Monthly Archives: Agosto 2006

Da Salganhada Iraquiana

À medida que o exército e a polícia do governo iraquiano vão assumindo o controlo de províncias do Iraque e as forças da Coligação vão retirando, vão-se observando as imensas dificuldades que estas têm para manter a situação no Iraque sob controlo…

Em 28 de Agosto, por exemplo, milícias shiitas expulsaram da cidade de Diwanyah, no Sul, as forças do exército iraquiano provocando neste 25 mortos, dezenas de feridos em troca da morte de 5 milicianos do “Exército de Mahdi”, uma milícia liderada pelo conhecido Moqtada al-Sadr.

A batalha durou quase todo o dia e terminou com o controlo de sete bairros de Diwaniyah, e com o exército confinado aos extremos sul e leste desta cidade a apenas 150 Km de Bagdad.

Provavelmente, as forças americanas terão que intervir directamente para retomar o controlo da cidade, já que o governo se revelou incapaz de o fazer (embora também seja dominado por shiitas). Se isso acontecer dará razão a todos os que defendem que com a saída das forças da Coligação, o Iraque cairá no caos, já que o governo se revela impotente para travar o controlo de uma cidade tão importante como Diwanyia por um grupo de milicianos…

Fonte: Público de 29 de Agosto

Categories: DefenseNewsPt, O Código da Vinci, Política Internacional, Sociedade | 4 comentários

Uma empresa irlandesa alega ter construído o primeiro “Motor Perpétuo” para alimentar laptops, telemóveis, etc…

Uma pequena empresa irlandesa afirma ter quebrado uma das leis mais essenciais da Física e ter construído um equipamento que pode ser classificado como… Um “Motor Perpétuo”…

A descoberta terá ocorrido por acidente, afirma Sean McCarthy, o seu proprietário, quando a sua empresa, a Steorn procurava uma forma mais eficiente de alimentar câmaras de televisão em circuito fechado (muito populares nas Ilhas Britânicas) para vigiarem máquinas de ATM. Embora a companhia não tenha detalhado o processo descoberto, o que lança suspeitas sobre mais esta alegação de invenção de uma máquina de “Motor Perpétuo”, a Steorn afirma possuir o segredo para construir uma máquina que produz mais energia do que aquela que consome… Contudo adiantou que envolvia campos magnéticos “configurados de uma forma muito precisa”, o sistema resulta num motor que tem uma eficiência superior a 100%, ou seja… Num gerador de energia perpétua… Algo que a Ciência classifica como impossível.

A empresa está a tentar patentear a sua “invenção” (normalmente, os pedidos de patente deste tipo de invenções são rejeitados) e esperar vender a tecnologia a fabricantes de baterias para telemóveis e computadores portáteis. A ser verdadeira, esta tecnologia iria também revolucionar a área de transportes e impôr os automóveis hibrídos como uma regra no mercado, em vez da actual excepção que ainda são…

 

Fontes:

http://www.steorn.net/en/news.aspx?p=2

http://www.wired.com/news/technology/gizmos/0,71626-0.html?tw=wn_index_8

http://www.strangeattractor.co.uk/further/archives/2006/08/stalling_steorn.html

 

Categories: Ciência e Tecnologia, Defesa Nacional | 88 comentários

Blog Day – Dia do Blog

Este dia 31 de Agosto foi escolhido para receber a designação de “Dia do Blog” ou “Blog Day” (como se pode ver aqui, aqui e aqui).

Uma das sugestões deste “Dia do Blog” é o convite a que cada blogueiro crie uma lista dos blogs que mais aprecia. Assim sendo, e dando cumprimento a este convite sugerido pelo Catatau cá vai a minha lista… E espero não me estar a esquecer de ninguém!

Categories: Blogging | 9 comentários

Quids S2-48: Que arma é esta?

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Dificuldade: 3

Categories: Genealogia, Quids S2 | 10 comentários

Da crítica no Público de 28 de Agosto sobre a série Lost (Perdidos)

“Para os sobreviventes, os “Outros” são tudo aquilo que os assusta, desde a escotilha enterrada no chão aos rugidos vindos do meio da selva, passando pelo grupo de outros (aparentes) homens que chegam tão depressa como desaparecem de jangada ou de barco, ou pela nuvem de fumo negra aterradora que parece querer engolir algum incauto.”

Maria Lopes, Público, 28 de Agosto.

Não sei que série é que esta senhora anda a ver, mas não deve ser o mesmo Lost que eu vi…

1. Os “Outros são tudo aquilo que os assusta“?! Não… Os “Outros”, na série são sempre bem delimitados, são o grupo de homens que partilha a ilha com os sobreviventes e que mantêm uma agenda escondida (que será esclarecida na Season 3, afirmam os produtores).

2. “rugidos vindos do meio da selva”: que rugidos? Os dos ursos brancos? Mas esses quando surgem (raramente) surgem sempre em silêncio e de surpresa… Então os “rugidos” serão afinal os múrmurios que por vezes os sobreviventes ouvem na selva e que parecem murmurar palavras (como o nome da namorada de Desmond).

3. [os Outros] “chegam tão depressa como desaparecem de jangada“. Que jangada? A crítica de televisão parece ter visto de raspão o episódio em que os sobreviventes constroem uma jangada e tentam assim escapar da Ilha… Mas quem vai (e não vem) nesta jangada não são os “Outros” coisa nenhuma… São os próprios sobreviventes… Os Outros interceptam-nos, mas vão de barco, o qual, aliás, reaparece no último episódio da Season 2.

Falha em toda a ilha, Maria Lopes… Mas acerta em pleno quando entrevista o director das Produções Fictícias, Nuno Artur Silva e este lhe resume assim a série americana:

“A série é feita a partir da lógica do jogo de computador (há sistematicamente provas e obstáculos a superar para se chegar a outro nível).”

Exactamente… Esta é a inspiração maior do tipo de estrutura narrativa de Lost… Cada enigma exposto, introduz dois outros, num ritmo que tem preocupado alguns fãs da série, e que levou o produtor Damon Lindelof a declarar explicitamente que “todos os enigmas teriam solução”…

Provavelmente, este é o segredo do sucesso da série… Esse mais a imprevisibilidade, a qualidade das falas e da interpretação e o apelo ao raciocínio e à inteligência tão raros na televisão e especialmente na “televisão de consumo” que nos vai chegando dos EUA…

Categories: Ciência e Tecnologia, LOST (Perdidos) | 5 comentários

A Rússia anuncia planos para uma nova estação espacial e para uma missão a Marte

Figura: Novo vaivém russo Kliper

Segundo declarou à RIA Novosti Vitaly Davydov, o responsável máximo pela Agência Espacial Russa a Estação Espacial Internacional (ISS) será desmantelada depois de 2015 e substituída por uma nova estação orbital. 2015 será também o ano previsto para o primeiro vôo do novo vaivém russo, de nome Kliper.

“É necessária porque no presente só podemos monitorizar menos de 10% do território russo, mas com uma nova estação a cobertura poderia aumentar dez vezes. 

O plano russo é usar a nova estação orbital para fabricar materiais que são impossíveis de fabricar no solo, sob efeito da gravidade e melhorar os métodos de monitorização remota do planeta.

Davydov também afirmou que a Rússia começaria a testar novas tecnologias de vôo espacial para aplicar em viagens futuras à Lua e Marte entre 2015 e 2025.

“E a partir de 2025 estamos a planear começar a preparação de missões interplanetárias”, acrescentando que projectos destas proporções deviam envolver várias nações e parcerias entre as várias potencias espaciais da Terra.

Fonte: http://mosnews.com/news/2006/08/29/newiss.shtml

Categories: SpaceNewsPt | 8 comentários

Quids S2-47: Que filme é este?

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Dificuldade: 2

Categories: Genealogia, Quids S2 | 12 comentários

“Que Rumo para a Saúde”, de Rodrigo Adão da Fonseca

“Que Rumo para a Saúde”, de Rodrigo Adão da Fonseca
In Revista Atlântico, Agosto 2006.

“Portugal – na linha, aliás, do que tem sido a tendência na generalidade dos países desenvolvidos – confronta-se hoje com um significativo aumento das despesas com saúde: segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), entre 1990 e 2004, os nossos gastos em saúde cresceram mais do que o Produto Interno Bruto (PIB), absorvendo já, em 2004, 10 por cento da riqueza anualmente produzida. E se os gastos de Saúde, per capita, não ultrapassaram a média dos países da OCDE, a despesa com medicamentos, per capita, é francamente superior.

Vários factores explicam este fenómeno: a introdução de novas tecnologias, a melhoria signficativa do nível da prestação dos cuidados de saúde, o aumento das expectativas dos cidadãos em relação à prestação. O envelhecimento da população tem contribuído também para pressionar as Finanças Públicas. E o cenário tende a agravar-se: nos Estados Unidos, o consumo de cuidados de saúde dos reformados é 3 a 4 vezes superior ao consumo de um adulto na idade activa. Ora, estima-se que em 2030 a percentagem de pessoas acima dos 65 anos represente 20% da população – quando, em 2000, ascendia a 12% (The Economist, 2004).

Na Europa, esta realidade é ainda mais crítica: hoje, o rácio de pessoas activas em comparação com as de idade superior a 65 anos é de 4 para 1: em 2050 estima-se que seja de 2 para 1 (The Spectator, 2006). Em Portugal, a evolução não deverá ser muito distinta daquela que se apresenta para a Europa, conhecida que é a nossa actual pirâmide demográfica.”

(…)

“A Saúde foi sendo gerida do lado da “Oferta”, sem que tenha sentido necessidade de se confrontar com as exigências da “Procura” – qual, devidamente anestesiada, foi suportando, por via fiscal, a despesa crescente. Os incentivos que este modelo gerou foram ruinosos do ponto de vista da eficiência económica, desde logo porque subalernizaram, entre outras, duas das regras mais básicas da Economia: que os recursos são escassos e que qualquer despesa implica uma escolha.

O poder político foi paulatinamente ficando refém de fornecedores e, sobretudo, dos profissionais de saúde, a um ponto tal que a oferta está hoje condicionada por uma combinação de serviços que assenta, com frequência, na maximização do interesse dos prestadores, deixando para um plano lateral o interesse dos utentes. A qualidade tem ficado, igualmente, algo comprometida, pois nem sempre os serviços oferecidos têm efectiva correspondência com as necessidades dos utentes. Tudo isto num contexto de elevada alocação de recursos ao sector da Saúde: 10% do Produto Interno Bruto.”

(…)

“Na verdade, para que o recurso a métodos prospectivos – em que a produção e os preços são negociados previamente entre o poder político (financiador) e os agentes (unidades de saúde) – cumpra o seu objectivo, é necessário que exista um sistema de preços que disponha de informação completa e correcta, que não remunere a ineficiência, e que incorpore um conjunto amplo de variáveis (gravidade, morbilidade, estrutura etária), para que não induza à selecção adversa. Ora, a adequada implementação de um sistema de preços com estas características possibilitará um apropriado alinhamento entre aquilo que é o interesse das unidades de saúde e o dos utenes, em matéria de qualidade e eficiência. Permitirá, além do mais, aferir quem são as unidades de saúde, por serviço prestado, que ministram melhores cuidados (os que poderão ser medidos em função da eficiência e da qualidade), assim como a monitorização contínua dos diversos processos, por comparação, a partir da análise das unidades que apresentem os melhores resultados (benchmarking).

O poder polítiuco ficará ainda com uma capacidade acrescida para, de uma forma fundamentada, poder encerrar unidades ou serviços que, de uma forma persistente, sejam incapazes de sair de um ciclo vicioso de ineficiência e ausência de qualidade.

O Estado deve evoluir para um modelo onde se posicione como co-financiador e regulador, dotando de autonomia as diversas unidades públicas que actuam no sector da Saúde. Seria interessante colocá-las sob a pressão da concorrência, mediante a consegração da liberdade de escolha do prestador por parte do utente: balancear a oferta com o crivo da procura elevaria o sistema para um patamar de maior eficiência e transparência. Permitira ainda o surgimento de novos agentes, não públicos, a oferecer os seus serviços num quadro de igualdade de circunstâncias.”

(…)

“Devem ainda valorizar-se os cidadãos que, ao longo da vida, optaram por manter hábitos saudáveis que se traduzam numa menor oneração das Finanças Públicas. A melhor forma de controlar a despesa passa precisamente pela prevenção, pelo que seria interessante  o Estado recompensar mediante por exemplo o desagravamento fiscal (e não gastando mais recursos), aquele que preservam a saúde e, com a sua conduta, evitam a doença.”

Comentário:

Este artigo é escrito por um Liberal e publicado numa revista assumidamente “Liberal”. Inclui assim alguns conceitos geralmente associados a esta corrente de pensamento político-económico, como o o que em si, não tem nada que se lhe possa criticar, mas que merece alguns comentários nossos, quer em forma de discordância, quer na forma de concordância… Adiante, analisemos o texto por pontos:

Desde 1990 que os gastos com a Saúde têm subido mais que o PIB. A médio prazo, a a situação não é sustentável, e, de facto, este crescimento proporcional tem que parar, já que coloca em risco todo o sistema financeiro do Estado. Como fazer então esta paragem?
A) pela via Demográfica: incentivando novos nascimentos pela via fiscal, criando mecanismos que controlem os custos associados à educação de uma criança e que facilitem o seu acesso ao ensino pré-escolar, favorecendo as grandes famílias nos impostos directos e indirectos, etc, etc, etc…
B) Aumentando o número de médicos e enfermeiros que saiem das faculdades de modo a fazer baixar pela via da Oferta os custos dos serviços médicos, bloqueando a influência dos Lobbies Corporativos que estrangulam hoje as admissões nas Faculdades de Medicina.
C) Fazendo conhecer ao Utente o preço final e efectivo de cada acto médico, mas suportando-se sempre a partir do Orçamento de Estado, de modo a manter intacto o conceito de “Solidariedade Social” em que os mais abastados asseguram que os menos têm pleno acesso a uma rede pública eficaz de prestação de cuidados de Saúde.
D) Pagar de vez, a eterna e mastodôndica dívida das Farmácias ao Governo que tem sido usada pela ANF para instrumentalizar e pressionara o governo. Moralizar os preços e cessar com as manobras que tornam os medicamentos vendidos em Portugal dos mais caros da Europa. Multiplicar e generalizar o uso de Genéricos e punir severamente a sobremedicação patrocinada por alguns farmacêutico e, sobretudo, por alguns médicos.
E) Identificando os custos efectivos de cada acto médico, localizar as unidades de saúde menos eficientes, cruzar estes elementos com inquéritos de opinião regulares junto dos utentes e encerrar os serviços mais ineficientes, reabrindo-os em novas instalações submetendo os mesmos funcionários e clínicos transferidos ao re-exame das suas capacidades.
F) Promover o uso ao “cheque saúde” em que o Utente, pode escolher receber do Estado a comparticipação do Tesouro Público, podendo escolher onde receber os seus cuidados médicos, optando entre as instalações públicas que lhe parecam mais eficientes (sem restrições geográficas) e podendo optar pelo sector privado.
G) Reforçando o qudro legal que pune hábitos que provocam doenças a longo prazo, como o Tabaco e o Alcóol, possivelmente aumentado muito a sua carga fiscal, reduzindo os locais onde o fumo é permitido, reduzindo a venda de alcóol em Discotecas e Bares.

Muito há a fazer… Ficar onde estamos, à espera do colapso do sistema público de Saúde é que não é (ou não deve ser) opção… O Sistema de Saúde deve ser reforçado e tornado mais eficiente, de modo a mantê-lo viável num contexto de envelhecimento da população e do aumento dos custos associados aos cuidados de saúde.

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Eles encontraram as cinzas perdidas de Dante

 

As cinzas do poeta Dante que tinham sido perdidas em 1929 depois de terem sido expostas num Congresso de Bibliotecários foram encontradas em 1999 por dois vigilantes entre os 5,3 milhões de volumes conservados na Biblioteca de Florença… Aparentemente, após o Congresso algum bibliotecário menos competente teria… Catalogado erradamente as cinzas do autor da “Divina Comédia”.

Fonte: La Repubblica, Julho de 1999.

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Resposta ao comentário do Juíz João Gaspar: os “Privilégios dos Juízes”

Em resposta a ESTE comentário que o juíz João Garcia deixou aqui neste modesto blog  redigi este Post refundamentando a minha posição crítica aos chamados “Privilégios dos Juízes” e às “Férias Judiciais” (os quais merecem duas entradas na minha coluna lateral de “Coisas que me irritam”, como já devem ter reparado).

Não tenho obviamente nada contra os juízes enquanto classe ou corporação, mas sim contra a camada de privilégios que rodeia desta classe de funcionários públicos (ainda que representantes de um órgão de Soberania). Nada tenho contra os “juízes” enquanto pessoas individuais, não hesitando em acreditar nas palavras do juíz João Gaspar quando refere jornadas de trabalho extensas e difíceis, porque conheço pessoalmente casos de outros dois juízes onde a “escravatura horária” e a dedicação à missão são igualmente elevadas.

Não é isso que está em questão!

Mas então o que está efectivamente em questão?

Eis a lista, disposta na forma de perguntas… E espero que me corrijam caso cometa alguma incorrecção ou falhe nos meus fundamentos…

1.  Os juízes e magistrados do Ministério Público têm direito a casa de habitação completamente mobilada ou a um subsídio de compensação no valor de 700 euros?

Sendo que o “subsídio de compensação” é a forma mais frequente de compensação.

2. Este “subsídio de compensação” está isento de IRS? 

Segundo os acórdãos que confirmaram esta isenção:

“I – O subsídio de compensação atribuído aos Magistrados Judiciais e do Ministério Público pelas respectivas leis orgânicas não têm natureza remuneratória, pois não constitui benefício ou regalia concedida em retribuição do trabalho prestado.
II – Integra antes compensação devidas àqueles pela não atribuição efectiva de casa de habitação adequada à sua condição de membros de órgãos de soberania a que o Estado sempre se vinculou e imposta pela reconhecida necessidade de dignificar a respectiva função.
III – Porque assim não estão, quer aquele subsídio, quer o direito que este visa compensar, abrangidos pelas normas de incidência de IRS.”

3. Nos casos (frequentes) em que marido e mulher são ambos magistrados ou juízes ambos têm direito a este “subsídio de compensação”?

4. Os juízes e magistrados do MP continuam a ter direito a este “subsídio de compensação” mesmo depois de jubilados?

5. Os juízes e magistrados têm direito a este “subsídio de compensação” mesmo que “não a habitem” (a residência onde este se aplica)?

Isto de acordo com o “Juiz Conselheiro Jorge de Sousa, relator do processo n.º 020901, da 2.ª Secção do Supremo Tribunal Administrativo, conclui: “Por tal exigência ter a ver com o prestígio da função de magistrado, ela é imposta também aos magistrados jubilados” citado pela Câmara Corporativa (a qual aliás foi uma das fontes principais deste Post).

6. Os vencimentos-base dos juízes são francamente elevados… Especialmente comparados com o ordenado mínimo inferior a 400 euros e com os vencimentos de outros juízes europeus, sendo entre estes os de vencimento base mais elevado. Será mesmo assim?

Vencimentos-base dos juízes (portanto, sem “ajudas de custo”):

• Presidente do STJ — 5.663,54 €;
• Conselheiro — 5.663,54 €;
• Desembargador (c/ 5 anos de serviço) — 5.498,58 €;
• Desembargador (s/ 5 anos de serviço) — 5.338,43 €;
• Juiz de tribunal de círculo ou colectivo — 5.182,94 €;
• Juiz de direito (c/ 18 anos de serviço) — 4.711,76 €;
• Juiz de direito (c/ 15 anos de serviço) — 4.476,17 €;
• Juiz de direito (c/ 11 anos de serviço) — 4.122,79 €;
• Juiz de direito (c/ 7 anos de serviço) — 3.651,61 €;
• Juiz de direito (c/ 3 anos de serviço) — 3.180,44 €;
• Juiz de direito (c/ 0 anos de serviço) — 2.355,87 €.

Estes salários devem ser efectivamente altos, dada a especificidade da função judicial, a dignidade exigível à função, à necessidade de remunerar o esforço de treino necessário para formar um juíz, etc, mas deve – ou deveria – ser compatível com os patamares remuneratórios dos juízes de outros países da União Europeia. Ora segundo o relatório sobre os sistemas judiciários europeus publicado em 2002 da “Comissão Europeia para a Eficácia da Justiça” (CEPEJ) revela que os vencimentos dos juízes portugueses são os mais elevados de toda a Europa, sendo que estes vencimentos aqui listados não incluem ajudas de custo, nem a dita “compensação de habitação”.

7. É verdade que se os juízes dos tribunais superiores tiverem a sua residência oficial fora do local do tribunal onde trabalham recebem ajudas de custo?

Isto segundo o art. 27.º, n.º 2, do Estatuto dos Magistrados onde se diz que estes juízes “têm direito à ajuda de custo fixada para os membros do Governo, abonada por cada dia de sessão do tribunal em que participem.”

8. Os juízes têm direito ao uso gratuito de transportes públicos? 

9. É verdade que cada juíz conselheiro do Tribunal Constitucional tem direito a um automóvel de topo de gama? 

Como aliás (e de forma igualmente incompreensível) muitos titulares de cargos políticos…

10. Porque é que existem as “Férias Judiciais”? Porque é a Associação Sindical dos Juízes Portugueses se tem manifestado repetidas vezes a favor da sua extinção e o poder político apesar de todas as declarações mediáticas as mantêm?

“Antigamente, o período de férias judiciais de Verão durava dois meses, entre 16 de Julho e 14 de Setembro. Com a alteração da lei, foram marcadas unicamente para o mês de Agosto. No total, as férias judiciais foram reduzidas de 80 para 50 dias por ano.” http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=211985&idselect=9&idCanal=9&p=200

11. É verdade que todas as pensões de reforma dos juízes são atribuídas na base dos 36 anos de serviço?

“Mesmo nos casos em que as pensões de reforma são atribuídas com fundamento em incapacidade elas são sempre equivalentes a 36 anos de serviço, independentemente do tempo de serviço efectivamente prestado. Esta possibilidade é conferida pelos artigos 66 a 68 do Estatuto dos Magistrados Judiciais, aprovado em 1985, e pelo artigo 3º da lei 2/90.” (jornal “O Público”)

12. Os juízes do Tribunal Constitucional podem reformar-se aos 40 anos?

“Os juízes do Tribunal Constitucional podem aposentar-se com 12 anos de serviço, independentemente da idade, ou com 40 anos de idade e 10 anos de serviço para efeitos de aposentação, bastando, para tal, que tenham exercido o cargo até ao termo do respectivo mandato ou, pelo menos, durante 10 anos consecutivos, ou interpolados. No entanto, em 1998, a reforma do TC tornou mais difícil a um magistrado atingir 12 anos de serviço neste tribunal, ao transformar os mandatos de seis anos, renováveis, em mandatos de nove anos, não renováveis.”  (jornal “O Público”)

Nota Final: Não duvido de que a esmagadora maioria dos juízes tem para com a sua profissão um verdadeiro sentido de missão, cumprindo frequentemente horários de 12 e 16 horas de trabalho diárias, frequentemente (sempre?) não remuneradas. Isto é obviamente inadmissível… Se existem jornadas de trabalho desta extensão é porque não existem ainda juízes em número suficiente ou porque a gestão do seu trabalho é ineficiente (ou porque se aplicam ambas as opções…) e isso é desumano, inadmíssivel e certamente que provocará a sua quota parte de “erros judiciais”, porque ninguém que trabalhe 12 a 16 horas diárias pode estar todos os dias na plena posse das suas faculdades, todos os dias, todos os meses, todos os anos, etc… E frequentemente este trabalho tão importante para a Sociedade é ainda por cima cumprido em péssimas condições de trabalho, como reconhecem quem (como eu) já andou por dentro de um tribunal…

É verdade que como afirmou o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, José Moura Nunes da Cruz, que “Nas últimas décadas têm sido desferidos ataques contra os magistrados, particularmente contra os juízes”, referindo nomeadamente que  “recentemente na ideia generalizada de que constituem uma casta privilegiada. Estes “ataques, dirigidos aos “pretensos privilégios dos juízes”, são “uma onda cuja massa de água é agitada à profundidade” com o “objectivo último, não confessado, da sua deslegitimação e funcionalização”. Adiantou ainda que “os políticos, em geral, não gostam de ser julgados pelos juízes”. Haverá aqui certamente um fundo de verdade, especialmente conhecendo o estio arrogante e egótico de Sócrates… E que à presente situação só se chegou depois de uma sucessão de incidentes arrastando políticos para as barras dos Tribunais que teve o seu apogeu durante o Processo Casa Pia… Coincidência? Talvez não, mas isso não responde às questões desta lista…

Mas quem sabe… Talvez alguém lhes responda e me faça mudar de opinião quanto ao tema dos “privilégios dos juízes”…

Fontes:


http://corporacoes.blogspot.com/2006/08/vez-dos-aposentados-de-setembro.html

http://corporacoes.blogspot.com/2005/09/dossi-magistratura-esto-os-magistrados.html

http://corporacoes.blogspot.com/2005/09/dossi-magistratura-quando-os-juzes.html

http://corporacoes.blogspot.com/2005/09/dossi-magistratura-esto-osmagistrados_18.html

http://corporacoes.blogspot.com/2005/09/e-agora-jos.html

http://corporacoes.blogspot.com/2005/09/dossi-magistratura-porque-que-os-juzes.html

http://www.verbojuridico.net/forense/opiniao05.html

http://www.asjp.pt/divulgacao/discurso05_02.html

http://dossiers.publico.pt/shownews.asp?id=1225391&idCanal=1444

http://www.rtp.pt/index.php?article=208183&visual=16

http://corporacoes.blogspot.com/2006/08/vez-dos-aposentados-de-setembro.html

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Quids S2-46: Que filme é este?

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Dificuldade: 2

Categories: Genealogia, Quids S2 | 8 comentários

Kopi Luwak: o café mais caro do mundo e retirado dos… Excrementos de um bicho

O café mais caro do mundo, conhecido como Kopi Luwak, é comercializado a mais de 250 euros por kilograma.

O seu nome “Kopi Luwak” vem da palavra bahasa (indonésia) para “café” e de “luwak”, um pequeno primata asiático que selecciona com os seus critérios, os grãos de café que lhe são apresentados, para os comer. Os preparadores recolhem depois das fezes do “Luwak” cada grão de café, lavam-nos cuidadosamente e produzem assim aquele que os especialistas consideram o melhor café do mundo. Os grãos conhecem uma pequena fermentação natural no estômago dos “Luwak”, o que lhes confere um sabor levemente achocolatado.

Embora altamente valioso, não é possível produzir mais do 100 Kg de “Kopi Luwak” por mês.

Fonte: Buy Kopi Luwak

 

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“Dharamsala Wireless Mesh”: A rede Wireless do governo tibetano no exílio

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Estendendo-se ao longo da fronteira entre a Índia e o Tibete ocupado pela China está ser montada uma rede wireless por alguns reformados milionários de empresas .com e hackers do “Cult of the Dead Cow”. Usando material informático obsoleto noutros locais, estes hackers estão a auxiliar os exilados tibetanos a estabelecer uma rede sem fios capaz de oferecer serviços de dados e telefonia à comunidade tibetana no exílio. Designada como “Dharamsala Wireless Mesh” é descentralizada e mais rápida do que uma rede convencional por fios. Tentativas semelhantes para estabelecer redes comunitárias locais nos EUA foram travadas pelas empresas telefónicas americanas, só a Google é que conseguiu criar a sua rede WiFi e apenas em Mountain View na California… Estas barreiras não existem em Dharamsala, abrigo de cerca de sete mil refugiados tibetanos

Um dos maiores desafios que houve que vencer foi a feroz oposição dos… macacos locais. Segundo Ben-David, da organização: “os macacos estão em todo o lado. Frequentemente, vemos um enorme macaco, do tamanho de um gorila pendurado da antena, balouçando-se nela, comendo-a, tentando parti-la. Perdemos muitos cabos, mas agora usamos equipamento muito resistente de modo a que os macacos não o possam destruir.”

A rede está activa desde 2005, mas limitada ainda a escolas, escritórios governamentais e organizações não-lucrativas, devido ao baixo orçamento disponível. Contudo, e ironicamente, porque se trata de budistas de corrente tibetana… Houve necessidade de instalar um filtro anti-pornografia porque o acesso a sites pornográficos era tão frequente que estava a começar a “entupir” a rede…

Samdhong Rinpoche, o primeiro-ministro do governo tibetano no exílio, anunciou que o governo tibetano planeia lançar um canal de televisão de língua tibetana usando esta rede, acrescentado ainda, como monge que é: “Nada é independente. Tudo está relacionado e interdependente. Nós temos que nos conectar uns aos outros, e para nos conectarmos precisamos de comunicações. E para comunicarmos agora existem tremendas facilidades (através da tecnologia)… E isso é muito bom.” Samdhong traz sempre consigo mais de 300 volumes de textos religiosos em CD que seriam impossíveis de transportar em papel, muitos destes documentos foram salvos do Tibete ocupado e foram digitalizados antes que as autoridades de ocupação chinesas os pudessem destruir…

Entretanto, esta rede já foi atacada por piratas informáticos chineses que a conseguiram abater com um ataque DDOS durante algumas horas… Assim demonstrando que na China também se lê a revista Wired onde esta reportagem foi publicada originalmente…

Fonte: Revista Wired

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Quids S2-46: De que pintor é este quadro?

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Dificuldade: 3

Categories: Genealogia, Quids S2 | 14 comentários

Quids S2-45: Em que colónia marcham estes soldados?

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Dificuldade: 1

Categories: Genealogia, Quids S2 | 5 comentários

A Alemanha confirmou a venda de dois submarinos a Israel

Os dois submarinos da classe Dolphin têm uma velocidade máxima de 20 nós, um alcance de 4500 km e usam um sistema de propulsão por células de hidrogénio, o que lhes permite navegarem submersos durante mais tempo do que os três submarinos convencionais da classe Dolphin que já equipam a Marinha Israelita e que a Alemanha vendeu a Israel entre 1999 e 2000.

Os dois navios serão construídos nos estaleiros de Kiel, pela Howaldtswerke Deutsche Werft, uma subsidiária da ThyssenKrupp.

O governo alemão financiará um terço do custo destes submarinos, no valor de 333 milhões de euros, num total de 1.27 biliões de dólares.

Estes dois navios irão reforçar o domínio do Meditettâneo Oriental por parte da Marinha de Guerra Israelita, que já é tão absoluto quando o é o domínio do ar e que a recente guerra do Líbano veio demonstrar, com a capacidade expressa pela marinha israelita de bloquear todos os portos libaneses.

Os detalhes financeiros do negócio é que são curiosos… O governo alemão vai pagar 1/3 do custo destes navios… Como compensação pela má memória e remorsos pelo tratamento dado aos judeus duante a II Grande Guerra? Atá quanto vai a Alemanha viver imersa no Remorso e a condicionar assim a sua política externa? Não ganharia mais o mundo, o Médio Oriente e a Europa se pudesse contar entre si com o maior estado europeu livre de remorsos e finalmente liberto para tomar as melhores políticas que entender e… Por exemplo… Deixar de armar um dos exércitos mais fortes do Médio Oriente? A desproporção de meios tem servido a Israel para exagerar na força das suas reacções a provocações alheias, e se Israel não fosse (ou não acreditasse ser) militarmente tão superior ao Líbano teria desencadeado esta guerra e a consequente vaga de destruição e dor no país dos Cedros? Provavelmente… Não… Se houvesse mais equñhbrio (e união) entre os dois lados… E estes remorsos alemães não contribuiem em nada para esse equilíbrio. Isto não significa que defendo o boicote à venda de armas a Israel, que tem todo o direito de se defender. Mas o submarino não é uma arma defensiva… Bem, pelo contrário, o “submarino” é o único meio naval de perfil claramente ofensivo…

Fontes:

www.dw-world.de

http://english.aljazeera.net/NR/exeres/11D85542-5938-4072-A46A-1DD759CEF6F2.htm

 

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Agostinho da Silva: Da responsabilidade suposta de Portugal no “atraso” do Brasil

“Muitos historiadores brasileiros, mas sobretudo professores de História, porquanto existem neste campo as mesmas diferenças que entre filósofos e professores de filosofia, defendem a ideia de que Portugal, durante os tempos em que o Brasil lhe teria sido colónia, nada mais fez do que impedir por todos os meios o desenvolvimento do país, gravemente o tolhendo portanto para o futuro; as acusações se formulam principalmente no que se refere à Universidade, imprensa e servidão económica, pela proibição de importações directas e de manufacturas locais: tudo importado de Portugal ou através de Portugal.

Quanto à Universidade, teremos que notar, antes de mais, que ela, em Portugal, interessava apenas a uma parte miníma da população; o acesso era fundamentalmente impedido pela pobreza em que vivia o povo e pela ausência absoluta de informação, quantos nem sabiam que havia Universidade e, dos que sabiam, quantos saberiam como lá entrar – e por não estarem as classes dirigentes interessadas em alargar o círculo dos que, por possuírem com o diploma seu alvará de livre trânsito, podiam entrar na concorrência dos lugares que a estagnação económica não deixava serem muitos. Em segundo lugar, e definindo-se como se deve Universidade como sendo o lugar em que a pesquisa é livre, livre a transmissão do que se descobre e livre a objecção a qualquer espécie de doutrina, não havia em Portugal Universidade alguma: nada se descobria, nada se transmitia, nada se criticava, não se percebe como teria melhorado o Brasil pela importação do nada; ou como, tendo sido o povo que constituiu a grande massa que se transportou para o Brasil, lhe daria ali o governo português o que em Portugal lhe não dava.

Quanto a edições, para que serviriam no Brasil, onde os leitores seriam apenas dez ou vinte dos administradores com que Portugal vigiava o seu povo emigrante e lhe travava tudo quanto na metrópole significasse progresso cultural? Que profundo adiantamento poderia vir de obras que passavam por todas as fierias da Igreja e do Paço, raramente expendiam doutrinas portuguesas e, quando expendiam, davam com Vieira na cadeia, ou divulgavam teorias já atrasadas na Europa?” (…)

Pelo que respeita a economia, parece não entenderem os críticos que não podem exigir de sistema algum que proceda contrariamente à sua própria substância: Portugal, inteiramente dentro, quanto ao Governo, de um capitalismo europeu, como capitalista se portava quanto ao povo, estivesse ele onde estivesse; o povo português, cuja psicologia é, e nisso se mostra plenamente humano, anticapitalista, tão oprimido era em Portugal e tão desviado de sua natureza como no Brasil, houvesse ou não instalação de fábricas; mais oprimido ainda, porque, sem o mar intermédio e sem os grandes espaços brasileiros, mais depresse teve de desistir de suas formas colectivas de trabalho e produção; Brasil se defendeu melhor porque estava mais longe e mais à larga. Com uma economia mais humana, sem Universidade e livre de biografias retrógadas, tinha, o que não sucedia com Portugal, todas as bases para um futuro digno da grandeza do povo que a ele for a: resta, ainda hoje, que se lembre, aproveite e construa.”

 

Pág.19

Agostinho da Silva, Ensaios sobre Cultura e Literatura Portuguesa e Brasileira II, artigo “Sobre Opressão”.

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A Arábia Saudita vai comprar 72 aviões de combate Eurofighter Typhoon

Eurofighter Typhoon

A Arábia Saudita adquiriu 72 aviões Eurofighter Typhoon ao Reino Unido num negócio que poderá ascender aos 6 biliões de libras esterlinas e que reforça a posição de Ryad como a força aérea mais bem equipada (depoisd de Israel) de todo o Médio Oriente. O contrato vai assegurar a manutenção de centenas de postos de trabalho na BAE Systems que estavam em risco de serem dispensados…

Os Eurofighters irão substituir os aviões Tornado, também construídos na BAE Systems e que se aproximavam do fim da sua vida útil.

A BAE britânica fabrica as secções dianteiras e traseiras da fuselagem do Typhoon, enquanto o consórcio europeu EADS e a Alenia italiana constroem as asas.

A Arábia Saudita é o primeiro cliente não-europeu para o Typhoon, que já foi encomendado pela Alemanha, Reino Unido, Espanha, Itália e Austria.

O projecto Typhoon foi vítima de atrasos vários e ultrapassou o orçamento por diversas vezes… Os trabalhos começaram ainda 1980, mas o primeiro vôo de um protótipo só teria lugar em 1994.

Assim se rearma um dos Estados mais retrógados, opressivos, não-democráticos e medievais do Mundo com armamento europeu, com o beneplácio silencioso dos EUA e seus “Aliados”…

Fonte: bbc.co.uk/news

 

Categories: DefenseNewsPt, O Código da Vinci | 15 comentários

Campanha “Diga Não à Coincineração!”

Retirado de O Blog da Nalga do nosso amigo Dae-Su Ho!

Contra a coincineração (na Arrábida, Souselas ou onde fôr) e a favor de uma incineradora dedicada, mais ecológica, eficiente e, sobretudo, construível onde menos danos ambientais tiver e ainda… possível geradora de energia…

Categories: CodeFarmPt, Ecologia, Política Internacional, Política Nacional | 15 comentários

Quids S2-44: Como se chamava este rei português?

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Dificuldade: 1

Categories: Genealogia, Quids S2 | 11 comentários

A FDA americana aprova o uso de virus comedores de bacterias nos alimentos…

Desde há muito tempo que se conhecem virus capazes de matar bactérias. Agora, a FDA (“Food and Drug Administration”), a organização americana responsável pelas autorizações de novos medicamentos e alimentos aprovou o uso destes virus que poderão ser aplicados sobre feridas e alimentos para combater a aparição de micróbios. Segundo John Vazzana, CEO da empresa americana Intralytix irá usar um cocktail de seis virus “bacteriofagos” para combater estirpes da bactéria Listeria. Estas bactérias provocam uma infecção grave conhecida como “Listeriose”, que afecta sobretudo mulheres grávidas e recém-nascidos. Nos EUA, mais de 2500 pessoas são vítimas desta doença todos os anos, sendo que 500 morrem em consequência da infecção.

A Intralytix tinha pedido à FDA autorização para usar bacteriofagos em 2002 como aditivos alimentares e prepara-se agora para propôr à FDA uma variante deste cocktail de virus para ser utlizada contra a bactéria E. Coli aplicando-o sobre bifes, antes de serem comercializados…

Num mundo em que a eficiência dos antibióticos convencionais é cada vez menor (o aumento recente de infecções resistentes nos Hospitais portugueses indica isso mesmo…) o uso de bacteriofagos é uma alternativa cada vez mais interessante…

Fonte: Revista Wired e Intralytix

Categories: Ciência e Tecnologia, Defesa Nacional | 6 comentários

O “Spaceport America” que está a ser construído no Novo México

Spaceport America

O “Spaceport America” que está a ser construído no Novo México (EUA) não impressiona o visitante… Segundo Jason Silverman que visitou o local para a revista Wired, o local apresenta apenas dois edifícios temporários de escritórios, algumas pistas de cimento e 27 milhas quadradas de cactos.

O local é a concretização do sonho do director do projecto, John Gutman. Na sua visão, um antigo físico, depois agricultor, e agora director de projecto do Porto Espacial. Numa primeira fase, o Porto Espacial estará reservado ao lançamento de cargas comerciais, e depois, a turismo espacial. Numa terceira fase, o Porto funcionará como pólo industrial para uma série de industrias aeroespaciais privadas, e numa quarta e última fase, dedicar-se-á a turismo espacial de massas e a baixo custo.

Os custos do lançamento de cargas para o Espaço estão a descer graças à iniciativa de uma série de empreendedores e inestigadores privados. Um destes é Jerry Larson, co-fundador da “Up Aerospace” e desenhador do SpaceLoft XL, um pequeno foguete concebido para colocar em órbitas sub-orbitais cargas comerciais a preços inferiores a 10 mil dólares por 28 gramas, mas que deverão descer a menos de 500 dólares com a adesão de novos clientes ao seu sistema. O primeiro vôo da SpaceLoft no Porto Espacial está agendado para o início de Setembro, com uma carga que inclui projectos universitários e de escolas secundárias americanas. Outra empresa, a Space Services, espera usar o Porto Espacial em Outubro para colocar em órbita as cinzas de mis 100 falecidos, entre os quais James Doohan (o famoso Scotty de Star Trek) e o astronauta das Mercury 7, Gordon Cooper.

O próprio multimilionário britânico Richard Branson e os seu sócios Burt Rutan e Paul Allen (ex-Microsoft) com a sua mediática Virgin Galactic esperam começar os lançamentos de turistas para o Espaço ainda durante o ano de 2008 e poderão recorrer a este Porto Espacial. Cada vôo custará 200 mil dólares e mais de 140 bilhetes já foram completamente pagos, com centenas de outros já reservados e parcialmente pagos. Entre a lista de notáveis da Virgin Galactic encontra-se a internéticamente muito conhecida (graças a certo filme em certo hotel…) Paris Hilton e Sigourney Weaver (que depois de ser a estrela em tantas sequelas Alien, irá finalmente conhecer o Espaço “a sério”).

Fonte: Revista Wired e Spaceport America

Categories: SpaceNewsPt | 3 comentários

Quids S2-43: Como se chama este album de Banda Desenhada?

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Dificuldade: 1

Categories: Genealogia, Quids S2 | 4 comentários

Forum de Discussão português sobre uso de óleo vegetal em motores diesel normais (sem conversores)

Quem quiser aprofundar as questões relacionadas com o uso de óleos vegetais a melhor fonte nacional é mesmo ESTE forum…

Extracto da introdução do Forum de Discussão (editado):

“1º – O motor diesel foi originalmente desenhado para queimar óleo vegetal;

2º – Os motores dos nossos carros foram originalmente desenhados para queimar petrodiesel;
3º – Qualquer alteração no combustível que ponhamos nos nossos carros implica algum risco, maior ou menor consoante, os conhecimentos e a consciência que tenhamos sobre a matéria;

4º – Devido aos constantes aumentos do preço do combustível, muitas pessoas sentem-se tentadas a cortar o diesel com óleo vegetal. os moderadores deste fórum desaconselham este procedimento que pode invalidar a garantia dos automóveis ou mesmo arruinar componentes muito dispendiosos;

5º – Existem organizações reputadas e adeptos do óleo vegetal directo experimentados, é conveniente ouvir as opiniões e recomendações destes antes de nos aventurarmos em experiências que podem correr mal;

6º – Um óleo vegetal de má qualidade pode corroer componentes fundamentais do motor ainda que adaptado para a sua queima;

7º – É fundamental alguma disciplina a fim de não dar má imagem aos adeptos deste combustível, não é aceitável proceder a misturas que possam produzir fumos tóxicos ou, de qualquer forma, serem mais danosos para o ambiente do que o petrodiesel;”

Fonte:

http://www.novaenergia.net/forum/viewforum.php?f=18&sid=86446ec5fd4c5d9712519f5f5356d137

Categories: A Escrita Cónia, CodeFarmPt, Ecologia, Sociedade Portuguesa | 4 comentários

Agostinho da Silva: “Realidade e Sonho”

“O nosso é esse e outro: o Portugal que rebenta inteiramente os estreitos esquemas dos que o julgam interessante e possível só entre Minho e Algarve, como se o país não tivesse nascido por querer ser sempre mais do que isso e não morresse logo se alguma vez lhe viessem fantasias de se conter inteiro no território peninsular; se Portugal fosse só o país republicano, católico, branco e de língua portuguesa que vem no mapa principal da instrução primária poderia pôr desde já anúncios para seu balanço final e sua rápida liquidação, pois falta alguma faria ao mundo; e, para o inútil, o grande destino é não sobrar. Mas Portugal sempre fará falta, além de tudo para sacudir ideais limitadas de governos e para ensinar a políticos que o que há hoje que fazer no mundo não é repetir receitas de dirigir o igual: é inventar maneiras de tornar frutuoso o diferente.”

P.34

Ensaios sobre Cultura e Literatura Portuguesa e Brasileira, II, Agostinho da Silva, Âncora Editores.

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Os “Pandur II” serão actualizados para um novo padrão na fábrica da Fabrequipa, em Portugal

Engenheiros portugueses e austríacos estão a trabalhar actualmente num Upgrade aos blindados de transporte de tropas (APC) Pandur adquiridos pelo Estado Português ao consórcio Steyr Daimler Puch e dos quais 219 serão construídos na fábrica portuguesa da Fabrequipa. O modelo anfíbio (20 unidades contratadas) será igualmente actualizado para o novo padrão.

O contrato de aquisição de substituição dos veículos de transporte que servem o Exército que usa ainda as velhíssimas “Chamite” da Guerra Colonial custou um total de 364,4 milhões de euros e a entrega dos referidos veículos deve estar concluída até ao ano de 2010.

 

Fontes:

Público de 22 de Agosto

http://pt.wikipedia.org/wiki/Pandur_II

http://www.areamilitar.net/opiniao/Pandur_2.asp?tp=ARTIG&rm=Exercito&pa=Portugal

http://www.steyr-ssf.com/html/4special/1_portugal.php

Categories: DefenseNewsPt, O Código da Vinci | 29 comentários

O campeonato nacional do Desperdício

“1º – FCP: 40 milhões de euros;
2º – Benfica: 25 milhões de euros;
3º – Sporting: 20 milhões de euros;
4º – Marítimo: 7,5 milhões de euros;
5º – Braga: 5 milhões de euros;
5º – Nacional da Madeira: 5 milhões de euros;
7º – Académica: 4,5 milhões de euros;
8º – Boavista: 4 milhões de euros;
9º – Belenenses: 3,75 milhões de euros;
10º – Leiria: 3,5 milhões de euros;
11º – Beira-Mar: 2,5 milhões de euros;
12º – Setúbal: 1,75 milhões de euros;
13º – Amadora: 1,7 milhões de euros;
14º – Naval: 1,6 milhões de euros;
15º – Paços de Ferreira: 1,5 milhões de euros;
15º – Aves: 1,5 milhões de euros”

Se tivermos em conta que o orçamento somado destes 16 clubes (apenas destes) ascende a 128,8 milhões de euros e se soubermos que o custo de construção do novo Hospital de Cascais ascende a 409 milhões de euros e que o do “Grande Porto” chegará a 805 milhões saberemos o imenso grau do desperdício aqui cumprido todos os anos… Especialmente porque a construção destes hospitais se estenderá durante vários “orçamentos futebolísticos” idênticos, durante os quais os clubes continuarão a torrar verbas sempre crescentes e acumulando um desperdício cada vez maior…

O que é mais importante para este país? Que se invista 130 milhões de euros por ano na “Bola” ou que se construam e renovem estradas secundárias, que se financie a limpeza das matas, que se construam e renovem hospitais e povoem os campos?

Fonte:Record Guia de Futebol 2006/2007

in http://ablasfemia.blogspot.com/2006/08/campeonato-oramental.html

Categories: A Escrita Cónia, Sociedade Portuguesa | 8 comentários

Quids S2-42: De que cidade era esta moeda?

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Dificuldade: 3

Categories: Genealogia, Quids S2 | 21 comentários

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