Seguranças privados nas prisões?

O governo prepara-se para transferir as prisões das cidades de Lisboa e Coimbra, para a periferia destas cidades, permutando os terrenos onde estes estabelecimentos prisionais estão actualmente pelos novos (mais baratos) e obrigando os permutadores a construir todos os edifícios.

Até aqui: tudo bem. Dada a amplitude exagerada dos preços de terrenos nas zonas urbanas que se praticam em Portugal, a permuta é uma boa ideia porque pode produzir a construção de prisões de qualidade, novas e seguras, fora dos núcleos urbanos, libertando-os para habitação e comércio.

Mas a coisa azeda, quando pelo meio se passa a ideia de que se quer também "privatizar" alguns dos serviços prestados pelos guardas prisionais a empresas de Segurança e que estas já se manifestaram disponíveis… E coloca-se entre a lista de serviços a transferir a "vigilância a prisioneiros". Ora essa! E se estes fugirem? Podem disparar? Estarão armados? Vamos colocar armas nas mãos de assalariados que respondem em primeiro perante a autoridade patronal? E se estar achar que fica mais barato abater todo o preso que "ache" que está a preparar-se para fugir?

A ser verdade, seria uma perigosa intromissão do Privado num domínio que devia ser exclusivo do Estado.

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Categories: Política Internacional, Política Nacional | 6 comentários

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6 thoughts on “Seguranças privados nas prisões?

  1. Rui antes de comentar isto, diz-me que não estás a brincar???

  2. nope… sorry.

  3. Só quem não conhece a area é que percebe a estupidez de tal acto. Guardas prisionais tem que ser pessoas especializadas, em Portugal , só com condiçõe smuito especiais é que os Vigilante spodem andar armados. A s empresas se segurança só pensam nela e nos lucros, não percebem que vão lançar homens para afogueira para serem queimados em prol de dinheiro. As empresas de SP são da maiores chulices do país e o MAI fecha os olhos. Tenho conhecimento d euma situação ocorrida em Setúbal numa empresa da zona. O Olho-Vivo cujo o “Patrão” é um senhor que se juntou recentemente à Gisela que entrou num reality Show, esta empresa explora os vigilante scom contratos, ou sem, precários. Obriga-os a fazer acima da lei paga mal, um homem denunciou a situção, poes uma acção em tribunal. O Indivíduo chamou-o a firma para acertar as coisas, quando lá chegou tinha Capangas para lhe sovarem, de forma a dissuadirem os outros que também pusseram mais processos. Este é o país que temos. É somente uma de muitas históras, já agora ess emesmo dono tem um desportivo da Jaguar que só existem uma dúzia em Portugal.

  4. Eu pasmo a cada dia que passa, com as medidas deste país onde parece que tudo o que faz leis, ficou demente. Quando penso não ser possível mais barbaridades, eis que surgem destas e de outras… Será que quem legisla sabe da vida real??!!

  5. Sabendo como são baixos os ordenados dos nossos guardas prisionais tenho muitas duvidas que uma empresa externa vá fazer o mesmo serviço mais barato. E o que pensam fazer com os guardas que existem atualamente. Mais gente para ficar em casa a receber sem trabalhar?
    Esta mania das privatizações tem levado Portugal ao estado em que se encontra. Há obrigações das quais os estado nunca devia alienar. São suas obrigações e é para isso que pagamos os impostos.

  6. tb: parece que o discurso do secretário de estado e do ministro não são a este respeito convergentes… espero que a razão acabe por fazer pender a questão para o lado do Certo e do Correcto e não para as bandas do Barato e Rápido, como é costume…

    Dae: a passividade ou cegueira policial perantes essa empresas deve-se ao facto de muitos policias trabalharem em part-time para estas empresas, serem seus “consultores” (de facto, insiders nas polícias) e de (sobretudo) muitos serem nelas trabalhadores/colaboradores quando se reforma ou quando deixam a polícia… E assim se abre a porta para todo o tipo de cumplicidades suspeitas. Este tipo de misturas devia aliás ser proibido por força de Lei.

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