Da Liberação da Distribuição de Electricidade

No ano passado, o Governo conteve intencionalmente o aumento dos preços da electricidade: em lugar dos 14,7 % os preços subiram apenas 2,3%. Em consequência, os acumulou-se um défice tarifário de mais de 400 milhões que agora terá que começar a ser compensado… Portugal não foi o único país do mundo a conter artificalmente os preços da electricidade, sendo que Espanha fez o mesmo, mas a uma escala superior, já que o eu próprio défice é agora de mais quatro mil milhões de euros…

Esta política vai fazer com que a recentemente anunciada “liberalização” do sector não tenham o momentum esperado… É que os preços terão que subir nos próximos 5 anos para retomar essa défice e isso vaoi manter na EDP a maioria dos clientes residenciais. A mesma “manobra” foi feita pela Espanha, na defesa da sua própria rede nacional de electricidade…

Não se espere assim uma descida – pela via da concorrência – dos preços da electricidade ao consumidor… Bem pelo contrário… Se quisermos pagar menos de electricidade nos próximos anos teremos apenas duas vias: Reduzir o consumo… Montando janelas de vidro duplo, identificando e anulando fugas térmicas, reduzindo consumos desnecessários, instalando lâmpadas sensíveis à presença, etc… E, se tivermos espaço, microsistemas de eneergia eólica ou fotovoltaica…

Também seria bom que tivesses a opção que têm os suecos: uma das várias empresas que vende energia eléctrica aos consumidores vende-lhes “energia verde”, fabricada unicamente por meios alternativos, éolicos e hídricos… Alguém quer ir para a Suécia?

Categories: A Escrita Cónia, Economia, Sociedade Portuguesa, Websites | 3 comentários

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3 thoughts on “Da Liberação da Distribuição de Electricidade

  1. Vamos!

    🙂 Isto faz-me lembrar a história da liberalização da gasolina e gasóleo e suposta descida de preços devido à concorrência…

  2. Exacto Rui.
    Lamentavelmente, o consumidor final pagará a factura de uma decisão politiqueira no início de 2006. Quando Sócrates decidiu, mal, aguentar a parada dos industriais, já sabia o que estava a fazer. Os verdadeiros penalizados serão os 5,6 milhões de clientes residenciais que pensavam que a factura mensal ía baixar.
    A partir de Janeiro é que as regras são a doer, mas suspeito que as quatro prestadoras (3 espanholas e uma italiana) vão ter muitas dificuldades de entrar no negócio…

  3. é verdade: o fátuo populismo do momento vai agora revelar-se na sua verdadeira grandeza: não nos pouparam a nada, pelo contrário: vamos agora pagar tudo o que devíamos ter pago na altura, só que com juros (previstos e que iremos mesmo pagar!) Obrigado, Sócrates!

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