Só há uma maneira de fazer com que a crise seja menos onerosa para os mais desprotegidos, é fazê-la incidir sobre a classe média. (…) Os mais ricos não contam, safam-se sempre.”

Só há uma maneira de fazer com que a crise seja menos onerosa para os mais desprotegidos, é fazê-la incidir sobre a classe média. (…) Os mais ricos não contam, safam-se sempre."
José Pacheco Pereira

Safam-se sempre porque políticos como o Senhor acreditam nestas palavras… Só por isso. Todos temos responsabilidades sociais e fiscais. Se os trabalhadores por conta de outrém as assumem, porque não têm os demais que o fazer também? E as próprias palavras de JPP revelam também um grande desconhecimento da crescente eficácia da máquina fiscal portuguesa, que tem tido um grau de eficácia crescente. Que só não é maior porque políticos como JPP insistem em deixar aqui e acolá mecanismos de "engenharia fiscal" que permitem a bancos pagar 17% de IRC e aos muito ricos transferirem os seus rendimentos para praças Off-Shore (com a acessoria fiscal do seu amigo Lobo Xavier, diga-se).

E senhor JPP, ignora o senhor que foi precisamente a classe média o motor do desenvolvimento do Ocidente do pós-guerra? Que a sua erosão actual, através do galopar do Desemprego e da redução efectiva dos salários, é a maior ameaça económica do Ocidente a médio prazo?

Continue a reduzir a classe média e veja lá quem resta para comprar os produtos fabricados com mão-de-obra semiescrava na China e na India…

Categories: Política Internacional, Política Nacional | 3 comentários

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3 thoughts on “Só há uma maneira de fazer com que a crise seja menos onerosa para os mais desprotegidos, é fazê-la incidir sobre a classe média. (…) Os mais ricos não contam, safam-se sempre.”

  1. Esse Sr. P.P. representa o que de pior o País já “pariu” de políticos. No espaço de um mês foi o ataque aos comentários da blogosfera…agora isso. É bom lembrar que a ilustre pleiade que representa se consubstanciou numa noticia simples como a de hoje….6 secretários de estado não apresentaram no ano passado declarações de rendimento. Este país é uma verdadeira alheira de miranda (bom para se viver) mas com muita gordura que é a classe política (entenda-se corja de chupistas dos nossos impostos!). Um abraço.
    5º Filho da Nação

  2. Rui: No penultima Quadratura do Circulo já ele tinha defendido algo do género. Com estas ideias acabamos num país terceiro mundista como o que tem existido na America Latina. Poucos muito muito ricos e todos os outros pobres. O que se devia defender era um ataque forte às grandes fortunas e aos grandes lucros. Deveria ser intenção de qualquer politico melhorar a vida dos seus cidadãos e não encaminha-los para a miséria. Já deves ter reparado que tenho o PP como um alvo no meu blog. Ainda lhe vou cascar mais.
    Um abraço

  3. Carlos Palma

    Porque será que ministros e ex-ministros guardam tanto silêncio ao que se está a passar na banca ? Porque será que ninguém esclarece o quanto continuarão a ganhar aqueles que levaram a banca á ruina ?
    Porque será que o governo e oposição não defendem investimentos produtivos e continuam a lançar obras de betão e alcatrão ?
    Nós portugueses somos mesmos uns totós ignorantes com a mania que o mal vem sempre de fora.

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