Mais Betão até 2015

Mário Lino, o ministro das Obras Públicas anunciou que serão construídos mais 263 quilómetros de estradas por ano até 2015… Ora, não é certo que exista um laço directo ou mesmo indirecto entre a construção de mais autoestradas e desenvolvimento…

Assim, veja-se que:

1. que o betão do Cavaquismo nem por isso produziu um país mais competitivo ou desenvolvido

2. o que o Estado paga actualmente pelas SCUTs e a sua contribuição para o deficit do OGE

3. O facto ensurdecedor de que a Irlanda regista recordes de Desenvolvimento e Crescimento com UMA autoestrada. Sim, só uma (a "A1") se bem me lembro…

4. As autoestradas que contornam vilas e cidades do Interior muito têm contribuído para que muita gente tivesse deixado de as visitar e contribuiram para a sua crescente interiorização

5. As autoestradas permitiram que Espanha colocasse os seus produtos de exportação nas cidades do litoral por um preço baixo, concorrendo com a indústria nacional mas usando os meios que Portugal e os portugueses pagaram…

Por isso acredito que uma rede de estradas nacionais, bem mantidas, numerosas e de responsabilidade municipal serviriam muito melhor o país, do que esta renovada promessa de… Betão.

Categories: Economia, Política Internacional, Política Nacional, Websites | 8 comentários

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8 thoughts on “Mais Betão até 2015

  1. Caro Rui, excelente post! Mais uma vez acertaste na “mouche”.
    A política do betão é uma ilusão. Sim, vamos comparar a rede de autoestradas de Portugal e Irlanda e o seu desenvolvimento económico. Daí já iremos tirar muitas conclusões… Fico sempre com um irónico sorriso nos lábios quando ouço alguém dizer que uma nova autoestrada vai trazer desenvolvimento a uma região… Como?! Onde estão exemplos desse desenvolvimento?? Bombas de gasolina? O investimento surge logo do dia para a noite? Se fosse assim tão fácil… Enquanto nós banhávamos o país com alcatrão, a Irlanda criava novas industrias e modernizava a agricultura… Quem está melhor? Claro que temos de ter boas estradas, mas isso não é primordial. O que é primordial é gerar riqueza, emprego e justiça social.
    O que eu vejo são os TIR Espanhóis ( como referes ) a trazer produtos para cá, usando essas autoestradas. É esse o desenvolvimento? Eeles é que agradecem! Agora nós… O que vamos escoar, se não produzimos quase nada?

  2. Um dos objectivos da UE ao conceder ajudas a Portugal foi precisamente criar vias de comunicação para a entrada de produtos no país. Enquanto não houver investimentos na produção isto não anda para a frente, e os privados não o fazem nem deixam o estado faze-lo. A crise dá-lhes jeito
    um abraço

  3. não se pode betonizar o Mário Lino, o seu Ministério e o Parlamento??

  4. Tinha escrito um grande comentário à tarde mas, não sei porquê, não consegui postar. O Kaos resumiu as principais ideias do que eu tinha escrito.

    abraço

  5. Paulo Araújo

    O Problema está na carga fiscal as Empresas e numa lei laboral estupida!
    É ai que nos devemos comparar com a Irlanda ou com a Espanha ou com qualquer economia em crescimento!
    Quanto ao betão não tenho nada contra! Penso ate ser algo muito interessante para quem não vive nas grandes areas urbanas “Lisboa e Porto”!
    Com as Auto estradas, comboios rapidos, penso ser possivel olhar para cidades como Portalegre
    como um bom Local para investir, “não esquecer que esta cidade tem a estação de comboios a 12km do centro!”, produtos ai fabricados ainda tem alguma longa estrada até Estremoz!
    Para estas zonas, não tenho duvidas é algo de bom, o aparecimento de uma Auto estrada.
    Já agora com mais um bocadinho de betão acabar a CRIL seria muito engracado para quem vive na zona da Grande Lisboa
    1 abraco

  6. a carga fiscal das empresas é sem dúvida exagerada e propicia à existência de mecanismos mais ou menos sofisticados de fuga fiscal massiva. Defendo desde há muito, um imposto sobre os lucros, baixo, mas sem abatimentos. Um imposto que possa ser efectivamente cobrado e nunca isentado. Assim, como defendo o fim dos paraísos fiscais, como o da Madeira, pela mesma razão (a Justiça Fiscal).

    Melhores que as autoestradas, seria uma rede nacional de estradas secundárias com boas condições. Sabe quantas autoestradas há na Irlanda? Uma! Andei por todo o país e nunca, mas nunca em autoestrada, sempre em excelentes estradas secundárias, com duas faixas principais e mais duas de ultrapassagem, e digo-lhe… metem a Kms as nossas autoestradas e IPs assassinos….

  7. Paulo Araujo

    Seja! Tb tenho andado por essa Europa, Espanha, Franca e Italia, agora em Agosto, a Irlanda não conheco de automovel!
    Vi boas Estradas e AutoEstradas!
    A CRIL não é uma AutoEstrada pode ser o modelo a seguir!
    Desde que a seguranca da Estrada seja real com separadores de vias, sem cruzamentos, e sem angulos de curva “assassinos”, zonas de descanso de x em x km, angulos de inclinação razoaveis
    tudo bem…!Aqui, julgo estar de acordo comigo!
    O custo de uma boa Estrada e de uma Autoestrada é muito semelhante, o custo de utilização tb… direta ou indiretamente “portagens”.
    Agora não concordo, com a relacção 1 autoestrada=a desenvolvimento economico!
    Oficialmente a Irlanda tem 4 milhoes de habitantes, nos anos 90 iniciou um programa de atracção de investimento estrangeiro, cargas fiscais brandas para o modelo Europeu, e não só, custo de implantacão de estruturas industriais baixos!
    E com isso chamaram até eles algumas empresas fortes mundialmente! Ex: Intel e Microsoft
    Hoje tem Emprego e tecnologia de Ponta!
    E é aqui que penso que devemos olhar! Progamas defenidos, e que tipo de investimento estrangeiro queremos atrair!
    1 abraco!!

  8. João Rio

    Ai está um tema interessante. Deixo a minha forma de ver o “Betão”.
    1º acho que comparar a Irlanda com Portugal será um exemplo complicado, pois o ordenamente territorial da Irlanda não é comparavel ao nosso. Temos uma realidade diferente a nivel politico e social.
    Eu defendo as AutoEstradas pela facilidade do acesso. Dou exemplo… Nunca como hoje conheci tão bem o meu país, passo regularmente fins-de-semana por esse Portugal fora e gosto de saber que chego bem rápido a quase qualquer lugar… inda me lembro de demorar 5hrs e meia para chegar ao Geres e agora faze-lo em 3h30. Acho que as AE desenvolveram o turismo local (veja-se a proliferação de Turismos temáticos em zonas remotas que antigamente seria impensavel viabilizar.
    Quanto À Irlanda muito haveria por dizer, mas fica pra mais logo, que estou aqui com falhas na net. hehehe.
    Abraço a todos.

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