A sobrecarga no sistema educativo português

Sabiam que um aluno do 7° ano de Escolariedade tem hoje o espantoso número de 14 disciplinas! Como é possível que os alunos consigam reter tantas matérias diferentes? Quem acredita que esta dispersão curricular não tem nada a ver com os altos níveis de insucesso escolar portugueses?

É imperativo aliviar o peso desta carga curricular. Racionalizar o tempo e optimizar os sempre escassos recursos é algo que só pode ser feito reduzindo o número de disciplinas e aliviando a extensão dos programas escolares. Não se trata de nivelar por baixo, de facilitar a vida escolar reduzindo os níveis de exigência até que desapareça o Insucesso Escolar porque até mesmo os mais mal preparados conseguem transitar para o nível seguinte. Neste sentido, criar disciplinas “étnicas” ou “culturais” como “dança africana” ou “música étnica” (como já se fez no Concelho da Amadora) é dar um passo na direcção do Abismo… Nenhuma dessas disciplinas irá facilitar a integração no mercado de trabalho nem a integração na sociedade e cultura portuguesas, favorecendo pelo contrário a fragmentação cultural e a ghetização de uma parcela cada vez mais significativa da população.

A chave para reduzir a carga curricular e consequentemente o Insucesso Escolar é a Vocação. Existem hoje ao dispôr dos pedagogos vários métodos que permitem identificar as áreas vocacionais de cada aluno de modo a identificar uma grelha de disciplinas onde este esteja mais apto a conseguir melhores resultados. A formação escolar seria assim complexamente flexível, com excepção de 3 ou 4 disciplinas fundamentais, como a Matemática, o Português e uma língua estrangeira.
Em vez de formarmos exércitos de falhados cépticos com a utilidade da sua educação escolar prepararíamos alunos motivados e produtivos, preparados especificamente para as suas áreas vocacionais e prontos para levar Portugal a um novo patamar de desenvolvimento.

O original deste Post foi colocado em “Movimento Quintano“.

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Categories: A Escrita Cónia, Bird Watching, Educação, Sociedade Portuguesa | 4 comentários

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4 thoughts on “A sobrecarga no sistema educativo português

  1. Os alunos têm uma carga horária-escolar incompreensível porque é necessário ocupar os professores, e porque a escola funciona como “fiel depositário” dos meninos, enquanto os pais trabalham.

    A carga horária não resulta da necessidade dos jovens! Eles não contam.

  2. Não conhecendo em profundidade o problema, mas tendo filhos em idade escolar, sei pelo que eles (elas) me dizem, que o número de disciplinas é de facto muito grande. A minha filha mais nova que entrou agora no 5º ano, precisa de ajuda para levar a mochila, tal é a quantidade de livros que tem de carregar todos os dias. Em contrapartida os professores passam menos tpc, talvez por confirmarem o abuso a que as crianças estão sujeitas com este método de ensino.
    Tenho tendência, mas com alguma reserva a concordar com o Rui Pedro, porque a ser assim, algo de profundamente errado se passa.

  3. José Manuel Quaresma Marcelo Marques

    Oigado pelo vosso apoio;
    esperemos (nós os alunos Portugueses) que a sobrecarga horária acabe de uma vez por todas, se não de outra forma não conseguiremos estudar o suficiente para obeter as notas pretendidas. Ass: Bruno Pereira
    João Rebelo

    Arupamento Vertical das Escolas do Pinhão Escola E,B 2,3 do Pinhão

  4. Meus caros!
    e a avaliar pelos erros de ortografia… bem que precisam de estudar um bocadinho mais! 😉

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