Erprobungskommando Schenk, formado em Lechfeld com elementos da Kampfgeschwader 51. A 20 de Julho, a unidade era transferida para Chateaudun perto de Orleans em França, com os seus nove aviões comandados pelo Major Wolfgang Schenk. A 20 de Julho, a unidade era enviada para Chateaudun perto de Orleans. Foi a partir daqui que lançaram as suas primeiras missões. As fontes aliadas omitem totalmente a sua presença, o que se deve ao fraco impacte que tiveram as suas intervenções. Com efeito, dos dirigentes alemães não acreditavam que o desembarque na Normandia fosse o principal, que esperavam para Calais e assim a EG Schenk recebeu ordens para não atacar abaixo dos 13.000 pés, como os pilotos não tinham meios para atacar com precisão a essa altitude, a sua eficiência foi muito baixa. Entretanto, a situação em França degradava-se progressivamente. A 15 de Agosto a unidade – agora designada como 1º Gruppe da Kampfgeschwader 51 – era transferida para Creil e a 28 para Chiévres, na Bélgica. Foi nesse dia que os interceptores P-47 aliados contactaram pela primeira vez com o Me 262. No final da tarde o Major Joseph Myers do 78º Grupo de Caça avistou um dos rápidos caça-bombardeiros. Os resultados recolhidos pela KG 51 permitiram concluir que a eficiência do caça-bombardeiro era aproximadamente a mesma do FW 190 nesse papel, adicionalmente, a sua alta velocidade tornava-o a plataforma adequada para ataques a baixas altitudes devido à superioridade aérea aliada. Mas quando entraram em acção pela primeira vez os Me 262 da KG 51 tinham ordens estritas para não atacar abaixo dos 13.000 pés (para os impedir de serem abatidos e de cairem em mãos inimigas), esta limitação reduziu tanto a eficiência dos seus ataques que a sua intervenção passou despercebida ao comando aliado. Ocorreram alguns ataques a canhão contra tropas aliadas no solo, mas a maioria dos pilotos não acreditava na eficiência deste modo de ataque porque o canhão MK 108 tinha uma velocidade tão baixa que os ataques tinham ser conduzidos a menos de 1.300 pés de altitude e os seus 360 tiros disponíveis para atingir com eficiência o alvo. A grande velocidade, a pouca manobralidade e até a falta de blindagem frontal suficiente eram outros factores que contribuiram para a pouca populariedade deste modo de ataque.

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Sobre a promoção por Mérito ou Antiguidade dos Professores do Ensino Público

“A ministra da Educação tem uma proposta simples: que os professores entrem e progridam na carreira, não em função de um direito natural ou da antiguidade, mas do mérito. Dos resultados obtidos, das aulas dadas, das provas prestadas. Antes mesmo de conhecerem os detalhes da proposta, já os Sindicatos dos Professores estavam a ameaçar com a “maior greve que país jamais viu”.

Miguel Sousa Tavares, Expresso de 9 de Setembro de 2006.

Os professores e os sindicatos que tão mal os representam deviam estar preocupados não com as tentativas de estabelecimento de uma “meritocracia” no Sector, mas com a forma como estta é implementada! O erro da ministra não está em atribuir prémios em função do mérito de cada docente, está em não ter esclarecido cabalmente os métodos de avaliação e de se ter deixado enredar no bloqueio tentado pelos corporativos Sindicatos dos Professores. Estes parecem sobretudo temer que os seus melhores sejam premiados e promovidos, como se os “professores” que militam profissionalmente nos sindicatos não se encontrassem no número desses melhores… Isto é, como se defendessem uma Causa Própria…

Nada é mais injusto e promotor da incompetência e do desleixo do que uma promoção automática por idade, que apenas castiga aqueles que morreram e que premeia alguém pelo simples facto de… conseguir respirar. Os parâmetros de avaliação têm que ser unânimes, pré-definidos antes da avaliação, claros, quantificáveis e conhecer o mecanismo de Recurso. Uma vez criados e acordados, a sua aplicação devia ser uma prioridade para todos os agentes educativos, desde o Governos, às Escolas, aos Pais e aos… Professores. Portugal precisa desesperadamente de melhorar a qualidade do seu ensino público, de forma a dar o salto qualitativo das suas Gentes de que precisa para poder cumprir o seu programa histórico. E não é alimentando a Estática, o Imobilismo e o Corporativismo que irá alguma vez aumentar a qualidade das suas gentes…

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Quids S3-14: Que livro é este?

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Dificuldade: 10 (exacto… dez…)

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Voou o quarto protótipo do caça ligeiro chinês FC-1 Xiaolong

O quarto protótipo do caça FC-1 Xiaolong da empresa chinesa Chengdu Aircraft Industry voou pela primeira vez no aeroporto de Wenjiang a 18 de Abril. O avião comporta uma importante reconcepção a partir dos anteriores protótipos com diversas novas características exteriores. O primeiro FC-1 voou em Agosto de 2003.

O avião está equipado com electrónica actualizada e novos sistemas de armas e é propulsado por uma turbina russa Klimov RD-93, a mesma que equipa (em par) o famoso caça russo MiG-29 Fulcrum.

Espera-se que o Paquistão, que colabora no desenvolvimento deste aparelho, encomende um total de 150 FC-1, estando a entrega de 16 já confirmada. A montagem destes aparelhos será feita na Chengdu Aircraft e no Pakistan Aeronautical Complex, no Paquistão até Março de 2008. Cada aparelho não deverá custar mais do que 20 milhões de dólares cada.

 

Fontes:

http://www.milavia.net/aircraft/fc-1/fc-1.htm

http://www.fas.org/man/dod-101/sys/ac/row/fc-1.htm

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A caça às “Armas Secretas Alemãs” promovida pelos Aliados após o final da Segunda Grande Guerra

Em 27 de Abril de 1945, o general Carl A. Spaatz da USAF ordenou ao Air Technical Service Command que organizasse um departamento com o objectivo de investigar o território anteriormente ocupado pela Alemanha, numa área que compreendia cinco países (Alemanha, Áustria, Noruega, Dinamarca e França).

Uma das prioridades da lista nas mãos do general era o Messerschmitt Me 262. A operação de recuperação destas aeronaves recebeu o nome Lusty e foi colocada sob o comando do coronel Harold E. Watson. Os Me 262 capturados e reconstruídos foram entregues a uma equipa de pilotos conhecida como Watson’s Whizzers que os testou intensivamente. Mas os Watson’s Whizzers não voaram somente nos Me 262. Além destas aeronaves também foram utilizadas outras: Arado Ar 234B, Focke Wulf FW 190D-9 e 190F, FW Ta 152H, Heinkel He 219A, Junkers Ju 290A e o Dornier Do 335. Simultâneamente, também os britânicos testaram os seus protótipos capturados. A Royal Aircraft Establishment (RAE), de Farnborough, chefiada pelo capitão Eric “Winkle” Brown, também capturou e testou várias aeronaves alemãs, entre estas estavam oito Me 262 capturados em Leck-Schleswig, na Alemanha do norte. 2 de Maio de 1945, em Oberammergau, no Sul da Alemanha, as tropas dos EUA capturaram o Dr. Herbert Wagner, distinto especialista em mísseis, com ele, estavam dois membros responsáveis da equipa de investigação sobre misseis em Peenemunde: Werner von Braun e o general Walter Dornberger. Os três seguiram para Paris e, daí, para os EUA. “Estamos interessados em continuar o nosso trabalho”, escreveria mais tarde von Braun, “e não em ser espremidos como um limão que a seguir se deita fora”. O envio das armas secretas alemãs capturadas pelas forças norte-americanas começou a 22 de Maio de 1945. O major do US Army William Bromley que chegara dias antes a Nordhausen tratou de preparar e encaixotar mais de quatro toneladas de equipamento para o porto belga de Antuérpia. Daqui a carga seguiria até White Sands, no Novo México onde seria alvo de cuidadosa análise. A sua missão estava cumprida a 1 de Junho, ainda durante a vigência da ocupação da região pelas forças americanas. No dia seguinte a administração da região seria entregue às forças soviéticas. Quando o exército vermelho penetrou na zona – a 20 de Junho de 1945 -, já um comboio especial tinha transportado os cientistas alemães e as suas famílias para a zona aliada. Pouco depois começaria oficialmente a “caça aos cérebros alemães”. A 6 de Julho o estado-maior ordenava o arranque da operação Overcast cujo era objectivo era o de “cérebros excepcionais e escolhidos cuja produtividade intelectual queiramos utilizar”. À data da sua conclusão, mais de 350 cientistas alemães e austríacos haviam sido levados para os EUA. É de um desses transportes que nos dá conta a 29 de Setembro de 1945, o New York Times noticiando o desembarque de 16 “técnicos do Reich”, que tinham chegado a Boston a bordo de um transporte de tropas. Entre estes, encontrava-se o maior especialista alemão de misséis e aquele que formaria o núcleo da investigação americana nesse domínio, o Dr. Werner von Braun. Mas os norte-americanos não eram os únicos que procuravam colmatar o avanço tecnológico alemão com massa cinzenta capturada. Também o Reino Unido – que aliás em domínios como o da propulsão a jacto já estava um degrau acima da tecnologia americana – tentava reunir todos os dados possíveis e capturar o maior número possível de técnicos e cientistas alemães. O equivalente britânico da operação Overcast, a operação Surgeon. O nome provinha da intenção expressa pelo Ministério do Ar britânico de extirpar “pela raíz” toda a potência aeronautica alemã. A caça aos cérebros alemães foi dirigida a partir do centro de investigações de Volkerode na região sob controlo britânico, comparativamente com os norte-americanos os seus resultados foram muito mais modestos (aliás, alguns dos cientistas “capturados” acabariam depois por seguia para os EUA, como sucedeu com Adolf Busemann). De entre os nomes de técnicos e cientistas alemães, os mais sonantes eram os Wernher Pinsche e Dietrich Kuchemann, que com outros vinte especialistas seriam transferidos para a base da RAF em Farnborough. A operação Backfire seria o resultado desses esforços conseguindo a 2 de Outubro de 1945 o lançamento de uma V2 a partir da base de testes de Altenwalde, na zona de ocupação britânica. Apesar de todos os esforços britânicos os resultados da Surgeon e da Backfire foram bastante modestos comparados com os resultados da operação Papelclip norte-americana, sucessora da mais limitada Overcast (que só visava o saque de mentes e equipamento). O Reino Unido debilitado por uma longa guerra e assolado por complexas questões coloniais, não podia oferecer aos cientistas alemães as mesmas condições que os EUA. Por isso seguiram para os EUA 457 cientistas alemães, de 1945 a 1948, contra apenas pouco mais que uma vintena para o Reino Unido.

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A Religião Cónia: Uma Língua Aglutinativa?

Tentaremos determinar se a língua dos cónios é, ou não, aglutinativa, isto é, se os conceitos fundamentais, nomes ou verbos, são expressos por intermédio de uma única sílaba (ou polissílabo) num processo de aglutinação que, consoante as circunstâncias transforma a palavra central adicionando-lhe sufixos e prefixos. Um dos exemplos mais conhecidos deste sistema pode ser encontrado na antiga escrita suméria na qual, seguindo o exemplo de C. B. F. Walker (“O Cuneiforme”): “filho, é dumu, “filhos” dumu-mes, “seus filhos” dumu-mes-a-ni, “para seus filhos” dumu-mes-a-ni-ir.”

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