Monthly Archives: Maio 2006

O Código da Bíblia: “Rui Martins”

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Vê-se mal, eu sei… Mas estas são as ocorrência das palavras "Rui" e "Martins" na Torah, segundo um programa que tenho que permite encontrar ocorrências de palavras no Pentateuco e segue a teoria do polémico "Código da Bíblia"… 

Quanto a vocês, não sei… Mas eu cá estou na Torah… 

 

P.S.: Se me derem os vossos nomes (para o ruipppmartins@gmail.com) posso procurá-los… (o Sá Morais, também consta…)

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Categories: Mitos e Mistérios | 31 comentários

O primeiro nanoproduto… de Limpeza de casas de banho!

No passado mês de Março entrou no mercado alemão aquele que foi provavelmente o primeiro produto de nanotecnologia a chegar ao grande público. Tratava-se do Magic Nano, um produto de limpeza doméstica revolucionèrio que usava nanopartículas para assegurar uma melhor limpeza da superfícies de cerâmica da nossa casa de banho… Mas, apenas 3 dias depois, o produto saia do mercado depois de 80 pessoas terem-se queixado de problemas respiratórios e de 6 terem dado entrada nos hospitais com os mesmos sintomas.

Embora todos os afectados tenham estado em contacto com a versão aerosol do produto e nenhum com a versão do mesmo nanoproduto que usava uma pequena bomba manual, os receios das autoridades levaram à rápida retirada de mercado, executada com uma rapidez e eficiência bem germânicas, diga-se…

Na verdade, estas "nanopartículas" pouco têm a ver com as da Ficção Científica… Não são mais do que minúsculas partículas de silicato suspensas num fluído. Quando se aplica este conjunto numa superfície, estas partículas bloqueiam as minùsculas irregularidades nesta e reduzem a capacidade de que sujidade, humidade e bacterias se alojem nestas pequenas cavidades. O problema parece ter sido entretanto localizado não nas nanopartículas, mas num líquido anticorrosivo dentro da lata de pressão, mas revela a existência de uma extrema desconfiança sobre produtos da nanotecnologia e sobre o receio de que sejam difíceis de controlar uma vez colocados no mercado… Mas também revela que este "histerismo" não é bom conselheiro e que pode levar a cometer erros de apreciação que têm como único fundamento… O Medo… Sempre mau conselheiro…. De futuro, talvez fosse boa ideia ensaiar melhor e testar ainda melhor para não dar um novo tiro no pé e comprometer uma tecnologia que afinal sempre pode ter muito para nos dar… Sendo esta aplicação doméstica apenas a primeira de muitas que se avizinham…

Categories: Ciência e Tecnologia, Defesa Nacional | 12 comentários

O “Código da Vinci”: O Concílio de Niceia

Ícone que descreve os Pais Sagrados do Primeiro Concílio de Nicéia que seguram o Credo Niceno-Constantinopolitano

 

Embora no "Código da Vinci"(livro e filme) se diga a dado ponto que o imperador Constantino convocara o "Concílio de Niceia" para decidirem quais seriam os Evangelhos que faria parte do Novo Testamento e quais seriam excluídos, na verdade, não existem bases históricas para defender essa posição…

Oficialmente, o Concílio foi convocado para debater sobre uma questão fundamental: Se Cristo era um mortal ou Deus. A crença da sua mortalidade era a base da chamada Heresia Ariana, da qual se supõe que o próprio Constatino tenha sido seguidor durante bastantes anos… O Concílio haveria de decretar que Cristo era divino e logo, não-humano, encerrando essa questão nos limites da Ortodoxia e afastando os arianos da mesma…

Esta selecção de facto verifou-se não no Concílio mas nas décadas precedentes e resultou não de uma ordem ou orientação expressa por parte da hierarquia católica, mas por um processo mais ou menos espontâneo de selecção, onde os Evangelhos mais heterodoxos e mais ligados a uma dada heresia foram sendo excluídos… Entre estes encontra-se o "Evangelho de Filipe", citado no livro e no filme e o menos conhecido "Evangelho de Maria Madalena", assim como o "Evangelho de Judas" a que a revista National Geographic imprimiu agora um novo destaque.

Este Concílio, convocado em 325 d.C. tinha também o objectivo de determinar a data da Páscoa, que até então provocava bastante celeuma.

Categories: Mitos e Mistérios, O Código da Vinci | 14 comentários

Quid 32: Onde está esta estátua?

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Categories: LOST (Perdidos), Quids | 9 comentários

Sobre a “mercantilização” da Medicina

Numa série de estudos realizados na década de 90 Gianfranco Domenighetti, um economista suíço, concluiu que frequentemente os cirurgiões realizavam mais operações que aquelas que eram necessárias. Os estudos por ele conduzidos concluiram que quanto mais sofisticado é o paciente, menos provável é que seja sujeito a uma intervenção cirúrgica. Esta é a explicação para o facto de médicos, advogados e (curiosamente) mulheres de advogados terem taxas de intervenções cirúrgicas inferiores às da população comum…

Este fenómeno não é certamente exclusivo da Suíça… E verifica-se por cá, com toda a certeza… Daqui resulta que antes de aceitarmos qualquer entrada pelo nosso corpo dentro, devemos ouvir duas, três, ou mesmo mais opiniões… E também significa que na "eficiente" Suíça e – certamente – no menos "eficiente" Portugal, faltam mecanismos e sistemas de vigilância e monitorização da actividade médica e que entregar estas actividades à própria classe médica pode reduzir a zero a eficàcia dessa fiscalização… Aliás, se a Ordem dos Médicos fosse eficaz nesse papel como se explicaria a sucessão de erros médicos impunes a que assistimos em Portugal todos os anos e dos quais o mais recente exemplo é daquele amigo do actior da TVI que em estado grave andou 3 horas de ambulância de um lado para o outro, até morrer?

Fonte: The Economist, 15 de Abril de 2006

Categories: Sociedade, Wikipedia | 3 comentários

Sobre a “gaffe iberista” de Mário Lino

Muito se tem batido (e inclusivé em blogs de bons amigos meus…) sobre as declarações que o ministro Mário Lino teria proferido em Espanha sobre a “União Ibérica” e sobre a “língua comum” que juntaria os dois países da Península… Excluindo a aparente inépcia política (ou “suicídio político” se não estivesse como PM o Sócrates, o-tipo-que-prefere-engolir-um-sapo-a-admitir-que-erro), já Lino estaria no mesmo caixote de Murteira Nabo…

Mas vendo bem, as declarações de Lino não foram tão absurdas como pode parecer… As minhas posições sobre a “União Ibérica” são conhecidas, assim como a minha desconfiança pelo imperialismo castelhano de Madrid e a minha adesão às teses que defendem uma reaproximação com a Galiza. Por isso, “União Ibérica”, sim… Mas com a Galiza… Com o País Basco, com a Andaluzia e depois… que venham os outros, com excepção de Castela e Madrid que pouco mais almejam do que ao domínio “imperial” e “centralista” de toda a Ibéria.

Categories: Política Internacional, Política Nacional | 2 comentários

Quid 31: De que filme foi retirada esta cena?

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Categories: LOST (Perdidos), Quids | 4 comentários

Quid 30: Que avião é este?

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Categories: LOST (Perdidos), Quids | 3 comentários

Ainda sobre o impacto de um fragmento do cometa “73P/Schwassmann-Wachmann 3” a 25 de Maio

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A SIC deu recentemente eco a uma notícia segundo a qual um certo astrónomo francês teria avisado de que um dos 30 fragmentos do cometa 73P/Schwassmann-Wachmann 3 iria cair no Atlântico a 25 de Abril.

Esta notícia contradiz a posição oficial da NASA e da maioria dos astrónomos e causou-me estranheza pelo detalhe que referia que o impacto iria ocorrer no "Atlântico"… Isto é, já é difícil prever a trajectória de um fragmento de um cometa (e de um cometa…), mas prever também onde ele vai cair, tendo em conta uma miríade de factores, incluindo neles a própria rotação da Terra?… Pois… Ou o homem é um génio ou é alguém que usando a boçalidade imperante nos Media procura um minuto de fama.

Mas quem é este "astronómo" que contradiz estas declarações da NASA e de outros astrónomos?

http://www.space.com/scienceastronomy/060427_cometsw3_noimpact.html

http://www.ualg.pt/ccviva/astronomia/astronline/astro_news/cometa_73p_060425.htm

http://www.solarviews.com/eng/wachmann.htm

http://www.sciencedaily.com/releases/2006/05/060512205814.htm

entre muitos outros…

O "astrónomo" é identificado como "French Military Researcher" o que não parece substanciado em nenhum lugar… Pelo contrário, na maioria das fontes, como esta ele aparece como "French Military Air Traffic Controller" o que é muito diferente… E como "astrónomo? Nada. Nem uma indicação… E que tipo de trabalho desenvolve hoje este "astrónomo": "A former French military air traffic controller claims in a recently published journal article that UFO sightings can be correlated with nuclear weapons testing. Eric Julien served in the French Air Force for five years as an air traffic controller and later went on to become a senior airport manager in France. He analyses data gained from a number of sources available in France that point to UFO activity in the vicinity of nuclear weapons tests." Ou seja, será tudo, "ovnilogista", "ex-controlador aéreo militar", mas "astrónomo"… Nope.

E qual é mesmo a notícia completa que serviu de "fonte" a mais esta brilhante "investigação SIC"? Bem… Ela pode ser encontrada aqui, mas o próprio responsável por esta publicação nega a própria notícia e a probabilidade do impacto, como se pode ler aqui…

Quanto às origens da "misteriosa" fragmentação do cometa… Vejam a teoria de Julien:

"Comet Schwassman-Wachmann follows a five-year orbit that crosses the solar system's ecliptic plane. It has followed its five year orbit intact for centuries; but, in 1995, mysteriously fragmented. According to Julien, this is the same year that a crop circle appeared showing the inner solar system with the Earth missing from its orbit. He argues the "Missing Earth" crop circle was a message from higher intelligences warning humanity of the consequences of its destructive nuclear policies. He links this crop circle to May 25, 2006, and identifies the comet Schwassmann-Wachman as the subject of higher intelligence communications."

E sabem qual é o tipo de teorias que este "astrónomo" ou "french military researcher" tem desenvolvido? Eis uma das suas teses:

"Eric Julien in the April edition of the Exopolitics Journal. He argued that nuclear weapons testing forms a threat to extraterrestrial civilizations due to the disruptive effects of such weapons on the space time continuum used by extraterrestrials to visit the Earth. He provided some statistical data on the correlation between nuclear weapons testing and UFO sightings/crashes to support his hypothesis."

Até pode ter razão… Mas daí a considerarem-nos uma fonte fiável o bastante para merecer uma notícia e um "astrónomo" suficiente credível para rebater a posição da NASA e da maioria esmagadora dos astrónomos… Está bem…

 

P.S.: Lá na SIC ninguém sabe o endereço do Google? Sabem? Então escrevam lá "73p impact julien" e vejam o que aparece… e a "fiabilidade" que merecem as previsões deste "astrónomo"…

Categories: SpaceNewsPt | 2 comentários

RepórterGrunho: Fotografia 9

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Esta coisa apareceu nos parabrisas de muitos carros nos arredores da estação da CP de Roma-Areeiro e representa os serviços de um certo "missionário "R. R. Soares" que "vem desenvolvendo o trabalho dos apóstolos"… Este prodígio da modéstia (i-*) apresenta-se como "O Amigo de Deus" e pede para que lhe sejam trazidos os "doentes, paralíticos, surdos, cegos" para que acontecam "grandes milagres"… Contando-se entre estes o espantoso "milagre da transferência dos fundos dos bolsos dos crentes para os do missionário", certamente… Milagre! Milagre! Estou rico! Vê-de "minha gente" a força de Deus! (que é "amigo" dele, ao que parece)

A apimentar a cerimónia de espoliação, perdão, de "conversão" cantam os "Gauchinhos de Deus"… Um nome improvável, mas certeiro da banda de dois cavalheiros que vão cantarolar na coisa e seduzir as mais cépticas conversas às virtudes do "Amigo do Alheio", perdão, "Amigo de Deus", R. R. Soares.

Categories: RepórterGrunho | 8 comentários

Para bem fazer uma árvore genealógica: parte 1

O primeiro passo para encetarmos a construção da nossa árvore é falar com os nossos familiares… Especialmente com os nossos avós, se tivermos ainda o privilégio de os ter entre nós… Eles em particular podem dar-nos dados sobre os seus pais e avós e fazerem recuar numa só assentada a nossa árvore genealógica até aos finais do século XIX… Por mim, foi assim que cheguei ao nome de um bisavô nascido em 1870…

A seguir, para colmatar falhas devemos localizar a data exacta de nascimento e local do mesmo e usando a Internet aceder a http://www.portaldocidadao.pt/PORTAL/pt/certidoes_online/ imprimir o Código MB da dita, pagá-la e esperar calmamente em nossa casa pelos CTTs…

Este é o método para nascimentos que são posteriores ao começo do Século XX… Daqui em diante, começam os problemas…

Está a fazer a sua árvore genealógica para que efeitos?
1) Curiosidade
2) Para reclamar um título
3) Para emigrar
4) Outra razãoView Results

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Categories: Genealogia | 19 comentários

Porque é que não se investe na renovação da via Lisboa-Porto e se torram fortunas na megalomania que é o TGV? Hum?

Hum… Expliquem-me lá – como se eu fosse muito burro – porque é que vamos construir (e pagar) um TGV mastodôntico se as obras na via férrea actualmente existente vão permitir reduzir em meia hora as duas horas e meia do trajecto Lisboa-Porto em Alfa Pendular? Ou seja, quantos mais sectores da vetusta via férrea Lisboa-Porto seria preciso melhorar para que o tempo de viagem se aproximasse do tempo estimado para… uma viagem do TGV?

Hum? 

Categories: Política Internacional, Política Nacional | 6 comentários

O filme “O Código da Vinci”: Erros e Imprecisões (Parte 2): A Capela de Rosslyn

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Estive em Rosslyn ainda antes de ter chegado a onda do livro de Dan Brown, depois de ter sido despertado para os mistério da capela por um tal de "LinPiao"… E tirei muitas fotografias do interior e do exterior da dita… Infelizmente, na altura não tinha máquina digital, razão pela qual não mostro aqui nenhuma dessas fotografias… Mas a minha memória (que tem mais de fotográfica do que qualquer outra coisa) alertou-me para algumas inconsistências:

1. No filme (e no livro também, acho eu) afirmam que a Capela foi construída pelos Templários… Ora esta foi construída quase um século depois da extinção da Ordem dos Templários… Por William St. Clair no século XV.

2. Quando estive em Rosslyn, a capela estava protegida por uma construção temporária que cobria inteiramente o edifício. A minha visita foi há dois anos (e foi tramado dar com ela!) e estas obras podem ter entretanto ter terminado… Mas será que não, e que as imagens que o filme mostra da capela foram digitalmente retocadas para não a mostrarem?

3. De qualquer modo, a acção do filme que decorre no interior da capela foi mesmo lá filmada… reconheci com efeito alguns dos motivos decorativos e a arquitectura geral do seu interior… Mas… Não era possível aos visitantes descer à cripta. A escada tinha o acesso barrado e no filme pode-se descer a escada livremente…

4. No filme, a capela e os arredores estão vazios… Ora quem já visitou a capela notou que esta está sempre cheias de turistas tirando fotografias (é permitido tirar fotografias do seu interior) e que este pulalam também em grandes números no exterior da capela… Aliás, tudo deve estar muito pior agora, com o explosão do Livro e com a estreia do filme… No filme, Landgon e Sophie andam sózinhos pela capela e cripta e não passam pela "livraria" da família St. Clair onde se vendem livros sobre a capela e reproduções dos capiteis (!) que podemos levar para casa.

5. Os portões da capela não são aqueles portões de grades de ferro que surgem no filme… O verdadeiro portão deixa passar apenas uma pessoa e é de madeira pintada a tinta verde. Aparentemente, não era "cinematográfico" o suficiente… Ou seja, a "verdade" não era suficiente "realista"…

6. As cenas do exterior da capela, com um pequeno tanque por onde Sophie tenta caminhar, e surgem muros de pedra, um arco destruído, etc. os quais não existem nos arredores da capela… Não sei onde foram filmados, mas lá, não estão. Tanto quanto me lembro!

7. Quando Langdon e Sophie descem a escada para a cripta, o filme mostra o lintel sobre essa escada e este tem um motivo vazio com apenas um "sino saimão" (ou Estrela de Salomão) inscrito. Ora lembro-me (e tenho uma fotografia) que mostra nesse lintel uma série de motivos vegetalistas, entre os quais um em que alguns julgam ver uma espiga de minho… O que seria uma "prova" da existência de navegações "templárias" para a América.

8. No filme, as imagens aéreas e as recolhidos no solo parecem mostrar uma capela situada no alto de um monte (o que é verdadeiro), mas no meio de uma floresta, num descampado… Ora a capela está de facto no fim de um beco, que faz parte da periferia da cidade de Roslyn. Talvez mostrar a capela no meio do mato fosse mais "cinematográfico"… O certo é que todas as tomadas de imagems evitam mostrar que a capela está de facto imersa no próprio nucleo urbano da vila.

Mais deve haver!… Eu é que não me lembro…

Categories: Mitos e Mistérios, O Código da Vinci | 24 comentários

O Código da Vinci: A “falsa” ordem papal emitida a partir do “Vaticano”

Acabo de chegar a casa depois de ver a versão cinematográfica do "Código da Vinci"… E digo-vos já: espero que tenham feito as vossas necessidades antes de entrar e que tenham cadeiras confortáveis porque o filme é… looooongo.

Adiante.

O filme, como o livro, é interessante, sem nunca ser genial, nem revolucionário. Como o livro comete os mesmos erros… Dei com vários, e aqui, voi deixar, por ora, apenas um qu é tão flagrante que bastou a minha rareante memória para dar com ele (não me lembro se também surge no livro, mas creio que sim):

Segundo a narrativa, o Papa Clemente V teria ordenado a perseguição dos Templários por toda a Europa e a partir da sua sede, no Vaticano.

Como? A ordem de prisão foi dada por Filipe, o Belo, rei de França e o Papa apoio com relutância esta ordem, mas depois desta ser dada pelo Rei… E não houve nunca uma perseguição à escala europeia… Aliás, em países como a Escócia e Portugal a Ordem passou praticamente incólume (Dom Dinis, recusou inclusivé a entrega dos seus bens ao Papado e fundou com eles a renovada Ordem de Cristo), e, sobretudo, Clemente V vivia na época não na cidade do Vaticano, mas em… Avinhão, no Sul de França…

Enfim. Imprecisões… Voltarei a elas em novos Posts… 

Categories: Mitos e Mistérios, O Código da Vinci | 6 comentários

Retenção de Bilhete de Identidade: um Aviso e um Alerta

Retenção de Bilhete de Identidade
(Publicado no BRN nº 6/2003, Junho 2003 em "Informações", pág. 4)

Sobre o assunto em título, divulga-se a Circular nº 1/IGAP/2003, de 09 de Maio, da Inspecção-Geral da Administração Pública, cujo teor é o seguinte:

“1. A Lei de Identificação Civil em vigor estabelece que “a conferência de identidade que se mostre necessária a qualquer entidade (…), efectua-se no momento da exibição do bilhete de identidade, o qual é imediatamente restituído após a conferência”, esclarecendo ainda que “é vedado a qualquer entidade pública ou privada reter ou conservar em seu poder bilhete de identidade, salvo nos casos expressamente previstos na lei ou mediante decisão de autoridade judiciária” (artº 42º da Lei nº 33/99, de 18 de Maio).

2. É, assim, ilegal a retenção do bilhete de identidade na portaria de serviços públicos, durante a permanência do visitante nas instalações e como forma de controlar o seu acesso, ainda que autorizado pelo respectivo titular.

3. De acordo com a mesma Lei de Identificação Civil, é punido com uma coima quem, ilegitimamente, retiver ou conservar em seu poder bilhete de identidade alheio (artº 49º da Lei nº 33/99, de 18 de Maio).

4. Nestes termos, devem todos os serviços públicos fazer cessar a prática de retenção ou conservação do bilhete de identidade nas respectivas portarias, nos casos em que esta se verifique, e adoptar métodos alternativos para o controlo de visitantes.”

Fonte: http://www.dgrn.mj.pt/bi/bi_retencao.asp

 

Moral da história… Da próxima vez que vos pedirem o B.I. certifiquem-se que não abusam dos vossos direitos… Recordem-se de que um B.I. furtado pode ser uma fonte de um sem número de problemas (eu que o diga!) e nunca devem perdê-lo de vista!

Categories: A Escrita Cónia, Sociedade Portuguesa | 4 comentários

Quid 29: Que hidroavião é este?

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Categories: LOST (Perdidos), Quids | 9 comentários

O Clever: o carro europeu “esperto” para o ambiente e para vida urbana

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Depois do alerta do Sá Morais para o interessante projecto espanhol para um inusitado e revolucionário Carro de Ar Comprimido (yep! isso mesmo!) lembrei-me de que já andava há uns tempos para escrever sobre o Clever

Este projecto da Univerdade britânica de Bath recolhe o nome das iniciais "Compact Low Emission Vehicle". Funciona com um motor de gás natural comprimido, um combustível que garante emissões muito menores que os motores convencionais. O seu dimunuto peso (menos de 400 Kg) garante-lhe baixos consumos, apesar da sua velocidade máxima de 100 Km/h.

O custo total do projecto é de 3.3 milhões de euros, 2/3 receberam financiamento europeu. O preço de comercialização de cada veículo deverá rondar os 11 mil euros. 

Categories: Ciência e Tecnologia, Defesa Nacional | 2 comentários

Dan Brown; o “Fortaleza Digital” e a crítica a Espanha presente no último livro do autor do “Código da Vinci”

Acabei ontem o último livro de Dan Brown… Não falarei aqui sobre o enredo do dito, para não ser um Spoiler… Mas gostaria de deixar uma confissão: este é o livro mais "anti-espanhol" que já li… Dan Brown não escreve propriamente "literatura", estando a sua obra mais perto do "cinema escrito" do que da Literatura, mas documenta-se muito bem para os seus livros e as suas descrições do sul de Espanha e nomeadamente de Sevilha que inclui neste livro ("Fortaleza Digital") mostram que passou longos períodos de tempo no Sul de Espanha, investigando e recolhendo dados para este livro. E indicam também que essa experiência não lhe correu muito bem… Como sabem o seu "estilo" é o de dividir os seus livros por pequenos capítulos geralmente com menos de duas páginas. Pois bem, no "Fortaleza Digital" os capítulos onde a acção decorre em Espanha incluiem geralmente críticas a Espanha, aos Espanhóis ou à cultura espanhola… E estas críticas são à dezenas!… Eis alguns exemplos:

"A fila tinha cerca de dez pessoas, todas elas a empurar e a gritar. A Espanha não era famosa pelos seus níveis de eficiência e Becker sabia que era bem capaz de ficar ali toda a noite à espera de informações sobre o canadiano." p99

"Um pulmão perfurado era fatal. Talvez não em regiões medicamente mais avançadas do mundo, mas em Espanha (itálico!!!) era fatal." p345

"A escada era íngreme e já ali tinham morrido turistas. Aquilo não era a América: não havia sinais a alertar para o perigo, nem corrimões, nem cartazes a declinar qualquer responsabilidade por possíveis acidentes. Aquilo era a Espanha. Se alguém fosse estúpido ao ponto de cair, o problema era dele e não de quem construíra a escada." p360

E mais, mais, mais, as citações deste género podiam estender-se por quase todos os capítulos… Ignoro o que se passou com Dan Brown em Espanha, mas certamente que não tirou da viagem uma experiência positiva… E que o seu livro não deve ser muito apreciado lá pelas bandas de Castela, não deve ser, não… Depois de tanta "tacada" sobre a Igreja Católica, Brown arremete agora contra a mui fiel e católica Espanha… Os seus índices de popularidade entre os "nuestros hermanos" não devem portanto andar muito altos…

É também curioso que um dos personagens principais do livro seja português e nascido em Lisboa… E que não surjam referências à nossa nacionalidade (livra!), apesar de referir explicitamente essa naturalidade.

Terá Brown razão nas suas críticas aos "baixos níveis de efiência" de Espanha? Apesar do seu crescimento dos últimos anos? Será a Espanha um país tão atrasado como refere Brown? Ou será que exprime apenas alguma daquela soberba e altivez que Agostinho julgou reconhecer nos povos do norte da Europa e dos quais a América Anglo-Saxónica é o expoente máximo?

Já passei em Espanha (Sul) algumas temporadas de férias e confesso que não vi essa ineficiência ou incompetência generalizadas a que alude Brown… Aliás, os espanhóis pareceram-se muito parecidos – em muitos aspectos – connosco próprios… Desde o temperamento, à atitude perante a vida, embora tenham um leve toque de arrogância e superioridade (os de Madrid e Castela, sobretudo), algo que se atenua ou desaparece nos galegos e andaluzes.

Mas…

Terá Dan Brown alguma razão?…

Categories: Sociedade, Wikipedia | 17 comentários

RepórterGrunho: Fotografia 9

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Numa larga distância de passeio, aqui nesta avenida a chamada de "Estados Unidos da América" em Lisboa, não encontramos mais do que betão, carros estacionados, semáforos e muito, muito barulho… E pelo meio, entre o betão e sobrevivendo incólume entre os pneus dos automóveis encontrei flores silvestres… Prova consumada de que a Natureza consegue sobreviver mesmo nos ambientes mais adversos…

Categories: RepórterGrunho | 3 comentários

“Porque é que os indianos são melhores no Cricket do que no Futebol?” e as dificuldades da Índia…

"Porque é que os indianos são melhores no Cricket do que no Futebol?" pergunta Dilip Modi, dono de uma empresa de comunicações móveis indiana. Porque, de cada vez que dás um canto a um indiano, ele abre uma loja. Com efeito, a Índia, tem a densidade mais elevada de lojas de retalho do mundo… Mais de 15 milhões, comparados com 900 mil nos EUA, onde o mercado é… 13 vezes maior!

Embora a Índia seja – sob muitos aspectos – um campeão da Globalização e a deslocalização de firmas ocidentais para a Índia seja um fenómeno crescente, o sector do comércio na Índia está ainda fortemente protegido por leis proteccionistas. Por exemplo, o investimento directo por parte de multinacionais do ramo é expressamente proibido por Lei.

O país que assentou a sua recuperação e os altos níveis de crescimento do PIB na competitividade, usa, ele próprio, para se defender dessa mesma globalização os mesmo mecanismos proteccionistas de cuja abolição tanto depende…

As Leis do Trabalho indianas desencorajam os grandes negócios, impossibilitando os despendimentos em grande escala, e a existência de uma multiplicidade de níveis burocráticos, desde o muniícipio ao Estado, terminando pela União colocam todos os grandes negócios numa trama impossível para quem seja um outsider… As dificuldades com infraestruturas raras ou deficientes, com uma bolha inflacionária no Imobiliário e com a existência de grandes diferenças no nível de vida entre o Campo e as Cidades colocam a Índia no grupo dos países em Desenvolvimento com maiores potencialidades para uma explosão social e o crescente sucesso do movimento maoísta naxalita é apenas um dos primeiros sinais do que está para vir…

Apesar disso, a economia indiana manteve nos últimos 3 anos, uns impressionantes 7.5% de crescimento do PIB. Os altos níveis de poupança e as remessas dos milhões de indianos no exterior dão margem para que esse valor cresça ainda mais… Mas com tantos problemas no seu seio… Com ondas proteccionistas, com naxalitas, com 300 milhões de indianos a viverem com menos de 1 euro e meio por dia… Como poderá a maior democracia do mundo continuar a crescer a esse ritmo?

Fonte: The Economist, 15 de Abril de 2006

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O Sistema “Judicial” Afegão

Os tribunais da nova "democracia" afegã são os piores do mundo… Durante um julgamento recente – assistido por jornalistas ocidentais – o juíx interrompia frequentemente a sessão para conversar pelo telemóvel e para fumar cigarros à janela. No mesmo julgamento, o advogado de defesa desculpava-se do seu mau desempenho porque "lia mal".

 

O sistema é extremamente corrupto. Os juízes ganham apenas 60 dólares por mês, o que é muito menos que a renda de um apartamento médio em Kabul. Além de corrupta, a Justiça é também muito ineficiente dado que a maioria dos juízes são apenas clérigos islâmicos sem qualquer formação judicial e um quase total desconhecimento das leis seculares. Alguns são praticamente ileterados. A ajudar tudo isto temos uma força policial muito incompetente e fortemente concentrada nas etnias do norte.

 

Sabem quem foi responsável pela "reestruturação" da Justiça Afegã depois da queda do Regime Talibã? A Itália… Exacto, os autores do sistema judicial mais eficaz do Ocidente, ou… Será que não?

 

Este clima favorece a instauração da Sharia, ou Lei Islâmica no mesmo país que ainda há pouco era governado pelos clérigos islâmicos talibãs, um exacto regresso às origens que destrói as poucas vantagens que resultaram da queda desse regime. Enquanto que os campos estâo nas mãos dos Senhores da Guerra locais que retiram grandes lucros do cultivo e comercialização do ópio, a capital (único ponto do país sob controlo governamental directo) vegeta num clima de corrupção e desnorte crescente. Enquanto Karkai se passeia com os seus fatos tradicionais pelas chancelarias do mundo, o seu povo sobrevive num clima de pobreza, desemprego e casos generalizado.

 

Enfim, estâo criadas todas as condicionantes para que os Talibãs regressem. E desta vez, não haverá nenhuma "aliança do Norte" para combater no terreno pelos americanos e nem estes terão forças bastantes para reconquistar o Afeganistão, atolados como estão no pântano iraquiano…

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Sobre a Rendição do Estado perante as forças mafiosas do PCC em São Paulo

Segundo o prestigiado jornal paulista Folha de São Paulo:

"A cúpula do PCC (Primeiro Comando da Capital) deu ordem ontem para cessar os atentados e rebeliões em São Paulo, após dois dias de negociações com representantes do governo do Estado.
A Folha apurou que, por telefone celular, líderes da facção criminosa determinaram a presos e membros do PCC do lado de fora das cadeias que interrompessem a onda de violência."
(…) Segundo o que a Folha apurou, o preso Orlando Mota Júnior, 34, o Macarrão, foi um dos principais interlocutores do governo. Ele e outros líderes do PCC deram a ordem de cessar os atentados.
Nas conversas com representantes da Secretaria da Administração Penitenciária, a facção condicionou o fim dos ataques a benefícios a presos transferidos para a Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (620 km de SP) e à não entrada da Tropa de Choque da PM nos presídios rebelados. Na quinta-feira, 765 detentos -todos membros do PCC- foram levados para a penitenciária.
Na pauta estava o banho de sol. Os presos estão trancafiados, por medida de segurança, desde a transferência. O PCC pediu que os presos levados a Presidente Venceslau não sejam submetidos ao regime de observação.
Nesse sistema, usado para quem chega a uma nova penitenciária, os detentos ficam trancados e não podem receber visitas ou advogados por um período de até 30 dias. Eles alegam que são "piolhos" (presos veteranos) e não cometeram infrações no sistema para justificar a punição.
Houve outras reivindicações, mais ousadas. Entre elas, segundo agentes penitenciários, está o pedido de visita íntima e de televisores no RDD (Regime Disciplinar Diferenciado). O sistema mais rígido proíbe esses dois benefícios."

O governo estadual de São Paulo negou, claro… Mas o que havia de fazer? Se estas negociações tiveram mesmo lugar então representam um rendição do Estado de Direito perante um grupo de mafioso. Um grupo de mafiosos que controla um exército de milhares de "soldados" mais de 300 mil votos que consegue que o governo eleito negocieie de par para par, lado a lado, consegue deste o reconheciento não já da sua existência mas da sua própria legitimidade.

Quando o Estado concede e entrega concessões a um grupo mafioso, entrega nas suas mãos a chave para futuras reinvidicações, cada vez mais exigentes e amplas e coloca toda a população que o elegeu nas mãos desses mafiosos sanguinários e impunes.

Os acontecimentos de São Paulo revestem-se por isto de uma gravidade extrema. Não por causa da escala das revoltas das prisões e dos ataques a polícias e esquadras, que só por si foi tão grave como um "dia mau" no Iraque (o número médio de mortos foi claramente superior), mas pelo seu desfecho: o Estado rendeu-se e negociou com os bandidos.

Dias negros correm no nosso irmão de Além-Mar… E em cada dia assim, fica mais longe o sonho da refundação do "Quinto Império" de Agostinho da Silva e António Vieira…

Categories: Política Internacional, Sociedade | 7 comentários

Os Naxalitas da União Indiana

Embora se desconheça praticamente a sua existência no Ocidente, existe na União Indiana um activo e crescente movimento comunista maoísta que durante quase 40 anos tem mantido uma oposição constante e determinada ao governo central… São os Naxalitas. De ínicio, muito activos nos estados de Oeste Bengala e Andhra, nos últimos 4 anos, os naxalitas têm-se mostrado capazes de expandir as áreas rurais que têm sob controlo e chegaram mesmo a instituir "administrações locais" em áreas "libertadas" em vários Estados da União Indiana. A sucessão de erros políticos por parte dos governos dos Estados e do próprio governo central, tem-lhes concedido espaço de manobra e como sinal da sua crescente actividade, só no ano passado mais de 900 pessoas perderam a vida em combates ou incidentes entre forças governamentais e naxalitas.

O impacto a actividade dos naxalitas na economia indiana é desconhecido… Mas sabe-se que a sua actividade em regiões onde se extrai bauxite tem afectado a sua produção e estima-se que todos os anos se percam mais 40 biliöes de USDs em ataques contra oiperações de manutenção e construção rodoviária.

O termo "naxalita" vem de Naxalbari, uma pequena aldeia do Estado de Bengala Ocidental onde o movimento foi fundado em 1967. Quase eliminados nessa época, o naxalitas ressurgiram na década de 80 como o "People's War Group" (PWC) e, mais tarde surgiria o "Maoist Communist Centre". Estes dois movimentos fundir-se-iam em 2004 e criariam laços com o movimento maoísta nepaês, que combate com sucesso o governo central…

Actualmente, sete Estados do Oriente da Índia têm uma forte presença naxalita, especialmente nas zonas rurais e a área controlada pelos maoísta não pára de crescer…

Parece que existem mais "Índias" do que a Globalização e a ideia da Índia como o gigante das TI do futuro nos pretende fazer crer…

Categories: Política Internacional, Sociedade | 3 comentários

Quid 28: Como se chamava este filósofo chinês?

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Categories: LOST (Perdidos), Quids | 10 comentários

O pinguim baralhado da Corticeira Amorim

"Estamos em protocolo, também, com a estação europeia espacial."
Declarações de um executivo da Corticeira Amorim, hoje na SIC Notícias.

 

Ai estão? Que fixe… E já agora pode dizer-nos – senhor enfatuado – onde pensa sua excelência que esteja essa "estação europeia espacial"? (sim, foi dito nesta ordem!)

Talvez nalgum filme que viu em dvd, não? Talvez… Porque no mundo real onde a malta vive enquanto vocês – seus executivos – passeiam os vossos uniformes de pinguim por restaurantes e condomínios de luxo com os vossos salários mais altos que a média dinamarquesa e sueca não existe tal coisa!

Talvez este senhor pinguim se referisse a outra coisa… Seria ao ATV da ESA? E como se pode entabular boas negociações se nem sequer sabemos do que raio estamos a falar?

Senhor Amorim… Talvez fosse boa ideia contratar directores menos… idiotas. O que acha?

Categories: A Escrita Cónia, Sociedade Portuguesa | 4 comentários

Tabela comparativa de preços de aviões de combate

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Tabela interessante, não é? É pena é ter perdido o URL de onde saquei o GIF, mas não quis deixar de mostrar aqui esta comparação entre os preços dos caças da actualidade… Desde logo, ressalta o preço díspare do F/A-22 e do EA-18, ambos Made in USA. Na verdade, um único F/A-22 quase daria para comprar 5 Mig-29! Em termos de aviónica haverá assim tanta superioridade, especialmente tendo em conta que o Mig 29 é um dos caças mais manobráveis do mundo?… Duvido…

E o Typhoon europeu que aparece como o terceiro avião mais caro? Será assim tão mais eficaz do que o JAS39 sueco ou que o Rafale francês? E porque consegue ser o Rafale mais barato que o Typhoon? Sendo um Typhoon um avião que aproveitava sinergias entre vários fabricantes não deveria ser mais barato do que o seu equivalente francês?

Categories: Ciência e Tecnologia, Defesa Nacional | 11 comentários

LOST (Perdidos): A Praia/Limbo e a Selva/Inferno-Paraíso

"Vimos à erma praia a passo lesto:
Nunca sobre águas suas navegara
Homem que o mundo torne a ver molesto."

In http://pt.wikisource.org/wiki/A_Divina_Com%C3%A9dia_-_Purgat%C3%B3rio,_Canto_1

No último episódio do LOST (Perdidos) não foram feitos grandes progressos quanto ao conhecimento dos mistérios da Ilha. De facto, pouco ficou além do episódio em que Jack, John e Sawyer se vêm cercados por 20/30 Outros quando tentam alcançar o imprevisível pai do Walt… Neste episódio, o "líder" dos Outros deixa claro que estão sobre uma espécie de fronteira, de linha que divide o interior da Ilha, do seu litoral, e que para além daquele lugar, não poderiam passar.

Consuma-se assim a separação entre duas regiões da Ilha, uma periférica onde vivem os sobreviventes e uma interior, de selva profunda, onde vivem os Outros e a partir de onde lançam as suas incursões.

Ou seja, o litoral, a "Praia" é a zona onde vivem os Sobreviventes (ambos os grupos) é um local distinto da "Selva" ou Interior… Recordemo-nos da ligação entre o livro "The Third Policeman" de Flann O’Brien (1939/1940). Este livro aparece no episódio "Orientation" como sendo um dos que Desmond lia na sua reclusão na Estação Cisne. Numa entrevista, um dos argumentistas na Ilha afirmou que a leitura do livro era fundamental para dar mais compreensão sobre a série: “will have a lot more ammunition when dissecting plotlines”.

Já repararam que os Outros escolhem para recolha os Sobreviventes que ou são crianças ou que mais marcadamente pendem para o Bem ou para o Mal?… Os que restam parecem transportar em si uma qualquer espécie de "pena" ou "pecado"… Aliás, é isso que todos têm em comum: o facto de viverem no Remorso e de merecerem uma qualquer espécie de Castigo. E depois lembrei-me do auto da Barca do Inferno de Gil Vicente… Aqui aparecia o Limbo como sendo uma Praia onde vagueavam as Almas que ainda não tinham expirado as suas penas e enquanto se não decidia se iriam para o Inferno ou para o Paraíso. A Praia-Limbo também é citada na conhecida obra de Dante "A Divina Comédia" que cito mais acima, no começo deste Post. O interior da Ilha, referido por vezes como "Selva" revela-se uma associação comum… Quantas vezes na literatura, a Selva e o Inferno foram associados? O próprio Dante associa o termo "Selva Escura" a "Inferno" no Canto 1…

Será que é isso? Será que a minha tese (nova) de que o mundo da Ilha é uma espécie de Além, com contacto com o mundo real, onde se expiam pecados na Praia, e se decidem caminhos (Dharma->Caminho) no Interior, está correcta? Se o livro "The Third Policeman" é de facto a chave para o entendimento da série e se nesta o narrador descobre no final que está morto… Sim, poderia ser isso.

Categories: Ciência e Tecnologia, LOST (Perdidos) | 15 comentários

Agostinho da Silva: “Reflexão à Margem da Literatura Portuguesa”: (1)

“Não creio que a verdadeira cultura e a verdadeira humanidade e o verdadeiro futuro do mundo estejam para lá dos Pirinéus; não creio que aquilo a que se deveria chamar a Europa, excluindo cuidadosamente não só a nossa Península Ibérica, mas igualmente o Sul de Itália, daquilo a que hoje se chama Europa, não creio que a Europa da gente loira, ordenadora e folosófica seja muito mais do que isso, ordenadora e filosófica, e possa ver-se livre, a não ser por uma transformação que lhe atingiria o próprio cerne, daquele feitio utilitário, prático e mecânico, que a América do Norte, sua herdeira, levou às últimas consequências.”“Reflexão à Margem da Literatura Portuguesa”; Agostinho da Silva; Âncora Editora; Lisboa; 2000.

Agostinho separa assim da Europa “de gente loira e ordenadora”, o seu Sul. Tantas vezes desprezado pelo norte, pelo seu carácter menos utilitarista e mecânico, o Sul, nascido no “Substrato Mediterrânico”, essa paleolíngua que se estendeu pela bacia do Mediterrâneo antes da chegada dos primeiros falantes de indoeuropeu, encontra uma comunhão nova e renovada numa “Cultura” das suas gentes, que é comum, e que os distingue das feições utilitaristas e práticas dos bárbaros que invadiram o Império Romano e que se estabeleceram maioritariamente no norte e centro da Europa. Assim, Portugal, as Espanhas e a Itália, seriam naçöes irmãs e prioridades no alargamento de uma Confederação que entendemos ser possível estabelecer com alguns países africanos de expressão portuguesa e o Brasil, que depois seria alargada atè à Galiza e numa fase final, às Espanhas e à Itália.

Essas gentes, reunidas num todo coerente, poderiam enfim poder exprimir livremente o seu carácter mais profundo e atávico, livres enfim das peias com que os utilitaristas e contabilistas do Norte e do seu máximo expoente, os EUA, insistem em os agrilhoar. Não mais preocupados com índices de crescimento, mas com índices de felicidade e satoisfação individual, bastos com aquilo que conseguiam produzir, sem depender de um consumismo doentio e obsessivo que só alimenta a permanente insatisfação e infelicidade, os povos do antigo Substrato Mediterrânico poderiam – juntos- encontrar um modo de vida comum e alcançar um patamar de desenvolvimento humano, desconhecido pelos herdeiros dos germanos, godos e burgúndios que habitam para lá dos Pirinéus.

Categories: Movimento Internacional Lusófono | Deixe um comentário

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