Daily Archives: 2006/05/05

A Economia “de Sucesso” britânica…

Considerada geralmente como um exemplo de sucesso na aplicação dos modelos económicos neoliberais americanos na Europa, o Reino Unido tem revelado ultimamente a sua quota parte de problemas num Europa que o encara frequentemente como Alternativa, especialmente em certos círculos mais extremados do pensamento neoliberal (näo confundir com o "pensamento liberal" que defendo na maioria dos seus aspectos). A The Economist de 15 de Abril lista alguns desses problemas da economia britânica:

1. Em 2006, a economia britânica deverá crescer 2.3%, ou seja apenas 0.2% acima da média da UE. Os sinais recentes de retoma alemã jà fizeram com que alguns subissem o valor de crescimento da zona Euro para 2.5%, o que tornaria o RU abaixo do crescimento da UE, pela primeira vez em muitos anos…
2. Ainda mais importante que a taxa de crescimento é a origem deste crescimento… Nos últimos dez anos, a motivação principal para o crescimento do PIB britânico foi o Consumo (exactamente como Portugal durante o "boom" do Consulado Guterres). Mas agora, os britânicos estão muito endividados… E a explosão das taxas de juros ainda agravou mais este endividamento… As taxas de investimento das empresas estão num nível muito baixo e as despesas públicas em queda. A própria balança comercial tem revelado consistemente uma tendência para se agravar ano após anos, à medida que a economia britânica se vai tercializando cada vez mais… O grande motor da retoma almã, que são as Exportaçöes são o grande calcanhar de Aquiles do RU…

Ao que parece a neoliberalização do Mercado laboral, e os inevitáveis custos sociais do processo não estiveram afinal na base da criação de uma economia em crescimento saudável e sustentado, mas numa economia baseada no endividamento das famílias e nas importações massivas.

Sem estarem na posse da incrível arma económica que é o Dólar (como os EUA) e se terem a possibilidade de imprimir mais papel (dólares) sempre que precisarem de colmatar o deficit comercial, os britânicos chegam agora a um ponto sem retorno do sistema económico…

E a Libra cara torna-se cada vez mais uma barreira às exportações britânicas… Será que é desta que o Euro se impõe em terras de Sua Magestade? E não será já tarde demais para salvar uma economia sobreendividada?

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Categories: Política Internacional, Sociedade | 2 comentários

A Escrita Cónia: Contactos Comerciais entre Cónios e Fenícios

“Se a arqueologia já nos deixou provas de contactos comerciais com as civilizações mercantis do Mediterrâneo Oriental, esses contactos assumem outra escala durante a I Idade do Ferro. Os fenícios fundam entrepostos comerciais como testemunham os achados de Castro Marim, Rocha Branca (Silves), Almada, Monte Molião (Lagos) e Alcácer do Sal. Esta presença, a que não é estranho o florescimento do reino de Tartessos entre o século VIII e VI a.C. seria determinante na ascensão civilizacional das populações que Varela Gomes classifica de pré-indoeuropeias, mas nunca teve a importância de uma “colonização” como quis Moisés do Espírito Santo. Com efeito, estes entrepostos comerciais ou feitorias não tinham o papel de colónias, das quais o exemplo mais ocidental seria Gades. Aqui, viviam apenas umas dezenas de mercadores fenícios, mantendo intensas, estreitas e amigáveis relações com as populações indígenas que os cercavam e que deles dependiam para o abastecimento de bens manufacturados e como elos fundamentais de uma densa teia de relações comerciais que uniam a bacia do Mediterrâneo e a costa ao interior da Península Ibérica.”

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Confederação versus Federação: Comentário à Visão de Agostinho da Silva

confederação: “associação de Estados em que cada um conserva as suas prerrogativas estatais, salvo algumas da competência de um órgão comum.”

federação: “forma de organização política e económica, segundo a qual vários Estados se associam sob um governo central, mantendo no entanto uma certa autonomia”.

Dicionário da Língua Portuguesa, 2004, Porto Editora

Embora Agostinho da Silva refira várias vezes o termo “federação” para descrever a organização política ideal para os povos ibéricos, a sua defesa de uma comunidade municipalista autónoma que reuna os diversos concelhos de Portugal, atribuindo-lhes um grande grau de autonomia política e económica transformaria Portugal de um Estado centralista, capitalizado em Lisboa, numa Confederação de Munícipios semi-independentes.

Assim se garantaria uma maior aproximação entre Eleitores e Eleitos, se reforçaria o carácter democrático do Estado, a vigilância do cidadão perante a administração da “Res Publica”. Aplicando os princípios shumacherianos de “Small is Beautifull” esses “Estados Municipais” seriam necessariamente mais eficientes e rápidos do que o Estado central, pesadão e lento, administrado por classes distantes de Juízes soberbos e por multidões de funcionários públicos imersos em gabinetes poeirentos e kafkianos.

A dispersão das funções do Estado não reduziria necessariamente o número de pessoas que trabalham para o Estado, mas dispersar-las-ía pelo território, devolvendo a vida ao interior moribundo e dispersando Saber e Conhecimento para as imensas parcelas de Portugal que hoje definham lentamente.

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