Daily Archives: 2006/05/29

Sarsfield Cabral: “Ordenados Escandalosos”

Na revista Visão de 18 de Maio surge uma interessante coluna de opinião de Sarsfield Cabral, um economista com cujas posições discordo geralmente mas que desta vez se dedicou a escrever sob o título "Ordenados Escandalosos":

Eis algumas frases:

"Em 1973 o vencimento médio de um presidente executivo de uma empresa americana era 27 vezes maior do que o salário médio de um trabalhador. No ano 2000 já era 300 vezes superior."

(…)

"Ora a explosão dos vencimentos dos gestores tem pouco a ver com a produtividade das empresas. Por vezes tem mesmo efeitos negativos. Por exemplo, boa parte desse dinheiro é constituída por acções da própria empresa, que os gestores podem adquirir a um preço fixo. Daí decorre, com frequência, um incentivo para fazer subir as cotações da empresa a curto prazo, em detrimento de um crescimento mais sadudável a longo prazo.

Acresce que ois contratos de muitos gestores incluiem chorudas indemnizações para o caso dos accionistas decidirem correr com eles, por estarem insatisfeitos com os maus resultados da empresa."

(…)

"Assim não é de estranhar que o Wall Street Journal, que não é propriamente de esquerda, tenha publicado no fim de Abril um artigo de opinião criticando os ganhos milionários dos gestores do BCP."

(…)

"Mas em Portugal o problema não se limita ao caso isolado de um Banco. No ano passado, com a economia nacional quase estagnada, os vencimentos dos administradores das grandes empresas portuguesas subiram 8%. E os gestores das empresas cotadas na bolsa portuguesa ganharam, em média, mais do que os seus congéneres espanhóis… Há qualquer coisa que não bate certo."

Existe nas sociedades contemporâneas uma tendência muito marcada para o acentuar da força dos executivos e líderes de empresas, à custa da influência dos trabalhadores. Na equação outrora equilibrada entre Capital (e seus representantes) e Trabalho, a balança pende agora exageradamente para o lado do Capital. Os direitos laborais evaporam-se todos os dias, a inépcia e lentidão dos Tribunais contribuem para a situação, e o próprio quadro legal evoluiu no sentido da total abolição dos direitos laborais.

No meio disto tudo, parece evidente a necessidade de quebrar este ciclo vicioso de aumentos crescentes dos vencimentos dos gestores e tornar a ligar este crescimento ao seu desempenho e ao desempenho das suas próprias empresas… Este desligamento pode aliás ser uma causa silenciosa para o baixo desempenho da nossa economia nos últimos anos… Isto é, porque se hão-de esforçar os nossos gestores, se os seus rendimentos sobem ao mesmo tempo que as suas empresas abrem falência, despedem pessoal e apresentam maus resultados?

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Categories: A Escrita Cónia, Sociedade Portuguesa | 8 comentários

Quid 33: Onde vai aterrar esta sonda?

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Categories: LOST (Perdidos), Quids | 5 comentários

Agostinho da Silva: “O grande instrumento de todas estas prisões foi sempre o castelhano…”

“(…) De cada vez que as tais circunstâncias históricas, quem sabe por obediência a que leis internas do mundo, precisaram de espanhol sob pressão, fabricaram-lhe recipientes de grossíssimas paredes; prenderam o espanhol; prenderam-no com os romanos, prenderam-no com os visigodos, prenderam-no com Carlos V, prende-no com o breve parlamentarismo e com outros sistemas mais modernos; e talvez outras prisões o esperem, se os fados lhe não correrem favoráveis. Acho que o único recipiente elástico que lhe fabricaram foi o do califado de Córdova e um pouco o dos reinois de taifas; talvez uma rápida Idade Média, com seus “comuneros”. Depois, cilindro e válvula; exígua válvula.”

O grande instrumento de todas estas prisões foi sempre o castelhano, pagando com os seus defeitos as suas qualidades, pagando com a sua violência a sua paixão, pagando com a sua intolerância a sua fidelidade, pagando com o seu jeito preador a solitária beleza do pastor-cavaleiro. E as vítimas, não falando agora do espanhol indidivual, foram as outras regiões da Península, nascidas para ser livres colaboradoras de um grande todo e condenadas, por um trágico destino, a ser, em opressores regimes centralistas, um nada para um quase nada de valor humano”. P29

Reflexão à Margem da Literatura Portuguesa: Agostinho da Silva

Categories: Movimento Internacional Lusófono | 1 Comentário

Lançamento do SatMex6 e do ThaiCom5

 

Foi um sucesso o lançamento do voo V171 (Ariane 5 ECA) que lançou os satélites SatMex6 e ThaiCom5, pelas 22:00h (18:00h locais-G.Fr.). Com uma massa combinada de mais de 8300 Kg os dois satélites conquistaram um recorde para o maior payload já lançado para o Espaço numa órbita geoestacionária.

 

Fonte: Gil Veloso (investigador português no CSG-Centro espacial da Guiana Francesa, que gentilmente nos enviou esta informação)

Categories: SpaceNewsPt | 1 Comentário

Timor-Leste: Da Passividade “Intencional” dos Australianos e da “Falta de Memória” Timorense

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As imagens que nos chegam dos distúrbios em Timor-Leste revelam frequentemente a acção dos grupos armados destruindo propriedade e ostentando as suas armas brancas frente aos militares australianos. Segundo dizia um professor português ao Jornal, Público: "Ninguém compreende isto: o que estão os australianos aqui a fazer? Ouvem tiros, viram-se para o outro lado. E tardam em chegar à cidade. Parece que estão interessados em deixar apodrecer a situação."

A Austrália já tem actualmente perto de 2000 homens no território e cerca de 30 blindados M-113 para além de vários helicópteros Black Hawk, apesar deste dispositivo ser mais numeroso do que aquele que enviou para o Iraque, as suas forças parecem ineptas para travar o continuado caos em Timor.

Agora que os conflitos entre militares e polícias timorenses – fardados ou não – terminaram, urge parar a acção dos grupos armados que percorrem Díli e levam uma onde de caos e destruição a todos os sectores da frágil sociedade timorense. As forças australianas têm os meios para agirem e deterem ou desarmarem estes "gangs", mas não o fazem… Não por incapacidade, mas numa passividade que parece ser calculada e preparada… Será que pretendem demonstrar a absoluta incapacidade dos timorenses para se auto-governarem para depois aparecerem como "salvadores do povo" e pedirem em troca as suas riquezas naturais, num regime mais ou menos encapotado de "protectorado das Nações Unidas"?

E os timorenses? Será que ainda que não perceberam que a situação actual dá razão à Indonésia que invadiu o território em 1975 (ver aqui) quando esta afirmava que invadia o território para cessar com as mortes provocadas pela Guerra Civil que então opunha timorenses contra timorenses? Será a memória desta gente tão curta? E é… Não é por acaso que nestes distúrbios estão maioritariamente jovens que não experimentaram os trágicos acontecimentos de 1975…

P.S.: Alterei o quadro de "forças em presença em Timor Leste" em conformidade com os novos dados.

Categories: Política Internacional, Sociedade | 3 comentários

RepórterGrunho: Fotografia 12

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Desde há umas semanas que a Avenida de Roma (Lisboa) e ruas adjacentes se viram inundadas destes cartazes. Aparentemente, uma certa empresa com site em www.3dlisboa.com começou a fazer alguma coisa e para noticiar esse alguma coisa colou milhares de cartazes em candeeiros, paredes, portas, muros, enfim, em tudo o que fosse "colável".

Não consegui saber o que se tratava exactamente porque quando acedo ao site, este a dado ponto diz "File Not Found", mas parece ser uma espécie de "mapa tridimensional" da cidade de Lisboa, que permitiria a navegação pelas suas ruas e lojas a partir de um computador ligado à Internet.

Pergunta: Isto é legal? Uma empresa privada pode colar folhas A4 por uma das mais movimentadas avenidas lisboetas sem que lhe seja aplicada nenhuma coima e na maior das impunidades? O que seria se todas as empresas da cidade seguissem o seu exemplo? Haveria paredes suficientes?

Categories: RepórterGrunho | 3 comentários

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