Daily Archives: 2006/05/07

Só há uma maneira de fazer com que a crise seja menos onerosa para os mais desprotegidos, é fazê-la incidir sobre a classe média. (…) Os mais ricos não contam, safam-se sempre.”

Só há uma maneira de fazer com que a crise seja menos onerosa para os mais desprotegidos, é fazê-la incidir sobre a classe média. (…) Os mais ricos não contam, safam-se sempre."
José Pacheco Pereira

Safam-se sempre porque políticos como o Senhor acreditam nestas palavras… Só por isso. Todos temos responsabilidades sociais e fiscais. Se os trabalhadores por conta de outrém as assumem, porque não têm os demais que o fazer também? E as próprias palavras de JPP revelam também um grande desconhecimento da crescente eficácia da máquina fiscal portuguesa, que tem tido um grau de eficácia crescente. Que só não é maior porque políticos como JPP insistem em deixar aqui e acolá mecanismos de "engenharia fiscal" que permitem a bancos pagar 17% de IRC e aos muito ricos transferirem os seus rendimentos para praças Off-Shore (com a acessoria fiscal do seu amigo Lobo Xavier, diga-se).

E senhor JPP, ignora o senhor que foi precisamente a classe média o motor do desenvolvimento do Ocidente do pós-guerra? Que a sua erosão actual, através do galopar do Desemprego e da redução efectiva dos salários, é a maior ameaça económica do Ocidente a médio prazo?

Continue a reduzir a classe média e veja lá quem resta para comprar os produtos fabricados com mão-de-obra semiescrava na China e na India…

Categories: Política Internacional, Política Nacional | 3 comentários

Resposta a questão sobre a viabilidade das Petições Online

Uma subscritora da "Petição CONTRA as comissões sobre Levantamentos em ATMs (Multibanco)" colocou a seguinte questão:

"Gostava só de saber até que ponto é realmente viável esta petição e se pode legalmente ser útil.
Desculpe a minha ignorância, mas sou leiga neste assunto e não sei como funcionam as petições pela net e quais os seus resultados, mas gostava de ficar a saber."

Não tem nada que desculpar… É até uma excelente pergunta.

A petição, usando este sistema da http://www.petitiononline.com ou um outro dos vários hoje disponíveis, não tem força legal. Isto é, os seus subscritores, ainda que alcancem o número de milhões não pode obrigar o Estado ou os Particulares a agirem de certa ou determinada forma.

Nesta perspectiva, são inúteis.

Mas existe uma outra perspectiva… Quando os visados são governos que se submetem a eleições ou empresas ou interesses particulares que se preocupam com a imagem pública, a credibilidade da marca, ou que mantêm campanhas de marketing semipermanentes, e se aparecem petições com dezenas de milhares de subscritores (esta tem agora 20939) sem dúvida que pensarão duas vezes… ou mesmo três…

Um banco que consome em publicidade e marketing orçamentos de milhões de euros anuais não se pode dar ao luxo de deixar erodir a imagem que tanto lhe custou a construir por uma petição, especialmente quando esta exprime um descontentamento tão generalizado por uma certa política que propõe…

E ontem, quando o jornal Destak deu honras de capa à petição (a primeira vez que uma petição começada por um grupo de blogs chega às capas de jornais, diga-se) e entrevistou representantes do BPI, BCP, BES e CGD sobre a taxa e os forçou a emitirem declarações públicas sobre o tema, ganhámos a luta… Especialmente porque essas declarações entraram por via desse jornal de distribuição gratuita em mais de 400 mil casas portuguesas…

Tão cedo eles não vão voltar à carga… Só quando as pessoas se esquecerem de novo desta questão outra vez… Como bem apontaram os meus amigos Kaos e PiresF.

Ou seja, por esta, safámo-nos.

Mas eles andam aí… Cuidado!

Categories: A Escrita Cónia, Sociedade Portuguesa | Deixe um comentário

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