Daily Archives: 2006/09/09

“Morangos com Açúcar”: O Telelixo que nos entra nas famílias através da TVI todos os dias

“(…) tudo soa a postiço. Os interiores são tão limpos que se percebe logo serem “décors”. Excluindo a directora da escola e a bibliotecária, os actores, recrutados durante o mega-casting que os jornais mencionaram, são geralmente medíocres. As personagens estão mal definidas, chegando-se ao ponto de não se perceber quem é quem. No pólo oposto, temos os estereótipos, como a Mónica, a nova-rica vestida de lantejoulas, a Mimi, a parva que nunca percebe o que lhe está a acontecer, e a Carla, uma trepadora social. O ritmo, telenovelesco, é tão lento, que em mais de uma ocasião, tive de fazer um esforço para não adormecer.”

Maria Filomena Mónica
In “Atlântico, n.17”

Esta frase deste curto – mas acutilante – artigo reflecte a imaturidade do próprio sistema de produção televisivo português… Depois de mais de vinte anos de televisões privadas, um dos programas mais vistos de todas as televisões denota um amadorismo técnico atroz. Os actores, parece terem sido escolhidos intencionalmente para brotarem da turba, e facilitarem assim a maior identificação entre o jovem que vê a série e o jovem que aparece no écran, sem dar grande importância à qualidade da interpretação… Aliás, a qualidade não é uma prioridade dos “Morangos com Açúcar”, mas sim a Identificação… Assim se explica o casting apressado, os cenários imaculados, a raridade de actores experientes, a inconsequência e superficialidade de todos os personagens, a facilidada da adesão a estereotipos sociais redutores e simplificantes (quando a vida é exactamente o oposto: extensiva e complexa…).

Para além de uma tragédia educativa, porque coloca os filhos como tiranetes das famílias, livres para tudo fazerem, pedirem, e obterem em nome da propaganda de uma ideia de pais modelo “tolerantes e compreensivos” e absolutamente incapazes de impôr limites, regras ou modelos educativos, a série é, sobretudo, um hino ao Facilitismo, à Boçalidade e à Ignorância onde ninguém lê um livro ou mantêm uma conversa inteligente e o estereotipado “intelectual de serviço”, faz o papel de outsider aos Dreads e Betos que ocupam os postos sociais centrais na série.

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Os ambiciosos e perigosos planos de lançamento do Shuttle

Restam apenas mais 15 lançamentos para encerrar definitivamente o programa do Shuttle. Até 2010, os trés Shuttles sobreviventes (Discovery, Atlantis e Endeavour) deverão fazer quatro lançamentos por ano para cumprir este apertado e extremamente ambicioso objectivo…

O ritmo de lançamentos é aliás tão intenso que poderá inclusivé levar à tomada de decisões perigosas, na tentativa de realizar todos os vôos programados… E isso já começou… Michael Griffin, responsável máximo pela NASA, optou por autorizar o lançamento do Discovery, a 4 de Julho, embora se tivesse descoberto uma fissura da massa isolante do tanque principal… Na mesma massa de onde se soltou o pedaço que bateu na asa do Shuttle no último (de vários) acidentes fatais com o Shuttle com as trágicas consequências que se conhecem…

Este risco comporta em si um grave precedente… A NASA voltou à política de “riscos calculados” que tinha abandonado depois da sucessão de acidentes fatais com o Shuttle e arrisca-se a encerrar definitivamente e prematuramente todo o programa se ocorrer mais um acidente fatal com qualquer um dos 3 Shuttles remanescentes.

Toda esta pressão resulta primariamente de objectivos políticos… O CEV (rebaptizado agora de Orion) ainda está longe do seu primeiro vôo, o ATV “Jules Verne” europeu deverá realizar o seu primeiro vôo para a ISS ainda em 2007, e as Soyuz russas continuam a ser o cavalo de batalha principal de abastecimento da ISS. No meio disto tudo, restam os 3 velhos e perigosos Shuttles americanos, a última fonte de orgulho da América e a sua única forma de – até 2010 – manter uma presença humana no Espaço sem ter que recorrer à humilhante “compra de bilhetes” nas cápsulas russas. E assim se explica este “risco calculado” assumido com o Discovery…

Fonte: Sciences et Avenier, Agosto de 2006.

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VBS 1: group_mapdrive.vbs (Para mapear uma letra por Group)

Este “VBS 1” vai inaugurar uma série de Posts contendo código VBS adaptado ou escrito por mim e que assim disponibilizo o primeiro pedaço de código que quem precisa pode usar livremente…

‘ group_mapdrive.vbs – Mk2
‘ RM

‘ Este vbs mapeia uma dada letra (neste caso, G:) se o utilizador logado pertencer ao grupo “Grupo”.

Dim objNetwork, objSysInfo, strUserDN, objUser

Set objNetwork = CreateObject(“Wscript.Network”)
Set objSysInfo = CreateObject(“ADSystemInfo”)
strUserDN = objSysInfo.userName
Set objUser = GetObject(“LDAP://” & strUserDN)

If IsMember(“Grupo”) Then
 objNetwork.MapNetworkDrive “G:”, \\servidor\share
End If

Function IsMember(strGroup)
‘ Function to test one user for group membership.
‘ objUser is the user object with global scope.
‘ strGroup is the NT Name of the group to test.
‘ objGroupList is a dictionary object with global scope.
‘ Returns True if the user is a member of the group.
  Dim objGroup
  If IsEmpty(objGroupList) Then
    Set objGroupList = CreateObject(“Scripting.Dictionary”)
    objGroupList.CompareMode = vbTextCompare
    For Each objGroup In objUser.Groups
      objGroupList(objGroup.sAMAccountName) = True
    Next
  End If
  IsMember = objGroupList.Exists(strGroup)
End Function

Categories: CodeFarmPt, DefenseNewsPt | 1 Comentário

A Religião Cónia: O Cão

No começo do período neolítico as populações Magdelenenses da zona do Mar Báltico introduziram a domesticação do cão. Esta domesticação foi importante para o aumento do sucesso da caçador, que agora podia contar com um aliado com um olfacto muito desenvolvido e um elevado grau de mobilidade. Donald Mackenzie acreditava que a este papel deveria corresponder um forte papel religioso, se não entre os Magdelenenses, pelo menos entre os Cro-Magnons.

São comuns os exemplos de adoração do cão nas religiões. No Antigo Egipto, temos Anubis, o protector e guia das almas dos Mortos no Além; também Apuatua, outra divindade egípcia era outro deus-cão. Entre os hindus, Yama, deus dos mortos e Dharma, deus da Justiça, eram deuses com aspecto canídeo. Na complexa mitologia grega, o cão era o guardião do Inferno que Hércules devia vencer. Na mitologia celta, Cuchulin, mata o cão que guarda as portas do Inferno e toma o seu lugar, aliás daqui deriva o seu próprio nome Cu (cão) de Culann. Na Escócia o povo venera ainda hoje as “pedras cão”.

Todos estes vestígios representam uma sobrevivência neolítica do culto do Cão, o facto de terem em comum o seu carácter infernal não deve ser ignorado. A sua presença nas estelas descobertas em território nacional e datadas da Idade do Bronze indica que manteve entre os nossos antepassados o mesmo sentido.

Categories: A Escrita Cónia | Deixe um comentário

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