Campanha “Diga Não à Coincineração!”

Retirado de O Blog da Nalga do nosso amigo Dae-Su Ho!

Contra a coincineração (na Arrábida, Souselas ou onde fôr) e a favor de uma incineradora dedicada, mais ecológica, eficiente e, sobretudo, construível onde menos danos ambientais tiver e ainda… possível geradora de energia…

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Categories: CodeFarmPt, Ecologia, Política Internacional, Política Nacional | 15 comentários

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15 thoughts on “Campanha “Diga Não à Coincineração!”

  1. petraev

    Pois é…mas sai mais caro.E isso eles não querem.Se fosse em estádios a conversa era outra… ambiente?ké isso? 😐

  2. Ou seja, defende uma coisa que ainda não existe!

  3. Thanks Rui!!!

  4. quintanilha: dizem os peritos (entre os quais não me encontro) que as incineradoras dedicas são menos poluentes que a coincineração. Desde logo, podem ser instaladas em locais menos povoados que Souselas ou menos ecológicamente sensiveis que a Arrábida… o que não acontece com nenhum destes locais de coincineração…

  5. Bom este é um tema que me deixa dividido…
    A minha mulher é licenciada em Ciências do Ambiente e executa vários projectos na área do ambiente para diversas empresas públicas ou privadas. Eu já trabalhei várias vezes como monitor em muitos destes projectos o que me deu algum know-how acerca do tratamento e gestão de resíduos. Eu fui monitor, por exemplo, nas visitas do público à LIPOR II que é a central de incineração para os resíduos provenientes dos munícipios que fazem parte deste sistema intermunicipal da área do grande Porto (em Lisboa o equivalente à LIPOR é a VALORSUL).
    Nesta central são incinerados os resíduos provenientes da recolha indiferenciada. Basicamente o processo consiste em queimar os resíduos e aproveitar o calor para aquecer água que uma vez vaporizada é injectada a alta pressão em turbinas ligadas a alternadores que vão gerar energia eléctrica, energia essa que é vendida à EDP, para terem uma ideia a energia gereada na LIPOR dá para um consumo moderado de 150000 habitantes. Quanto às cinzas e escórias resultantes da incineração, são divididas em metálicas e não metálicas. As não metálicas normalmente são aproveitadas para serem utilizadas na construção de estradas, as metálicas são enviadas para reciclagem. Quanto aos gases, saõ tratados e são retirados os componentes perigosos para a saude. Estes componentes gasosos, são depois inertizados e enviados para aterro.
    Ou seja uma central de incineração é uma boa solução para destino final de resíduos, que tem alguns inconvenientes: o seu preço, custa vários milhões de contos; o impacto visual na paisagem, etc.

    Mas tudo isto de que falei foi para resíduos domésticos e não perigosos. O que fazer aos resíduos perigosos? Pode-se falar de facto em construir uma central de raíz, mas aí colocam-se vários problemas: localização e custo. Ou seja, para construir uma nova central primeiro é preciso escolher um local, o que gera logo problemas com as populações mal informadas acerca de como funciona uma central, gerando manifestações e atrasando o processo. Depois é preciso executar e pagar os estudos de impacte ambiental. Passada esta fase é necessário construir e pagar a central. Todo este processo demoraria anos e custaria centenas de milhões de contos e é urgente darmos um destino aos resíduos perigosos antes que comecêmos a ter problemas ambientais. A solução intermédia que me parece mais razoável, é de facto a co-incineração, pois não temos que pagar o custo da infraestrutura, tendo somente que instalar um sistema eficiente para tratamente dos gases. A população ainda não se apercebeu que se os sistemas de tratamento dos gases forem instalados nas cimenteiras, vão deixar de ter aquele pó caracteristico do cimento que todos os dias “chove” nas suas casas.
    O problema é que todo este processo foi mal conduzido desde o ínicio, com muitas desinformação e ignorância à mistura e com muitos aproveitamentos políticos da situação. O governo esteve mal em não fazer um novo estudo de impacte e não efectuar campanhas de sensibilização da população.

    Em suma, a meu ver, a co-incineração é uma solução razoável para o médio prazo, tendo sempre em vista a melhor solução que é de facto uma central de incineração dedicada, mas enquanto não temos dinheiro para tal, porque não aproveitar as infraestruturas que já estão construídas? Por outro lado compreendo perfeitamente as populações em não quererem que se queimem lá resíduos perigosos, pois nunca ninguém lhes explicou que isso pode melhorar o ar que respiram e não podemos ter a certeza da efectiva implementação correcta dos sistemas de tratamentos de gases,que me deixa dividido…

    Bom já me alonguei de mais…
    Um Abraço.

  6. bem… pensava que a tua área eram os seguros (não tinhas dito isso algures num comentário?), mas fiquei absolutamente siderado com o teu conhecimento sobre o tema… confesso que fiquei convencido… mas concordo que o que falta aqui é informação e boa informação e que o estilo autoritário e autista de sócrates nada tem feito para ajudar a prestar estes esclarecimentos.

  7. De facto a minha área neste momento são os seguros, mas a minha formação é de informática (estudei Eng. de Sistemas e Informática, mas não acabei o curso). Quanto à temática ambiental, trabalhei em vários projectos na área do ambiente através da empresa onde trabalha a minha mulher. O meu trabalho foi principalmente de monitor em exposições e em acções de sensibilização e educação ambiental às populações, com principal incidência na área dos resíduos. Por isso é que estou tão à vontade para falar deles. Desde a politica dos 3 R’s, à recolha, tratamento e destino final de resíduos.

    Se o governo informasse melhor as pessoas, se a oposição, não criticasse só porque não está no poleiro e se algumas organizações de defesa do ambiente não fossem tão fundamentalistas, muita coisa podia ser diferente neste país.
    Tive exemplos de muita falta de informação, pessoas que iam à exposição e diziam que os aterros eram uma vergonha e uma grande fonte de poluição e que eram contra eles. Quando lhes explicava como é construído um aterro, como são lá colocados os resíduos, e como quando estão cheios se encerram, as pessoas saiam de lá de outro modo, já não eram contra e achavam que era uma boa solução. O grande problema é que a maior parte das pessoas pensa que um aterro sanitário é uma lixeira a céu aberto como as de antigamente, quando na realidade não tem nada a ver. Estes e outros exemplos são crassos de como a desinformação é normal na área do ambiente.

    Um Abraço.

  8. deve ter sido uma boa experiência, enriquecedora e viva… e pelo vistos frutificante, pq ficaste sabedor do tema…

    em portugal a oposição muda de discurso consoante o é ou deixa de o ser, passando a defender a mesma posição que atacava quando era oposição. pelo menos é assim com os nossos dois eternos alternadeiros ps-psd que se portam exactamente assim, e talvez seja tb por isso q este país não ata nem desata e malbaratou tantos recursos que a europa lançou sobre nós…

  9. De facto foi uma boa experência. Apesar de ter ficado sem férias em um ou dois anos para estar a trabalhar, ao menos ganhei conhecimentos e… dinheiro! 😉

  10. O outsider falou muito bem, mas isso é a teoria, na prática de muitas centrais há processos que são encurtados, a co-incineração é feita de forma a que o processo seja o mais rentável possível e de forma a aproveitar mais energia para as cimenteiras isso implica alibertação de mais substancias cancerigenas. Além do mais para manter um sistema de filtragem de gases eficiente gastam-se muitos milhões anuais, e em portugal todos fogem à segurança. Além que só estão a ver a poluição de uma questão directa, o aceso à Arrábida é limitado, ter milhares de camiões passando anualmente, a descarregar substancias nocivas trarão também estragos a longo prazo.

  11. O Dae tem também razão. Precisamente por desconfiar da implementação e manutenção correcta dos sistemas de filtragem e da incineração correcta dos resíduos, é que eu fico dividido entre apoiar a medida ou estar contra. Penso também que o tráfego gerado pelos camiões que transportam os resíduos perigosos não será assim tanto, penso até que não se notará grande diferença em relação à actualidade.
    Eu continuo a dizer é que a melhor solução é de facto uma central de incineração dedicada, mas para solução intermédia e que é urgente, a coincineração é uma boa solução. E é mesmo urgente pois não tarda estamos a sofrer sanções da UE por não termos um destino para os resíduos perigosos.
    Por isto por um lado estou de acordo com o Dae e por outro não…
    Um Abraço.

  12. Parafuso

    Após ler os anteriores comentários, resolvi colocar mais umas achas para a fogueira.
    Qual a razão que CM Setúbal não leva os seus habitantes a visitar a estação de tratamento de RSU?
    Quais são os interesses que estão por detrás da coincineração ?
    Será que os ambientalistas andam todos a pé ou de bicicleta?
    Estas questões fazem-me pensar que no meio delas está uma população desinformada e manipulada por meia dúzia de sicários, com interesses duvidosos.
    Se não procedermos à ddetruição dos RIP o que fazemos com eles?
    A mesma pergunta faço relativamente aos RSU.Será que esses senhores não produzem lixos? Será que por acasonão consomem combustíveis fósseis?
    É muito fácil criticar.Concordo plenamente com os comentários de OUTSIDER,é necessário informar as populações mas com HONESTIDADE E NÃO APENAS COM ASPECTOS ELEITORALISTAS. Para os bloguistas anteriores aconselho a leitura do relatório da CCI sobre Outão, talvez ajude a compreender e a anular os medos.

    • manuel silva :No meu ponto de vista:Eu sou a favor do processo de Co-incineração nas cimenteiras.Actualmente, a co-incineração nas cimenteiras é, sem dúvida, a forma mais amiga do ambiente para eliminar resíduos perigosos: poupa recursos não renováveis e tem a mais baixa emissão de poluentes para o solo, águas e atmosfera.O processo de co-incineração, até que popularmente seja bem entendido, passa em grande parte pelo entendimento das forças políticas e por uma informação séria do Governo às populações, para que a hostilidade não se sobreponha à confiança e se façam os ajustes necessários à fundamentação científica nesta matéria.

  13. Parafuso: São boas questões. E eu próprio, após ler as posições do outsider mudei um pouco a minha posição. Actualmente, não sou tão contra a coincineração como antes.
    E sim… aqui, como eu muitos lados… a informação é crucial.

  14. No meu ponto de vista:
    Eu sou a favor do processo de Co-incineração nas cimenteiras.
    Actualmente, a co-incineração nas cimenteiras é, sem dúvida, a forma mais amiga do ambiente para eliminar resíduos perigosos: poupa recursos não renováveis e tem a mais baixa emissão de poluentes para o solo, águas e atmosfera.
    O processo de co-incineração, até que popularmente seja bem entendido, passa em grande parte pelo entendimento das forças políticas e por uma informação séria do Governo às populações, para que a hostilidade não se sobreponha à confiança e se façam os ajustes necessários à fundamentação científica nesta matéria.

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