Daily Archives: 2006/08/28

“Dharamsala Wireless Mesh”: A rede Wireless do governo tibetano no exílio

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Estendendo-se ao longo da fronteira entre a Índia e o Tibete ocupado pela China está ser montada uma rede wireless por alguns reformados milionários de empresas .com e hackers do “Cult of the Dead Cow”. Usando material informático obsoleto noutros locais, estes hackers estão a auxiliar os exilados tibetanos a estabelecer uma rede sem fios capaz de oferecer serviços de dados e telefonia à comunidade tibetana no exílio. Designada como “Dharamsala Wireless Mesh” é descentralizada e mais rápida do que uma rede convencional por fios. Tentativas semelhantes para estabelecer redes comunitárias locais nos EUA foram travadas pelas empresas telefónicas americanas, só a Google é que conseguiu criar a sua rede WiFi e apenas em Mountain View na California… Estas barreiras não existem em Dharamsala, abrigo de cerca de sete mil refugiados tibetanos

Um dos maiores desafios que houve que vencer foi a feroz oposição dos… macacos locais. Segundo Ben-David, da organização: “os macacos estão em todo o lado. Frequentemente, vemos um enorme macaco, do tamanho de um gorila pendurado da antena, balouçando-se nela, comendo-a, tentando parti-la. Perdemos muitos cabos, mas agora usamos equipamento muito resistente de modo a que os macacos não o possam destruir.”

A rede está activa desde 2005, mas limitada ainda a escolas, escritórios governamentais e organizações não-lucrativas, devido ao baixo orçamento disponível. Contudo, e ironicamente, porque se trata de budistas de corrente tibetana… Houve necessidade de instalar um filtro anti-pornografia porque o acesso a sites pornográficos era tão frequente que estava a começar a “entupir” a rede…

Samdhong Rinpoche, o primeiro-ministro do governo tibetano no exílio, anunciou que o governo tibetano planeia lançar um canal de televisão de língua tibetana usando esta rede, acrescentado ainda, como monge que é: “Nada é independente. Tudo está relacionado e interdependente. Nós temos que nos conectar uns aos outros, e para nos conectarmos precisamos de comunicações. E para comunicarmos agora existem tremendas facilidades (através da tecnologia)… E isso é muito bom.” Samdhong traz sempre consigo mais de 300 volumes de textos religiosos em CD que seriam impossíveis de transportar em papel, muitos destes documentos foram salvos do Tibete ocupado e foram digitalizados antes que as autoridades de ocupação chinesas os pudessem destruir…

Entretanto, esta rede já foi atacada por piratas informáticos chineses que a conseguiram abater com um ataque DDOS durante algumas horas… Assim demonstrando que na China também se lê a revista Wired onde esta reportagem foi publicada originalmente…

Fonte: Revista Wired

Categories: Budismo, Ciência e Tecnologia, Defesa Nacional, Informática, Política Internacional, Política Nacional, Sociedade | 6 comentários

Quids S2-46: De que pintor é este quadro?

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Dificuldade: 3

Categories: Genealogia, Quids S2 | 14 comentários

Quids S2-45: Em que colónia marcham estes soldados?

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Dificuldade: 1

Categories: Genealogia, Quids S2 | 5 comentários

A Alemanha confirmou a venda de dois submarinos a Israel

Os dois submarinos da classe Dolphin têm uma velocidade máxima de 20 nós, um alcance de 4500 km e usam um sistema de propulsão por células de hidrogénio, o que lhes permite navegarem submersos durante mais tempo do que os três submarinos convencionais da classe Dolphin que já equipam a Marinha Israelita e que a Alemanha vendeu a Israel entre 1999 e 2000.

Os dois navios serão construídos nos estaleiros de Kiel, pela Howaldtswerke Deutsche Werft, uma subsidiária da ThyssenKrupp.

O governo alemão financiará um terço do custo destes submarinos, no valor de 333 milhões de euros, num total de 1.27 biliões de dólares.

Estes dois navios irão reforçar o domínio do Meditettâneo Oriental por parte da Marinha de Guerra Israelita, que já é tão absoluto quando o é o domínio do ar e que a recente guerra do Líbano veio demonstrar, com a capacidade expressa pela marinha israelita de bloquear todos os portos libaneses.

Os detalhes financeiros do negócio é que são curiosos… O governo alemão vai pagar 1/3 do custo destes navios… Como compensação pela má memória e remorsos pelo tratamento dado aos judeus duante a II Grande Guerra? Atá quanto vai a Alemanha viver imersa no Remorso e a condicionar assim a sua política externa? Não ganharia mais o mundo, o Médio Oriente e a Europa se pudesse contar entre si com o maior estado europeu livre de remorsos e finalmente liberto para tomar as melhores políticas que entender e… Por exemplo… Deixar de armar um dos exércitos mais fortes do Médio Oriente? A desproporção de meios tem servido a Israel para exagerar na força das suas reacções a provocações alheias, e se Israel não fosse (ou não acreditasse ser) militarmente tão superior ao Líbano teria desencadeado esta guerra e a consequente vaga de destruição e dor no país dos Cedros? Provavelmente… Não… Se houvesse mais equñhbrio (e união) entre os dois lados… E estes remorsos alemães não contribuiem em nada para esse equilíbrio. Isto não significa que defendo o boicote à venda de armas a Israel, que tem todo o direito de se defender. Mas o submarino não é uma arma defensiva… Bem, pelo contrário, o “submarino” é o único meio naval de perfil claramente ofensivo…

Fontes:

www.dw-world.de

http://english.aljazeera.net/NR/exeres/11D85542-5938-4072-A46A-1DD759CEF6F2.htm

 

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Agostinho da Silva: Da responsabilidade suposta de Portugal no “atraso” do Brasil

“Muitos historiadores brasileiros, mas sobretudo professores de História, porquanto existem neste campo as mesmas diferenças que entre filósofos e professores de filosofia, defendem a ideia de que Portugal, durante os tempos em que o Brasil lhe teria sido colónia, nada mais fez do que impedir por todos os meios o desenvolvimento do país, gravemente o tolhendo portanto para o futuro; as acusações se formulam principalmente no que se refere à Universidade, imprensa e servidão económica, pela proibição de importações directas e de manufacturas locais: tudo importado de Portugal ou através de Portugal.

Quanto à Universidade, teremos que notar, antes de mais, que ela, em Portugal, interessava apenas a uma parte miníma da população; o acesso era fundamentalmente impedido pela pobreza em que vivia o povo e pela ausência absoluta de informação, quantos nem sabiam que havia Universidade e, dos que sabiam, quantos saberiam como lá entrar – e por não estarem as classes dirigentes interessadas em alargar o círculo dos que, por possuírem com o diploma seu alvará de livre trânsito, podiam entrar na concorrência dos lugares que a estagnação económica não deixava serem muitos. Em segundo lugar, e definindo-se como se deve Universidade como sendo o lugar em que a pesquisa é livre, livre a transmissão do que se descobre e livre a objecção a qualquer espécie de doutrina, não havia em Portugal Universidade alguma: nada se descobria, nada se transmitia, nada se criticava, não se percebe como teria melhorado o Brasil pela importação do nada; ou como, tendo sido o povo que constituiu a grande massa que se transportou para o Brasil, lhe daria ali o governo português o que em Portugal lhe não dava.

Quanto a edições, para que serviriam no Brasil, onde os leitores seriam apenas dez ou vinte dos administradores com que Portugal vigiava o seu povo emigrante e lhe travava tudo quanto na metrópole significasse progresso cultural? Que profundo adiantamento poderia vir de obras que passavam por todas as fierias da Igreja e do Paço, raramente expendiam doutrinas portuguesas e, quando expendiam, davam com Vieira na cadeia, ou divulgavam teorias já atrasadas na Europa?” (…)

Pelo que respeita a economia, parece não entenderem os críticos que não podem exigir de sistema algum que proceda contrariamente à sua própria substância: Portugal, inteiramente dentro, quanto ao Governo, de um capitalismo europeu, como capitalista se portava quanto ao povo, estivesse ele onde estivesse; o povo português, cuja psicologia é, e nisso se mostra plenamente humano, anticapitalista, tão oprimido era em Portugal e tão desviado de sua natureza como no Brasil, houvesse ou não instalação de fábricas; mais oprimido ainda, porque, sem o mar intermédio e sem os grandes espaços brasileiros, mais depresse teve de desistir de suas formas colectivas de trabalho e produção; Brasil se defendeu melhor porque estava mais longe e mais à larga. Com uma economia mais humana, sem Universidade e livre de biografias retrógadas, tinha, o que não sucedia com Portugal, todas as bases para um futuro digno da grandeza do povo que a ele for a: resta, ainda hoje, que se lembre, aproveite e construa.”

 

Pág.19

Agostinho da Silva, Ensaios sobre Cultura e Literatura Portuguesa e Brasileira II, artigo “Sobre Opressão”.

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A Arábia Saudita vai comprar 72 aviões de combate Eurofighter Typhoon

Eurofighter Typhoon

A Arábia Saudita adquiriu 72 aviões Eurofighter Typhoon ao Reino Unido num negócio que poderá ascender aos 6 biliões de libras esterlinas e que reforça a posição de Ryad como a força aérea mais bem equipada (depoisd de Israel) de todo o Médio Oriente. O contrato vai assegurar a manutenção de centenas de postos de trabalho na BAE Systems que estavam em risco de serem dispensados…

Os Eurofighters irão substituir os aviões Tornado, também construídos na BAE Systems e que se aproximavam do fim da sua vida útil.

A BAE britânica fabrica as secções dianteiras e traseiras da fuselagem do Typhoon, enquanto o consórcio europeu EADS e a Alenia italiana constroem as asas.

A Arábia Saudita é o primeiro cliente não-europeu para o Typhoon, que já foi encomendado pela Alemanha, Reino Unido, Espanha, Itália e Austria.

O projecto Typhoon foi vítima de atrasos vários e ultrapassou o orçamento por diversas vezes… Os trabalhos começaram ainda 1980, mas o primeiro vôo de um protótipo só teria lugar em 1994.

Assim se rearma um dos Estados mais retrógados, opressivos, não-democráticos e medievais do Mundo com armamento europeu, com o beneplácio silencioso dos EUA e seus “Aliados”…

Fonte: bbc.co.uk/news

 

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