Daily Archives: 2006/08/30

Da crítica no Público de 28 de Agosto sobre a série Lost (Perdidos)

“Para os sobreviventes, os “Outros” são tudo aquilo que os assusta, desde a escotilha enterrada no chão aos rugidos vindos do meio da selva, passando pelo grupo de outros (aparentes) homens que chegam tão depressa como desaparecem de jangada ou de barco, ou pela nuvem de fumo negra aterradora que parece querer engolir algum incauto.”

Maria Lopes, Público, 28 de Agosto.

Não sei que série é que esta senhora anda a ver, mas não deve ser o mesmo Lost que eu vi…

1. Os “Outros são tudo aquilo que os assusta“?! Não… Os “Outros”, na série são sempre bem delimitados, são o grupo de homens que partilha a ilha com os sobreviventes e que mantêm uma agenda escondida (que será esclarecida na Season 3, afirmam os produtores).

2. “rugidos vindos do meio da selva”: que rugidos? Os dos ursos brancos? Mas esses quando surgem (raramente) surgem sempre em silêncio e de surpresa… Então os “rugidos” serão afinal os múrmurios que por vezes os sobreviventes ouvem na selva e que parecem murmurar palavras (como o nome da namorada de Desmond).

3. [os Outros] “chegam tão depressa como desaparecem de jangada“. Que jangada? A crítica de televisão parece ter visto de raspão o episódio em que os sobreviventes constroem uma jangada e tentam assim escapar da Ilha… Mas quem vai (e não vem) nesta jangada não são os “Outros” coisa nenhuma… São os próprios sobreviventes… Os Outros interceptam-nos, mas vão de barco, o qual, aliás, reaparece no último episódio da Season 2.

Falha em toda a ilha, Maria Lopes… Mas acerta em pleno quando entrevista o director das Produções Fictícias, Nuno Artur Silva e este lhe resume assim a série americana:

“A série é feita a partir da lógica do jogo de computador (há sistematicamente provas e obstáculos a superar para se chegar a outro nível).”

Exactamente… Esta é a inspiração maior do tipo de estrutura narrativa de Lost… Cada enigma exposto, introduz dois outros, num ritmo que tem preocupado alguns fãs da série, e que levou o produtor Damon Lindelof a declarar explicitamente que “todos os enigmas teriam solução”…

Provavelmente, este é o segredo do sucesso da série… Esse mais a imprevisibilidade, a qualidade das falas e da interpretação e o apelo ao raciocínio e à inteligência tão raros na televisão e especialmente na “televisão de consumo” que nos vai chegando dos EUA…

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Categories: Ciência e Tecnologia, LOST (Perdidos) | 5 comentários

A Rússia anuncia planos para uma nova estação espacial e para uma missão a Marte

Figura: Novo vaivém russo Kliper

Segundo declarou à RIA Novosti Vitaly Davydov, o responsável máximo pela Agência Espacial Russa a Estação Espacial Internacional (ISS) será desmantelada depois de 2015 e substituída por uma nova estação orbital. 2015 será também o ano previsto para o primeiro vôo do novo vaivém russo, de nome Kliper.

“É necessária porque no presente só podemos monitorizar menos de 10% do território russo, mas com uma nova estação a cobertura poderia aumentar dez vezes. 

O plano russo é usar a nova estação orbital para fabricar materiais que são impossíveis de fabricar no solo, sob efeito da gravidade e melhorar os métodos de monitorização remota do planeta.

Davydov também afirmou que a Rússia começaria a testar novas tecnologias de vôo espacial para aplicar em viagens futuras à Lua e Marte entre 2015 e 2025.

“E a partir de 2025 estamos a planear começar a preparação de missões interplanetárias”, acrescentando que projectos destas proporções deviam envolver várias nações e parcerias entre as várias potencias espaciais da Terra.

Fonte: http://mosnews.com/news/2006/08/29/newiss.shtml

Categories: SpaceNewsPt | 8 comentários

Quids S2-47: Que filme é este?

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Dificuldade: 2

Categories: Genealogia, Quids S2 | 12 comentários

“Que Rumo para a Saúde”, de Rodrigo Adão da Fonseca

“Que Rumo para a Saúde”, de Rodrigo Adão da Fonseca
In Revista Atlântico, Agosto 2006.

“Portugal – na linha, aliás, do que tem sido a tendência na generalidade dos países desenvolvidos – confronta-se hoje com um significativo aumento das despesas com saúde: segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), entre 1990 e 2004, os nossos gastos em saúde cresceram mais do que o Produto Interno Bruto (PIB), absorvendo já, em 2004, 10 por cento da riqueza anualmente produzida. E se os gastos de Saúde, per capita, não ultrapassaram a média dos países da OCDE, a despesa com medicamentos, per capita, é francamente superior.

Vários factores explicam este fenómeno: a introdução de novas tecnologias, a melhoria signficativa do nível da prestação dos cuidados de saúde, o aumento das expectativas dos cidadãos em relação à prestação. O envelhecimento da população tem contribuído também para pressionar as Finanças Públicas. E o cenário tende a agravar-se: nos Estados Unidos, o consumo de cuidados de saúde dos reformados é 3 a 4 vezes superior ao consumo de um adulto na idade activa. Ora, estima-se que em 2030 a percentagem de pessoas acima dos 65 anos represente 20% da população – quando, em 2000, ascendia a 12% (The Economist, 2004).

Na Europa, esta realidade é ainda mais crítica: hoje, o rácio de pessoas activas em comparação com as de idade superior a 65 anos é de 4 para 1: em 2050 estima-se que seja de 2 para 1 (The Spectator, 2006). Em Portugal, a evolução não deverá ser muito distinta daquela que se apresenta para a Europa, conhecida que é a nossa actual pirâmide demográfica.”

(…)

“A Saúde foi sendo gerida do lado da “Oferta”, sem que tenha sentido necessidade de se confrontar com as exigências da “Procura” – qual, devidamente anestesiada, foi suportando, por via fiscal, a despesa crescente. Os incentivos que este modelo gerou foram ruinosos do ponto de vista da eficiência económica, desde logo porque subalernizaram, entre outras, duas das regras mais básicas da Economia: que os recursos são escassos e que qualquer despesa implica uma escolha.

O poder político foi paulatinamente ficando refém de fornecedores e, sobretudo, dos profissionais de saúde, a um ponto tal que a oferta está hoje condicionada por uma combinação de serviços que assenta, com frequência, na maximização do interesse dos prestadores, deixando para um plano lateral o interesse dos utentes. A qualidade tem ficado, igualmente, algo comprometida, pois nem sempre os serviços oferecidos têm efectiva correspondência com as necessidades dos utentes. Tudo isto num contexto de elevada alocação de recursos ao sector da Saúde: 10% do Produto Interno Bruto.”

(…)

“Na verdade, para que o recurso a métodos prospectivos – em que a produção e os preços são negociados previamente entre o poder político (financiador) e os agentes (unidades de saúde) – cumpra o seu objectivo, é necessário que exista um sistema de preços que disponha de informação completa e correcta, que não remunere a ineficiência, e que incorpore um conjunto amplo de variáveis (gravidade, morbilidade, estrutura etária), para que não induza à selecção adversa. Ora, a adequada implementação de um sistema de preços com estas características possibilitará um apropriado alinhamento entre aquilo que é o interesse das unidades de saúde e o dos utenes, em matéria de qualidade e eficiência. Permitirá, além do mais, aferir quem são as unidades de saúde, por serviço prestado, que ministram melhores cuidados (os que poderão ser medidos em função da eficiência e da qualidade), assim como a monitorização contínua dos diversos processos, por comparação, a partir da análise das unidades que apresentem os melhores resultados (benchmarking).

O poder polítiuco ficará ainda com uma capacidade acrescida para, de uma forma fundamentada, poder encerrar unidades ou serviços que, de uma forma persistente, sejam incapazes de sair de um ciclo vicioso de ineficiência e ausência de qualidade.

O Estado deve evoluir para um modelo onde se posicione como co-financiador e regulador, dotando de autonomia as diversas unidades públicas que actuam no sector da Saúde. Seria interessante colocá-las sob a pressão da concorrência, mediante a consegração da liberdade de escolha do prestador por parte do utente: balancear a oferta com o crivo da procura elevaria o sistema para um patamar de maior eficiência e transparência. Permitira ainda o surgimento de novos agentes, não públicos, a oferecer os seus serviços num quadro de igualdade de circunstâncias.”

(…)

“Devem ainda valorizar-se os cidadãos que, ao longo da vida, optaram por manter hábitos saudáveis que se traduzam numa menor oneração das Finanças Públicas. A melhor forma de controlar a despesa passa precisamente pela prevenção, pelo que seria interessante  o Estado recompensar mediante por exemplo o desagravamento fiscal (e não gastando mais recursos), aquele que preservam a saúde e, com a sua conduta, evitam a doença.”

Comentário:

Este artigo é escrito por um Liberal e publicado numa revista assumidamente “Liberal”. Inclui assim alguns conceitos geralmente associados a esta corrente de pensamento político-económico, como o o que em si, não tem nada que se lhe possa criticar, mas que merece alguns comentários nossos, quer em forma de discordância, quer na forma de concordância… Adiante, analisemos o texto por pontos:

Desde 1990 que os gastos com a Saúde têm subido mais que o PIB. A médio prazo, a a situação não é sustentável, e, de facto, este crescimento proporcional tem que parar, já que coloca em risco todo o sistema financeiro do Estado. Como fazer então esta paragem?
A) pela via Demográfica: incentivando novos nascimentos pela via fiscal, criando mecanismos que controlem os custos associados à educação de uma criança e que facilitem o seu acesso ao ensino pré-escolar, favorecendo as grandes famílias nos impostos directos e indirectos, etc, etc, etc…
B) Aumentando o número de médicos e enfermeiros que saiem das faculdades de modo a fazer baixar pela via da Oferta os custos dos serviços médicos, bloqueando a influência dos Lobbies Corporativos que estrangulam hoje as admissões nas Faculdades de Medicina.
C) Fazendo conhecer ao Utente o preço final e efectivo de cada acto médico, mas suportando-se sempre a partir do Orçamento de Estado, de modo a manter intacto o conceito de “Solidariedade Social” em que os mais abastados asseguram que os menos têm pleno acesso a uma rede pública eficaz de prestação de cuidados de Saúde.
D) Pagar de vez, a eterna e mastodôndica dívida das Farmácias ao Governo que tem sido usada pela ANF para instrumentalizar e pressionara o governo. Moralizar os preços e cessar com as manobras que tornam os medicamentos vendidos em Portugal dos mais caros da Europa. Multiplicar e generalizar o uso de Genéricos e punir severamente a sobremedicação patrocinada por alguns farmacêutico e, sobretudo, por alguns médicos.
E) Identificando os custos efectivos de cada acto médico, localizar as unidades de saúde menos eficientes, cruzar estes elementos com inquéritos de opinião regulares junto dos utentes e encerrar os serviços mais ineficientes, reabrindo-os em novas instalações submetendo os mesmos funcionários e clínicos transferidos ao re-exame das suas capacidades.
F) Promover o uso ao “cheque saúde” em que o Utente, pode escolher receber do Estado a comparticipação do Tesouro Público, podendo escolher onde receber os seus cuidados médicos, optando entre as instalações públicas que lhe parecam mais eficientes (sem restrições geográficas) e podendo optar pelo sector privado.
G) Reforçando o qudro legal que pune hábitos que provocam doenças a longo prazo, como o Tabaco e o Alcóol, possivelmente aumentado muito a sua carga fiscal, reduzindo os locais onde o fumo é permitido, reduzindo a venda de alcóol em Discotecas e Bares.

Muito há a fazer… Ficar onde estamos, à espera do colapso do sistema público de Saúde é que não é (ou não deve ser) opção… O Sistema de Saúde deve ser reforçado e tornado mais eficiente, de modo a mantê-lo viável num contexto de envelhecimento da população e do aumento dos custos associados aos cuidados de saúde.

Categories: A Escrita Cónia, Política Internacional, Política Nacional, Sociedade Portuguesa | 4 comentários

Eles encontraram as cinzas perdidas de Dante

 

As cinzas do poeta Dante que tinham sido perdidas em 1929 depois de terem sido expostas num Congresso de Bibliotecários foram encontradas em 1999 por dois vigilantes entre os 5,3 milhões de volumes conservados na Biblioteca de Florença… Aparentemente, após o Congresso algum bibliotecário menos competente teria… Catalogado erradamente as cinzas do autor da “Divina Comédia”.

Fonte: La Repubblica, Julho de 1999.

Categories: Economia, História, Humor | 2 comentários

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