Daily Archives: 2006/05/21

O “Código da Vinci”: O Concílio de Niceia

Ícone que descreve os Pais Sagrados do Primeiro Concílio de Nicéia que seguram o Credo Niceno-Constantinopolitano

 

Embora no "Código da Vinci"(livro e filme) se diga a dado ponto que o imperador Constantino convocara o "Concílio de Niceia" para decidirem quais seriam os Evangelhos que faria parte do Novo Testamento e quais seriam excluídos, na verdade, não existem bases históricas para defender essa posição…

Oficialmente, o Concílio foi convocado para debater sobre uma questão fundamental: Se Cristo era um mortal ou Deus. A crença da sua mortalidade era a base da chamada Heresia Ariana, da qual se supõe que o próprio Constatino tenha sido seguidor durante bastantes anos… O Concílio haveria de decretar que Cristo era divino e logo, não-humano, encerrando essa questão nos limites da Ortodoxia e afastando os arianos da mesma…

Esta selecção de facto verifou-se não no Concílio mas nas décadas precedentes e resultou não de uma ordem ou orientação expressa por parte da hierarquia católica, mas por um processo mais ou menos espontâneo de selecção, onde os Evangelhos mais heterodoxos e mais ligados a uma dada heresia foram sendo excluídos… Entre estes encontra-se o "Evangelho de Filipe", citado no livro e no filme e o menos conhecido "Evangelho de Maria Madalena", assim como o "Evangelho de Judas" a que a revista National Geographic imprimiu agora um novo destaque.

Este Concílio, convocado em 325 d.C. tinha também o objectivo de determinar a data da Páscoa, que até então provocava bastante celeuma.

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Categories: Mitos e Mistérios, O Código da Vinci | 14 comentários

Quid 32: Onde está esta estátua?

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Categories: LOST (Perdidos), Quids | 9 comentários

Sobre a “mercantilização” da Medicina

Numa série de estudos realizados na década de 90 Gianfranco Domenighetti, um economista suíço, concluiu que frequentemente os cirurgiões realizavam mais operações que aquelas que eram necessárias. Os estudos por ele conduzidos concluiram que quanto mais sofisticado é o paciente, menos provável é que seja sujeito a uma intervenção cirúrgica. Esta é a explicação para o facto de médicos, advogados e (curiosamente) mulheres de advogados terem taxas de intervenções cirúrgicas inferiores às da população comum…

Este fenómeno não é certamente exclusivo da Suíça… E verifica-se por cá, com toda a certeza… Daqui resulta que antes de aceitarmos qualquer entrada pelo nosso corpo dentro, devemos ouvir duas, três, ou mesmo mais opiniões… E também significa que na "eficiente" Suíça e – certamente – no menos "eficiente" Portugal, faltam mecanismos e sistemas de vigilância e monitorização da actividade médica e que entregar estas actividades à própria classe médica pode reduzir a zero a eficàcia dessa fiscalização… Aliás, se a Ordem dos Médicos fosse eficaz nesse papel como se explicaria a sucessão de erros médicos impunes a que assistimos em Portugal todos os anos e dos quais o mais recente exemplo é daquele amigo do actior da TVI que em estado grave andou 3 horas de ambulância de um lado para o outro, até morrer?

Fonte: The Economist, 15 de Abril de 2006

Categories: Sociedade, Wikipedia | 3 comentários

Sobre a “gaffe iberista” de Mário Lino

Muito se tem batido (e inclusivé em blogs de bons amigos meus…) sobre as declarações que o ministro Mário Lino teria proferido em Espanha sobre a “União Ibérica” e sobre a “língua comum” que juntaria os dois países da Península… Excluindo a aparente inépcia política (ou “suicídio político” se não estivesse como PM o Sócrates, o-tipo-que-prefere-engolir-um-sapo-a-admitir-que-erro), já Lino estaria no mesmo caixote de Murteira Nabo…

Mas vendo bem, as declarações de Lino não foram tão absurdas como pode parecer… As minhas posições sobre a “União Ibérica” são conhecidas, assim como a minha desconfiança pelo imperialismo castelhano de Madrid e a minha adesão às teses que defendem uma reaproximação com a Galiza. Por isso, “União Ibérica”, sim… Mas com a Galiza… Com o País Basco, com a Andaluzia e depois… que venham os outros, com excepção de Castela e Madrid que pouco mais almejam do que ao domínio “imperial” e “centralista” de toda a Ibéria.

Categories: Política Internacional, Política Nacional | 2 comentários

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