Daily Archives: 2006/06/20

Portugal tinha a resolução de ataque, a energia de combate que faltavam à doce, lírica, feminina Galiza

“[Portugal] tinha a resolução de ataque, a energia de combate que faltavam à doce, lírica, feminina Galiza. Tinha, como nenhum outro povo da Espanha, aquela noção de fraternidade sem a qual todo o cristianismo é mero vácuo. Fraternidade interna, fraternidade pela fusão íntima, pela transformação ao ígneo sopro do amor de Deus e do serviço de Deus. O Português lembrava-se, e da nica forma perfeita em que o lembrar existe, que é vivendo-o, o Português lembrava-se da irmandade antiga de mouros, de cristãos e judeus, antes de franceses e de almorávidas; irmandade que não vinha de conciliações e de consessões e de todos os mesquinhos arranjos a que está demasiado habituada a nossa época, educada em tratados de comércio.”

Reflexão à Margem da Literatura Portuguesa: Agostinho da Silva

 

Para Agostinho, Portugal, ou aquela forma incorpórea a que preferimos chamar Portugaliza, é uma entidade sexuada, dupla, simultaneamente feminina e masculina. Nela, a parte masculina, “resoluta”, “enérgica” e activa deve ser completada pela outra metade feminina, “doce, lírica:, produtora e passiva.

É desta separação – forçada à nascença – que resulta a incompleta pertença da Galiza à Espanha (“Império de Castela e Madrid”) e o eterno sofrimento, miséria económica e política da metade Portuguesa da Portugaliza.

Será nesta união espiritual e sexual que Portugal ou a Portugaliza encontrarão a sua verdadeira e profunda memória, livre das “concessões aos tratados de comércio” como os que estiveram na base da CECA, CEE e UE, mas presa – ou religada – ao coração peninsular, um coração fraterno que na Alta Idade Média portuguesa reunia em paz os Homens, religiões e nacionalidades mais diversas no seio dos municípios e da corte portuguesa.

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Categories: Movimento Internacional Lusófono | 1 Comentário

RepórterGrunho: Fotografia 15

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Este é um dos muitos exemplos de bandeiras nacionais que estão agora por todo o lado… Esta aqui não tem nada que a distinga das demais com excepção… Deste "detalhe".

 

Da primeira vez que a vi ainda pensei que estivesse a secar, porque estava pendurada de um estendal. Mas uma semana depois, continuava lá, no mesmo sítio e apercebi-me então de que era coisa definitiva… E que tinham colocado a bandeira de pernas para o ar.

 

Exacto. A bandeira continua lá, mas de pernas para o ar.

 

Compreendo que se queira dar força à Selecção (eu próprio que detesto a "Bola", mas gosto de ver um jogo da Selecção), mas com a bandeira de pernas para o ar!?…

 

P.S.: Sabem que fazer isto de inverter um símbolo, significa no Oriente desejar a morte aquilo que o símbolo representa?

Categories: RepórterGrunho | 2 comentários

Um Reactor Nuclear no Gabão… Natural, isto é, não criado pelo Homem

Por volta de tanta discussão em torno do uso da energia nuclear existe uma informação que é conhecida por poucos e que parecer ultrapassar os limites da credibilidade, mas que é contudo… Um facto científico aceite e indiscutível: a existência de (pleno menos um) Reactor Nuclear Natural. Exacto! Um local da Natureza onde a reacção nuclear ocorreu naturalmente e no nosso planeta!

Embora possam ter existido outros reactores nucleares naturais na Terra, o único conhecido até ao momento esteve em actividade à mais de dois biliões de anos desligando-se e ligando-se sucessivamente como um Geyser. Um estudo recente demonstrou que a água (comum e não a Pesada) regulou a sua actividade, a qual continuou por mais de 150 mil anos consecutivos.

Este reactor localizou-se numa concentração extraordinária de Urânio 235 em Oklo, no Gabão (África Ocidental), neste local a concentração de Urânio 235 era tão elevada que se alcançou a Massa Crítica suficiente para alimentar uma reacção nuclear de fissão na época em que a Terra tinha aproximidamente metade da sua idade actual. Mas, em vez de explodir como uma bomba atómica, o Reactor Nuclear Natural manteve uma actividade controlada que durou vários milénios, gerando uma potencia média de 100 kilowatts.

Até agora, a comunidade científica desconhecia o processo natural que tinha impedido a explosão, mas um estudo publicado recentemente por Alexander Meshik (Missouri) revelou que esta reacção era regulada por água comum, presente no solo do local. A reacção de fissão produz neutrões rápidos que têm que ser retardados de modo a não desencadear uma reacção descontrolada que leva à explosão, e esse foi precisamente o papel desempenhado pela água presente nas rochas com estas altas concentrações de urânio.

Quando a temperatura do reactor alcançava níveis mais perigosos, a água líquida transformava-se em vapor e dissipava o calor, abrandando as reacções nucleares. O arrefecimento subsequente levava a que a água se liquidificasse, dando nova dinâmica às reacções nucleares.

A prova deste comportamento foi encontrada na forma de isótopos voláteis de Xenon que foram encontrados no local, e cuja presença só pode ser explicada se o reactor tivesse arrefecido e desligado de alguma forma.

A concentração de Isótopos de Xenon indica que o reactor se desligava por cerca de 30 minutos, mantendo-se nesse estado por duas horas e meia, como se de um Geyser se tratasse…

Fonte: New Scientist

 

Categories: Ciência e Tecnologia, Defesa Nacional | 3 comentários

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