Daily Archives: 2006/04/18

Prossegue o desenvolvimento do “Mars Sample Return” na ESA

 

 

A ESA continua a preparação do envio da sua mais ambiciosa missão planetária de sempre, a "Mars Sample Return" (MSR). Esta missão colocará em Marte uma sonda e um pequeno veículo capaz de transportar de volta para a Terra uma amostra do solo marciano, no âmbito do programa Aurora da ESA que visa a exploração do Sistema Solar.

Decorre actualmente a fase A2 que procura identificar aspectos críticos do desenvolvimento do MSR. A busca de provas de vida é uma das prioridades da MSR, e nesse aspecto, a MSR vai completar a constelação de quatro sondas que orbitam Marte na actualidade, incluindo a sonda Mars Express da ESA. Em 2013, a ESA vai enviar para o Planeta Vermelho, o robot ExoMars, contendo um novo conjunto de instrumentos que vão colocar num novo patamar o nosso conhecimento de Marte, sobressaindo aqui os instrumentos especialmente concebidos para detectar vestígios de vida presente ou passada.

A missão da MSR será dividida em duas partes:

1. A primeira consistirá num "Mars Orbiter" e numa cápsula de regresso à Terra.

2. A segunda transportará o "Surface Lander" e um "Mars ascent vehicle" que transportará a amostra até à órbita marciana e daqui de volta para a Terra.

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Seguranças privados nas prisões?

O governo prepara-se para transferir as prisões das cidades de Lisboa e Coimbra, para a periferia destas cidades, permutando os terrenos onde estes estabelecimentos prisionais estão actualmente pelos novos (mais baratos) e obrigando os permutadores a construir todos os edifícios.

Até aqui: tudo bem. Dada a amplitude exagerada dos preços de terrenos nas zonas urbanas que se praticam em Portugal, a permuta é uma boa ideia porque pode produzir a construção de prisões de qualidade, novas e seguras, fora dos núcleos urbanos, libertando-os para habitação e comércio.

Mas a coisa azeda, quando pelo meio se passa a ideia de que se quer também "privatizar" alguns dos serviços prestados pelos guardas prisionais a empresas de Segurança e que estas já se manifestaram disponíveis… E coloca-se entre a lista de serviços a transferir a "vigilância a prisioneiros". Ora essa! E se estes fugirem? Podem disparar? Estarão armados? Vamos colocar armas nas mãos de assalariados que respondem em primeiro perante a autoridade patronal? E se estar achar que fica mais barato abater todo o preso que "ache" que está a preparar-se para fugir?

A ser verdade, seria uma perigosa intromissão do Privado num domínio que devia ser exclusivo do Estado.

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Agostinho da Silva: “Internamente, se estabelece Portugal como uma rede de municípios republicanos e democráticos”

“Internamente, se estabelece Portugal como uma rede de municípios republicanos e democráticos, cada um com sua constituição adequada às características locais, confiando-se a representantes ou convivência de todos eles a delegados que se reuniam em Cortes, sem prazo fixo, e a discutiam dos problemas particulares ou comuns do Reino; a tudo coordenando, havia o Rei, simultaneamente hereditário e electivo, ainda que por sanção, Rei sem capital fixa, mais fiando de seu passo que de um Paço.”

Agostinho da Silva: Ir à Índia sem Abandonar Portugal; Considerações; Outros Textos

O Professor define nesta frase aquilo que entende que devia ser a estrutura ou forma administrativa de Portugal: em lugar de um Estado centralista, ou mesmo de um Estado Regionalista, contendo um centro um cinco/centros de decisão, Agostinho elege o modelo regional municipalista. Concede aos Munícipios o papel central na administração da Coisa Pública e da aplicação da Democracia. Com Agostinho, Centro administrativo, a Capital, diliu-se completamente entre as responsabilidades que seriam divididas pelas entidades eleitas locais. Os assuntos de interesse nacional (ou seja, comuns a todos os munícipes) seriam tratados, por consenso, nas reuniões de Cortes, que teriam lugar, não na Capital, mas num qualquer munícipio da Nação, escolhida à vez. Sobre este conjunto pairaria um “Rei” embutido de funçöes representativas unificadoras, mas também arbitrárias e conciliadoras sobre este conjunto multiforme e diverso. Hereditário, porque escolhido de acordo com os méritos demonstrados pelos seus antepassados (ou seja, seria um cargo meritório e genético, não sucessório, I.e. Bragantino…), e permanentemente sujeito à aprovação (sanção) dos representantes dos Municípios.

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O “Outsourcing” do Totta & Açores e os dados pessoais dos seus clientes

Segundo notícia do Expresso de hoje (link não disponível), o Totta & Açores (banco do grupo espanhol Santander) estaria a usar trabalhadores em regime de "Outsourcing" contratados a "recibos verdes" com acesso a dados confidenciais dos seus clientes, como saldos, moradas e contactos.

Num mundo onde as empresas de telemarketing sem escrúpulos e ávidas de dados pessoais se multiplicam, a displicência do Totta (e de muitos outros bancos, certamente) choca pela adopção cega do príncipio de Outsourcing massivo de todos os serviços. Embuídos do Dogma de fazer Outsourcing a todas as funções que não façam parte do seu Core, as empresas como o Totta, despediram e rescindiram com tanto pessoal quanto puderam, e contrataram uma variedade de serviços com empresas de "Outsourcing" que pagam muito menos aos seus funcionários e que sobrevivem assim num mundo extremamente competitivo onde o Dumping não é raro.

É assim que os Bancos e outras empresas conseguem aumentar os seus lucros: sacrificando a qualidade e a segurança dos seus serviços à custa do uso massivo e generalizado de outsources subremunerados, desprovidos de direitos sociais e laborais, explorados pelo empregador directo e pelo indirecto, e que não construindo nenhum laço de "pertença" com a empresa onde trabalham podem vender os dados a que têm acesso.

Por isso é que cada vez recebemos mais chamadas de teleoperadoras cada vez mais informadas dos nossos hábitos de consumo e rendimentos…

Mas esta é apenas uma das vertentes desta notícia… A fonte foi obviamente algum funcionário descontente do Totta e todo o texto está escrito de modo a sugerir que "tarefeiros" e "outsourcers" não são pessoas de confiança e que venderão os nossos/deles dados na primeira oportunidade que lhes surgir… A referência – logo na primeira página – à inexistência de um "acordo de confidencialidade" empurra o leitor logo para desconfiar que é assim que os seus dados estão a chegar a um número crescente de teleoperadores e acções de telemarketing cada vez mais agressivas e bem informadas…

MAS…

Será mesmo assim? Temos mesmo a certeza de que não são os próprios bancos ou os seus funcionários (à revelia) que andam a vender os nossos dados aos "tubarões" do telemarketing? Será que esta notícia é apenas um "atirar areia para os olhos", para desviar as atenções desse lucrativo e cada vez mais apelativo mercado de venda de informações pessoais?

Categories: A Escrita Cónia, Sociedade Portuguesa | 1 Comentário

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