Portugal e os Europeus

Pouco têm os portugueses a ver com os europeus do centro e norte. Enquanto que as matrizes norte europeias são bárbaras e germânicas, os europeus do sul encontram no latinismo tardio o Império Romano do Ocidente as suas raízes fundamentais. Os invasores bárbaros do norte e do leste tudo fizeram para conquistar, imitar e reeditar o Império que tinham abatido mas sempre de uma forma parcial ou até mesmo patética. Esse foi o objectivo de governantes como Carlos Magno, Napoleão e até Adolf Hitler. É como se esses povos herdeiros dos bárbaros que destruíram o Império transportassem em si o remorso da mais perfeita forma de governo jamais inventada – o Império Romano de Augusto – e para acalmar essa inquietude tentassem reinventar essa forma semi-mítica de governo nos incompletos e fátuos Império Carolíngio, Império Napoleónico e III Reich. Se esses impérios foram cruéis foram-no porque viviam sob o jugo de se saberem cópias imperfeitas de um modelo muito superior, o romano. A própria iconografia adoptada pelos impérios bárbaros imitava patéticamente a de Roma com as águias imperiais dos nazis, a coroação em Roma do imperador Napoleão Bonaparte e o revivalismo do latim sob Carlos Magno.

Se estes povos germânicos do norte que hoje formam o coração étnico dos países mais influentes da União Europeia, a mais recente tentativa de ressuscitar o Império Romano: a União Europeia. À semelhança das tentativas anteriores, também esta há-de falhar porque lhe falta alma e substrato. Estes, contudo, sobrevivem ainda na região onde a presença romana foi mais intensa e duradoura: o sul da Europa, e sobretudo em Portugal, nas Espanhas e na Itália. É exactamente neste contexto que se insere o mito do “Quinto Império”.

Categories: Movimento Internacional Lusófono | Deixe um comentário

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