Daily Archives: 2005/10/13

A sobrecarga no sistema educativo português

Sabiam que um aluno do 7° ano de Escolariedade tem hoje o espantoso número de 14 disciplinas! Como é possível que os alunos consigam reter tantas matérias diferentes? Quem acredita que esta dispersão curricular não tem nada a ver com os altos níveis de insucesso escolar portugueses?

É imperativo aliviar o peso desta carga curricular. Racionalizar o tempo e optimizar os sempre escassos recursos é algo que só pode ser feito reduzindo o número de disciplinas e aliviando a extensão dos programas escolares. Não se trata de nivelar por baixo, de facilitar a vida escolar reduzindo os níveis de exigência até que desapareça o Insucesso Escolar porque até mesmo os mais mal preparados conseguem transitar para o nível seguinte. Neste sentido, criar disciplinas “étnicas” ou “culturais” como “dança africana” ou “música étnica” (como já se fez no Concelho da Amadora) é dar um passo na direcção do Abismo… Nenhuma dessas disciplinas irá facilitar a integração no mercado de trabalho nem a integração na sociedade e cultura portuguesas, favorecendo pelo contrário a fragmentação cultural e a ghetização de uma parcela cada vez mais significativa da população.

A chave para reduzir a carga curricular e consequentemente o Insucesso Escolar é a Vocação. Existem hoje ao dispôr dos pedagogos vários métodos que permitem identificar as áreas vocacionais de cada aluno de modo a identificar uma grelha de disciplinas onde este esteja mais apto a conseguir melhores resultados. A formação escolar seria assim complexamente flexível, com excepção de 3 ou 4 disciplinas fundamentais, como a Matemática, o Português e uma língua estrangeira.
Em vez de formarmos exércitos de falhados cépticos com a utilidade da sua educação escolar prepararíamos alunos motivados e produtivos, preparados especificamente para as suas áreas vocacionais e prontos para levar Portugal a um novo patamar de desenvolvimento.

O original deste Post foi colocado em “Movimento Quintano“.

Categories: A Escrita Cónia, Bird Watching, Educação, Sociedade Portuguesa | 4 comentários

O “Estado Mínimo”

Vital Moreira escreveu recentemente ao blog Causa Nossa um post em que criticava os defensores do modelo de “Estado Minímo” que conhece a sua aplicação mais radical na Irlanda e – em menor grau – nos EUA ultraconservadores dos Republicanos de Bush.

Depois da publicação do Post, a polémica contra e a favor do conceito de “Estado Mínimo” tem percorrido a blogoesfera e relançou em boa altura a polémica sobre qual deve ser o papel do Estado nas Sociedades Modernas.

Sem querer simplificar excessivamente nos estados ocidentais estas são as áreas de acção fundamentais:
A. Defesa
B. Negócios Estrangeiros
C. Segurança
D. Saúde
E. Educação
Se no que respeita à Defesa e aos Negócios Estrangeiros a questão é relativamente pacífica o mesmo não se pode dizer em relação ao resto desta lista. A Segurança não pode ser entregue nas mãos de privados, sob pena de reduzir seriamente a eficiência, a autoridade e até a sua insenção. Mas em relação à Saúde e à Educação é possível ter uma outra abordagem. O modelo americano “liberal” (a expressão em outro significado na Europa) segundo o qual esses serviços são prestados por entidades privadas a quem depois o Estado financia quando os serviços pode ser interessante e mais eficiente que o modelo “estatista” europeu. O sucesso e eficácia das universidades é evidente e unanimemente reconhecido e a fuga de “cérebros” europeus da Europa para os EUA prova isso mesmo. Já no sistema de Saúde o sistema não parece funcionar tão bem, merçê das escassas verbas atribuídas pelo governo federal ao sector e à gula pelos lucros das entidades privadas de Saúde. Mas um e outro problema têm solução: de um lado aumentando as verbas reservadas, e pelo outro reforçando a eficácia dos mecanismos de fiscalização.

O original deste Post foi colocado em “Movimento Quintano“.

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