Daily Archives: 2006/04/06

A “Acção Afirmativa”

A aprovação da proposta de lei do PS pelo PS e pelo BE que obriga os partidos a inscreverem nas suas listas 1/3 de mulheres enquadra-se no âmbito de medidas conhecidas sob a designação comum: "acção afirmativa".

Nas sociedades de todo o tipo, e durante toda a História do Homem, os individíduos dominantes conquistaram as suas posições sendo mais inteligentes, ou mais agressivos que os outros. A competição inata à própria actividade política e a ligação da competitividade à agressividade e desta à hormona masculina, a Testoterona, explicam a histórica dominação masculina sobre o mundo da política.

Uma forma de ultrapassar esta predominância de um grupo sobre o outro, seria a de impôr um tratamento preferencial ao grupo menos favorecido, neste caso, as mulheres.

Mas, aparentemente, esta forma de descriminação, positiva ou não, viola o princípio da Igualdade… Ou não?

Do ponto de vista filosófico, considero-me um "Utilitarista", ais especificamente um seguidor da versão desta corrente expressa no livro "Ética Prática", de Peter Singer. Nesta obra, Singer, defende que "a única base para afirmar que todos os seres humanos são iguais é o princípio da igualdade na consideração de interesses. Esse princípio excluir formas de discriminação racial e sexual que atribuam menos peso aos interesses das vítimas de discriminação."

Partindo daqui, observamos que os interesses de uma mulher não valem menos – eticamente – que os de um homem. Mas será ético excluir um homem de uma lista de candidatos porque o seu lugar foi ocupado por um elemento feminino, por imposição de uma quota? É.

É expectável que um deputado tenda a valorizar mais os interesses do grupo a que pertence, seja ele sexual ou racial. A existência de uma maioria de deputados masculinos e de "cabelo cinzento" tem feito muito pela inexistência de medidas de promoção à natalidade e à família e pela perpetuação de um sistema de segurança social em explosão eminente. A existência de um número mais equilibrado de sexos no Parlamento poderia garantir a existência de políticas que favorecessem metade da população, e, sobretudo políticas de protecção à família e às crianças. Por consequência, seria desejável assegurar a dita quota…

Categories: Política Internacional, Política Nacional | 9 comentários

Condo. Rice: “Não queremos manter Guantánamo mais tempo do que o estritamente necessário. Não queremos ser os carcereiros do mundo.”

"Não queremos manter Guantánamo mais tempo do que o estritamente necessário. Não queremos ser os carcereiros do mundo."

Condo. Rice

 MAS… Espera aí? Dizer isso não significa um reconhecimento que actualmente são "os carcereiros do mundo"; ou estarei a ler mal? Será que alguém na Administração Bush já avaliou o impacto que a manutenção de uma prisão de muçulmanos, fora-de-lei, e àcerca da qual se multiplicam os relatos de violações dos direitos humanos tem na "guerra ao Terrorismo" e o forte factor motivacional que representa no recrutamento de novos "mártires"?

A Invasão do Afeganistão e o 11 de Setembro foram em 2001… Quando terminar então este "regime de excepção"?

Categories: Política Internacional, Sociedade | 7 comentários

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