Daily Archives: 2006/05/26

O que fazer em caso de acidente automóvel?

"Após ter ocorrido um acidente de viação entre dois veículos, sejam eles automóveis ou motociclos:

1 – Verificar o tipo de danos que existem, pessoais e/ou materiais. Pessoais – Ligar de imediato 112, e comunicar o máximo de dados possíveis, numero de vitimas, estado das mesmas, idade aparente,  etc… Comunicar sempre ás autoridades policiais em caso de danos pessoais.  Não mover as vitimas, tentando que elas não façam grandes movimentos, no caso de motociclistas não remover o capacete nem o vestuário.
Materiais – Desligar o motor, e caso exista risco de incêndio ou derrame de óleo ou gasolina, ligar directamente para os bombeiros ou autoridade policial com a indicação que é necessário chamar os bombeiros ao local.

2 – Sinalizar o local, colocando o triângulo aproximadamente a 30 metros e, se possível, ligar os quatro piscas, evitando o aumento de gravidade do acidente ou a possibilidade da ocorrência de outros acidentes. As viaturas não devem ser movidas enquanto não houver garantias de segurança das mesmas ou dos intervenientes e em última instancia
antes da chegada das autoridades policiais.

3 – Sempre que possível obter os elementos de identificação de todos os intervenientes, condutor/es, veículo/s e testemunhas oculares independentemente de já terem sido chamadas as autoridades policiais, alguns condutores depois de restabelecidos do susto inicial fogem.
Condutor – B.I., Carta de Condução (confirmar se a morada na carta
mantém-se), contacto telefónico
Veículo – Marca/modelo, cor, matricula, numero da apólice, nome e
morada da empresa de seguros
Testemunhas – B.I., morada e contacto telefónico.

4 – Não havendo feridos e tratando-se apenas de dois veículos de matrícula portuguesa com os respectivos seguros válidos, deve preencher a Declaração Amigável de Acidente Automóvel (DAAA).
Esta declaração deve ser assinada por si e pelo condutor do outro veículo, ficando cada um com um exemplar (é indiferente ser a cópia ou o original, desde que legível).
A entrega deste documento nas respectivas empresas de seguros no prazo de 8 dias é essencial para o funcionamento do sistema IDS – Indemnização Directa ao Segurado.
Este sistema tem como finalidade acelerar a regularização dos sinistros, para melhor servir os utentes, possibilitando que cada tomador do seguro regularize o sinistro directamente com a sua própria empresa de seguros.

5 – Depois de preenchida a declaração ou em quanto não chegam as autoridades policiais se o veículo não puder circular deve-se ligar à assistência em viagem, caso esteja incluída no seguro a cobertura de Assistência em Viagem ou uma empresa de reboques.

6 – Havendo feridos ou na falta de entendimento quanto ao preenchimento da DAAA, as autoridades policias são chamadas ao local. Consoante a autoridade policial, a participação do acidente é feita de maneira diferente, em determinadas situações é entregue aos
condutores uma folha para escreverem a sua versão do acidente, noutras é o próprio agente que vai recolhendo os dados e no final pede ao condutor para assinar, muita atenção, nunca assinem sem lerem cuidadosamente o que foi escrito, por vezes no meio da confusão pode haver equívocos graves, que podem custar a responsabilidade ou não do acidente.

Quando existem testemunhas, devem constar no auto levantado pela polícia.

7 – No verso da DAAA encontra-se uma Participação de Sinistro normal que deverá ser preenchida e entregue na empresa seguradora conjuntamente como o auto da polícia bem como toda a informação complementar que possa ser reunida, fotos, estado da via, tipo de sinalização no local, etc…

8 – Se a reclamação não surtir efeito, recorrer ao Instituto de Seguros de Portugal ou à via judicial.

Após ter ocorrido um acidente de viação com um único veiculo automóvel ou motociclo devido a anómalias na via:

1 e 2 – Aplica-se o mesmo. (anteriormente descrito)

3 – Devem ser chamadas ao local as entidades responsáveis pela conservação da via, Brisa, Policia Municipal em representação das Autarquias ou as autoridades policiais com competência no local, BT, etc…

4 – Vistoriar as vedações e "rails", sinalização, buracos, inscrições nas tampas que podem ter saltado, localização das arvores, via pública ou propriedade privada, caracteristicas e proveniencia do canideo, etc… (em tribunal, o ónus da prova tem que ser feito pelo lesado).
Fotografar o local e/ou incluir os dados, por escrito, no/s auto/s levantado/s pelas entidades que forem ao local.

5 – Reclamar, por escrito, 

No caso da Brisa, na portagem mais próxima e/ou mais tarde com as fotos, orçamento dos danos.

No caso das Câmaras, através de carta dirigida, apenas por formalidade, ao Ex.mo/a Sr./a Presidente de Câmara, com o auto, fotos e orçamento dos danos.

No caso de particular, dirigido ao mesmo.

6 – Se a reclamação não surtir efeito, recorrer à via judicial.

 

Anexo: 

Como proceder em caso de acidente com um veículo de matrícula estrangeira?

Deve contactar O GABINETE PORTUGUÊS DE CARTA VERDE, que funciona junto da Associação Portuguesa de Seguradores (APS) e pode ser contactado pelo Tel.:  213848101/2 ou na morada: Rua Rodrigo da Fonseca n.º 41 – 1070-157 Lisboa. O sistema de Carta Verde é uma convenção internacional, denominada Convenção Multilateral de Garantia, que tem por objectivo facilitar a circulação rodoviária. Nos países que aderiram a este sistema, a Carta Verde constitui o documento comprovativo da celebração do contrato de seguro obrigatório.

 

E se, em caso de sinistro, um dos condutores não tiver seguro?

Se algum dos condutores não exibir documentos comprovativos do contrato de seguro, os outros intervenientes no acidente devem recolher os dados atrás referidos, em particular a matrícula e a identificação do condutor, e pedir informações ao Departamento de Apoio aos Consumidores do ISP sobre a forma de localizar a empresa de seguros a partir da matrícula, ou de recorrer ao Fundo de Garantia Automóvel, se não existir seguro válido. Aconselha-se também que seja solicitada a presença das autoridades policiais

Acidentes ocorridos no estrangeiro  

Contacte o Gabinete Nacional de Seguros desse país para formalizar a sua participação (a identificação de todos os Gabinetes Nacionais consta no verso da sua Carta Verde). Se a responsabilidade for do condutor do veículo estrangeiro, o próprio Gabinete o encaminhará para a Seguradora do responsável."

Fonte: http://www.motonline.pt/left/clube_motonline/forum2/forum_posts.asp?TID=7963&PN=1

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Categories: A Escrita Cónia, Sociedade Portuguesa | 5 comentários

A Boina de Cavaco

Soube-se agora que quando Cavaco foi visitar de surpresa as nossas tropas nos Balcãs levava uma boina de azul ferrete com uma âncora. Ups! Esse modelo de boina já não é usado desde a década de 80… Este pequeno detalhe, mostra bem a inépcia de Cavaco enquanto Chefe Supremo das Forças Armadas e causa admiração por ninguém do seu círculo militar o ter avisado perante tal detalhe…

O tal "presidente-economista da República" que os tugas em momento de desespero económico elegeram mostra assim pela primeira vez a sua vera face: a de um peixe fora de água… Um homem que estava claramente fora do seu lugar, em tensão permanente e… transportando uma boina que todos os militares presentes no local olhavam e se perguntavam: "o que raio faz aquela boina ali?!"

Categories: Política Internacional, Política Nacional | 2 comentários

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