Daily Archives: 2005/09/29

O vaivém alemão “Phoenix”

Existe na Europa um projecto de construção de um Reusable Launch Vehicle (RLV) que passado praticamente desapercebido aos Media, sempre tão saturados de informação Made in USA e lacónicos com notícias que provenham do resto do mundo.

Enquanto a NASA se prepara para regressar à Lua em versões modernizadas das cápsulas Apolo da década de 60 e recorrendo aos motores do actual Shuttle, na Rússia trabalha-se no minishuttle Kliper, na Alemanha o projecto Phoenix avança paulatinamente. Financiado pelo governo alemão e pela empresa EADS (a fabricante dos aviões Airbus) este pequeno vaivém não tripulado – que actualmente é testado num modelo à escala de 1/6 – será lançado da base espacial de Kourou na Guiné Francesa através do revolucionário método de um carril electromagnético com 4 km de comprimento. Na fase seguinte do vôo, o Phoenix será impulsionado por foguetes de metanol que estão a ser construídos na Rússia.

A ESA, a agência espacial europeia, ainda não participa formalmente no projecto alemão e da ESA, mas existem já diversos contactos nesse sentido.

O Phoenix deverá realizar o seu primeiro vôo em 2017, ou mais cedo se a ESA entrar no projecto.

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A “mentira” do Noddy

A minha filha de dois anos adora ver os desenhos animados do “Noddy“. Pela parte que me toca, confesso que a coisa não me entusiasma muito, especialmente depois de ver os mesmos filmes pela enésima tricentésimo vez (o final torna-se um tanto previsível a partir da 289ª vez). Mas ao fim de uma vezes começamos a reparar em coisas que não vimos da primeira vez…Por exemplo: num dos episódios Noddy tem a tarefa de fazer regressar ao Céu uma estrela que caiu no bosque. E isso levanta uma questão: ao agir assim o autor do texto optou por antropomorfizar a estrela, dando-lhe traços humanos e concedendo-lhe braços e pernas, além de um lançarote na “cabeça”. E pergunto: será que só era possível inventar uma história que transformasse as estrelas em seres vivos? Não haveria imaginação bastante para criar uma história que não enfiasse na cabeça dos miúdos que as estrelas são criaturas vivas? Bem sei que o público-alvo da série tem entre dois e cinco anos, mas para quê começar por lhes ensinar absurdos que depois alguém, mais tarde terá que desmentir? O “Principezinho” de Saint Exupery também alude a estrelas, asteróides e planetas de uma forma romântica, mas sem incorre em falsidades… Um bom exemplo, cuja perenidade prova o sucesso do modelo adoptado.

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O sistema “Domus”, a célula económica fundamental

Poder e Instituições na Europa do Antigo Regime Colectânea de textos(organizada por António Manuel Hespanha)P.33

“(…) ao contrário do que hoje acontece, o político inscrevia-se no seio das próprias relaçðes de produção. Ou seja, na antiga unidade sócioeconómica europeia – a “casa” (das ganze Haus), o chefe (Haus-herr, paterfamilias) é, ao mesmo tempo, o titular de poderes de direcção sobre os agentes produtivos (os membros da famïlia, na sua acepção de consanguíneos, agnados ou serviçais, poderes que a teoria da época designava por “poderes económicos” (i.e., relativos à casa, oikos), mas que coenvolviam atribuições que hoje designamos de “políticas”.”

Comentário:
Existe no actual regime pós-revolucionário (ou seja, resultante da Revolução Francesa de 1789) uma suposta, falsa e hipócrita separação entre os poderes políticos e económicos. A hipocrisia está em supôr que a separação é possível, o que não é, sobretudo numa sociedade tão economicista como a contemporânea e depois do colapso dos regimes comunistas que serviam de foco ideológico para ambos os lados do muro de Berlim. A falsa separação entre os dois poderes favorece fenómenos como a massificação da corrupção, o nepotismo, o favorecimento sistemático dos grandes grupos económicos. O reconhecimento da comunhão dos dois poderes e o recentramento da Sociedade na Família (“Domus, lat. Casa”) em lugar da Empresa iria aumentar a coesão, a estabilidade económica e a responsabilidade social da unidade básica de produção. Ideal para entidades empresárias de pequena e média dimensão, o sistema “Domus” permitiria reduzir o desemprego e aumentar a eficiência da economia dado que desde os trabalhos de Schumaker na década de 60 que se sabe que “small is beautifull”, isto é, que uma pequena organização é economicamente mais eficiente que uma grande. Obviamente, em alguns sectores chave como a produção de energia eléctrica, as ferrovias, as vias rodoviárias, a indústria de Defesa, etc. a grande dimensão, em virtude da necessidade da necessidade de reunir grandes volumes de capital.

Categories: Movimento Internacional Lusófono | 1 Comentário

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