Daily Archives: 2006/04/27

Sobre a “notícia” da compra de “mísseis estratégicos” BM25 à Coreia do Norte pelo Irão

bm25

Segundo esta notícia, o Irão teria adquirido " "relatively few" North Korean BM25 missiles with ranges of 1,500 and 2,100 miles — enough to hit Europe.", sendo esta uma notícia que está hoje a passar pelas nossas televisões como uma revelação de "Última Hora" fiquei intrigado com estes BM25 e fui investigar um pouco… Descobri que a fonte é um artigo do NY Post datado de 15 de Abril e que a história então publicada se referia a mísseis alegadamente comprados em… 2005! Lá se vai a "Última Hora" e o estabelecimento do nexo causal com o programa nuclear iraniano, como quiseram estabelecer os verdadeiros "feitores" da notícia, tão dócilmente repetida pelos Media…

Mas aquilo dos "BM25" estava ainda a fazer ums "cricks-cracks" na cabeça… Onde é que eu já tinha ouvido aquilo…

Pois é…

Os "BM25" não são nenhuns "mísseis estratégicos norte-coreanos" coisa nenhuma, como papageavam os nossos "jornalistas" da TV! e se pode ver aqui ou aqui

… Bem pelo contrário.

Os BM25 verdadeiros (não os que são "imaginados" pelos nossos telejornalistas) são na verdade foguetes de 250 mm, com um alcance de 30 km, muito longe dos 3000 km da notícia… Ou seja, para chegarem à Europa, só mesmo se os transportassem a bordo… de um avião. Os BM25 são lançados a partir de um camião onde são montados seis de cada vez. O sistema foi concebido na década de 50, mas ainda se encontra operacional em diversos países, sendo a Coreia do Norte um deles.

Ou seja, a notícia foi claramente "fabricada"… Por quem?

Vai uma aposta?

 

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Categories: Política Internacional, Sociedade | 4 comentários

A ESA terminou o Laboratório Espacial “Columbus” para a ISS

Columbus Laboratory 

O laboratório espacial "Columbus" da Agência Espacial Europeia (ESA) foi completado nas instalações da ESA na cidade alemã de Bremen e será enviado para Cape Canaveral no final de Maio. Aqui será instalado num Space Shuttle que (esperamos) vai ser lançado no final de 2007 para a Estação Espacial Internacional (ISS).

Com uma expectativa de utilização de dez anos, o laboratório espacial vai funcionar como uma extensão de investigação da ISS.

 

 Fonte: ESA

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RepórterGrunho: Fotografia 2

IMAGE_00061.jpg

Encontrei este carta da Igreja Maná colado num parque do Pinhal Novo, mas cópias do mesmo podem ser encontradas coladas por toda a cidade de Lisboa.

O cartaz afirma "A sua família está de cabeça para baixo?" e o que choca imediatamente na coisa é apresentação comercial. Sendo a "Igreja" Maná um credo religioso, ou uma interpretação do Cristianismo, não é um Negócio ou uma actividade comercial e não devia (acho eu) usar a mesma Gramática de Marketing de uma actividade comercial.

Este apelo à desgraça das famílias, este convite à "solução" proposta pela Maná revela a existência de um motor comercial para as actividades religiosas da Igreja.

Quanto custaram estes cartazes? Quem os colou? Quem os desenhou e imprimiu?

Se analisarmos todas estas respostas veremos que a "Igreja Maná" tem muito pouco de "Igreja" e muito de… "Empresa".

Logo, devia chamar-se "Empresa Maná" e não "Igreja Maná". E pagar impostos (IRC) como aquilo que efectivamente é:

Uma empresa.

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A Escrita Cónia: Extensão do território ocupado pela nação cónia

“Heródoto (Histórias, II, 33), é um dos primeiros autores clássicos a mencionar – ainda que vagamente – a posição geográfica dos Cónios: “Os celtas encontram-se além das Colunas de Hércules limítrofes dos Kinessioi que são, pelo Oceano, o último povo da Europa”. Mas preciso seria Estevão de Bizâncio que designa o Sudoeste da Península Ibérica como Cyneticum, um nome que resultava do nome dos seus habitantes, os Cynetes do também grego Heródoto de Heracleia (século V a.C.). De sublinhar que nesta época, que corresponde grosso modo à Idade do Ferro Peninsular, todo o Sudoeste era considerado como território cónio. Uma situação diferente da que os romanos encontrariam séculos mais tarde. Segundo Mário Saa (“As Grandes Vias da Lusitânia”) a província romana da Lusitânia era dividida em três “promontórios”, entre quais se contava o Cuneus Ager, ou “Terra Cúnea”. Este território estendia-se desde o rio Guadiana até ao Sado, incluindo o cabo de São Vicente. Seria nesta região que se inseriam as prósperas cidades turdetanas de Myrtili, Esuri (Tavira), Balsa (Mela; 3, 7) e Ossonoba. Já escrevemos antes sobre o estreito parentesco entre cónios e turdetanos (se é que não existe mesmo uma relação genética). A estas cidades somavam-se outras que na época romana já eram maioritariamente povoadas pelos célticos que tinham descido da Meseta Central, nomeadamente Lacobriga e Porto de Annibal , no Promontório Sacro. No Promontório Magno, a cidade túrdula de Ebora era a povoação mais importante daquela região. Com excepção destas penetrações célticas e túrdulas, parece-nos pacífico que toda a região era, em tempos anteriores à presença romana, “Terra Cúnea”.

Incluídos nesta “Cuneus Ager” estariam o “promunturium Sacrumi” de Plínio (4, 115) (o Cabo Espichel, segundo K. G. Sallmann) assim como outro cabo, o “Cuneus” (o Cabo de São Vicente, segundo K. G. Sallmann, o de Santa Maria, segundo Amílcar Guerra e García y Bellido).

A comunidade de fronteiras entre cónios e tartéssicos é-nos testemunhada por Avienus: “Aqui, no penhasco consagrado a Saturno vagueiam hirsutas cabras e numerosos bodes… desde aqui até ao dito rio há uma viagem de um dia e aqui encontra-se o limite do povo dos cinetes. O território dos Tartessos é contíguo ao deles e o rio Tartessos (rio que tem o nome da cidade) rega a terra”.

Existe uma coincidência entre a área atribuída pelos autores clássicos ao “Cuneus Ager” e a distribuição geográfica das estelas cónias tal como ela nos é apresentada por Amílcar Guerra. É este investigar que chama a atenção para a concentração de testemunhos epigráficos nas bacias hidrográficas que se situam na Serra do Caldeirão, sobretudo nas imediações do rio Mira, num percurso que parece acompanhar rotas comerciais que ligavam a próspera economia de Tartessos, no Sudoeste de Espanha, aos territórios ocupados pelos Cempsi e Saefes (num período mais remoto) e a Célticos e Túrdulos no período mais tardio. Os Cónios surgem em ambos os momentos na posição de intermediários, através dos cursos fluviais que dominavam e é desta posição de contacto com diversas culturas e com os mercadores e agentes comerciais fenícios que percorriam estas rotas que resultou o seu domínio da escrita numa época tão remota como os séculos VII e VIII a.C.”

Categories: A Escrita Cónia | 1 Comentário

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