Daily Archives: 2006/05/15

O pinguim baralhado da Corticeira Amorim

"Estamos em protocolo, também, com a estação europeia espacial."
Declarações de um executivo da Corticeira Amorim, hoje na SIC Notícias.

 

Ai estão? Que fixe… E já agora pode dizer-nos – senhor enfatuado – onde pensa sua excelência que esteja essa "estação europeia espacial"? (sim, foi dito nesta ordem!)

Talvez nalgum filme que viu em dvd, não? Talvez… Porque no mundo real onde a malta vive enquanto vocês – seus executivos – passeiam os vossos uniformes de pinguim por restaurantes e condomínios de luxo com os vossos salários mais altos que a média dinamarquesa e sueca não existe tal coisa!

Talvez este senhor pinguim se referisse a outra coisa… Seria ao ATV da ESA? E como se pode entabular boas negociações se nem sequer sabemos do que raio estamos a falar?

Senhor Amorim… Talvez fosse boa ideia contratar directores menos… idiotas. O que acha?

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Categories: A Escrita Cónia, Sociedade Portuguesa | 4 comentários

Tabela comparativa de preços de aviões de combate

precos.GIF

Tabela interessante, não é? É pena é ter perdido o URL de onde saquei o GIF, mas não quis deixar de mostrar aqui esta comparação entre os preços dos caças da actualidade… Desde logo, ressalta o preço díspare do F/A-22 e do EA-18, ambos Made in USA. Na verdade, um único F/A-22 quase daria para comprar 5 Mig-29! Em termos de aviónica haverá assim tanta superioridade, especialmente tendo em conta que o Mig 29 é um dos caças mais manobráveis do mundo?… Duvido…

E o Typhoon europeu que aparece como o terceiro avião mais caro? Será assim tão mais eficaz do que o JAS39 sueco ou que o Rafale francês? E porque consegue ser o Rafale mais barato que o Typhoon? Sendo um Typhoon um avião que aproveitava sinergias entre vários fabricantes não deveria ser mais barato do que o seu equivalente francês?

Categories: Ciência e Tecnologia, Defesa Nacional | 11 comentários

LOST (Perdidos): A Praia/Limbo e a Selva/Inferno-Paraíso

"Vimos à erma praia a passo lesto:
Nunca sobre águas suas navegara
Homem que o mundo torne a ver molesto."

In http://pt.wikisource.org/wiki/A_Divina_Com%C3%A9dia_-_Purgat%C3%B3rio,_Canto_1

No último episódio do LOST (Perdidos) não foram feitos grandes progressos quanto ao conhecimento dos mistérios da Ilha. De facto, pouco ficou além do episódio em que Jack, John e Sawyer se vêm cercados por 20/30 Outros quando tentam alcançar o imprevisível pai do Walt… Neste episódio, o "líder" dos Outros deixa claro que estão sobre uma espécie de fronteira, de linha que divide o interior da Ilha, do seu litoral, e que para além daquele lugar, não poderiam passar.

Consuma-se assim a separação entre duas regiões da Ilha, uma periférica onde vivem os sobreviventes e uma interior, de selva profunda, onde vivem os Outros e a partir de onde lançam as suas incursões.

Ou seja, o litoral, a "Praia" é a zona onde vivem os Sobreviventes (ambos os grupos) é um local distinto da "Selva" ou Interior… Recordemo-nos da ligação entre o livro "The Third Policeman" de Flann O’Brien (1939/1940). Este livro aparece no episódio "Orientation" como sendo um dos que Desmond lia na sua reclusão na Estação Cisne. Numa entrevista, um dos argumentistas na Ilha afirmou que a leitura do livro era fundamental para dar mais compreensão sobre a série: “will have a lot more ammunition when dissecting plotlines”.

Já repararam que os Outros escolhem para recolha os Sobreviventes que ou são crianças ou que mais marcadamente pendem para o Bem ou para o Mal?… Os que restam parecem transportar em si uma qualquer espécie de "pena" ou "pecado"… Aliás, é isso que todos têm em comum: o facto de viverem no Remorso e de merecerem uma qualquer espécie de Castigo. E depois lembrei-me do auto da Barca do Inferno de Gil Vicente… Aqui aparecia o Limbo como sendo uma Praia onde vagueavam as Almas que ainda não tinham expirado as suas penas e enquanto se não decidia se iriam para o Inferno ou para o Paraíso. A Praia-Limbo também é citada na conhecida obra de Dante "A Divina Comédia" que cito mais acima, no começo deste Post. O interior da Ilha, referido por vezes como "Selva" revela-se uma associação comum… Quantas vezes na literatura, a Selva e o Inferno foram associados? O próprio Dante associa o termo "Selva Escura" a "Inferno" no Canto 1…

Será que é isso? Será que a minha tese (nova) de que o mundo da Ilha é uma espécie de Além, com contacto com o mundo real, onde se expiam pecados na Praia, e se decidem caminhos (Dharma->Caminho) no Interior, está correcta? Se o livro "The Third Policeman" é de facto a chave para o entendimento da série e se nesta o narrador descobre no final que está morto… Sim, poderia ser isso.

Categories: Ciência e Tecnologia, LOST (Perdidos) | 15 comentários

Agostinho da Silva: “Reflexão à Margem da Literatura Portuguesa”: (1)

“Não creio que a verdadeira cultura e a verdadeira humanidade e o verdadeiro futuro do mundo estejam para lá dos Pirinéus; não creio que aquilo a que se deveria chamar a Europa, excluindo cuidadosamente não só a nossa Península Ibérica, mas igualmente o Sul de Itália, daquilo a que hoje se chama Europa, não creio que a Europa da gente loira, ordenadora e folosófica seja muito mais do que isso, ordenadora e filosófica, e possa ver-se livre, a não ser por uma transformação que lhe atingiria o próprio cerne, daquele feitio utilitário, prático e mecânico, que a América do Norte, sua herdeira, levou às últimas consequências.”“Reflexão à Margem da Literatura Portuguesa”; Agostinho da Silva; Âncora Editora; Lisboa; 2000.

Agostinho separa assim da Europa “de gente loira e ordenadora”, o seu Sul. Tantas vezes desprezado pelo norte, pelo seu carácter menos utilitarista e mecânico, o Sul, nascido no “Substrato Mediterrânico”, essa paleolíngua que se estendeu pela bacia do Mediterrâneo antes da chegada dos primeiros falantes de indoeuropeu, encontra uma comunhão nova e renovada numa “Cultura” das suas gentes, que é comum, e que os distingue das feições utilitaristas e práticas dos bárbaros que invadiram o Império Romano e que se estabeleceram maioritariamente no norte e centro da Europa. Assim, Portugal, as Espanhas e a Itália, seriam naçöes irmãs e prioridades no alargamento de uma Confederação que entendemos ser possível estabelecer com alguns países africanos de expressão portuguesa e o Brasil, que depois seria alargada atè à Galiza e numa fase final, às Espanhas e à Itália.

Essas gentes, reunidas num todo coerente, poderiam enfim poder exprimir livremente o seu carácter mais profundo e atávico, livres enfim das peias com que os utilitaristas e contabilistas do Norte e do seu máximo expoente, os EUA, insistem em os agrilhoar. Não mais preocupados com índices de crescimento, mas com índices de felicidade e satoisfação individual, bastos com aquilo que conseguiam produzir, sem depender de um consumismo doentio e obsessivo que só alimenta a permanente insatisfação e infelicidade, os povos do antigo Substrato Mediterrânico poderiam – juntos- encontrar um modo de vida comum e alcançar um patamar de desenvolvimento humano, desconhecido pelos herdeiros dos germanos, godos e burgúndios que habitam para lá dos Pirinéus.

Categories: Movimento Internacional Lusófono | Deixe um comentário

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