Daily Archives: 2005/09/18

O empate alemão que empata a Europa

O empate técnico entre a CDU e o SPD nas eleições legislativas alemães está carregado de significado. As políticas do actual chanceler conduziram a Alemanha a 5 milhões de desempregados e à crise económica mais grave dos pós-guerra, enquanto as grandes empresas alemãs como a VW, a BMW e a Siemens multiplicam sem cessar os seus lucros.

Os eleitores alemães estão receosos quanto ao seu futuro e sabem que as políticas de Schroeder não serão capazes de alterar substancialmente o estado de coisas, mas também sabem que a versão ainda mais conservadora dessas políticas proposta pela CDU lhes será ainda mais prejudicial, ainda que possa entregar ainda mais lucros a essas tão anafadas empresas.

Colocados entre duas alternativas semelhantes, dispersaram-se entre as duas, sem escolherem decisivamente nenhuma e receando ainda votar muito à direita ou muito à esquerda.

O governo alemão que sair daqui será muito provavelmente um governo fraco, incapaz de se impôr às forças destruidoras da globalização e da redução dos direitos humanos e sociais na Europa. Se o governo do SPD deixou a Alemanha entrar em crise, o governo seguinte não fará mais do que continuar a gerir esta crise, sendo incapaz de a resolver.

Os resultados revelam que os eleitores alemães ainda não estão preparados (como os portugueses) para chutarem esta classe política do “pensamento único” para a pocilga onde mentalmente chafurdam já à muito tempo. Enquanto isso não acontecer a Europa não deixará de perder influência no Mundo e os Bushistas ultracristãos enviarão os seus exércitos para todo o lado sem quem quer se seja capaz de os levar à razão.

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Sobre a candidatura presidencial de José Maria Martins

José Maria Martins é um candidato que extravasa o caduco sistema partidário português (a precisar de uma sacudidela à italiana ou à alemã), e esse é o maior (único?) mérito da sua candidatura.Mas será que ele sabe que o cargo de PR é meramente decorativo? Que não tem poder efectivo quando diz: “O Presidente da República não pode ser um corta fitas, não pode ser um monarca que de vez em quando passeia numa “presidência aberta” numa determinada região de Portugal.” Não pode ser, mas é, depois das revisões apadrinhadas por Soares e Sampaio, ficou reduzido a esse papel formal.

A demissão de Santana foi uma excepção, feita sobre o limite da Lei e sujeite a uma interpretação polémica e discutível. Mas se demitir um PM soberanamente e unanimente incompetente como Santana foi agir no limite, isso só prova que nosso sistema semipresidencial o “semi” devia ser substituído por “nulo”, dando “sistema nulopresidencial”.

A candidatura não é a reviravolta de que o sistema político português carece, uma vez que esa terá que passar pela extinção dos dois grandes responsáveis pela situação em que nos encontramos e que são o PS e o PSD, que têm partilhado o pode entre si desde 1975 com o resultado que se conhece.

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A contradição do sistema económico globalista

Assistimos um pouco pot todo o mundo desenvolvido a um estranho fenómeno contraditório: por um lado mas multinacionais e as grandes empresas (bancos e seguradoras, sobretudo), aumentam os seus lucros, atingindo ano após ano lucros record. Simultaneamente, os indicadores económicos estagnam ou entram em recessão, os governos aproximam-se da bancarrota, o número de desempregados e os níveis e qualidade de vida descem sem parar enquanto se adensa a pressão para que desçam ainda mais.Para quem vive no Ocidente, as perspectivas são muito más. A qualidade de vida degrada-se cada vez mais e a incerteza quanto ao futuro é crescente. Os Media – detidos pelos grandes grupos económicos – papagueiam o “pensamento único” neoliberal e conservador e contribuem para que se instaure nas populações a convicção de que a crise europeia e ocidental é culpa dos seus “altos salários e regalias sociais”. O modelo do “estado minímo” irlandês e norte americano torna-se incontornável à medida que os limites do Pacto de Estabilidade se impoêm e que a pressão para a descida dos impostos sobre os lucros aumentam, seguindo o exemplo dos países do Leste e dos EUA.

Pouco a pouco, os imensos e esgamadores poderes da Globalização estendem-se por toda a Europa, devorando todas as conquistas que os seres humanos conseguiram desde o século XVIII. Mas este é um movimento autofágico…

Os teóricos do modelo globalizante esquecem que este dependem da existência de largas camadas de consumidores endinheirados e aptos a comprarem os produtos que o sistema se esforça por produzir no Oriente e no Leste a custos de mão-de-obra próximos da escravatura. Quando o sistema despedir o último alemão ou françês, quem vai comprar o mais moderno leitor de DVDs ou o mais recente écran de plasma? O indiano de Bangalore que mal ganha para alimentar a sua família? Ou o vietnamita esfaimado contando todos os meses o magro salário que a Nike lhe concede? Construído como está, o sistema irá provocar a mesma crise de sobreprodução de 1924, a menos que os trabalhadores explorados do Leste e do Oriente consigam forçar os seus empregadores a aumentarem os seus salários, tornando-os também consumidores dos mesmos produtos que fabricam, mas existirão sinais de que isso está prestes a acontecer?… Receio que não.

É claro que estes teóricos – que se pavoneiam tanto nas nossas TVs – não conseguem pensar nestes termos… É que hoje só se planeia e pensa a curto prazo e esta realidade só se torna evidente a médio e longo prazo.

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O Metropolitano de Lisboa traduzido para inglês

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