Daily Archives: 2005/09/10

Beriev Be-200

Agora que finalmente os nossos governantes despertam para a necessidade de haver meios aéreos próprios de combate aos incêndios florestais chegou a altura de começar a avaliar que meios serão adquiridos.

Repare-se neste Beriev Be-200

Desenvolvido de raiz a pensar na missão de combates a incêndios, o avião pode descolar do mar ou de terra e transportar até 12 toneladas de água. O Be-200 foi também desenhado para transportar uma equipa de bombeiros paraquedistas ou para servir como avião ambulância ou de transporte de pessoal militar ou civil (30 lugares), pelo que não estaria parado nos meses de Inverno. Tratando-se de um jacto, ao contrário dos obsoletos Canadair, e tendo uma velocidade de 720 km/h o avião poderia deslocar-se muito rapidamente para qualquer ponto do país com relativa facilidade.

Actualmente, o aparelho encontra-se em operação nos EUA e em Itália e devia ser uma prioridade para a nossa Força Aérea.

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Categories: Sociedade Portuguesa | 3 comentários

Cavaco

Portugal é um país de matriz judaica-cristã e como tal tem no seu seio uma forte tendência para o Messianismo, e Cavaco é hoje o melhor Messias/Sebastião que se pode arranjar… O seu silêncio favorece essa identificação e a sua atitude seráfica e algo arrogante reforça a visão providencial que o povo tem dele.

Tudo isso joga a seu favor.

É claro que Cavaco será uma desilusão… O cargo do PR está completamente destituído de relevância económica e se esperam que Cavaco influencie a conduta económica de Sócrates (que aliás tem com ele traços comuns) está muito enganado… Não pode fazê-lo e provavelmente nem está para isso.

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A Encenação

Ontem, quando olhei pela janela-parede envidraçada do edifício onde trabalho no Parque das Nações vi passar do outro lado da via férrea um estranho cortejo. Um BMW recentíssimo, negro passa seguido por dois outros BMWs cinzentos exactamente iguais em côr e modelo. O estranho cortejo circunda a alta velocidade a piscina municipal acabada de construir e ainda por inaugurar e aproxima-se do portão onde já se encontrava – à chuva – o segurança das instalações. Algo se passava… Reparo também que a caterpillar que alisava o solo imediatamente adjacente à piscina se esfumara subitamente.

Efectivamente nos dias anteriores andava uma agitação estranha pela nova piscina municipal… Empregados da câmara removeram todos os cartazes que publicitários tinham colocado nas paredes da piscina, as últimas obras de arranjos nos jardins e arredores entram em agitação frenética… Fazem pequenos arranjos na estrada que dá para a piscina… Limpam os vidros.

Minutos depois começam a chegar os carros das televisões e dos jornais e todas as (poucas) dúvidas se evaporam: Estávamos perante um Santanismo. Santanaz decidira inaugurar a dita Piscina Municipal em plenas barbas do seu “companheiro” Carmona (sempre ausente destas inaugurações) e aproveitando o mediatismo que lhe resta para ocupar algum tempo de antena nas televisões.

Os carros que seguiam o BMW eram obviamente dos tais seguranças da PSP que acompanham Santanaz por todo o lado. O que levanta algumas questões…: Os tiques aristocráticos e monárquicos dos nossos políticos transparecem bem nestes momentos. Desde Sampaio que se passeia com um Capitão-de-Mar-e-Guerra que lhe segura o chapéu de chuva em Entre-os-Rios a Santanaz que se pavoneia no seu BMW pago por nós, vai uma distância muito curta… E para que precisa Santanaz de 11 seguranças em BMWs? Será que a Al Qaeda tem Santanaz na lista de alvos a abater? (alguém sabe o email da caixa de sugestões da Al Qaeda?).

Findo o circo mediático da inauguração, os 3 BMWs lá partiram em alta velocidade a caminho de mais uma qualquer inauguração obscura. Poucos minutos depois o caterpillar regressava ao terreno e continuava a terraplenar o parque de estacionamento da piscina…

Que encenação!

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Parte 5: Os Descobrimentos Portugueses: Os primeiros desenvolvimentos da construção naval em Portugal

Os primeiros desenvolvimentos da construção naval em PortugalCom a consumação da Reconquista, o movimento para sul que caracterizara desde sempre a monarquia portuguesa cessara temporariamente, mas o tradicional inimigo muçulmano continuava a ameaçar a navegação cristã e as pequenas vilas e cidades da periferia do Reino. Surgiam então duas alternativas: ou se defendiam essas costas permamente sugeitas ao corso muçulmano ou se ía destruir esta ameaça no seu próprio covil, no norte de África. Para o bom sucesso de ambas as hipóteses tinha que existir uma forte marinha mercante, e, sobretudo, uma robusta marinha de guerra.

A Cruzada Marítima

Os fundamentos de uma marinha de guerra portuguesa foram lançados por Dom Dinis, embora o seu desenvolvimento tivesse sido sucessivamente prejudicado pelas constantes guerras com Castela até à assinatura do Tratado de Paz de 1411, isto, muito embora a Santa Sé tivesse promulgado em diversas bulas em que incentivava ao empenhamento nacional numa cruzada marítima contra os muçulmanos.

Estas pressões por parte da Santa Sé são bem visíveis numa Súplica de Dom Afonso IV ao papa Bento XII, solicintando-lhe uma bula que seria concedida a 30 de Abril de 1341 sob o nome Gaudemus et Exultamus, onde se pode ler:

“Que el-rei de Portugal Dom Dinis (…) considerando que o dito reino do Algarve está na fronteira e vizinhança dos ditos inimigos, e que seria mais fácil a guerra (…) se estes fossem atacados por mar, em galés (…), por pessoas dextras na arte da guerra por mar; mandou chamar de longes terras para o seu reino um homem conhecedor das coisas do mar e da guerra naval e nomeou-o almirante de seus reinos com grande soldo, o qual mandou construir galés e outros navios.

Também o contrato celebrado entre Dom Dinis e o genovês Pessanha, datado de 1 de Fevereiro de 1317 dá especial relevo ao papel militar da armada que este comandaria, nomeadamente no ponto em que se diz que o almirante jurou servir o rei “contra todos os homens do mundo (…) também cristãos como mouros”, embora acessoriamente fosse autorizado a utilizar os seus navios e homens em actividades comerciais: “Pero, quando vós, sobredito rei,ou vossos sucessores não houverdes mester serviço dos ditos vinte homens, que eu, micer Manuel e meus sucessores nos possamos servir deles em as nossas mercandias”.

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